12.23.2011

Boas Festas

A todas as pessoas que amam este nosso pedaço de Portugal, desejamos um Bom Natal e que 2012 seja um excelente ano para a nossa região!

11.24.2011

Mais uma distinção para uma personalidade da nossa região

Com a devida vénia à Rádio Sines, aqui divulgamos esta notícia:
José António Falcão condecorado pelo Presidente da República Francesa
O Presidente da República Francesa, Nicolas Sakorzy, condecorou José António Falcão, director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, com a "Medalha da Juventude e dos Desportos". A distinção atribuída premeia a intervenção do investigador no estudo do Caminho de Santiago, um trabalho que se tem traduzido, à escala europeia, na mobilização das comunidades locais para a defesa das vias de peregrinação a Santiago de Compostela
.
Este acto decorreu numa pequena cermónia na Embaixada de França, com a presença de algumas personalidades do Alentejo, como por exemplo o Sr. Bispo de Beja, o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Beja, o Arq. Francisco Lobo de Vasconcellos, o Arq. Ricardo Pereira, o Dr. Luis do Ó, o Eng. Gomes da Silva, entre outros.

11.22.2011

Um personagem

Espantamo-nos com a tribuna mediática que um Sr. José Ferro tem.
A enorme quantidade de vezes que esse senhor, de Samto André, ocupa páginas e páginas de jornal é surpreendente, especialmente numa região onde tantos acontecimentos mais interessantes são deixados de lado.
Conseguimos perceber que existe uma "zanga de comadres" entre o PCP e o Sr. Ferro, também antigo (?) comunista.
No entanto, não entendemos o que é que isso interessa à nossa região, ao Litoral Alentejano.
As desinteressantes entrevistas desse senhor são apenas um lavar de roupa suja e a dizer mal de tudo (não é que não tenha razão em alguns pontos), mas não vimos até hoje, algo de construtivo, alguma sugestão nova, ou que melhorasse a nossa qualidade de vida, a qualidade de vida desta nossa terra.
Também não conhecemos o percurso cívico do Sr. Ferro (mentor da criação de um novo concelho??), mas achamos que não é a dizer sempre mal e sem apresentar alternativas que se chega lá.
Lançamos o repto para que se sirva deste nosso espaço para apresentar soluções criativas, interessantes, positivas...

11.14.2011

Municípios/Estatística: Sines é concelho do Alentejo com maior poder de compra devido a complexo portuário e industrial, diz Manuel Coelho.

Sines é um dos concelhos com maior poder de compra em Portugal devido ao desenvolvimento do complexo portuário e industrial, justificou à Lusa o presidente do município.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), este concelho alentejano é o 10.º com maior poder de compra per capita a nível nacional e o primeiro do Alentejo.
O presidente da Câmara Municipal, Manuel Coelho, atribuiu tal facto a, neste momento, Sines ser o “maior pólo portuário e industrial do País, com o maior contributo para a economia nacional”.
Por isso, o autarca considerou que o município que lidera é “um dos mais importantes do País” e com “condições para ser muito maior e melhor”.
Actualmente, Manuel Coelho diz bater-se pela implantação de novas indústrias no complexo industrial da cidade, mas “mais limpas”, e pela “expansão” do porto de Sines.
No entanto, não escondeu que também há aspetos negativos no concelho, como a poluição, problema que, no último mês e meio, tem estado no centro das preocupações da população.
Outra das reivindicações dos habitantes de Sines tem sido a construção do novo centro de saúde, que, segundo Manuel Coelho, só depende agora de o Governo “lançar o concurso”, após ter sido, recentemente, assinado o contrato de execução financeira.

10.28.2011

Movimento cívico em Sines

O recém-criado movimento cívico 'Todos Contra a Poluição' promove sábado à tarde, em Sines, uma marcha silenciosa como forma de protesto contra a poluição industrial na cidade, foi hoje divulgado.
Hélder Guerreiro, da comissão organizadora do movimento, adiantou que a concentração está marcada para as 16h00, junto ao Centro de Artes de Sines, estando prevista uma marcha pelas ruas do centro histórico da cidade.
Como símbolo do «pesar» quanto à situação vivida nesta localidade do litoral alentejano, está a ser pedido à população que leve vestida uma peça de roupa preta.
De acordo com Hélder Guerreiro, também coordenador da comissão de trabalhadores da refinaria de Sines e deputado municipal pelo PCP, a origem do movimento cívico é «semelhante» à do M12M, que levou quase 500 mil pessoas a manifestarem-se nas ruas portuguesas no dia 12 de Março deste ano.
Em meados de Junho, João Plácido, também membro da comissão organizadora do movimento de Sines, criou um grupo no Facebook para discutir os problemas de poluição sentidos pela população.
O debate e ideias apresentadas neste fórum culminaram na realização de uma assembleia popular, há cerca de duas semanas, à qual compareceram várias dezenas de pessoas e onde foi formalizada a constituição do movimento cívico.
Esta vontade de agir ganhou maior força devido aos recentes problemas de contaminação industrial, como a descarga para o mar, em Abril, de efluentes com elevadas doses de hidrocarbonetos, que obrigou à interdição da pesca na zona durante cerca de um mês, ou a intensificação de maus cheiros nas últimas semanas, sobretudo durante a noite.
Mas, na opinião de Hélder Guerreiro, este problema remonta à altura em que foi instalado o complexo industrial na cidade, nos anos 70 do século XX, sendo que algumas «situações nunca foram corrigidas».
Apesar desta iniciativa, a comissão dinamizadora do movimento, constituída por nove pessoas, afirma-se a favor do desenvolvimento industrial local, «fundamental para o país e para Sines».
Contudo, porque esta zona «contribui com uma larga percentagem para o produto interno bruto nacional», a população espera também «solidariedade» para com a necessidade de «medidas que protejam a sua saúde».
As suas reivindicações mais imediatas são, segundo Hélder Guerreiro, que se deixe de fazer descargas de efluentes não tratados para o mar, que seja feito, a curto prazo, um estudo sobre o impacto da poluição na saúde das pessoas, especialmente a nível oncológico e das doenças respiratórias, e que sejam implementadas medidas de protecção da cidade em relação aos maus cheiros.
A comissão organizadora espera poder, em breve, colocar estes problemas directamente à ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas, estando também a ser preparada uma petição sobre o assunto para entregar ao Governo.

10.19.2011

Uma pergunta

Alguém sabe o estado real das contas dos cinco concelhos do Alentejo Litoral?
Será que os executivos municipias que nos lêem (às escondidas, mas lêem) teriam a seriedade, além do dever de informação, de nos enviar o estado real das suas contas?
Nós, os que aqui vivemos, agradecemos!

10.06.2011

Um projecto megalómano em Sines!

A Câmara Municipal de Sines anunciou a construção do elevador na Avenida Vasco da Gama, no âmbito da requalificação da Avenida Vasco da Gama, em Sines, que transformará esta avenida marginal num espaço de lazer
O obra arranca esta semana.
Esta avenida, marginal à praia Vasco da Gama tem sido muito utilizada pelos eventos lúdicos que aí decorrem, como o cortejo de Carnaval e o Festival Músicas do Mundo, irá estar em obras até ao final do próximo ano.
De acordo com a Câmara Municipal de Sines, o principal objectivo da requalificação passa transformar a avenida da praia "em espaço de lazer, vocacionado para as pessoas, iniciativas festivas, feiras, desporto, espectáculos e actividades turísticas e de lazer".
A intervenção contempla a "redução do número de faixas de rodagem", passando de duas para uma em cada sentido, e a criação de "um passeio público com 13,5 metros de largura, complementado por uma ciclovia", que, no futuro, se deverá estender até à localidade de Porto Covo.
A empreitada inclui também a implantação de um elevador, que ligará a Avenida Vasco da Gama ao centro histórico da cidade.
Os trabalhos incidirão ainda na falésia, que sofrerá um "tratamento paisagístico" e de "consolidação".
As obras fazem parte do Programa de Acção para a Regeneração Urbana de Sines e representam um investimento de cerca de 4,5 milhões de euros, co-financiado em 80 por cento por fundos comunitários.
Isto faz-nos pensar que existem pessoas, nomeadamente de responsabilidade em cargos públicos, que nada aprenderam com a crise: autarcas que insitem em loucuras, que alguém pagará e entidades publicas e comunitárias que sustentam estas iniciativas.
Como é possível que se faça isto em Sines, quando tantas coisas mais necessárias deveriam estar a ser intervencionadas...

9.27.2011

Mais uma iniciativa do DPHADB




Do Departamento do Património Histórivo e Artístico da Diocese de Beja recebemos este anúncio:




O Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, em parceria com a Administração do Porto de Sines e o Município de Sines, promove a realização do Seminário Internacional Ultreia sobre Peregrinações, Turismo Sustentável e Desenvolvimento Regional, que terá lugar no dia 30 de Setembro de 2011, no Auditório do Porto de Sines.

Esta iniciativa encontra-se inserida no projecto internacional Ultreia (Programa Espaço Atlântico, INTERREG) e conta com a participação da Secretaria Xeral para o Turismo da Xunta de Galicia (Governo Autonómico da Galiza), do Fáilte Ireland (Turismo da Irlanda), do Conseil Géneral de la Manche (Região de La Manche, FR) e do Município de Valença.

Digna-se presidir à sessão de abertura dos trabalhos S. Ex.ª a Secretária de Estado do Turismo, Dr.ª Cecília Meireles.

Tomamos a liberdade de enviar a V. Ex.ª, em anexo, o tríptico de divulgação deste Seminário, que inclui a ficha de inscrição. A acção é gratuita e aberta a todos os interessados, mas carece de inscrição (até 28 de Setembro).

