3.14.2011

Requalificação do sudoeste alentejano vai custar 47 milhões de euros

O plano de requalificação e valorização do sudoeste alentejano e costa vicentina constitui uma oportunidade de organizar o “turismo desregrado” e potenciar a conservação da natureza e da biodiversidade, disse hoje a presidente da Sociedade Polis Litoral. O investimento previsto será de 47 milhões de euros.
De acordo com Paula Sarmento, as intervenções previstas no Plano Estratégico da Intervenção de Requalificação e Valorização do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, cujo relatório ambiental preliminar foi hoje apresentado em Odemira e está em processo de consulta pública até dia 23 deste mês, pretendem resolver algumas questões “reconhecidas como pontos fracos” da região. A representante da Sociedade Polis Litoral, que gere este plano, com um investimento previsto de 47 milhões de euros, destacou a importância de reordenar as acessibilidades e estacionamentos para a protecção dos sistemas costeiros, colocando barreiras e promovendo acessos adequados a essas zonas. “Esta região é muito procurada para o turismo de auto caravanas, mas este é feito anarquicamente, degradando a paisagem e o ecossistema em si”, explicou. Outras intervenções previstas com vista à protecção das dunas e arribas são a desactivação de caminhos e estradas desnecessários, colocação de passadiços pedonais e renaturalização dos caminhos desactivados e zonas degradadas. Serão também criados equipamentos e infra-estruturas de apoio às praias e para as actividades desportivas relacionadas com o mar, ciclovias e parques de merendas, entre outros investimentos, como a requalificação da ponta de Sagres e do forte da Ilha do Pessegueiro. A área de intervenção deste plano estende-se por cerca de 9500 hectares e uma extensão de 150 quilómetros de frente costeira, abrangendo os concelhos de Aljezur, Odemira, Sines e Vila do Bispo, bem como as lagoas de Santo André e da Sancha, no concelho de Santiago do Cacém.

2 comentários:

Anónimo disse...

Oxalá o dinheiro seja bem gasto e que venham bons projetos, para a região dar finalmente o tal salto.

Anónimo disse...

Qual salto...?
Só se fôr para o ABISMO...!
Há alguém que "saiba" como utilizar em beneficio das populações esse dinheiro todo...esquecendo-se de si, dos seus AMIGOS E FAMILIARES?