5.04.2012

Ministra de Agricultura em Grândola, no âmbito do Festival Terras sem Sombra

MINISTRA DA AGRICULTURA APADRINHA UM SOBREIRO
~ O sobreiro é uma árvore protegida desde 2001 e conta com o apoio do FTSS~
Esta acção pretende alertar para a singularidade e a representatividade do montado de sobro
como um dos ecossistemas mais importantes da Europa”

A recente aprovação no Parlamento do Sobreiro como Árvore Símbolo Nacional é o mote para que o Alentejo, representado pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo, apresente a candidatura do Montado de Sobro a Património da Humanidade em 2013. Para assinalar este facto, irá ocorrer uma acção de sensibilização dia 6 de Maio, às 10h30, na Herdade das Barradas da Serra, promovido pelo Festival Terras Sem Sombra – Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo - em colaboração com o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade e do WWF - World Wide Fund for Nature – uma das organizações independentes de conservação da natureza mais influentes a nível mundial e das duas ONG que promoveram aquela pioneira classificação – as associações Árvores de Portugal e Transumância e Natureza.
Assunção Cristas, Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, e a sua família juntam-se, enquanto voluntários, aos alunos da Eco-Escola das Ameiras e aos demais participantes nesta iniciativa aberta para a realização de actividades como a colocação, em sobreiros, de ninhos construídos com canudos de cortiça virgem; a verificação das caixas-ninho instaladas em 2011 pelo FTSS; a exploração da biodiversidade do montado (flora e fauna), sem esquecer os cursos de água da serra de Grândola; e o apadrinhamento de novas árvores. Tudo isto envolve, ainda, o resgate de uma parcela esquecida do mundo rural, incluindo as profissões associadas à extracção da cortiça e à exploração dos outros recursos do montado, como a pastorícia, a caça, a colheita de cogumelos ou o agro turismo.
Esta acção pretende alertar para a singularidade e a representatividade do montado de sobro como um dos ecossistemas mais importantes da Europa, tanto em termos ambientais como sócio-económicos, e como habitat-refúgio da biodiversidade lusitana. O Sobreiro, também denominado “árvore de plena luz”, é uma espécie com mais de 60 milhões de anos, ocupando 737 mil hectares de solo, mais de 21% da área de floresta em Portugal. Com uma esperança média de vida de 300 anos, é responsável por 3% das exportações nacionais e produz 806 milhões € de cortiça, tornando Portugal líder mundial, com cerca de metade da produção global do sector corticeiro (dados INE 2011).

5 comentários:

Santiaguense disse...

Depois de Sines, agora Grândola. Santiago fica no meio e passou ao lado do Festival Terras sem Sombra, dando preferencia a um espectáculo com o Carlos do Carmo e a entrega ao artista da chave da cidade, que ele depois agradeceu duas vezes à câmara de Castro Verde. Com uma boa área de montado, lamentamos que o município de Santiago não se tenha associado a este festival de música sacra e a esta acção de defesa do sobreiro que nos é tão cara. Mais do mesmo, de um executivo camarário que não se cansa de mostrar a todos que não tem qualquer estratégia para o concelho e sobrevive apenas à custa dos concertos, festas e de algumas figuras públicas de segundo plano que servem somente para embelezar o boletim municipal e as fotos do presidente da câmara, inchado de vaidade e promovendo o culto da personalidade com o dinheiro dos municipes contribuintes.
Siga agora o Paulo Futre na Santiagro 2012!!!!

João Pedro Silva Cruz disse...

O Festival Terras sem Sombra está a prestar um serviço inestimável ao Alentejo, de que é já um rosto privilegiado. Dá gosto verificar isto, bem como a adesão do país á iniciativa. A visita da Ministra da Agricultura é boa prova disto!

Mariazinha Leitão disse...

Realmente é uma pena que os santiaguenses tenham visto partir o Festival Terras sem Sombra para os concelhos vizinhos, cada vez mais influentes, cada vez mais activos. Trata-se de um,a vergonha para os bimbos dos políticos locais, que só servem para gastar os recursos do erário municipal e tâm que contratar gente para lhes sorrir.

Pedro Beja Costa disse...

Foi uma bela iniciativa esta, com um concerto excelente e uma acção no terreno com mais de 200 participantes, assim vale a pena fazer

Anónimo disse...

Cada terra tem os politicos que merece. E Santiago é igual. Deram-lhes maioria na câmara e eles agora governam como podem e querem, e mais ainda sem nenhuma oposição da direita no concelho, porque PSD e CDS são amigos eternos do PCP em Santiago.