1.21.2011

Obras no Centro Histórico de Santiago aproximam-se do fim...como o próprio Centro Histórico!

As obras de regeneração do centro histórico de Santiago do Cacém deverão estar concluídas até final de 2011, embora as empreitadas se possam estender até ao ano seguinte. Vítor Proença, presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, recordou que os investimentos, comparticipados por fundos comunitários em 80 por cento e responsáveis pela grande parte dos 10 milhões de euros de investimento liderados pela autarquia, “estão em bom andamento, tendo o município assegurado em apenas 2 anos mais financiamento do que os dois últimos quadros comunitários juntos”.
No Centro Histórico de Santiago, onde o total das empreitadas ronda os 1,5 milhões de euros, os trabalhos também prosseguem a “bom ritmo”, estando a requalificação da zona envolvente da central elétrica e Egas Moniz “inteiramente concluída”. Para o primeiro trimestre de 2011, prevê-se ainda que a requalificação se estenda à praça do Pelourinho, à rua Condes de Avillez e à Tapada do Palácio Condes de Avillez, onde as intervenções prevêem o arranjo da componente florestal e a salvaguarda dos equipamentos que já ali estavam.
Além das obras de fundo nos dois principais núcleos urbanos do concelho de Santiago do Cacém, Vítor Proença congratulou-se ainda com a obra que vai criar um novo acesso às ruínas romanas de Miróbriga. A empreitada, já adjudicada, ronda os 900 mil euros e visa alargar a estrada atualmente existente, reforçando a iluminação pública e criando uma ciclovia numa das faixas de rodagem da via. “Tratam-se de obras de elevada grandeza, até porque a Câmara Municipal de Santiago do Cacém nesta altura de crise tem sido uma das poucas que tem um grande número de projetos comparticipados, quase todos a 80 por cento”, enfatizou o edil.
Nesta notícia, emitida pela CMSC, de auto glorificação, não se diz que que a Câmara acaba de extinguir o GRUP - Gabinete de Recuperação Urbana e Património - localizado no Centro Histórico, no antigo Palácio do Condinho.
Este Gabinite da CMSC era responsavél pela avaliação dos projectos no Centros Históricos de Santiago, Alvalade e Cercal e pela elaboração dos seus Planos de Salvaguarda.
Ao que se sabe está concluído apenas o de Santiago.
Para quando o de Alvalade e do Cercal.
Para quê fazer obras (mal feitas ainda por cima) se depois não existe que acompanhe e apoie os residentes, os investidores?
Mais uma vez a CMSC anda ao contrário de todas as outras pessoas.

6 comentários:

Anónimo disse...

O camarada Victor era um bom governador do reinado de S.Cacém no tempo da vida fácil.
Com as "vacas magras" a caminho terá que demonstrar, se os "totós" não o colocarem num pedestal, a porcaria que anda a "inventar"!

ermidense disse...

Tiro o chapéu ao pessoal do grup que deu o máximo de si durante anos e anos, com poucos meios e numa câmara que cada vez vemos mais que em assuntos de centros históricos e património, é Santiago e o resto é paisagem. Lembro aos mais distraidos que o Cine-Teatro Vitória de Ermidas Sado está em ruinas e durante muitos anos foi promessa da câmara municipal. E vai ser tanto arranjado, tal como vão ser arranjados os centros historicos de Alvalade do Sado e do Cercal do Alentejo. Esta cãmara é um desastre para o interior rural do concelho, e discrimina freguesias consoante o numero de eleitores que têm.

Anónimo disse...

Obras miserabilistas...sem perspectiva futura...incompetentemente mal feitas...
A MEDIOCRIDADE COMUNISTA NO SEU MELHOR...
UMA VERGONHA...
AS CALÇADAS NOVAS QUE FIZERAM PELA CIDADE SÃO OUTRA VERGONHA E MAIS UM RETRATO DA INQUALIFICÁVEL INCOMPETÊNCIA DESTA CÂMARA LIDERADA HÁ 36 AMOS POR EMPREGADOS E LACAIOS, DO PCP...

FLV disse...

Como arquitecto e Santiaguense vejo com grande preocupação esta extinção do GRUP.
Quando os poderes e atribuições deste gabinete deveriam ser reforçados, assiste-se a esta reorganização completamente inesperada.
Com um longo percurso, que vem desde os anos 80, com o Arq. Chinita, com o saber acumulado, a confiança crescente das pessoas, um trabalho ainda longe do ideal mas com muito mérito, com a proxima implementação do Plano de Pormenor do Centro Histórico de Santiago do Cacém, a necessidade de desenvolver os Planos de Alvalade e Cercal, é por demais evidente que esta decisão é imcompreensível.
Alías, a questão da valorização do Centro Histórico de Santiago do Cacém vinha a ser cada vez mais defendida e anunciada pela autarquia, o que torna a extinção do GRUP ainda mais incompreensivel.
Poderemos afirmar que Santiago do Cacém, neste capítulo, anda ao arrepio do que são as politicas patrimoniais e dos Centros Históricos das restantes autarquias e que deu um passo atrás na defesa e valorização do seu património urbano e construtivo.
Aguardemos que a Câmara Municipal nos esclareça quais serão as medidas tomadas para evitar grave opção ou que venham melhorar a situação existente atá a extinção do GRUP - (Extracto de uma carta enviada ao Presidente e Vereador do Urbanismo da CMSC)

Anónimo disse...

Salvo erro este já é o fim de duas ou três equipas/gabinetes dedicados aos centros históricos do concelho ditado pela maioria municipal, e sem grandes resultados. Agora que o centro histórico de Santiago Cacém começou a ver algumas obras (algumas delas polémicas), extingue-se a equipa?????????????? Ninguém percebe isto, e já não se fala dos outros pequenos aglomerados históricos de Cercal e Alvalade Sado que fazem parte do concelho também, e que estão como sabemos. Vamos aguardar que a CM venha a terreiro esclarecer como é que vão ser tratados estes assuntos daqui para a frente, mas sem dúvida que a bandeira do património e dos centros históricos que Victor Proença andou a levantar durante os seus mandatos sofreu um rude golpe com a extinção do GRUP, e é preocupante.

Anónimo disse...

Acabarem com o grup não é mau se fizerem um novo gabinete tecnico, mas se não fizerem passa a ser algo muito preocupante para todo o concelho, em particular para as zonas historicas referidas. Há gente competente dentro dos tecnicos da câmara, espero que sejam bem aproveitados e que tenham boas condições de trabalho.