7.18.2011

E depois do adeus....(Festival Terras sem Sombra.)

Em baixo publicamos mais um comentário de um nosso leitor.
Agradecemos penhoradamente a sua participação, reafirmando que este espaço estará sempre disponível para quem quiser comentar, divulgar ou questionar os aconteciemntos que acontecem na nossa região.
E este é um exemplo de como acontecem aqui coisas excelentes, em que o publico participa e todos nós saimos engrandecidos.
Agradecemos ao nosso "crítico musical" e a todos os que tornaram possível este Festival.

O Baixo Alentejo e o Alentejo Litoral foram literalmente “iluminados”, entre Março e Julho deste ano, pela 7.ª edição do Festival Terras sem Sombra de Música Sacra, um projecto do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, dirigido pelo Prof. José António Falcão, intelectual de grande prestígio no campo da cultura e, sem favor, uma das “cabecinhas pensantes” do Grande Sul. Região que lhe corre nas veias – e que se tem recusado a abandonar ao seu destino de esquecimento.

Esta edição de 2011 contou com a direcção artística do Prof. Paolo Pinamonti, docente na Universidade de Veneza, ex-director do Teatro Nacional de São Carlos, figura de referência no meio da ópera. Apesar de, entretanto, ter ganhado, em concurso muito disputado, o lugar de director da mais importante casa lírica de Espanha, o Teatro Nacional de la Zarzuela, em Madrid, o maestro italiano vai continuar à frente do Terras sem Sombra até ao final de 2013.

A dupla Falcão-Pinamonti era, já por si, um augúrio de bom sucesso, pois nenhum deles gosta de brincar em serviço, pelo que se deduz dos seus currículos bem estribados. Mas a tarefa revelava-se, à partida, muito difícil. O defunto Ministério da Cultura não atribuiu um cêntimo ao Festival em 2011, apesar da sua qualidade, já que “as clientelas” falavam mais alto. No entanto, ninguém desistiu...

Sob a batuta de uma mulher cheia de entusiasmo, com raro talento para a organização logística, a Dr.ª Sara Fonseca, vogal do Departamento do Património da Diocese, confirmou-se a parceria com os municípios e as entidades regionais de turismo e conseguiu-se o envolvimento da sociedade civil. As famílias alentejanas abriram as suas casas a músicos, jornalistas e outros participantes; as comunidades colaboraram nas tarefas necessárias; e um leque de empresas nacionais e estrangeiras contribuiu para um orçamento sóbrio, gerido com parcimónia, mas sem sacrificar a qualidade.

Gerou-se um entusiasmo transversal em torno do Terras sem Sombra. O público, por sua vez, encheu completamente as igrejas (mesmo as monumentais, que levam para cima de 750 pessoas sentadas). No dia 9 de Julho, a Praça da República, em Beja, estava apinhada de gentes das mais diversas partes para assistir ao concerto de encerramento, sob a batuta do famosíssimo maestro Marcello Panni. A RTP, coisa rara entre nós durante os últimos tempos, fez a cobertura integral dos concertos e outras actividades, dedicando três programas ao Festival que irão ser difundidos a partir de inícios de Agosto: os concertos de Beja e Castro Verde e um documentário de uma hora, “Making of”, do realizador João Tocha.

Em suma, pode falar-se de um grande êxito, coisa que no Alentejo parece às vezes pouco plausível. Êxito mesmo em termos de taxa de ocupação hoteleira e de prestação de serviços de restauração, e outros, pois vieram milhares de pessoas de fora, ao longo de diversos meses. O segredo resulta de uma combinação muito cuidada entre a beleza dos espaços seleccionados, a pertinência e a profundidade dos programas e a escolha ambiciosa dos intérpretes (“only the best”). Tudo isto viria a redundar num ambiente descontraído, inclusivo e muito profissional. Não se trata de exagero. O Festival Terras sem Sombra, no seu novo formato, alcandorou-se ao n.º 1 no panorama nacional, dentro do seu género.

Para os mais distraídos, basta dizer que o erudito, temido e exigentíssimo crítico musical do jornal “Expresso”, Prof. Jorge Calado, esteve discretamente em três concertos... e eram evidentes os sinais de satisfação no seu rosto. Isto para não falar de outras figuras maiores da constelação da crítica europeia, como Juan Ángel Vega del Campo (“El Pais”, Madrid), Guido Barbieri (“La Repubblica”, Roma) ou Peter Conrad (“The Observer”, Londres).

Como não bela sem senão, só se lamenta que o Festival, certamente por escassez de meios, não tenha podido alargar a sua presença, este ano, a outros concelhos. É pena que se tenha ficado apenas por Beja, Santiago do Cacém, Almodôvar, Castro Verde, Vila de Frades, Grândola e novamente Beja. Terras de firme tradição musical e onde existem notáveis monumentos religiosos, como Ferreira do Alentejo, Sines, Mértola, Aljustrel, Serpa ou Odemira, bem se deveriam “candidatar” a receber o Terras sem Sombra nas próximas edições.

Rui Guedes

7.15.2011

Porto de Sines paga 5,3 milhões de euros de dividendos

O porto de Sines vai pagar 5,3 milhões de euros de dividendos ao Estado, o seu principal accionista, anunciou hoje a empresa em comunicado.
No mesmo documento, o porto de Sines revela ainda que o volume de negócios atingiu 31 milhões de euros no primeiro semestre do ano e que a empresa já atingiu uma autonomia financeira de 79%.
Ainda no primeiro semestre, foram movimentadas 11,7 milhões de toneladas de mercadorias, com uma subida de 18% na carga geral, 15% no gás natural liquefeito, 16% nos graneis sólidos e 28% nos produtos petroquímicos.
Só os produtos petrolíferos é que sofreram uma quebra de 20% "motivada pelo impacto da paragem da refinaria de Sines" que está em obras.

7.01.2011

Está tudo doido na nossa região??

Retiramos, a quem agradecemos, esta notícia co "Correio da Manhã":

"Farda laranja foi proibida
Os funcionários administrativos do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém, foram aconselhados pela administração a evitar o uso de pólos cor-de-laranja após as eleições legislativas que deram a vitória a Pedro Passos Coelho (PSD).
Segundo apurou o CM, a decisão foi transmitida durante uma reunião na qual foram entregues pólos com as cores verde, azul e laranja a cada um dos funcionários para evitar "a monotonia cromática" no atendimento ao público, adiantou fonte ligada ao hospital.
No entanto, e ao mesmo tempo, foi aconselhada a não utilização do laranja. A orientação foi acatada pela maioria dos funcionários, que no dia seguinte às eleições optaram pelos pólos verdes e azuis. A administração hospitalar terá justificado a decisão com a necessidade de evitar a associação das novas cores aos resultados das eleições legislativas e interpretações abusivas por parte dos utentes. Contactada pelo CM, Adelaide Belo, presidente demissionária do conselho de administração do hospital, recusou-se a comentar o caso.
Entretanto, a proibição já foi levantada e os funcionários voltaram a poder usar as três cores fornecidas pelos responsáveis. "