10.28.2011

Movimento cívico em Sines

O recém-criado movimento cívico 'Todos Contra a Poluição' promove sábado à tarde, em Sines, uma marcha silenciosa como forma de protesto contra a poluição industrial na cidade, foi hoje divulgado.
Hélder Guerreiro, da comissão organizadora do movimento, adiantou que a concentração está marcada para as 16h00, junto ao Centro de Artes de Sines, estando prevista uma marcha pelas ruas do centro histórico da cidade.
Como símbolo do «pesar» quanto à situação vivida nesta localidade do litoral alentejano, está a ser pedido à população que leve vestida uma peça de roupa preta.
De acordo com Hélder Guerreiro, também coordenador da comissão de trabalhadores da refinaria de Sines e deputado municipal pelo PCP, a origem do movimento cívico é «semelhante» à do M12M, que levou quase 500 mil pessoas a manifestarem-se nas ruas portuguesas no dia 12 de Março deste ano.
Em meados de Junho, João Plácido, também membro da comissão organizadora do movimento de Sines, criou um grupo no Facebook para discutir os problemas de poluição sentidos pela população.
O debate e ideias apresentadas neste fórum culminaram na realização de uma assembleia popular, há cerca de duas semanas, à qual compareceram várias dezenas de pessoas e onde foi formalizada a constituição do movimento cívico.
Esta vontade de agir ganhou maior força devido aos recentes problemas de contaminação industrial, como a descarga para o mar, em Abril, de efluentes com elevadas doses de hidrocarbonetos, que obrigou à interdição da pesca na zona durante cerca de um mês, ou a intensificação de maus cheiros nas últimas semanas, sobretudo durante a noite.
Mas, na opinião de Hélder Guerreiro, este problema remonta à altura em que foi instalado o complexo industrial na cidade, nos anos 70 do século XX, sendo que algumas «situações nunca foram corrigidas».
Apesar desta iniciativa, a comissão dinamizadora do movimento, constituída por nove pessoas, afirma-se a favor do desenvolvimento industrial local, «fundamental para o país e para Sines».
Contudo, porque esta zona «contribui com uma larga percentagem para o produto interno bruto nacional», a população espera também «solidariedade» para com a necessidade de «medidas que protejam a sua saúde».
As suas reivindicações mais imediatas são, segundo Hélder Guerreiro, que se deixe de fazer descargas de efluentes não tratados para o mar, que seja feito, a curto prazo, um estudo sobre o impacto da poluição na saúde das pessoas, especialmente a nível oncológico e das doenças respiratórias, e que sejam implementadas medidas de protecção da cidade em relação aos maus cheiros.
A comissão organizadora espera poder, em breve, colocar estes problemas directamente à ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas, estando também a ser preparada uma petição sobre o assunto para entregar ao Governo.

10.19.2011

Uma pergunta

Alguém sabe o estado real das contas dos cinco concelhos do Alentejo Litoral?
Será que os executivos municipias que nos lêem (às escondidas, mas lêem) teriam a seriedade, além do dever de informação, de nos enviar o estado real das suas contas?
Nós, os que aqui vivemos, agradecemos!

10.06.2011

Um projecto megalómano em Sines!

A Câmara Municipal de Sines anunciou a construção do elevador na Avenida Vasco da Gama, no âmbito da requalificação da Avenida Vasco da Gama, em Sines, que transformará esta avenida marginal num espaço de lazer
O obra arranca esta semana.
Esta avenida, marginal à praia Vasco da Gama tem sido muito utilizada pelos eventos lúdicos que aí decorrem, como o cortejo de Carnaval e o Festival Músicas do Mundo, irá estar em obras até ao final do próximo ano.
De acordo com a Câmara Municipal de Sines, o principal objectivo da requalificação passa transformar a avenida da praia "em espaço de lazer, vocacionado para as pessoas, iniciativas festivas, feiras, desporto, espectáculos e actividades turísticas e de lazer".
A intervenção contempla a "redução do número de faixas de rodagem", passando de duas para uma em cada sentido, e a criação de "um passeio público com 13,5 metros de largura, complementado por uma ciclovia", que, no futuro, se deverá estender até à localidade de Porto Covo.
A empreitada inclui também a implantação de um elevador, que ligará a Avenida Vasco da Gama ao centro histórico da cidade.
Os trabalhos incidirão ainda na falésia, que sofrerá um "tratamento paisagístico" e de "consolidação".
As obras fazem parte do Programa de Acção para a Regeneração Urbana de Sines e representam um investimento de cerca de 4,5 milhões de euros, co-financiado em 80 por cento por fundos comunitários.
Isto faz-nos pensar que existem pessoas, nomeadamente de responsabilidade em cargos públicos, que nada aprenderam com a crise: autarcas que insitem em loucuras, que alguém pagará e entidades publicas e comunitárias que sustentam estas iniciativas.
Como é possível que se faça isto em Sines, quando tantas coisas mais necessárias deveriam estar a ser intervencionadas...