3.19.2012

Festival Terras sem Sombra 2012

A oitava edição do Festival "Terras Sem Sombra" arranca a 24 de Março, em Sines, com primeiro de seis concertos itinerantes previstos para este importante festival de Música Sacra. Este projecto, realizado pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja em parceria com as câmaras municipais dos concelhos que percorre, e que se tem associado ano após ano, tem-se destacado como o “mais importante, no género, ao nível nacional”, refere a organização.
O Festival surgiu em 2003 de forma a dar uma “nova vida aos monumentos religiosos do Alentejo”.
Sines, Almodôvar, Beja, Grândola, Vila de Frades e Castro Verde vão receber este Festival, que vai contar com “a presença de nomes de peso em igrejas históricas”, adianta a organização, liderada pelo Prof. José António Falcão.
Nesta edição o evento tem como fio condutor a voz, adoptando como mote a célebre expressão de Santo Agostinho – “Com Voz Suave e Bem Modulada” – que, segundo Paolo Pinamonti, director artístico do Terras sem Sombra, “desencadeou uma ampla reflexão sobre o valor do canto, os efeitos da música e os prazeres que esta produz na alma do homem” e vai trazer ao Alentejo, a Sines, para começar, um elenco de figuras maiores da ópera europeia, com destaque para a soprano María Bayo, a mezzosoprano Maria José Montiel, o tenor Alexandre Guerrero e o barítono Damian del Castillo. Juntam-se ainda os pianistas Marta Zabaleta, Miguel Borges Coelho e o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, sob a direcção de Giovanni Andreoli, para trazer à igreja matriz daquela cidade alentejana, na versão integral, a Petit Messe Solennelle, de Rossini.
Seguem-se Almodôvar, Beja, Grândola, Vila de Frades e Castro Verde, sempre com a presença de nomes de peso – e sempre em igrejas históricas, de grande beleza e excelentes condições acústicas.Os concertos arrancam a 24 de Março, na igreja Matriz de Sines. A 14 de Abril é Almodôvar que recebe o Festival com um espectáculo de homenagem a Marcos Portugal. A 5 de Maio, Grândola acolhe os responsórios místicos de Gesualdo da Venosa. Em Vila de Frades passa o Coro Filarmónico da Câmara da Estónia, no dia 19 de Maio. Beja recebe a Orquestra Sinfónica Portuguesa a 9 de Junho. A Basílica Real de Castro Verde recebe o concerto de encerramento com a primeira audição contemporânea de uma oratória sacra de Gaetano Pugnani.

18 comentários:

Anónimo disse...

Acho bem que Santiago fique fora disto - 1º o Carlos do Carmo, DEPOIS, a estrada de acesso ao mais importante local turistico do Concelho de Santiago - as Ruinas Mirobriga...
MAS 1º, O CARLOS DO CARMO.

Isabel Correia disse...

Verifico que o festival este ano não passa por Santiago Cacém e fiquei bastante surpreendida porque penso que nunca tal tinha acontecido. Sinceramente não percebo porque é que a Diocese de Beja abandonou Santiago e não temos qualquer concerto este ano na nossa belissima igreja matriz.

de cá disse...

Considero uma vergonha esta omissão...e ainda mais gastar-se dinheiro com estes artistas que cá vem e não deixam cá um cêntimo!

Anónimo disse...

Não posso calar a minha revolta por a câmara de santiago ter abandonado o festival terras sem sombra e ir gastar balurdios com o carlos do carmo, paulo gonzo, gnr e companhia. Acho isto simplesmente vergonhoso porque é enterrar ainda mais o concelho.

Anónimo disse...

Só posso dizer...todos a Sines e deixemos o Carlos do Carmo a cantar sózinho!

Susete Martins disse...

Lamentávelmente estamos a descobrir aos poucos que a câmara de Santiago está completamente fora de controle e em desespero total, sem rei nem roque. O pouco de bom e importante que havia em santiago tem sido destruido por esta maioria que desgoverna a câmara. Chegou-se ao ponto de até acabarem com o festival terras sem sombra que era um dos pontos altos culturais da cidade. Vai-te embora proença, vai pregar para outra freguesia que não fazes cá falta nenhuma e só tens feito porcaria atrás de porcaria.

Maria José disse...

A organização do Festival explicou educadamente, com clareza, que não se fez o espectáculo em Santiago do Cacém porque não houve o apoio local mínimo necessário. É pena que a iniciativa passasse para Sines, onde já está quase tudo o que é importante. Resta-nos a esperança de que o festival possa voltar mais tarde, um dia, a Santiago, onde esteve desde o 1.º momento. Os artistas levam decerto boa impressão da nossa região, onde passam alguns dias a ensaiar e actuam como voluntários numa acção em favor da biodiversidade.