Uma vez que se trata de um encontro muito importante para o conhecimento das novas estratégias e práticas no âmbito do turismo religioso, cultural e ambiental, assim como dos mecanismos de financiamento da União Europeia para a promoção do Caminho de Santiago e de outras rotas de turismo sustentável, temos o maior gosto em convidar V. Ex.ª a associar-se a esta iniciativa.

Solicitamos igualmente o obséquio da divulgação do Seminário Internacional junto das instituições a quem o mesmo possa ser útil.

9.15.2011

Encontro "Cidades Vivas Cidades Mortas"


Divulgamos mais uma iniciativa da Liga de Amigos do Sitio Arqueológico de Miróbriga, que pretende discutira a relação entre arqueólogos, autarcas, arquitectos e outras especialidades na gestão e evolução da cidade moderna.





9.09.2011

Novamente o Alvalade Medieval

Realiza-se mais uma vez a Feira Alvalade Medieval!
Aqui está um exemplo de como um grupo de cidadãos, independente, mas com amor à sua terra, vai conseguindo realizar, ano após ano, um evento que cada vez atrai mais visitantes.
Este afluxo de visitantes significa que cada vez mais pessoas ficam a conhecer Alvalade, que lá gastam dinheiro e que transmitem a outros o que é este evento.
Este evento tem, entre outras, duas vertentes que são fundamentais: gera algum retorno financeiro para Alvalade e motivador de um crescente amor próprio dos alvaladenses pela sua terra!
Aqui está o programa:
http://alvalademedieval.no.sapo.pt/

8.26.2011

Agora que o Verão vai acabando....

...aqui está um excelente programa para os próximos dias em Sines:
Jazz conquista Sines no final de Agosto
O Auditório do Centro de Artes de Sines recebe, nos dias 26, 27 e 28 de Agosto, a quinta edição do Sines em Jazz, evento organizado pela Associação Pro Artes de Sines e pela Câmara Municipal de Sines.
Num programa de oito espectáculos de entrada gratuita, a vitalidade do jazz feito em Portugal volta a estar em evidência.
O festival começa no dia 26, sexta-feira, às 21h30, com um espectáculo pelo Miguel Amado Group. O baixista Miguel Amado lançou recentemente o CD "This is Home", composto na sua maioria por originais do próprio. É este novo repertório que apresenta ao vivo em Sines com o seu quinteto.
Segue-se-lhe a cantora Carmen Souza, às 22h30. Nascida em Lisboa, em 1981, Carmen cresceu entre as culturas portuguesa e cabo-verdiana. A sua música absorve tanto essências das músicas e dos ritmos de Cabo Verde (coladeira, morna, batuque...) como aromas do jazz.
Às 23h30, sobe ao palco Extravanca!, um projecto de colaboração entre o acordeonista português João Frade e o quinteto francês Dites 34. Reunidos sob a direcção do contrabaixista Pascal Seixas, os seis músicos revisitam a rica música tradicional algarvia através do jazz.
O segundo dia de música, sábado, 27 de Agosto, começa às 21h30 com um concerto a solo pelo pianista Tiago Sousa. O espectáculo segue o repertório do disco “Walden Pond's Monk”, CD com edição internacional inspirado nas obras de Henry David Thoreau e nas suas ideias sobre o respeito pela liberdade e pela expressão infinita das potencialidades do Homem.
Às 22h30, é a vez do quarteto do pianista e compositor Diogo Vida. Depois de um período passado na cena jazz de Barcelona, este antigo acompanhante da cantora Jacinta apresenta em Sines repertório de “Alegria”, o seu primeiro álbum, composto essencialmente por temas originais, inscritos na tradição e diversidade do jazz contemporâneo.
No último concerto de sábado, às 23h30, Afonso Pais & JP Simões mostram o disco “Onde Mora o Mundo”. JP Simões, cantor, compositor e escritor, assina as letras. Afonso Pais, multi-instrumentista e compositor com formação musical na área do jazz, tratou da música, dos arranjos e da direcção musical. A canção brasileira e o cancioneiro norte-americano são as fontes inspiradoras.
Domingo, 28 de Agosto, arranca às 21h30 com o espectáculo Joel Xavier “Back to the Blues 20 Years After”. Nascido em Lisboa no dia 25 de Abril de 1974, Joel Xavier é considerado um dos mais prestigiados guitarristas mundiais, tendo já tocado com lendas da música como Toots Thielemans e Richard Galliano. Em 2011, comemora 20 anos de carreira regressando aos blues.
O último concerto do Sines em Jazz, às 22h45, é da responsabilidade do projecto Ibericae, uma colaboração entre o quarteto de Vasco Agostinho (professor da Escola das Artes de Sines e um dos mais prestigiados guitarristas portugueses) e o pianista catalão Albert Bover. Vai ouvir-se música original e improvisada de raiz jazzística.
Informações detalhadas sobre o evento no site
www.centrodeartesdesines.com.pt.

8.24.2011

Grândola inaugura Museu de Arte Sacra

Nota à Imprensa

"Grândola inaugura Museu de Arte Sacra

O Museu de Arte Sacra de Grândola abre as portas ao público, a 23 de Agosto, na igreja de São Sebastião, para apresentar a sua colecção permanente, formada por fundos de pintura, escultura e artes decorativas. Esta iniciativa, da responsabilidade do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, da Câmara Municipal e da Paróquia de Grândola, integra cerca de uma centena de obras de arte, oriundas de igrejas da sede do concelho, das freguesias de Azinheira dos Barros e de Santa Margarida da Serra e da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia.
Grândola possui um extenso e variado património religioso, ainda escassamente divulgado, que é merecedor de visita atenta. A povoação começou por denominar-se Bendada e após a “Reconquista” cristã (inícios do século XIII) fez parte do concelho de Alcácer do Sal, sendo entregue pelos primeiros reis de Portugal, como sucedeu com boa parte do Baixo Alentejo, à Ordem militar de Santiago da Espada. O facto de se situar numa encruzilhada de caminhos e estar rodeada de terras férteis deu-lhe grande importância nos finais da Idade Média.
D. Jorge, mestre das ordens de Santiago e Avis e duque de Coimbra, frequentou assiduamente Grândola. A tradição registou a predilecção que lhe mereceu a actividade venatória nos matos e serranias da zona, em que abundava a caça grossa, mas não oculta um interesse mais profundo em apoiar o desenvolvimento de uma povoação dotada de efectivo valor estratégico, em termos económicos e sociais, para a milícia espatária. A permanência do mestre e da sua corte ajudaram a chamar moradores à terra, imprimindo-lhe a feição senhorial que perduraria até tarde.
O rei D. João III concedeu em 1544 carta de foral a Grândola, elevando-a a vila e cabeça de concelho, sinal de reconhecimento do progresso atingido pela povoação. Foi o corolário de um período áureo. A vocação agrícola e comercial da terra conheceria novos rumos ao longo dos séculos XVII e XVIII. No centro histórico subsistem notáveis solares brasonados desta época, mas as igrejas, ermidas e capelas continuam a ser o principal testemunho de uma memória colectiva deveras rica.
Vanguarda do ideário republicano no Sul, Grândola viria a perder, nos anos que se seguiram a 1910, parte da sua herança religiosa. O espólio que sobreviveu à voragem, porém, é muito significativo, como o demonstra o acervo patente no Museu de Arte Sacra. Através dele podem reconstituir-se alguns dos mais interessantes aspectos do quotidiano religioso, desde a organização pastoral das paróquias até ao esplendor do culto litúrgico e ao florescimento das devoções. A época contemporânea também não foi descurada: uma peça fundamental é o retábulo de “São Jorge e o Ladrão”, pintado em 1961 por José Escada para a igreja da mina de Lousal.
A ermida de São Sebastião foi construída, nos primórdios do século XVI, por iniciativa do povo de Grândola, num arrabalde da vila, junto à estrada real, para proteger a comunidade da peste. Em tempos de epidemia, serviu como posto de controlo dos viandantes. Prestou igualmente apoio aos peregrinos que por aqui passavam em direcção a Santiago de Compostela. Monumento de carácter vernáculo, de linhas simples e austeras, ao gosto popular, tornou-se uma importante referência do imaginário e da toponímia locais. Com o crescimento da terra, após a passagem do caminho-de-ferro (1916), passou a fazer parte do circuito urbano."

8.23.2011

Imagens do Verão no Alentejo Litoral









Diferentes paisagens que se vão perdendo.....












7.18.2011

E depois do adeus....(Festival Terras sem Sombra.)

Em baixo publicamos mais um comentário de um nosso leitor.
Agradecemos penhoradamente a sua participação, reafirmando que este espaço estará sempre disponível para quem quiser comentar, divulgar ou questionar os aconteciemntos que acontecem na nossa região.
E este é um exemplo de como acontecem aqui coisas excelentes, em que o publico participa e todos nós saimos engrandecidos.
Agradecemos ao nosso "crítico musical" e a todos os que tornaram possível este Festival.

O Baixo Alentejo e o Alentejo Litoral foram literalmente “iluminados”, entre Março e Julho deste ano, pela 7.ª edição do Festival Terras sem Sombra de Música Sacra, um projecto do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, dirigido pelo Prof. José António Falcão, intelectual de grande prestígio no campo da cultura e, sem favor, uma das “cabecinhas pensantes” do Grande Sul. Região que lhe corre nas veias – e que se tem recusado a abandonar ao seu destino de esquecimento.

Esta edição de 2011 contou com a direcção artística do Prof. Paolo Pinamonti, docente na Universidade de Veneza, ex-director do Teatro Nacional de São Carlos, figura de referência no meio da ópera. Apesar de, entretanto, ter ganhado, em concurso muito disputado, o lugar de director da mais importante casa lírica de Espanha, o Teatro Nacional de la Zarzuela, em Madrid, o maestro italiano vai continuar à frente do Terras sem Sombra até ao final de 2013.

