6.02.2011

Grândola está contra junção de três planos de ordenamento num só

A Câmara Municipal de Grândola opõe-se à intenção da Secretaria de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades de juntar três planos de ordenamento da orla costeira em apenas um só. Paulo do Carmo, vereador com a pasta do Ambiente na autarquia grandolense, explica que o despacho daquela secretaria de Estado “não faz o mínimo sentido, porque junta realidades e dinâmicas que nada têm que ver umas com as outras”.
Apesar da reivindicação, o autarca apela a que o Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) Sado-Sines “seja imediatamente revisto”, cumprindo assim uma resolução do Conselho de Ministros, de 2008, que determinava ao Instituto da Água rever aquele instrumento no prazo de 6 meses. “O município não está contra esta revisão, mas quer que esta seja feita de forma distinta da que está referenciada no despacho”, sublinha Paulo do Carmo.

Segundo o vereador, o actual POOC Sado-Sines, elaborado há cerca de 15 anos e em vigor desde 1999, “não vai permitir ao município manter a excelência das suas praias”, sobretudo numa altura em que este voltou a conseguir hastear oito bandeiras azuis na sua frente atlântica. Grândola exige assim que as zonas balneares tenham mais apoios de praias aos veraneantes ficando o Governo com a responsabilidade de construir mais parques de estacionamento nas imediações ou balneários.

“Grândola tem paisagens muito belas e extremamente bem preservadas, justificando assim a sua crescente procura e a urgente revisão deste plano de ordenamento”, afiança Paulo do Carmo, que alude ao facto de o POOC ter sido criado numa altura em que as praias tinham cerca de 100 mil pessoas, longe das 500 mil que em média hoje em dia recebem. O vereador sublinha, deste modo, que a actual regulamentação “não favorece o território e continuará sem favorecê-lo, dada a pretensão de juntar realidades distintas aquando da sua revisão”.

O município de Grândola está, do mesmo modo, contra a revisão do Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejano, desde que esta entrou em vigor. O documento prevê apenas a construção de uma cama turística por cada habitante residente em qualquer um dos concelhos do Litoral Alentejano. Apesar das restrições, Grândola já aprovou perto de 18 mil camas, quando, no seu caso em particular, o plano previa um total de 15 mil!!!

5 comentários:

Anónimo disse...

Opõe-se e faz muito bem. Assim é que se defende os interesses de um concelho, mesmo que vá contra o partido que promoveu a sua candidatura. Beato, é sinal de independência partidária, e mete os interesses do concelho à frente dos interesses do PS. Ao passe que por exemplo o presidente Victor Proença mete primeiro os interesses do partido acima de tudo, depois a seguir a sua imagem pessoal, e em último lugar quando calha, lá mete os intereses do concelho. Mas já perdeu muito gás, nota-se que está a descair bastante e mesmo no discurso já não empolga ninguém, nem sequer muitos dos seus camaradas.

Anónimo disse...

A propósito, agora que o PS ( do Sócrotes) ardeu, qual será o lugar que o Vitor irá ocupar. Sim, porque agora já não tem a "muleta" do Sócrates para "bater".

Anónimo disse...

ao das 5:45
mas o Vitor é do PS ou do PC?
Já estou baralhado

Anónimo disse...

O Vitor é empregado do PCP...e vai fazer o que o patrão mandar...!

Anónimo disse...

É o do PC.
Acontece que o homem, com palavrinhas mansas, tinha no Sócrates um aliado para poder ter acesso aos corredores do poder e também para descarregar o que estava mal!
Parvo é que ele não é.