2.09.2011

Ainda as obras no centro Histórico de Santiago do Cacém


Foram descobertas estruturas arqueológicas na Praça Conde do Bracial.

Era previsível que tal acontecesse, mas mais uma vez a Câmara foi atras das máquinas e lá fizeram uma escavação de salvamento.

Porque não aproveitar e escavar o resto da Praça?

Ou vai-se fazer como em Alvalade, que se tapou com alcatrão tudo ( e mal) rápidamente?

Também para que fazer este esforço, se o Museu é a miséria que se vê actualmente....

8 comentários:

Anónimo disse...

Quando não se SABE...acontecem destas coisas e outras ainda piores...

Anónimo disse...

Acho que era de fazer uma escavação total da praça para ver se há mais coisas escondidas debaixo do chão, e se houver podia-se deixar à vista com uma cobertura de acrilico para as pessoas verem esse património.

Anónimo disse...

Se estes silos pudessem ser salvos era óptimo, porque era mais uma atracção histórica nesta praça, mas também sou da opinião que deviam fazer-se escavações e sondagens arqueológicas em toda a extensão da praça porque é bem capaz de haver mais património no subterrâneo.

Anónimo disse...

Há património por debaixo de toda a zona histórica e, não é preciso ser arqueólogo para se ter essa certeza...
Acho que se deve deixar tudo aberto com acrílico tranparente, como fazem em locais idênticos...
Em Santiago...NUNCA SE SABE...!!!
COISA BOA NÃO VAI ACONTECER DE CERTEZA...!!!

Anónimo disse...

Tem que haver mais do que os silos, basta procurarem bem e fazerem as coisas como deve ser. Em muitas terras, este tipo de achados fica à vista com uma placa de acrílico resistente, e com focos de iluminação sobre os achados, e tornam-se locais para os turistas conhecerem e dão valor acrescentado às terras. Porque é que em Santiago ainda não se está a discutir o salvamento destes silos e a realização de mais trabalhos de arqueologia na praça toda?

B Varela disse...

Porque apesar de o projecto ter 10 anos, nunca a Câmara Municipal pensou no assunto (para variar).
E agora, apesar de apregoar a defesa do patrimonio e da valorização do Centro Histórico, vai ser uma coiss atabalhoada, sem um minimo de rigor e com a habitual falta de qualidade.
Para quê ter um arqueólogo e uma antropóloga, se eles não podem trabalhar nisto como deve ser.
Se calhar é melhor estarem em Alvalade com meia duzia de esqueletos desinteressantes ou a organizar exposições.
Esta ocasião, unica para a nossa terra vai ser desperdiçada mais uma vez.
Mas não admira, com as negações culturais que são o Proença, a Margarida Santos e a Célia Soares, que tem conduzido uma política cultural digna de um povo pre histórico.
Tinham agora uma ocasião de fazer um brilharete. Mas não!

Uma santiaguense disse...

Sou da opinião que devemos aproveitar tudo o que melhor temos para trazer mais turistas ao centro histórico e por isso não me passa pela cabeça que estes silos sejam tapados e enterrados, afinal nada de novo teria desde que foram tapados há tantos séculos. Iamos continuar como atrasadinhos comparados com outras localidades onde este tipo de património é protegido e dado a conhecer a que nos visita. E se foram encontrados estes silos, parece que acidentalmente, será que se forem feitos mais trabalhos de escavações não há achados ainda mais importantes. A nossa câmara municipal tem que resolver isto a bem de Santiago, porque isto é uma parte das nossas raízes, fazem parte deste povo. Não se podem enterrar estas coisas e assobiar para o ar, é preciso encontrar uma solução. Nem que se tenha que chamar o IPAR.

Carlos disse...

Decorrem há várias semanas obras na estrada da Cumeada, ou seja, a estrada de acesso às ruínas romanas de Miróbriga. As mesmas encontram-se em numa Zona Especial de Protecção (ZEP), logo é obrigatório por lei que tenham acompanhamento arqueológico.

A CMSC não vai renovar contrato com o único arqueólogo que tem e deste modo não pode dar cumprimento à lei nem tão pouco proteger e salvaguardar o património do concelho.

Depois o Sr. Presidente ainda fala em promover o património e turismo cultural e no estreitar de relações com Miróbriga.

Uma vergonha!