A dupla Falcão-Pinamonti era, já por si, um augúrio de bom sucesso, pois nenhum deles gosta de brincar em serviço, pelo que se deduz dos seus currículos bem estribados. Mas a tarefa revelava-se, à partida, muito difícil. O defunto Ministério da Cultura não atribuiu um cêntimo ao Festival em 2011, apesar da sua qualidade, já que “as clientelas” falavam mais alto. No entanto, ninguém desistiu...

Sob a batuta de uma mulher cheia de entusiasmo, com raro talento para a organização logística, a Dr.ª Sara Fonseca, vogal do Departamento do Património da Diocese, confirmou-se a parceria com os municípios e as entidades regionais de turismo e conseguiu-se o envolvimento da sociedade civil. As famílias alentejanas abriram as suas casas a músicos, jornalistas e outros participantes; as comunidades colaboraram nas tarefas necessárias; e um leque de empresas nacionais e estrangeiras contribuiu para um orçamento sóbrio, gerido com parcimónia, mas sem sacrificar a qualidade.

Gerou-se um entusiasmo transversal em torno do Terras sem Sombra. O público, por sua vez, encheu completamente as igrejas (mesmo as monumentais, que levam para cima de 750 pessoas sentadas). No dia 9 de Julho, a Praça da República, em Beja, estava apinhada de gentes das mais diversas partes para assistir ao concerto de encerramento, sob a batuta do famosíssimo maestro Marcello Panni. A RTP, coisa rara entre nós durante os últimos tempos, fez a cobertura integral dos concertos e outras actividades, dedicando três programas ao Festival que irão ser difundidos a partir de inícios de Agosto: os concertos de Beja e Castro Verde e um documentário de uma hora, “Making of”, do realizador João Tocha.

Em suma, pode falar-se de um grande êxito, coisa que no Alentejo parece às vezes pouco plausível. Êxito mesmo em termos de taxa de ocupação hoteleira e de prestação de serviços de restauração, e outros, pois vieram milhares de pessoas de fora, ao longo de diversos meses. O segredo resulta de uma combinação muito cuidada entre a beleza dos espaços seleccionados, a pertinência e a profundidade dos programas e a escolha ambiciosa dos intérpretes (“only the best”). Tudo isto viria a redundar num ambiente descontraído, inclusivo e muito profissional. Não se trata de exagero. O Festival Terras sem Sombra, no seu novo formato, alcandorou-se ao n.º 1 no panorama nacional, dentro do seu género.

Para os mais distraídos, basta dizer que o erudito, temido e exigentíssimo crítico musical do jornal “Expresso”, Prof. Jorge Calado, esteve discretamente em três concertos... e eram evidentes os sinais de satisfação no seu rosto. Isto para não falar de outras figuras maiores da constelação da crítica europeia, como Juan Ángel Vega del Campo (“El Pais”, Madrid), Guido Barbieri (“La Repubblica”, Roma) ou Peter Conrad (“The Observer”, Londres).

Como não bela sem senão, só se lamenta que o Festival, certamente por escassez de meios, não tenha podido alargar a sua presença, este ano, a outros concelhos. É pena que se tenha ficado apenas por Beja, Santiago do Cacém, Almodôvar, Castro Verde, Vila de Frades, Grândola e novamente Beja. Terras de firme tradição musical e onde existem notáveis monumentos religiosos, como Ferreira do Alentejo, Sines, Mértola, Aljustrel, Serpa ou Odemira, bem se deveriam “candidatar” a receber o Terras sem Sombra nas próximas edições.

Rui Guedes

7.15.2011

Porto de Sines paga 5,3 milhões de euros de dividendos

O porto de Sines vai pagar 5,3 milhões de euros de dividendos ao Estado, o seu principal accionista, anunciou hoje a empresa em comunicado.
No mesmo documento, o porto de Sines revela ainda que o volume de negócios atingiu 31 milhões de euros no primeiro semestre do ano e que a empresa já atingiu uma autonomia financeira de 79%.
Ainda no primeiro semestre, foram movimentadas 11,7 milhões de toneladas de mercadorias, com uma subida de 18% na carga geral, 15% no gás natural liquefeito, 16% nos graneis sólidos e 28% nos produtos petroquímicos.
Só os produtos petrolíferos é que sofreram uma quebra de 20% "motivada pelo impacto da paragem da refinaria de Sines" que está em obras.

7.01.2011

Está tudo doido na nossa região??

Retiramos, a quem agradecemos, esta notícia co "Correio da Manhã":

"Farda laranja foi proibida
Os funcionários administrativos do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém, foram aconselhados pela administração a evitar o uso de pólos cor-de-laranja após as eleições legislativas que deram a vitória a Pedro Passos Coelho (PSD).
Segundo apurou o CM, a decisão foi transmitida durante uma reunião na qual foram entregues pólos com as cores verde, azul e laranja a cada um dos funcionários para evitar "a monotonia cromática" no atendimento ao público, adiantou fonte ligada ao hospital.
No entanto, e ao mesmo tempo, foi aconselhada a não utilização do laranja. A orientação foi acatada pela maioria dos funcionários, que no dia seguinte às eleições optaram pelos pólos verdes e azuis. A administração hospitalar terá justificado a decisão com a necessidade de evitar a associação das novas cores aos resultados das eleições legislativas e interpretações abusivas por parte dos utentes. Contactada pelo CM, Adelaide Belo, presidente demissionária do conselho de administração do hospital, recusou-se a comentar o caso.
Entretanto, a proibição já foi levantada e os funcionários voltaram a poder usar as três cores fornecidas pelos responsáveis. "

6.30.2011

Herdade da Comporta inaugura Museu sobre a história da região.

A Herdade da Comporta inaugura esta quinta-feira, o Espaço Museológico “Museu do Arroz”, um espaço dedicado à preservação da história da Herdade, que resulta da reabilitação da antiga Fábrica de Descasque de Arroz.
"Divulgar a história da região e assumir-se como um espaço de referência para eventos culturais" são os principais objetivos deste novo equipamento.
Datado de 1952, o edifício da antiga Fábrica foi alvo de reabilitação, surgindo agora renovado, trazendo até aos dias de hoje os hábitos e costumes do século XX da região. Com recurso a imagens, fotografias, máquinas e utensílios antigos, entretanto recuperados, é possível “recuar” no tempo e imaginar como era a vida numa grande herdade agrícola.
No Espaço Museológico é recordada a vivência na aldeia da Comporta e os espaços lá existentes, como a cantina, o talho, a padaria, a barbearia ou a casa de costura, assim como diversas oficinas (serralharia e carpintaria) e profissões entretanto já caídas em desuso, como a de forjador.
O projeto de criação de um museu sobre a cultura do arroz na Comporta teve a sua expressão inicial em 1998. Todavia, foi só em 2006 com a conclusão do projeto de reabilitação do edifício da antiga fábrica, onde se incluía o restaurante “Museu do Arroz”, que se criaram as condições para a criação deste museu.A inauguração do Espaço Museológico culmina "a ambição da Herdade da Comporta de criar um espaço que perpetuasse a tradição antiga da região, oferecendo à população um espaço que espelha a identidade da população local e preserva o património social e cultural da região".
O Espaço Museológico “Museu do Arroz” vem reforçar ainda "o potencial turístico da Herdade da Comporta, complementando a oferta já disponível com as praias, os restaurantes e a Adega, visitados durante todo o ano por turistas nacionais e estrangeiros".
O Espaço Museológico está aberto de terça-feira a domingo, das 10h às 13h e das 14h30 às 19h30. Encerra à segunda-feira.

6.24.2011

Do melhor que se faz aqui no Litoral Alentejano....

..o Festival Músicas do Mundo mais uma vez promete!

http://fmm.com.pt/

6.15.2011

Autarca de santiago do Cacém admite redução de despesas

Da "Antena Miróbriga", com o devido agardecimento, retiramos esta notícia:

"O presidente da CM de Santiago do Cacém admitiu, recentemente, que o executivo está a repensar um conjunto de medidas face à drástica redução de verbas do Estado para com o municipio.
De acordo com Vítor Proença, a autarquia está "a analisar internamente medidas de contenção de custos e redução de despesas diversas".O autarca admite reduções "ao nível das obras municipais, gestão autarquica, consumos energéticos e eventos culturais".A CM de Santiago do Cacém vai avançar com um plano de contenção de despesas para fazer face aos cortes nas receitas do Estado para as autarquias."

6.07.2011

Os resultados das eleições.

Alguma reflexão se deve fazer acerca dos resultados das eleições do passado Domingo.
Sobre o desastroso governo do PS e de José Sócrates, a história (visto que os tribunais não o farão) o julgará...assim como as gerações futuras, que muito irão sofrer em consequência da sua irresponsabilidade.
Em termos de análise regional algumas conclusões se podem tirar, mesmo ainda sem os resultados comparativos:
O PSD ganhou em Santiago do Cacém, e a CDU é a terceira força.
Pode-se considerar um resultado histórico, pois nunca antes havia acontecido
Nos restantes concelhos do Alentejo Litoral, o PS ganhou, mas com margens mínimas, e com acentuado recuo da CDU, que fica em segundo apenas em Grândola e Alcácer do Sal.
Foi eleito um deputado do PSD natural de Santiago do Cacém, Pedro do Ó Ramos e o PP elegeu mais um deputado pelo distrito de Setúbal, havendo a hipótese de outra candidatonatural de Santiago do Cacém, Filomena Pinela, subir a S. Bento.
Julgamos não haver mais nenhum deputado natural do Alentejo Litoral.
Destacamos ainda a eleição de um deputado do PSD por Beja, que não acontecia há 29 anos.
Algo mudou...mas agora teremos de mudar o nosso modo de vida em Portugal e o Alentejo Litoral tem de ser exemplar neste desígnio!

