3.02.2011

Mais uma consulta publica...

A nossa região está na berra, mais uma vez!

Após a publicação do Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (que os municípios afectados decidiram, e bem, contestar em tribunal), da consulta publica do PolisSudoeste, surge agora, mais uma vez discretamente e sem grande alarido a Consulta Publica da Avaliação Ambiental Estratégica do Estudo de Avaliação da Rede Rodoviária Nacional no Alentejo Litoral e Algarvio (IC4 Sines - Lagos), um nome longo e pomposo para mais uma estrada (?) que ligará Alcácer a Lagos.

Vai cortar novamente campos e povoações, sobreiros e zonas productivas...onde se evitou uma linha de comboio, querem pôr agora uma via rápida na zona de Melides, outra que desce das Relvas para sul, cortar a Serra do Cercal, etc, etc.

Aqui estão os links para os documentos e aguardamos as reacção das pessoas e das autarquias, num processo que surge subreptíciamente, a medo, e com graves consequências para a nossa região:






9 comentários:

Anónimo disse...

Claro, pela calada que é para a coisa passar sem ruído. Ao menos que nos valha a sociadade civil e as associações como foi o caso do traçado do caminho de ferro que se não fosse a associação e as pessoas,a esta hora já estava feita. E neste caso vai acontecer o mesmo, porque isto é feito para não dar alarde e quando se dá por ela, já está em andamento.

Anónimo disse...

Eu ao longo dos anos tenho vindo a vereficar que só temos são destruidores de tudo o que é bom em Portugal agora com a situação das estradas tenho um terreno em que passa uma estrada e os destruidores deste pais marcaram a estrada só por onde o terreno tem melhor qualidade ao meu visinho a mesma coisa depois mais á frente marcarom uma curva para destruir uma quinta doutro visinho e mais á frente noutra quinta marcaram uma retunda onde existe outra quinta marcaram outra retunda istoé só para destruir o resto que ainda resta

Anónimo disse...

É uma espécie de vai tudo abaixo, até não ficar pedra sobre pedra. Espero ao menos que as câmaras defendam o seu território e os municipes proprietários como é seu dever.

Anónimo disse...

Temos que estar bem atentos porque muitas vezes nem se pode contar com aqueles que elegemos para tomarem posições a nosso favor.Tirando as comissões de utentes dos serviços publicos, isto não dá votos e portanto os partidos não têm interesse a não ser que o assunto bata à porta de algum politico importante que possa ser prejudicado.

Anónimo disse...

Podem "espernear" que nada de bom vai acontecer.
Os comunas vão acabar por deitar abaixo as casas antigas da zona histórica e substitui-las por contentores iguais ao que puseram na "meia-laranja", nas Romeirinhas, onde já houve um coreto...
UMA VERGONHA PARA QUALQUER SANTIAGUENSE...!
As escavações do Largo do Pelourinho...são um exemplo da incompetência e desconhecimento dos brilhantes elementos camarários, pagos por nós mas lacaios do PCP...!

Nélio Pinheiro disse...

Será que eu estou a entender mal...? Existem pessoas contra uma estrada em condições no litoral alentejano??!! Querem tudo como está? Se não está tudo bem, o que gostavam de ter então?

FLV disse...

