8.24.2011

Grândola inaugura Museu de Arte Sacra

Nota à Imprensa

"Grândola inaugura Museu de Arte Sacra

O Museu de Arte Sacra de Grândola abre as portas ao público, a 23 de Agosto, na igreja de São Sebastião, para apresentar a sua colecção permanente, formada por fundos de pintura, escultura e artes decorativas. Esta iniciativa, da responsabilidade do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, da Câmara Municipal e da Paróquia de Grândola, integra cerca de uma centena de obras de arte, oriundas de igrejas da sede do concelho, das freguesias de Azinheira dos Barros e de Santa Margarida da Serra e da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia.
Grândola possui um extenso e variado património religioso, ainda escassamente divulgado, que é merecedor de visita atenta. A povoação começou por denominar-se Bendada e após a “Reconquista” cristã (inícios do século XIII) fez parte do concelho de Alcácer do Sal, sendo entregue pelos primeiros reis de Portugal, como sucedeu com boa parte do Baixo Alentejo, à Ordem militar de Santiago da Espada. O facto de se situar numa encruzilhada de caminhos e estar rodeada de terras férteis deu-lhe grande importância nos finais da Idade Média.
D. Jorge, mestre das ordens de Santiago e Avis e duque de Coimbra, frequentou assiduamente Grândola. A tradição registou a predilecção que lhe mereceu a actividade venatória nos matos e serranias da zona, em que abundava a caça grossa, mas não oculta um interesse mais profundo em apoiar o desenvolvimento de uma povoação dotada de efectivo valor estratégico, em termos económicos e sociais, para a milícia espatária. A permanência do mestre e da sua corte ajudaram a chamar moradores à terra, imprimindo-lhe a feição senhorial que perduraria até tarde.
O rei D. João III concedeu em 1544 carta de foral a Grândola, elevando-a a vila e cabeça de concelho, sinal de reconhecimento do progresso atingido pela povoação. Foi o corolário de um período áureo. A vocação agrícola e comercial da terra conheceria novos rumos ao longo dos séculos XVII e XVIII. No centro histórico subsistem notáveis solares brasonados desta época, mas as igrejas, ermidas e capelas continuam a ser o principal testemunho de uma memória colectiva deveras rica.
Vanguarda do ideário republicano no Sul, Grândola viria a perder, nos anos que se seguiram a 1910, parte da sua herança religiosa. O espólio que sobreviveu à voragem, porém, é muito significativo, como o demonstra o acervo patente no Museu de Arte Sacra. Através dele podem reconstituir-se alguns dos mais interessantes aspectos do quotidiano religioso, desde a organização pastoral das paróquias até ao esplendor do culto litúrgico e ao florescimento das devoções. A época contemporânea também não foi descurada: uma peça fundamental é o retábulo de “São Jorge e o Ladrão”, pintado em 1961 por José Escada para a igreja da mina de Lousal.
A ermida de São Sebastião foi construída, nos primórdios do século XVI, por iniciativa do povo de Grândola, num arrabalde da vila, junto à estrada real, para proteger a comunidade da peste. Em tempos de epidemia, serviu como posto de controlo dos viandantes. Prestou igualmente apoio aos peregrinos que por aqui passavam em direcção a Santiago de Compostela. Monumento de carácter vernáculo, de linhas simples e austeras, ao gosto popular, tornou-se uma importante referência do imaginário e da toponímia locais. Com o crescimento da terra, após a passagem do caminho-de-ferro (1916), passou a fazer parte do circuito urbano."

10 comentários:

Anónimo disse...

Muitos parabéns á Câmara de Grândola e ao Dr. Falcão por mais este novo museu na nossa região. Agora é a vez de Santiago também avançar com o seu museu de arte sacra que tem bastante material para isso.

Anónimo disse...

