3.04.2011

Comunicado das Estruturas de Produção e Criação Cultural e Artística do Alentejo

EXIGIMOS QUE SEJA REPOSTO O DINHEIRO RETIRADO AO ALENTEJO
ASSIM COMO O APOIO A PELO MENOS 14 PROJECTOS NA NOSSA REGIÃO
Sr. Primeiro Ministro, Srª Ministra da Cultura, Sr. Director Geral das Artes,
as estruturas de produção e criação cultural e artística da Região Alentejo exigem que o Ministério da Cultura através da Direcção Geral das Artes reponha o dinheiro retirado ao Alentejo para Apoio às Artes e que sejam apoiadas nesta Região pelo menos 14 candidaturas.
Em causa estão 135.477 euros retirados à Região Alentejo no âmbito do Concurso de Apoios Anuais 2011 e Bienais 2011-2012.
Os Termos de Abertura deste concurso anunciavam o apoio a 14 projectos na nossa Região com uma verba total de 700 mil euros.
No entanto o projecto de decisão relativo a este concurso divulgado pela Dgartes no passado dia 18 de Fevereiro propõe para apoio apenas 11 candidaturas na nossa Região com a verba de 564.522,57 euros.
Os 135.477 euros em falta foram transferidos na sua maior parte para a Região de Lisboa e Vale do Tejo e em quantias de menor valor para outras regiões do país.
Esta alteração dos Termos de Abertura do concurso é inadmissível quando existem no Alentejo 7 candidaturas em condições de elegibilidade que não foram propostas para apoio e quando aquelas que foram apoiadas sofreram cortes muito significativos em relação a 2010.
Mais lembramos que é obrigação inerente à política cultural dos Governos que esta se desenvolva em todo o território nacional e que corrija as assimetrias regionais. A Constituição Portuguesa, tal como toda a legislação aplicável aos Concursos de Apoio às Artes são bastante explícitas quanto a este ponto.
Relembramos também que a Ministra da Cultura em visita ao Alentejo em Janeiro de 2010, quando confrontada com as sucessivas descriminações desta Região no âmbito dos Apoios às Artes, afirmou na presença da comunicação social que “não gosto, não fico nada satisfeita por saber que há uma região do país que, à partida, é condicionada do ponto de vista dos apoios” e que “esta é uma situação que eu irei alterar”.
Por todas estas razões, as estruturas de produção e criação cultural e artística do Alentejo exigem que sejam repostos à nossa Região os apoios a que temos direito.
Sem mais, subscrevem estas exigências as seguintes 23 estruturas do Alentejo
A Bruxa Teatro (Évora), Alma d’ Arame (Montemor-o- Novo), Arte Pública (Beja), BAAL 17 (Serpa), BYPASS (Évora), Companhia de Dança Contemporânea de Évora (Évora), CENDREV (Évora), Colecção B (Évora), 3 em Pipa (Odemira), ExQuórum (Évora), Lendias d’Encantar (Beja) Oficina da Courela (Évora), Oficinas do Convento (Montemor-o-Novo), Pédexumbo (Évora), PIM Teatro (Évora), Quadricultura (Évora), 7 Sois 7 Luas (Ponte de Sôr), Teatro ao Largo (Vila Nova de Milfontes), Teatro d’O Semeador(Portalegre), Teatro do Imaginário (Évora), Teatro do Mar (Sines), Associ’arte (Évora),Teatro Fórum de Moura(Moura), CCEN (Sines)
Informações e esclarecimentos:
96 009 32 69 (Jorge Feliciano)

2 comentários:

Anónimo disse...

Eu até posso concordar com esta reivindicação destes agentes "culturais"...mas gostava que houvesse para os Músicos Portugueses a mesma possibilidade de se poderem candidatar e receber este tipo de subsídios...nem que fosse para comprar instrumentos que são taxados como os ferraris...
Uma viola ou um piano são "objectos" de luxo...!!!

Anónimo disse...

Sou a favor dos apoios à cultura e contra o dinheiro mal gasto em coltura!
E penso que nas câmaras deviam ser impostos limites para gastos em concertos e espectáculos, que servem apenas interesses eleitoralistas e para a malta nova fumar uns charros, que de cultura nada têm. É que as centenas de milhares de euros todos os mandatos em cachetes, alugueres de palcos, artistas de qualidade duvidosa, etc, que se queimam todos os mandatos vão andando lado a lado com o discurso que não há dinheiro para arranjar o cine-teatro Vitória em Ermidas-Sado nem a Sociedade Harmonia em Santiago.