8.26.2011

Agora que o Verão vai acabando....

...aqui está um excelente programa para os próximos dias em Sines:
Jazz conquista Sines no final de Agosto
O Auditório do Centro de Artes de Sines recebe, nos dias 26, 27 e 28 de Agosto, a quinta edição do Sines em Jazz, evento organizado pela Associação Pro Artes de Sines e pela Câmara Municipal de Sines.
Num programa de oito espectáculos de entrada gratuita, a vitalidade do jazz feito em Portugal volta a estar em evidência.
O festival começa no dia 26, sexta-feira, às 21h30, com um espectáculo pelo Miguel Amado Group. O baixista Miguel Amado lançou recentemente o CD "This is Home", composto na sua maioria por originais do próprio. É este novo repertório que apresenta ao vivo em Sines com o seu quinteto.
Segue-se-lhe a cantora Carmen Souza, às 22h30. Nascida em Lisboa, em 1981, Carmen cresceu entre as culturas portuguesa e cabo-verdiana. A sua música absorve tanto essências das músicas e dos ritmos de Cabo Verde (coladeira, morna, batuque...) como aromas do jazz.
Às 23h30, sobe ao palco Extravanca!, um projecto de colaboração entre o acordeonista português João Frade e o quinteto francês Dites 34. Reunidos sob a direcção do contrabaixista Pascal Seixas, os seis músicos revisitam a rica música tradicional algarvia através do jazz.
O segundo dia de música, sábado, 27 de Agosto, começa às 21h30 com um concerto a solo pelo pianista Tiago Sousa. O espectáculo segue o repertório do disco “Walden Pond's Monk”, CD com edição internacional inspirado nas obras de Henry David Thoreau e nas suas ideias sobre o respeito pela liberdade e pela expressão infinita das potencialidades do Homem.
Às 22h30, é a vez do quarteto do pianista e compositor Diogo Vida. Depois de um período passado na cena jazz de Barcelona, este antigo acompanhante da cantora Jacinta apresenta em Sines repertório de “Alegria”, o seu primeiro álbum, composto essencialmente por temas originais, inscritos na tradição e diversidade do jazz contemporâneo.
No último concerto de sábado, às 23h30, Afonso Pais & JP Simões mostram o disco “Onde Mora o Mundo”. JP Simões, cantor, compositor e escritor, assina as letras. Afonso Pais, multi-instrumentista e compositor com formação musical na área do jazz, tratou da música, dos arranjos e da direcção musical. A canção brasileira e o cancioneiro norte-americano são as fontes inspiradoras.
Domingo, 28 de Agosto, arranca às 21h30 com o espectáculo Joel Xavier “Back to the Blues 20 Years After”. Nascido em Lisboa no dia 25 de Abril de 1974, Joel Xavier é considerado um dos mais prestigiados guitarristas mundiais, tendo já tocado com lendas da música como Toots Thielemans e Richard Galliano. Em 2011, comemora 20 anos de carreira regressando aos blues.
O último concerto do Sines em Jazz, às 22h45, é da responsabilidade do projecto Ibericae, uma colaboração entre o quarteto de Vasco Agostinho (professor da Escola das Artes de Sines e um dos mais prestigiados guitarristas portugueses) e o pianista catalão Albert Bover. Vai ouvir-se música original e improvisada de raiz jazzística.
Informações detalhadas sobre o evento no site
www.centrodeartesdesines.com.pt.

8.24.2011

Grândola inaugura Museu de Arte Sacra

Nota à Imprensa

"Grândola inaugura Museu de Arte Sacra

O Museu de Arte Sacra de Grândola abre as portas ao público, a 23 de Agosto, na igreja de São Sebastião, para apresentar a sua colecção permanente, formada por fundos de pintura, escultura e artes decorativas. Esta iniciativa, da responsabilidade do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, da Câmara Municipal e da Paróquia de Grândola, integra cerca de uma centena de obras de arte, oriundas de igrejas da sede do concelho, das freguesias de Azinheira dos Barros e de Santa Margarida da Serra e da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia.
Grândola possui um extenso e variado património religioso, ainda escassamente divulgado, que é merecedor de visita atenta. A povoação começou por denominar-se Bendada e após a “Reconquista” cristã (inícios do século XIII) fez parte do concelho de Alcácer do Sal, sendo entregue pelos primeiros reis de Portugal, como sucedeu com boa parte do Baixo Alentejo, à Ordem militar de Santiago da Espada. O facto de se situar numa encruzilhada de caminhos e estar rodeada de terras férteis deu-lhe grande importância nos finais da Idade Média.
D. Jorge, mestre das ordens de Santiago e Avis e duque de Coimbra, frequentou assiduamente Grândola. A tradição registou a predilecção que lhe mereceu a actividade venatória nos matos e serranias da zona, em que abundava a caça grossa, mas não oculta um interesse mais profundo em apoiar o desenvolvimento de uma povoação dotada de efectivo valor estratégico, em termos económicos e sociais, para a milícia espatária. A permanência do mestre e da sua corte ajudaram a chamar moradores à terra, imprimindo-lhe a feição senhorial que perduraria até tarde.
O rei D. João III concedeu em 1544 carta de foral a Grândola, elevando-a a vila e cabeça de concelho, sinal de reconhecimento do progresso atingido pela povoação. Foi o corolário de um período áureo. A vocação agrícola e comercial da terra conheceria novos rumos ao longo dos séculos XVII e XVIII. No centro histórico subsistem notáveis solares brasonados desta época, mas as igrejas, ermidas e capelas continuam a ser o principal testemunho de uma memória colectiva deveras rica.
Vanguarda do ideário republicano no Sul, Grândola viria a perder, nos anos que se seguiram a 1910, parte da sua herança religiosa. O espólio que sobreviveu à voragem, porém, é muito significativo, como o demonstra o acervo patente no Museu de Arte Sacra. Através dele podem reconstituir-se alguns dos mais interessantes aspectos do quotidiano religioso, desde a organização pastoral das paróquias até ao esplendor do culto litúrgico e ao florescimento das devoções. A época contemporânea também não foi descurada: uma peça fundamental é o retábulo de “São Jorge e o Ladrão”, pintado em 1961 por José Escada para a igreja da mina de Lousal.
A ermida de São Sebastião foi construída, nos primórdios do século XVI, por iniciativa do povo de Grândola, num arrabalde da vila, junto à estrada real, para proteger a comunidade da peste. Em tempos de epidemia, serviu como posto de controlo dos viandantes. Prestou igualmente apoio aos peregrinos que por aqui passavam em direcção a Santiago de Compostela. Monumento de carácter vernáculo, de linhas simples e austeras, ao gosto popular, tornou-se uma importante referência do imaginário e da toponímia locais. Com o crescimento da terra, após a passagem do caminho-de-ferro (1916), passou a fazer parte do circuito urbano."

8.23.2011

Imagens do Verão no Alentejo Litoral









Diferentes paisagens que se vão perdendo.....