6.02.2011

Costa Alentejana terá duas grandes rotas pedestres

"Em breve, percorrer a Costa Alentejana e Vicentina a pé será uma realidade, graças a um projeto da associação de turismo Casas Brancas, que prevê a construção de duas grandes rotas cuja extensão se aproxima dos 300 quilómetros.Os dois percursos visam dar a conhecer a diversidade das paisagens alentejanas, explica Marta Cabral, uma das promotoras do projeto, em declarações ao jornal Expresso. "No Caminho dos Pescadores, no litoral, há etapas um pouco mais extensas e difíceis, sem sombras, com falésias e barrancos e não aconselhadas a pessoas com vertigens". No interior é retomado o sentido histórico da ligação de Sagres a Santiago do Cacém, recuperando a antiga rota para Santiago de Compostela, refere a responsável.História, tradição, gastronomia, fauna e flora são, portanto, os critérios que definem a Rota Vicentina. Quem fizer o percurso pode beneficiar das ofertas complementares dos alojamentos disponíveis para pernoita, como passeios a cavalo, de burro e BTT, ou alguns desportos náuticos no Rio Mira.Os mapas das rotas - com inauguração prevista para o final de 2011 - ficarão disponíveis em postos de turismo, edifícios municipais, na sede da Associação Casas Brancas, em Odemira, e no respetivo site, em www.casasbrancas.pt.Este projeto representa um investimento de cerca de 500 mil euros e prevê uma estratégia de promoção internacional dirigida a operadores e imprensa especializada em turismo de natureza, bem como a sensibilização das populações locais para um desenvolvimento mais sustentável e para a criação de negócios complementares e de suporte das rotas."

Grândola está contra junção de três planos de ordenamento num só

A Câmara Municipal de Grândola opõe-se à intenção da Secretaria de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades de juntar três planos de ordenamento da orla costeira em apenas um só. Paulo do Carmo, vereador com a pasta do Ambiente na autarquia grandolense, explica que o despacho daquela secretaria de Estado “não faz o mínimo sentido, porque junta realidades e dinâmicas que nada têm que ver umas com as outras”.
Apesar da reivindicação, o autarca apela a que o Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) Sado-Sines “seja imediatamente revisto”, cumprindo assim uma resolução do Conselho de Ministros, de 2008, que determinava ao Instituto da Água rever aquele instrumento no prazo de 6 meses. “O município não está contra esta revisão, mas quer que esta seja feita de forma distinta da que está referenciada no despacho”, sublinha Paulo do Carmo.

Segundo o vereador, o actual POOC Sado-Sines, elaborado há cerca de 15 anos e em vigor desde 1999, “não vai permitir ao município manter a excelência das suas praias”, sobretudo numa altura em que este voltou a conseguir hastear oito bandeiras azuis na sua frente atlântica. Grândola exige assim que as zonas balneares tenham mais apoios de praias aos veraneantes ficando o Governo com a responsabilidade de construir mais parques de estacionamento nas imediações ou balneários.

“Grândola tem paisagens muito belas e extremamente bem preservadas, justificando assim a sua crescente procura e a urgente revisão deste plano de ordenamento”, afiança Paulo do Carmo, que alude ao facto de o POOC ter sido criado numa altura em que as praias tinham cerca de 100 mil pessoas, longe das 500 mil que em média hoje em dia recebem. O vereador sublinha, deste modo, que a actual regulamentação “não favorece o território e continuará sem favorecê-lo, dada a pretensão de juntar realidades distintas aquando da sua revisão”.

O município de Grândola está, do mesmo modo, contra a revisão do Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejano, desde que esta entrou em vigor. O documento prevê apenas a construção de uma cama turística por cada habitante residente em qualquer um dos concelhos do Litoral Alentejano. Apesar das restrições, Grândola já aprovou perto de 18 mil camas, quando, no seu caso em particular, o plano previa um total de 15 mil!!!

5.23.2011

Algumas questões

No passado Sábado a CMSC inaugurou as obras no Centro Histórico.
Com solavancos, indecisões, erros, lá foi aberta ao publico mais esta realização municipal.
Não iremos comentar os projectos, mas sobre a sua utilização é que as pessoas devem reflectir!
Ainda antes da abertura, já varios candeeiros tinham sido vandalizados, o que levanta logo um problema que estas obras não resolveram: a desertificação do centro histórico, a falta de pessoas e de actividades, a propria indecisão sobre a utilização no novo jardim da Tapada, a falta de uma política do património, a bem intencionada, mas de fraca qualidade, equipa de projecto, etc.
Obviamente que, na pagina oficial da CMSC, lá apreceram grandes fotografias e mais alguns momentos de propaganda.
Mas o que nos chamou a atenção foi o anuncio que, para a antiga Central Eléctrica iria um ATL, da Cooperativa Espiga.
Alguimas questões se colocam acerca da politica de cedência de espaços que o município vem fazendo.
Recordamo-nos do antigo Liceu, cheio de gente:
advogados, arquitectos, jornais, escolas de voo, aulas de pintura, sindicatos, escolas de musica, etc. Na antiga escola do Vale Matanças, estão árbitros de futebol (são 5? 7? 8?), e radio amadores, nas antigas escolas do concelhos associações várias, ainda temos a Associação Cultural (que actividade tem?) junto da Sociedade Harmonia, na antiga Escola Primária, foi feito um concurso para um ATL (apesar de já estarem a decorrer obras?!!), num período de tempo tão curto, que quase parecia feito á medida, como "à medida" se prepara a "cedência" para o primeiro andar do mercado municipal.
Apesar de considerarmos que o papel da Câmara Municipal é, exactamente, auxiliar e ceder espaços, dos muitos que tem, onde estão os critérios para atribuição destes espaços, os concurso, os protocolos (que deveriam ser publicos), qual o custo da manutenção e gestão destes espaços?
Nem todos os usufrutuários são iguais.
Existe quem ganhe, e muito, dinheiro, sem fazer o devido retorno à CMSC.
Voltando à antiga Central Eléctrica, que concurso foi feito para esta cooperativa? E para onde vão as bandas que lá ensaiavam? E quem paga a electricidade? E a manutenção?
Achamos que nunca vamos ter respostas a estas questões.

5.19.2011

Décima Segunda Mostra Internacional de Teatro de Santo André

18 de Maio
14.30h – Santiago do Cacém – Bib. Mun. Manuel da Fonseca
21.30h – Santo André – Bib. Municipal Manuel José do Tojal
19 de Maio
16.00h – Odemira – Cine-teatro Camacho Costa
19.00h – Sines – Centro de Artes de Sines
RODOLFO CASTRO (Argentina) “A América Latina Real e Mágica”

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20 de Maio
16.00h - 18.00h – Santo André – Animação de Rua
21.30h – ESPAM – SetSax Quarteto
22.00h – ESPAM
TEATRO MERIDIONAL “Especialistas”

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21 de Maio
16.00h - 18.00h – Santiago do Cacém – Animação de Rua
21.30h – ESPAM – Jam Session
22.00h – ESPAM
PERIPÉCIA TEATRO “Novecentos” O Pianista do Oceano

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22 de Maio
21.30h – ESPAM BRATSHCELLO Dueto viola d’arco e violoncelo
22.00h – ESPAM
TEATRO DOS ALOÉS “Vitória” de Athol Fugard

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25 de Maio
11.00h e 14.00h – ESPAM
TEATRO DA TRINDADE “Havia um Menino que era Pessoa”

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26 de Maio
21.30h – ESPAM – Coral do Clube Galp Energia
22.00h – ESPAM
NNT – Novo Núcleo de Teatro da FCT/UNL “Verbo Müller”

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27 de Maio
21.30h – ESPAM – “Eu não tenho a tua idade” (Performance)
22.00h – ESPAM
ESTE – Estação Teatral da Beira Interior “As Cebolas de Napoleão”
22.00h – Sines – Centro de Artes de Sines
LONDON MIME THEATRE – NOLA RAE (UK) “Exit Napoleon Pursued by Rabbits”

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28 de Maio
21.30h – ESPAM – Uba Uba e as Passarinhas
22.00h – ESPAM
COMPANHIA DO CHAPITÔ “Cemitério dos Prazeres”
21.30h – Alcácer do Sal – Auditório Municipal
LONDON MIME THEATRE – NOLA RAE (UK) “Exit Napoleon Pursued by Rabbits”

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29 de Maio
21.30h – ESPAM – “Rui Vinagre feat Tico”
22.00h – ESPAM
LONDON MIME THEATRE – NOLA RAE (UK) “Exit Napoleon Pursued by Rabbits”

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31 de Maio
10.00h e 14.00h – ESPAM
1 de Junho
10.00h, 11.30h e 14.00h – Santiago do Cacém – Auditório Municipal A. Chainho
TEATRO ANIMAÇÃO DE SETÚBAL “O Príncipe Sapo”

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3 de Junho
21.30h – ESPAM – Discípulos de Vasco
22.00h – ESPAM
TROTAM TEATRE (Espanha) “Scarab”

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4 de Junho
21.30h – ESPAM – “Paulo Encarnação”
22.00h – ESPAM
TEATRO CALEIDOSCÓPIO (Brasil) “Uma Última Cena para Lorca”

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5 de Junho
21.30h – ESPAM – Accadian Band
22.00h – ESPAM
TEATRO DA TERRA “Meias~Irmãs”

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10 de Junho
22.00h – Salão Social do Clube Galp Energia
TEATRO AO LARGO “O velho da Horta”

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11 de Junho
22.00h – Centro Actividades Pedagógicas Alda Guerreiro
TEATRO DO MAR “Solum”

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12 de Junho
22.00h – Auditório exterior da ESPAM
TEATRO O BANDO “Nós Matámos o Cão Tinhoso”


VER EM ANEXO - ENCARTE

Bilhetes:
Cada espectáculo - 5€
Bilhete Jovem – 3€
Bilhete criança até 10 anos – 2€
Bilhete de fim-de-semana (3 espectáculos) – 12€
Entrada Permanente Sócios – 12,5€ (todos os espectáculos)
Entrada Permanente Não-Sócios – 25€ (todos os espectáculos)

Bilhetes à venda:
· CAPAG - Centro de Actividades Pedagógicas Alda Guerreiro, Bairro do Liceu, Vila Nova de Santo André, das 14h30 às 19h00
· ESPAM – Escola Secundária Padre António Macedo, Bairro do Liceu, Vila Nova de Santo André, a partir das 21h00

AJAGATO – Associação Juvenil Amigos do Gato
269-759096geral@gatosa.com
http://www.gatosa.com

5.11.2011

Uma reportagem da Miróbriga TV

http://videos.sapo.pt/dzwr9V0zf7gO2hyCSqcG

Pena que tenha havido tempo para tanta conversa de "meias verdades" e nem 30 segundos para referir o papel da Diocese de Beja, do seu Departamento de Património Histórico e Artistico, os patrocinadores e voluntários.