Qual a real necessidade deste projecto e destas ligações?
Está convenientemente avaliado o impacto e o retorno ? Conheço as estradas e não me parece que tenham os volumes de tráfego que estão nos documentos...e não me parece que, especialmente com as restrições de construção e desenvolvimento urbano no Parque Natural e no Barlavento Algarvio, vá aumentar muito mais o fluxo de pessoas!
Por outro o impacto económico, numa altura em, que andamos a pedir dinheiro emprestado para sobreviver, cortamos em tudo (pensões, ordenados) inibimos o consumo publico, aumento dos combustíveis (menos carros e deslocações) vamos fazer mais umas centenas de Kms de estradas novas???
Igualmente o impacto ambiental ou seja, na alternativa I, a recomendada, volta-se a fazer o rasgão na zona de Melides, que se conseguiu impedir para a linha férrea e agora volta-se a pensar nisso para uma rodovia???….são milhares de sobreiros, de zonas produtivas, povoações, etc.
E para sul, voltar a atravessar a zona das Relvas Verdes e trespassar a Serra do Cercal pela crista, ambiente biofisco único, descendo para a envolvente de Odemirra, Ribeira do Torgal e para não falar na zona do Barlavento Algarvio.
Como aspecto curioso, no Parque Natural não são postas restrições para estradas..mas para casas sim!
E curiosamente no "Relatório não técnico", pag 20, dos 4 critérios: Coesão Territorial, Acessibilidade e Mobilidade, Qualidade Ambiental e Viabilidade Económica..os que são mais valorizados pela equipa são a Coesão territorial e a Acessibilidade…quando qualquer bom senso levaria a pensar primeiro na Viabilidade económica, Qualidade ambiental, Acessibilidade e por fim Coesão territorial (conceito tão lato que é indefinível…mas será para outra discussão…e num pais minúsculo como o nosso) por esta ordem.
Depois o modelo de desenvolvimento é, a meu ver errado, porque mais uma vez puxa tudo para o litoral…em vez de um eixo Norte Sul, deveria ser pensado um sistema de pente, ao longo da A2/IC2, ligando o litoral ao interior, por exemplo: Alcácer-Alvito-Cuba-Vidigueira-Moura, Sines-Santiago-Ferreira-Beja-Serpa ou Odemira – Ourique - Castro Verde – Mértola, ou seja o interior cada vez mais isolado.
Além disso porquê a construção de novas estradas, quando as existentes são boas e que apenas deveriam ser beneficiadas na sua segurança, e não aumentado velocidades, que como sabemos, aumenta os riscos.
Por exemplo a estrada Alcácer Comporta, que está boa, sem curvas…para quê fazer uma nova ao lado? A ligação Santiago Sines (com o novo IP8??) Porto Covo Milfontes e ate Odemira…ou mesmo Cercal Odemira…que apenas necessita de melhoria em algumas zonas de curvas.
Ou ainda Milfontes Zambujeira S Teotónio…melhorias nas curvas de Odeceixe ou na aproximação a Lagos…mas a ligação Aljuzer Sagres ou Sagres Lagos…óptima.
O problema das acessibilidades é no interior...não no Litoral
Ambientalmente um desastre, atravessando zonas sensíveis, a montante da barragem do Ortiga e de Morgavel, da lagoa de Santo André e Melides, cortando os lençóis de agua de abastecem estes locais, milhares de sobreiros (desde Alcácer a Sagres o sobreiro é a árvores dominante).
E já chega, mas muito mais haveria a dizer…a cultura do alcatrão e do desperdício de dinheiros públicos continua.
E lamentável a politica do segredo, da falta de divulgação, das escondidas, da rapidez, etc etc

Aqui estão os links para os mapas e os restantes documentos
http://www.inir.pt/portal/RedeRodovi%C3%A1ria/EstudosdeAvalia%C3%A7%C3%A3odaRRN/Estudos/LitoralAlentejanoeAlgarvioIC4/Avalia%C3%A7%C3%A3oAmbientalEstrat%C3%A9gica/tabid/178/language/pt-PT/Default.aspx
Mapas:
http://www.inir.pt/portal/LinkClick.aspx?fileticket=w1FGmFMHEi4%3d&tabid=178&mid=739&language=pt-PT

Anónimo disse...

Eu acho que devem fazer as estradas e que elas sirvam para levar de Santiago mais ràpidamente os incompetentes que nos têm "governado"...!
O Alentejo Litoral excluindo a Costa maritima do Concelho de Grândola, regrediu para os anos 50 do século passado...Vai demorar décadas a refazer o que foi destruido e a fazer o que não foi feito...Os comunas estiveram tempo demais nesta zona do Alentejo...foram 3 décadas de incompetência de miserabilismo e madiocridade...
AGORA É AGUENTAR...A MELHOR ZONA DE PRAIAS DE PORTUGAL...NÃO TEM UM HOTEL DE 5 *****...!!!NEM SEQUER UMA ZONA DE PISCINAS PÚBLICAS...
UMA VERGONHA...

lopes disse...

Todas as câmaras e populaçõs estão contra.
Do que estamos à espera para agir?