6.30.2011

Herdade da Comporta inaugura Museu sobre a história da região.

A Herdade da Comporta inaugura esta quinta-feira, o Espaço Museológico “Museu do Arroz”, um espaço dedicado à preservação da história da Herdade, que resulta da reabilitação da antiga Fábrica de Descasque de Arroz.
"Divulgar a história da região e assumir-se como um espaço de referência para eventos culturais" são os principais objetivos deste novo equipamento.
Datado de 1952, o edifício da antiga Fábrica foi alvo de reabilitação, surgindo agora renovado, trazendo até aos dias de hoje os hábitos e costumes do século XX da região. Com recurso a imagens, fotografias, máquinas e utensílios antigos, entretanto recuperados, é possível “recuar” no tempo e imaginar como era a vida numa grande herdade agrícola.
No Espaço Museológico é recordada a vivência na aldeia da Comporta e os espaços lá existentes, como a cantina, o talho, a padaria, a barbearia ou a casa de costura, assim como diversas oficinas (serralharia e carpintaria) e profissões entretanto já caídas em desuso, como a de forjador.
O projeto de criação de um museu sobre a cultura do arroz na Comporta teve a sua expressão inicial em 1998. Todavia, foi só em 2006 com a conclusão do projeto de reabilitação do edifício da antiga fábrica, onde se incluía o restaurante “Museu do Arroz”, que se criaram as condições para a criação deste museu.A inauguração do Espaço Museológico culmina "a ambição da Herdade da Comporta de criar um espaço que perpetuasse a tradição antiga da região, oferecendo à população um espaço que espelha a identidade da população local e preserva o património social e cultural da região".
O Espaço Museológico “Museu do Arroz” vem reforçar ainda "o potencial turístico da Herdade da Comporta, complementando a oferta já disponível com as praias, os restaurantes e a Adega, visitados durante todo o ano por turistas nacionais e estrangeiros".
O Espaço Museológico está aberto de terça-feira a domingo, das 10h às 13h e das 14h30 às 19h30. Encerra à segunda-feira.

12 comentários:

De S. Domingos disse...

Queria deixar aqui um apelo à CM de Santiago Cacém para se lembrar da Fábrica da Moagem de S. Domingos que também dava um bom museu como este da Comporta. Se a Abela tem direito a museu, S. Domingos também tem direito a ter um museu na Fábrica da Moagem.

Anónimo disse...

Muitos parabéns e felicitações à Herdade da Comporta por este projecto e aos municípios de Alcácer do Sal e Grândola que estão no caminho certo, após décadas de imobilismo, inércia e abandono em que o comunismo os deixou.

Anónimo disse...

Ao sãodominguense:
É fácil fazer um museu como na Abela. Basta por na Junta de Freguesia um presidente que seja da nomenklatura do PCP, como foi o da Abela.

Anónimo disse...

Seguindo a mesma linha os camaradas de S.Domingos, têm razão.
Se o Camarada Catalino conseguiu arranjar um tal Museu do Trabalho na Abela.
Têm de pagar os votos!
Atenção o Museu da Comporta é propriedade privada.

Anónimo disse...

Santiago com estes "cromos" que estão por cá há 37 anos...SÓ PODE PIORAR...!

Ermidense disse...

Amigos de S. Domingos, Deus queira que tenham mais sorte com a fábrica da moagem do que nós tivemos com o cine-teatro de Ermidas que chegou a ruína, e também tenho bastante pena que a câmara de Santiago não se lembre de Ermidas onde tinha todas as condições para fazer um museu dedicado à cortiça e à sua industria porque temos bastante tradição na área corticeira. Com grande pena nossa a câmara de Santiago não quer saber disso para nada e a cultura de ermidas, e de outras freguesias com fraco peso eleitoral tem-se perdido.

Anónimo disse...

O museu da comporta é de iniciativa privada, não tem nada a ver com câmaras. Lógico que é um exemplo. As ruínas de Troia também têm um bom investimento da Sonae, o que também é um bom exemplo. Só acho estranho que esses grupos privados com capacidade financeira façam investimentos destes em Grândola e Alcácer, e não apareça nenhum a fazer o mesmo em Santiago, por exemplo nas ruinas Miróbriga, Castelo, etc, etc.
Há pouco tempo fui ver a cripta arqueológica de Alcácer e gostei bastante do que vi.
No mesmo dia fui dar a conhecer o nosso museu municipal a uns amigos e ficaram um pouco decepcionados com ele, e com as obras na zona histórica de Santiago, que estava praticamente às moscas em pleno verão. Santiago devia mudar algumas situações para cativar mais o turismo e para a terra ganhar mais dinamismo.

Anónimo disse...

A moagem de S. Domingos se fosse bem tratada e transformada em museu era uma mais valia para a freguesia e para o concelho.

Anónimo disse...

Santiago enquanto fôr CDU/PCP...só pode PIORAR...

gomes disse...

E o lagar de azeite de Ermidas não deveria igualmente ser recuperado e transformado num espaço museulógico onde fosse honrada uma das principais actividades agrícolas da região, num projecto pedagógico intergeracional?
Aquele edificio que vemos num entroncamento da estrada nacional 121 com a rua Manuel da Fonseca, degrada-se a olhos vistos e é mais um exemplo do abandono do patrimonio arqueológico industrial que, noutras terras deste Portugal tem sido sabiamente reaproveitado.

Anónimo disse...

Realmente é uma pena estar a perder-se assim como o cine-teatro vitória de Ermidas e a moagem de S. Domingos. Tem que haver uma maior consciencia da câmara municipal de Santiago. O interior do concelho não pode andar a uma velocidade mais baixo do que a parte mais urbana do concelho.

Anónimo disse...

Não há esse tipo de consciência por parte da CDU/PCP...eles querem lá saber da história do lagar das Ermidas...do antigo cinema...eles nem aproveitam as ruinas Miróbriga, a Costa de Santo André, o Castelo que ainda tem o cemitério...!!!
Esta gente, simplesmente...NÃO PRESTA...!