A desertificação

Tem sido hoje notícia a desertificação progressiva de Portugal.
Em 2100 seremos talvez 6 milhões e nos últimos 10 anos, em mais de 150 concelhos, todos do interior, tem perdido drasticamente habitantes.
Seria interessante fazermos esse exercício nos concelhos do Litoral Alentejano, e ver a progressiva desertificação das freguesias do interior!

5.04.2011

Mais uma iniciativa do Festival de Musica "Terras sem Sombra"

Príncipe Pavlos da Grécia e Dinamarca em Santiago do Cacém na entrega do Prémio Internacional Terras sem Sombra.
A Igreja Matriz de Santiago Maior, em Santiago do Cacém recebe no próximo sábado, dia 7 de Maio a cerimónia de entrega do Prémio Internacional Terras sem Sombra 2011 cujo patrono é o Príncipe Pavlos da Grécia e da Dinamarca, Duque de Esparta que vai estar em Santiago nesse dia.
A cerimónia organizada em conjunto pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja e pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém visa a entrega de 3 prémios: à Soprano norte-americana Cheryl Studer, à Pontifícia Accademia Romana Di Archeologia e ao Prof. Mário Ruivo.
Às 17h00, o Príncipe Pavlos da Grécia e da Dinamarca, Duque de Esparta será recebido pelo Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, seguindo depois da Sala de Sessões do Município para a Igreja Matriz de Santiago Maior para a entrega dos prémios cujo inicio está agendado para as 17h30 e onde vão estar entre outras personalidades os Duques de Bragança, D. Duarte Pio de Bragança e D. Isabel Herédia e o Núncio Apostólico em Portugal, Monsenhor Rino Passigato que visita Santiago do Cacém pela primeira vez.
O Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém considera esta cerimónia de “grande importância para o concelho na sua confirmação como local de grandeza histórica e patrimonial”.
Os Galardoados com o Prémio Internacional Terras sem Sombra 2011 são:
Música – Soprano Cheryl Studer (Estados Unidos da América), uma das vozes mais importantes da cena musical contemporânea, cantou nos principais teatros líricos do mundo inteiro e possui vasta discografia; são célebres as suas interpretações de obras de Richard Strauss e Richard Wagner.
Património Cultural – Pontifícia Accademia Romana Di Archeologia (Cidade do Vaticano). Instituição fundada no tempo da ocupação napoleónica de Itália e que cumpriu dois séculos de actividade científica em 2010, sendo uma referência no âmbito da Arqueologia e da História da Arte.
Salvaguarda da Biodiversidade – Prof. Mário Ruivo (Portugal). Pioneiro de renome internacional no âmbito da oceanografia. O Prémio será entregue por S.A.R. o Príncipe Pavlos da Grécia e da Dinamarca, Duque de Esparta. Dignam-se estar presentes SS. AA. RR. Os Duques de Bragança e S. Exª Revm.ª o Núncio Apostólico.
Dados Biográficos:
Príncipe Pavlos da Grécia e da Dinamarca, Duque de Esparta:
Pavlos, o Príncipe da Grécia, o príncipe da Dinamarca, nascido em 20 de Maio de 1967) é o filho mais velho de Constantino II, rei dos Helenos 1964-1973. Por descendência real, é membro do Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg linha da Casa de Oldenburg . Viveu em Nova York e em Londres onde trabalhou como consultor de investimento. O Príncipe Pavlos foi educado em Londres, no College de Londres Helénica. Foi treinado como um oficial do exército britânico na Real Academia Militar de Sandhurst , antes de tomar uma comissão de três anos com a Royal Scots Dragoon Guards . Frequentou a Universidade de Georgetown em Washington, DC, graduando-se em 1993 em Relações Internacionais, Direito e Organização.Pavlos é fluente em grego, alemão, Inglês, Italiano, Francês e Espanhol.
D. Rino Passigato, Núncio Apostólico:
D. Rino Passigato tem 67 anos e uma vasta experiência como embaixador da Santa Sé. Dom Rino Passigato, nasceu em Bovolone, Itália. Foi ordenado padre em Verona, em 1968, e nomeado arcebispo em 1991. Actuou na nunciatura da Bolívia entre 1996 e 1999 e no Peru entre 1999 e 2008.

Um monumento que une Portugal e a Grécia
A escolha da matriz de Santiago do Cacém para acolher o Príncipe dos Helenos prende-se com a história do monumento, sede de uma antiga colegiada da Ordem militar de Santiago. Esta igreja possui velhos laços com a Grécia, pois foi construído, cerca de 1310, por iniciativa de uma princesa bizantina, D. Vataça, neta do imperador Teodoro II Lascaris, imperador de Niceia (hoje Iznik), e de sua esposa Helena da Bulgária. Fontes antigas chamam-lhe “neta do imperador da Grécia” ou “rainha dona Betaça da Grécia”. O seu túmulo, na Sé Velha de Coimbra, ostenta as águias de asas abertas, próprias da heráldica imperial de Bizâncio.
O Tesouro da Colegiada de Santiago conserva uma relíquia do Santo Lenho ou Lignum Crucis, doada por Vataça. A Igreja Católica aceitou a autenticidade desta relíquia, que foi confirmada por D. Fr. Manuel do Cenáculo, bispo de Beja, em 1779. São famosos os milagres obtidos por seu intermédio, especialmente durante as secas e as epidemias de gafanhotos que dizimavam as colheitas. A presença de um vestígio tão significativo da Paixão e Morte de Cristo contribuiu, ao longo dos séculos, para prestigiar Santiago do Cacém, realçando a sua importância no Caminho de peregrinação para Compostela.

Não gostariamos de deixar de comentar esta afirmação de Vitor Proença:
“grande importância para o concelho na sua confirmação como local de grandeza histórica e patrimonial”.
As suas recentes acções são precisamente o oposto desta afirmação!!

4.26.2011

Projecto Rota Vicentina liga Santiago do Cacém a Sagres em dois caminhos pedestres

O projecto Rota Vicentina, que consiste numa rota pedestre de 300 quilómetros ao longo da Costa Alentejana e Vicentina, baseado numa forte parceria público-privada da região, vai ser apresentado oficialmente esta sexta feira, 23. Trata-se de um projecto promovido pela Associação Casas Brancas, em parceria com a Associação Almargem, que consiste numa grande rota de percursos pedestres, a implementar entre Santiago do Cacém e Sagres. São cerca de 300 quilómetros, repartidos por dois trajectos que se complementam: o traçado histórico, que recria o antigo caminho e que atravessa as principais localidades, e o caminho dos pescadores, junto ao litoral e percorrendo todo o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. “Numa aposta unânime entre agentes públicos e privados da Costa Alentejana e Vicentina, o projecto pretende afirmar esta região como um destino europeu de turismo de natureza, oferecendo uma infra-estrutura transversal que promete viabilizar o usufruto de um dos mais belos trechos pedestres do país e da Europa”. A homologação internacional permitirá integrar a GR11, que liga Sagres a S. Petersburgo, percorrendo toda a Europa e integrando os Caminhos de Santiago. Para além da sinalização do percurso, o projecto prevê uma forte campanha de sensibilização das populações locais para a importância de um projecto estruturante como este, para um desenvolvimento mais sustentável, e também para incentivar a criação de projectos complementares e de suporte. A Rota Vicentina deverá ser inaugurada no final de 2011, seguindo-se uma estratégia de promoção internacional dirigida a operadores e imprensa especializada em turismo de natureza. Para além da associação de turismo Casas Brancas, que coordena o projecto, a parceria conta também com a Associação Almargem, que assumirá a implementação do projecto a sul de Odeceixe, e também os municípios de Santiago do Cacém, Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo, o ICNB, o Polis do Alentejo Litoral, as Entidades Regionais de Turismo do Alentejo e do Alentejo Litoral, entre outras entidades. Trata-se de uma iniciativa QREN, apoiada no Alentejo no âmbito do INALENTEJO, cujo investimento ascendeu a cerca de 400 mil euros, com co-financiamento FEDER de cerca de 244 mil euros, e no Algarve no âmbito do PO ALGARVE 21, com um investimento de cerca de 140 mil euros e co-financiamento FEDER de cerca de 90 mil euros.