Boa notícia para o Litoral Alentejano, mas não é surpresa já que o concelho de Grândola neste momento é o concelho mais pujante e mais activo culturalmente de todos os que compõem o Litoral Alentejano. No próximo fim de semana temos em Grândola a Feira de Agosto, que é tão só a maior feira do sul do país. A boa relação entre o municipio, o estado e o investimento privado também já deu frutos nas ruínas de Troia. As praias do concelho de Grândola também têm sido destaque na televisão e no estrangeiro pela sua qualidade, e pelos serviços de apoio. O Cine-teatro Granadeiro é a maravilha que sabemos. Tivemos agora obras boas na zona tradicional, que deixaram o local num brinco. O Centro de Ciência Viva no Lousal é já uma referência nacional. E agora mais este museu de Arte Sacra, que dá mais prestigio a Grãndola e é o resultado do grande trabalho de parceria entre a câmara e o departamento do património da diocese de Beja. A malta de Santiago vai ter que se conformar porque Grãndola está na moda e é um concelho que já bate Santiago em muita coisa.

Anónimo disse...

Todos os Concelhos do Litoral Alentejano "batem" o concelho de Santiago...Só os mais findamentlistas comunas é que não querem aceitar esta realidade.

Santiago como concelho activo, cultural e digno...JÁ FOI...!
Agora é a "Cuba de Fidel" no Alentejo...
37 anos a destruir...é "OBRA"...!

Maria Julia Viegas Soares disse...

É com bastante tristeza que também constato que Santiago tem excelentes condições para poder criar um bom Museu de Arte Sacra no antigo Hospital do Espírito Santo, como em tempos chegou a ser anunciado, mas que por algo que desconheço a obra não avança, o que realmente é uma perda para a cidade de Santiago. Realmente tenho vindo a constatar também, que os vários concelhos à nossa volta estão a dar o salto enquanto o nosso concelho vai morrendo lentamente. Não haverá uma forma de inverter esta tendência que é muito má para todos nós?

Anónimo disse...

Nestas coisas da cultura, aqui para estas bandas (Santiago), enquanto a "vaca deu leite" o Camarada Viktor era um excelente programador, com toda a sua pujança (desde que ele estivesse sempre à frente da manada).
Agora que a "vaca secou", anda virado para outras andanças (um pouco desconhecidas), talvez preparando uma saída gloriosa.
Assim vai o nosso panorama cultural, onde tudo tem que passar pelo comité central chefiado pelo querido camarada.
É a vida!

Anónimo disse...

Há...é só acabar com esta ditadura comunista incompetente que há 37 anos está metida na Câmara...

Anónimo disse...

Onde isto chegou, até grãndola que foi sempre uma amostra de concelho ao pé de santiago, tem tido uma evolução muito rápida enquanto o santiago anda a passo de caracol. Só há uma coisa que grândola não consegue ganhar a santiago. É em propaganda do faz de conta. Nisso santiago é rei no alentejo todo.

Anónimo disse...

Eu acho o mesmo...
Está na hora de acabar com este reinado ruinoso dos comunas em Santiago...
O Vitor Proença nunca prestou...mas é hábil a enganar...
Vai sair daqui deixando o Concelho arruinado, dividido e sem futuro...
Foi preciso muito "TALENTO"...!
Santiago nos últimos 37 anos, nunca teve um Presidente de Câmara que gostava do Concelho e respeitasse as populações.

Anónimo disse...

Penso que o Viktor Proença já deu o que tinha a dar, tal como os outros que estão lá na câmara a mandar com ele. O concelho de Santiago está a morrer e alguém tem que fazer algo antes que seja tarde de mais.

Anónimo disse...

Concordo perfeitamente...
Está na "hora" de acabar com tanta INDIFERENÇA, INCOMPETÊNCIA, INCAPACIDADE E, MEDIOCRIDADE...
Espero que a população perceba que 37 anos de comunismo em Santiago foi um CASTIGO, que nenhum verdadeiro santiaguense merecia...!