FLV disse...

Parabéns à organização do festival Terras sem Sombra pelo excelente concerto do passado Sábado em Sines.
Só se pode lamentar que o mesmo não tenha acontecido em Santiago!

gomes disse...

Mas a Matriz não está em más condições de utilização, a precisar de obras?
Foi o que ouvi há uns tempos.
Se assim for,poderá ser uma justificação que, em todo o caso, deveria ser tornada pública...

António disse...

Nos meus 53 anos de vida nunca vi o meu concelho de Santiago ser tão mal governado como está a acontecer com esta trupe que está na cãmara. A quantidade de dinheiro que tem sido gasta em concertos e festas sem qualquer utilidade para a cultura do concelho, enquanto temos ruas sem pavimento e outros casos graves, não deve ter parelelo em mais nenhum concelho.

João Pedro Ribeiro disse...

Sim, o concerto foi magnífico e as duas igrejas (matriz e a Misericórdia) a recentar pelas costuras, com imensa gente da terra, mas também turistas, pessoas de outras terras do Alentejo, estrangeiros, etc. Eu quis dormir em Sines e não arranjei alojamento. Parabéns à paróquia,ao município, à APS e aos demais apoiantes. Gostei mesmo muito!

lopes disse...

Para quem quiser saber como foi o concerto e o que perdeu:
http://hardmusica.pt/noticia_detalhe.php?cd_noticia=12474

Celeste Matos disse...

Mais uma grande organização do Departamento do Património da Diocese de Beja e da Câmara Municipal de Sines, que foram incansáveis e proporcionaram um espectáculo que será lembrado por muitos anos. E são este tipo de espectáculos que dão nome e importância à nossa região. Os Carlos do Carmo, os Paulos Gonzos e outros quejandos servem apenas para a caça ao voto que em Santiago do Cacém já está está em plena época.

Anónimo disse...

erCom muita pena minha, não tive oportunidade de ir a Sines ver o concerto, mas acredito que tenha sido um grande espectáculo. O que não entendo e até considero incompreensível é que se menospreze o Carlos do Carmo que é apenas e só o maior embaixador vivo do fado, fado que é, como penso que todos reconhecerão, a maior identidade cultural que Portugal possui, sendo reconhecido como tal em todo o mundo.
Considero lamentável a utilização do nome do Carlos do Carmo para a luta politico/partidária local. É de facto lamentável e só demonstra a pequenez de certas pessoas.
Irei certamente assistir ao espectáculo do Carlos do Carmo em Santiago do Cacém, sendo um motivo de orgulho que a minha cidade e o meu concelho homenageiem um grande Homem da cultura e um grande Senhor.

Anónimo disse...

Ao anónimo das 6:39
Ninguém põe em causa o Carlos do Carmo como fadista...É bom, para alguns o melhor, para outros nem tanto. O que se põe em causa é dar a chave da cidade de Santiago a alguém que nunca fez nada por Santiago, não quer saber de Santiago para nada a não ser para vir receber a chave a troco de um cachet de muitos milhares de euros.
Se quisessem entregar a chave...faziam uma sessão especial no salão nobre da câmara e davam-lhe a chave...o que aconteceria é que ele assim se calhar não a queria receber (sem dinheiro).
A isto chama-se BRINCAR com o dinheiro do contribuintes, SEM RETORNO.

Anónimo disse...

Quem está a usar o Carlos do Carmo políticamente é precisamente a câmara municipal, ao atribuir-lhe a chave da cidade por ser um homem de Abril, porque há muitas mais pessoas de Abril que já fizeram alguma coisa por Santiago e o Carlos do Carmo que se saiba nunca deu nada a Santiago nem tem qualquer ligação ao concelho.

Anónimo disse...

Chama-se a isto, entrega das chaves da cidade, bizarrias de um menino queque em fim de mandato.
Ele o Sr.Victor Proença faz o que quer, o que lhe apetece e no fim os que agora o apoiam deverão ser os primeiros da dizer mal dele.
Já repararam que ele está sempre sozinho, a não ser em casos muito pontuais.

Anónimo disse...

Estou em acordo com o anónimo das 11.00 AM e nem acrescento nada mais.

Com que então a dona cãmara municipal de santiago vai propor o sitio arqueológico de Miróbriga para monumento nacional. Mas que querida e tão preocupada que a dona câmara anda com o património arqueologico do concelho! Sim, senhor. Só é de lamentar que ao mesmo tempo que faz isso, vá mandar embora a unica arqueóloga que existe no concelho.