A opinião de um leitor do blogue:

Junto publicamos a opinião de um leitor do blogue, sobre o Concerto que decorreu na Igreja Matriza de Santiago do Cacém, integrado no Festival de Música "Terras sem Sombra".
Agradecemos a sua colaboração e conforme sua gentil sugestão, o espaço fica disponível para outras opiniões do restantos concertos.

A música em tempos de cólera

Não sou muito dado a acreditar em milagres, mas que os há, há. O Alentejo está a oferecer um ao país: a realização do Festival Terras sem Sombra de Música Sacra. Em 2010, quando os cortes orçamentais anunciados pelo Ministério da Cultura deitaram abaixo vários projectos apoiados pela Direcção-Geral das Artes, este festival encontrou-se em risco de vida, já que o seu primeiro director artístico desertou, temeroso ante o fim dos subsídios estatais. A sós perante o abismo, o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja passou de co-parceiro a responsável único pela iniciativa e olhou para a frente. Dos fracos não reza a história. Certas crises, quando bem entendidas, podem transformar-se em oportunidades.
O passo seguinte foi a contratação de Paolo Pinamonti, ex-director do Teatro Nacional de São Carlos e professor na Universidade de Veneza, para assumir as funções de director artístico durante três anos. Fazendo parte da elite dos directores musicais, Pinamonti move-se muito à vontade no meio artístico internacional e veio ajudar o Alentejo a colocar-se na rota dos festivais de dimensão europeia. A sua aproximação ao Alentejo representou uma cartada de mestre por parte de José António Falcão, que superintende ao património da Diocese de Beja. De facto, há muito que se vinha desenhando a internacionalização do Festival, mas faltava-lhe um golpe de asa.
A mudança da direcção artística, imposta afinal por circunstâncias alheias ao Terras sem Sombra, permitiu o pequeno/grande milagre de assegurar a continuidade do projecto, dotando-o de uma envergadura única entre nós. A visão estratégica, a liderança cosmopolita e a capacidade organizativa que são unanimemente reconhecidas a Falcão, um alentejano dos quatro costados, surgem agora unidas ao génio artístico, à finura psicológica e ao talento para descobrir talentos de Pinamonti, o mago da ópera, cuja saída do Teatro de São Carlos ainda hoje desperta lágrimas nos olhos de muitos admiradores do bel canto.
O arranque auspicioso do Festival Terras sem Sombra, a 2 de Abril, na igreja matriz de Santiago do Cacém, com María Bayo e a Orquestra Barroca Divino Sospiro, dirigida por Massimo Mazzeo, a interpretarem obras de Antonio Vivaldi, Alexandre Delgado e Giovanni Ferrandini, é um aviso à navegação. Para os mais distraídos não deixará de parecer surpreendente que o esforço para unir duas margens que parecem por vezes irredutivelmente separadas entre nós – a arte e a espiritualidade – brote de uma diocese “de província”. Porém, em abono da verdade, deve lembrar-se que a região de Beja tem vindo a fazer, desde há décadas, um trabalho muito coerente na valorização do seu património religioso.
Após as encomendas da Diocese de Beja a Joana Villaverde, Joana Vasconcelos, Luís Afonso, João Madureira e Filipe Faísca é difícil imaginar um sítio mais adequado para o encontro da arte do passado e da criação contemporânea. O Festival está a tornar-se a cereja no topo de um bolo maravilhoso, tendo por fundo a magnífica paisagem alentejana, com as suas planícies imensas, as suas igrejas brancas, o seu povo sereno e acolhedor, a sua gastronomia saborosíssima, os seus vinhos únicos. Mais: claramente adoptado pela sociedade civil, o Terras sem Sombra concitou o brio dos alentejanos e não depende, a não ser em menos de metade dos seus meios, do erário público. É um bom sinal de mudança.
Num momento em que Portugal se vê gravemente ferido, como colectividade, no seu orgulho mais profundo, iniciativas destas lavam-nos o espírito e fazem bem à alma e à auto-estima. Bem pode o futuro governo substituir o infausto Ministério da Cultura por uma modesta Secretaria de Estado que nem por isso o Baixo Alentejo ficará mudo. Já deu provas de que se sabe organizar e transformar as coisas de que gosta, como o seu radiante Festival, num dos rostos da região. Ou não fosse a música, com o famoso cante na dianteira, uma marca profunda de identidade.

Rui Oliveira Guedes

3.21.2011

Câmara de Santiago do Cacém contra o encerramento de mais escolas

O Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém está frontalmente contra o encerramento de mais escolas no concelho. Numa lista divulgada de 365 escolas com menos 21 alunos, estão várias do concelho como as escolas de Vale de Água, Abela, Cruz de João Mendes, S. Bartolomeu da Serra, Arealão, Aldeia dos Chãos, Relvas Verdes, Brescos e Deixa –o - Resto.
Vítor Proença reafirma estar “frontalmente contra” aquilo que considera ser “a razia de encerramentos e um fecho cego, sem consultas à Associação de Municípios e às Autarquias”.“Tenho a convicção de que se se confirmar estes encerramentos, a população, as juntas e a autarquia irão protestar fortemente contra esta decisão”, porque acrescenta o autarca, “ que não há alternativas”.
O Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém deu mesmo o exemplo das escolas como o caso de Relvas Verdes e Aldeia dos Chãos que se encerrarem, os alunos tem que ser integrados na escola de Santiago do Cacém, que não tem capacidade para albergar mais alunos.
“O Município vai empenhar-se como fez no passado para que estas escolas não encerrem” promete o autarca que critica a “falta de investimento do Governo no ensino e o desemprego de mais professores”.Vítor Proença lembra ainda que a autarquia tem feito um enorme esforço para melhorar as escolas, como é o caso de novos refeitórios e outros investimentos e por isso o eventual encerramento destas escolas do concelho seria penalizador para as freguesias e para a população.

3.14.2011

Requalificação do sudoeste alentejano vai custar 47 milhões de euros

O plano de requalificação e valorização do sudoeste alentejano e costa vicentina constitui uma oportunidade de organizar o “turismo desregrado” e potenciar a conservação da natureza e da biodiversidade, disse hoje a presidente da Sociedade Polis Litoral. O investimento previsto será de 47 milhões de euros.
De acordo com Paula Sarmento, as intervenções previstas no Plano Estratégico da Intervenção de Requalificação e Valorização do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, cujo relatório ambiental preliminar foi hoje apresentado em Odemira e está em processo de consulta pública até dia 23 deste mês, pretendem resolver algumas questões “reconhecidas como pontos fracos” da região. A representante da Sociedade Polis Litoral, que gere este plano, com um investimento previsto de 47 milhões de euros, destacou a importância de reordenar as acessibilidades e estacionamentos para a protecção dos sistemas costeiros, colocando barreiras e promovendo acessos adequados a essas zonas. “Esta região é muito procurada para o turismo de auto caravanas, mas este é feito anarquicamente, degradando a paisagem e o ecossistema em si”, explicou. Outras intervenções previstas com vista à protecção das dunas e arribas são a desactivação de caminhos e estradas desnecessários, colocação de passadiços pedonais e renaturalização dos caminhos desactivados e zonas degradadas. Serão também criados equipamentos e infra-estruturas de apoio às praias e para as actividades desportivas relacionadas com o mar, ciclovias e parques de merendas, entre outros investimentos, como a requalificação da ponta de Sagres e do forte da Ilha do Pessegueiro. A área de intervenção deste plano estende-se por cerca de 9500 hectares e uma extensão de 150 quilómetros de frente costeira, abrangendo os concelhos de Aljezur, Odemira, Sines e Vila do Bispo, bem como as lagoas de Santo André e da Sancha, no concelho de Santiago do Cacém.

Parque Natural: Reuniões para contestar judicialmente o Plano de Ordenamento

As Câmaras Municipais de Odemira, Sines, Aljezur e Vila do Bispo, abrangidas pelo plano de ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, voltaram a reunir para apresentar a contestação judicial.
A Câmara Municipal de Odemira voltou a reunir com as suas congéneres de Sines, Aljezur e Vila do Bispo, para definirem os contornos da acção judicial para contestar e solicitar a anulação ou declaração de nulidade do Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (POPNSACV), aprovado em Conselho de Ministros de 27/01/2011.
José Alberto Guerreiro, presidente da Câmara de Odemira, afirma que “já têm reunidos um conjunto de argumentos que colocarão em causa o plano aprovado pelo Governo”.
Descontente com o conteúdo do novo plano de Ordenamento aprovado a Câmara de Odemira já acusou o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) de passar a ser a única entidade competente para gerir o litoral, “transformando Odemira num concelho do interior”, suprimindo à gestão municipal todo o seu litoral, de mais de 55 quilómetros.

3.04.2011

Comunicado das Estruturas de Produção e Criação Cultural e Artística do Alentejo

EXIGIMOS QUE SEJA REPOSTO O DINHEIRO RETIRADO AO ALENTEJO
ASSIM COMO O APOIO A PELO MENOS 14 PROJECTOS NA NOSSA REGIÃO
Sr. Primeiro Ministro, Srª Ministra da Cultura, Sr. Director Geral das Artes,
as estruturas de produção e criação cultural e artística da Região Alentejo exigem que o Ministério da Cultura através da Direcção Geral das Artes reponha o dinheiro retirado ao Alentejo para Apoio às Artes e que sejam apoiadas nesta Região pelo menos 14 candidaturas.
Em causa estão 135.477 euros retirados à Região Alentejo no âmbito do Concurso de Apoios Anuais 2011 e Bienais 2011-2012.
Os Termos de Abertura deste concurso anunciavam o apoio a 14 projectos na nossa Região com uma verba total de 700 mil euros.
No entanto o projecto de decisão relativo a este concurso divulgado pela Dgartes no passado dia 18 de Fevereiro propõe para apoio apenas 11 candidaturas na nossa Região com a verba de 564.522,57 euros.
Os 135.477 euros em falta foram transferidos na sua maior parte para a Região de Lisboa e Vale do Tejo e em quantias de menor valor para outras regiões do país.
Esta alteração dos Termos de Abertura do concurso é inadmissível quando existem no Alentejo 7 candidaturas em condições de elegibilidade que não foram propostas para apoio e quando aquelas que foram apoiadas sofreram cortes muito significativos em relação a 2010.
Mais lembramos que é obrigação inerente à política cultural dos Governos que esta se desenvolva em todo o território nacional e que corrija as assimetrias regionais. A Constituição Portuguesa, tal como toda a legislação aplicável aos Concursos de Apoio às Artes são bastante explícitas quanto a este ponto.
Relembramos também que a Ministra da Cultura em visita ao Alentejo em Janeiro de 2010, quando confrontada com as sucessivas descriminações desta Região no âmbito dos Apoios às Artes, afirmou na presença da comunicação social que “não gosto, não fico nada satisfeita por saber que há uma região do país que, à partida, é condicionada do ponto de vista dos apoios” e que “esta é uma situação que eu irei alterar”.
Por todas estas razões, as estruturas de produção e criação cultural e artística do Alentejo exigem que sejam repostos à nossa Região os apoios a que temos direito.
Sem mais, subscrevem estas exigências as seguintes 23 estruturas do Alentejo
A Bruxa Teatro (Évora), Alma d’ Arame (Montemor-o- Novo), Arte Pública (Beja), BAAL 17 (Serpa), BYPASS (Évora), Companhia de Dança Contemporânea de Évora (Évora), CENDREV (Évora), Colecção B (Évora), 3 em Pipa (Odemira), ExQuórum (Évora), Lendias d’Encantar (Beja) Oficina da Courela (Évora), Oficinas do Convento (Montemor-o-Novo), Pédexumbo (Évora), PIM Teatro (Évora), Quadricultura (Évora), 7 Sois 7 Luas (Ponte de Sôr), Teatro ao Largo (Vila Nova de Milfontes), Teatro d’O Semeador(Portalegre), Teatro do Imaginário (Évora), Teatro do Mar (Sines), Associ’arte (Évora),Teatro Fórum de Moura(Moura), CCEN (Sines)
Informações e esclarecimentos:
96 009 32 69 (Jorge Feliciano)

3.03.2011

Não existe a minima das noções...

Transcrevemos esta notícia apenas com este nosso comentário:
Não tem a noção quando atribuem estes galardões....ou então não visitam o Museu Minicipal há
muito tempo!
"Museu Municipal de Santiago do Cacém Recebe credenciação da Rede Portuguesa de Museus
Recebe credenciação da Rede Portuguesa de Museus.

O Museu Municipal de Santiago do Cacém recebeu a credenciação da Rede Portuguesa de Museus, que reconhece e oficializa a qualidade técnica do Museu e reforça a sua integração na Rede.Desde 2001, que o Museu Municipal de Santiago do Cacém integra a Rede Portuguesa de Museus, mas no âmbito da Lei - Quadro dos Museus Portugueses de 19 de Agosto de 2004, a credenciação passou a ser determinante.
Os requisitos para a credenciação são vários, com os objectivos de promover o acesso à cultura e o enriquecimento do património cultural através da introdução de padrões de rigor e de qualidade no exercício das funções museológicas dos museus portugueses.A integração na Rede Portuguesa de Museus permitiu ao Museu Municipal a aquisição de materiais para o serviço educativo; conservação preventiva e vários apoios financeiros.Na entrada do Museu vai agora ser colocada uma placa da Rede Portuguesa de Museus que certifica a qualidade do Museu Municipal. "

3.02.2011

Mais uma consulta publica...

A nossa região está na berra, mais uma vez!

Após a publicação do Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (que os municípios afectados decidiram, e bem, contestar em tribunal), da consulta publica do PolisSudoeste, surge agora, mais uma vez discretamente e sem grande alarido a Consulta Publica da Avaliação Ambiental Estratégica do Estudo de Avaliação da Rede Rodoviária Nacional no Alentejo Litoral e Algarvio (IC4 Sines - Lagos), um nome longo e pomposo para mais uma estrada (?) que ligará Alcácer a Lagos.

Vai cortar novamente campos e povoações, sobreiros e zonas productivas...onde se evitou uma linha de comboio, querem pôr agora uma via rápida na zona de Melides, outra que desce das Relvas para sul, cortar a Serra do Cercal, etc, etc.

Aqui estão os links para os documentos e aguardamos as reacção das pessoas e das autarquias, num processo que surge subreptíciamente, a medo, e com graves consequências para a nossa região:






2.21.2011

Santiago do Cacém - igreja matriz em destaque em França




Uma das mais importantes revistas francesas no âmbito da cultura e da religião, France Catholique, dedicou no seu n.º 3244, de Janeiro de 2011 (cópia em anexo), um extenso artigo ao tema de Santiago Mata-mouros em que é feita pormenorizada referência a Santiago do Cacém e ao alto-relevo de “Santiago combatendo os Mouros” da igreja matriz, incluindo duas fotografias desta peça e, ainda, a reprodução do brasão da cidade de Santiago do Cacém. Esta publicação foi remetida pelo Doutor Bernard Berthod, Director do Museu de Arte Religiosa de Lyon, que, como outros colegas de França e Alemanha, tem auxiliado a Diocese de Beja, nomeadamente através da rede de Europae Thesauri, a divulgar as principais obras de arte do Baixo Alentejo.
O Professor José António Falcão, director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, regista "...com grande satisfação que tenha sido dado o maior destaque a Santiago do Cacém, cidade já reconhecida pelas instituições francesas como uma referência no Caminho de Santiago. A revista France Catholique tem extensíssima difusão e é muito lida e respeitada no âmbito francófono, o que não deixará de trazer reflexos importantes à nossa região. É uma verdadeira vitória para Santiago e para a sua importância histórica a nível mundial".

2.14.2011

Avaliação ambiental do Polis do Litoral Alentejano em consulta pública

Irá decorrer até dia 23 de Março o processo de consulta pública do Estudo de Avaliação Ambiental do Plano Estratégico Intervenção de Requalificação e Valorização do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina/ Polis do Litoral Sudoeste, que decorrerá até 2013 e prevê um investimento de 46,7 milhões na zona.
O documento em causa foi aprovado na reunião do conselho de administração da Sociedade Polis Litoral Sudoeste, que decorreu na Biblioteca Municipal de Odemira a 17 de Janeiro de 2011, e o Relatório Ambiental Preliminar e o Plano Estratégico da Intervenção e Requalificação do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina podem ser consultados nas administrações das regiões hidrográficas do Algarve (Faro) e do Alentejo (Évora), na sede do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (Odemira) e nas câmaras municipais de Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo.
Em anexo o link para o site da POLISLITORALSUDOESTE:
http://polislitoralsudoeste.pt/noticia.php?id=5

2.11.2011

Plano de pormenor do Centro Histórico de Santiago do Cacém em discussão publica

Esta aberto o período de discussão pùblica do Plano de Pormenor do Centro Histórico de Santiago do Cacém.
Tardou mas finalmente o processo aproxima-se do fim.
É esta a ocasião de todos os santiaguenses consultarem os documentos e emitirem as suas opiniões.
É esta a ocasião do município levar a bom termo um documento de grande importância para Santiago do Cacém, para o seu Centro Histórico, elaborado cuidadosamente e, espera-se, com bons contributos para a sua melhoria.
No entanto algumas questões se colocam:
Quem vai implementar, acompanhar e verificar este Plano se o GRUP foi extinto?
Quem irá elaborar os Planos semelhantes (e necessários) para Alvalade e Cercal?
Porque não teve a Câmara Municipal de santiago do Cacém o mesmo cuidado de promover uma auscultação publica, recolha de sugestões ou, pelo menos, uma explicação sobre a nova organização de serviços do município de Santiago do Cacém (Despacho 860/2011), que foi feito, aprovado e publicado em Diário da Republica praticamente ás escondidas de todos.
A população de Santiago do Cacém merece mais respeito do que foi demonstrado com esta atitude.
Desejamos que a participação nesta discussão publica seja elevada e construtiva e que as ideias e sugestões sejam bem acolhidas pelo município, ao contrário do que aconteceu com o PROTA, por parte do Estado Português.
Plano de Pormenor do Centro Histórico de Santiago do Cacém:
http://www.cm-santiagocacem.pt/AUTARQUIAS/REVISAODOPDM/PPCENTROHISTORICO/Paginas/default.aspx

2.10.2011

Quatro municípios avançam para tribunal acerca do POPNSACV

Os presidentes dos municípios situados no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina decidiram, após uma primeira análise ao plano de ordenamento aprovado pelo governo, avançar para via judicial para repor a “respetiva legalidade”. Os autarcas de Aljezur, Odemira, Sines e Vila do Bispo, reunidos ontem, quarta feira, analisaram o documento, aprovado pelo governo no final de janeiro, muito embora afirmem ainda não ter acesso ao relatório de ponderação relativo às participações recebidas em sede de discussão pública, ao parecer final da comissão mista de acompanhamento da revisão do plano e às plantas de síntese e de condicionantes, “que trarão consigo, seguramente, imensas surpresas”, garantem em comunicado. Os responsáveis “constatam já” que a aplicação do mesmo “prejudica gravemente as populações destes municípios, o seu desenvolvimento sustentável, padece de vários vícios, prejudicando e afectando o cumprimento das atribuições fixadas por lei para as autarquias locais”. Estas situações “obrigarão ao recurso da via judicial para repor a respectiva legalidade”, asseguram, em conjunto, os presidentes das câmaras de Aljezur, José Amarelinho, Odemira, José Guerreiro, Sines, Manuel Coelho, e Vila do Bispo, Adelino Soares. “Face à gravidade da situação, reiteramos o pedido de demissão dos responsáveis políticos do Ministério do Ambiente”, concluem.

Novo Museu de Arte Sacra em Grândola

O novo Museu de Arte Sacra de Grândola abriu as portas em 5 de Fevereiro, com uma exposição dedicada à mais antiga via de peregrinação europeia. A exposição que tem como nome “O caminho de Santiago e a Europa”, resulta de um projecto pioneiro de colaboração entre Espanha, Portugal e França.
A colaboração entre Espanha, Portugal e França encontra-se patente na exposição “Loci Iacobi – Lugares de Santiago, Lieux de Saint Jacques”, organizada pelos três parceiros do projecto inter-regional com o mesmo nome: a Secretaria Xeral para o Turismo da Galiza, o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja e a Communauté d’Agglomération du Puy-en-Velay. Abrangendo cerca de três dezenas de obras de arte, da época medieval ao século XXI, a iniciativa parte de uma reflexão acerca das raízes da peregrinação nas regiões. Trata-se de um percurso aberto que tem o epicentro na reconstituição virtual da catedral de Compostela, que conta com a presença de um fragmento do coro românico desta igreja, esculpido sob a direcção de Mestre Mateo, o autor do Pórtico da Glória.
Grândola foi um dos pontos estratégicos de passagem para os peregrinos para o caminho de Santiago de Compostela. O ponto mais conhecido vem do Cabo de São Vicente e toca Odemira, Santiago do Cacém e Alcácer do Sal. A terra, outrora com o nome de Bendada, foi um importante ponto de apoio aos peregrinos que tinham feito a dura travessia da serra. Para o seu acolhimento existiu um pequeno hospital quinhentista, a cargo da Misericórdia.
Quando a ermida de São Sebastião foi construída, em pleno século XVI, num arrabalde da vila, junto à estrada real, para proteger a comunidade local da peste, transformou-se de imediato numa referência para quem percorria o Caminho de Santiago e passava pelo local. Este antigo santuário de romagem, que serviu também para velar os mortos, retomou agora, por iniciativa da paróquia local, em colaboração com a Diocese e o município, uma nova centralidade, hospedando o mais recente pólo da rede museológica da Diocese de Beja.

2.09.2011

Ainda as obras no centro Histórico de Santiago do Cacém


Foram descobertas estruturas arqueológicas na Praça Conde do Bracial.

Era previsível que tal acontecesse, mas mais uma vez a Câmara foi atras das máquinas e lá fizeram uma escavação de salvamento.

Porque não aproveitar e escavar o resto da Praça?

Ou vai-se fazer como em Alvalade, que se tapou com alcatrão tudo ( e mal) rápidamente?

Também para que fazer este esforço, se o Museu é a miséria que se vê actualmente....

1.31.2011

Depois do PROTA, agora o POPNSACV!!

Mais uma vez, em surdina, à pressa e sem discussão pública alargada e consensual, foi aprovado o Plano de Ordenamento do PArque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina!
Em 6 meses o Alentejo Litoral (concelhos de Sines e Odemira) sofre uma enorme machadada com a criação de mais um Plano em que em vez de protoger e desenvolver uma região, apenas a irá fazer parar e desertificar.
Em Portugal, os governantes, acolitados por uns ambientalistas fundamentalistas e que pararam no tempo, não conhecem o conceito de "Protecção+desenvolvimento"...apenas conhecem o conceito de "Protecção+proibição".
Os presidentes das câmaras de Alzejur, Odemira, Sines e Vila do Bispo exigem (e bem) a revogação do Plano de Ordenamento da Costa Vicentina e acusaram a tutela de ter um comportamento "indigno, arrogante e prepotente".
Em conferência de imprensa, os autarcas dos concelhos integrados no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, pediram a demissão do secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, a quem acusam de ser o "verdadeiro obreiro" e protagonista de "toda esta trapalhada", apontando igualmente o dedo à ministra, Dulce Pássaro, por não estar "de boa fé" neste processo.
Os autarcas criticaram fortemente a postura do Ministério do Ambiente, que fez aprovar o plano sem que tivesse dado "conhecimento atempado" da versão final do documento aos municípios.
"Adivinha-se um plano atentatório ao turismo sustentável em espaço rural, em detrimento das actividades tradicionais, em prol da agricultura intensiva, ao abandono do território", sustentam.
Afirmando-se "enganados e desacreditados", os autarcas prometem então "não dar tréguas do ponto de vista legal, jurídico e político".
E nós acrescentamos: não devem ser só os autarcas, devemos ser todos os que vivem, trabalham e gostam desta zona que não devemos dar tréguas a este Plano e a esta maneira de tratar as pessoas!

1.25.2011

IC 33 - Grândola-Évora

Publicamos comunicado da QUERCUS:

"IC33 Grândola - Évora
Novo lanço do IC33 ameaça montados de sobro e azinho
Termina hoje o período de consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental do IC33 – Grândola (A2) / Évora (IP2), no qual a Quercus participou, alertando para os elevados impactes desta nova via rápida que a ser aprovada vai ao longo dos seus 70 km destruir vastas áreas de montado de sobro e azinho, afectando áreas condicionadas para protecção dos recursos hídrico e uma área de habitats importante para a conservação de aves ameaçadas.
O lanço do IC33 – Grândola (A2) / Évora (IP2) está previsto no Plano Rodoviário Nacional 2000, sendo mais uma das obras públicas desnecessárias que foram planeadas fora do contexto de crise financeira, carecendo esse Plano de ser ajustado face às efectivas necessidades socioeconómicas da região e do país.

A Quercus considera que não é aceitável que a entidade proponente do projecto, seja a própria entidade licenciadora (Estradas de Portugal, Sociedade Anónima), pois este processo deveria ser efectuado por uma entidade da Administração Directa do Estado.


Estudo não avaliou correctamente povoamentos de sobreiro e azinheiraDa consulta ao Estudo de Impacte Ambiental e das visitas ao terreno verifica-se que as propostas de traçado afectam centenas de hectares de floresta, com particular destaque para as áreas de povoamentos de sobreiro e azinheira, as quais não se encontram devidamente estudadas e caracterizadas no estudo.

Efectivamente constatou-se que o estudo não tem um inventário que permita ponderar devidamente a afectação dos valores naturais presentes, nomeadamente pela falta da identificação das áreas de povoamento de sobreiros e azinheiras de cada alternativa, situação que é essencial para o cumprimento da legislação de protecção. Desta forma torna-se impossível ponderar devidamente sobre qual a alternativa menos impactante.


As propostas incluem traçados que atravessam o corredor ecológico definido no Plano Regional de Ordenamento Florestal do Alentejo Central, na zona de Alcáçovas, corredores estes que são essenciais para a mobilidade da fauna, existindo a necessidade de manter a sua integridade. Existem também muitas explorações agrícolas e florestais com projectos de investimento abrangidos por fundos comunitários, com os respectivos condicionamentos, as quais vão ser afectadas por esta infra-estrutura.

No que toca aos recursos hídricos são afectadas áreas de recarga de aquíferos e os traçados atravessam manchas de centenas de hectares de bacias de drenagem de barragens existentes, como a “Zona Hídrica Sensível aos Poluentes Rodoviários” – Zona Sensível n.º 21 – “Albufeira de Vale de Gaio”.

Zona de Protecção Especial para aves selvagens afectada

Também é afectada a Zona de Protecção Especial para aves selvagens – ZPE Planícies de Évora, a qual foi classificada ao abrigo da Directiva Aves da União Europeia, para protecção de espécies ameaçadas prioritárias como a Abetarda e o Sisão e outras aves presentes nestes habitats estepários. Este impacte é mais alargado ao afectar a área envolvente considerada Área Importante para as Aves (IBA), classificação que apesar de não ser oficial é considerada pela Comissão Europeia na avaliação da conservação das espécies ameaçadas.


A Quercus espera que o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território emita declaração de impacte ambiental negativa para este Estudo de Impacte Ambiental e se equacione hipóteses alternativas ao nível da beneficiação da rede rodoviária existente.


Lisboa, 25 de Janeiro de 2011


A Direcção Nacional e do Núcleo Regional de Beja e Évora da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza"

1.21.2011

Obras no Centro Histórico de Santiago aproximam-se do fim...como o próprio Centro Histórico!

As obras de regeneração do centro histórico de Santiago do Cacém deverão estar concluídas até final de 2011, embora as empreitadas se possam estender até ao ano seguinte. Vítor Proença, presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, recordou que os investimentos, comparticipados por fundos comunitários em 80 por cento e responsáveis pela grande parte dos 10 milhões de euros de investimento liderados pela autarquia, “estão em bom andamento, tendo o município assegurado em apenas 2 anos mais financiamento do que os dois últimos quadros comunitários juntos”.
No Centro Histórico de Santiago, onde o total das empreitadas ronda os 1,5 milhões de euros, os trabalhos também prosseguem a “bom ritmo”, estando a requalificação da zona envolvente da central elétrica e Egas Moniz “inteiramente concluída”. Para o primeiro trimestre de 2011, prevê-se ainda que a requalificação se estenda à praça do Pelourinho, à rua Condes de Avillez e à Tapada do Palácio Condes de Avillez, onde as intervenções prevêem o arranjo da componente florestal e a salvaguarda dos equipamentos que já ali estavam.
Além das obras de fundo nos dois principais núcleos urbanos do concelho de Santiago do Cacém, Vítor Proença congratulou-se ainda com a obra que vai criar um novo acesso às ruínas romanas de Miróbriga. A empreitada, já adjudicada, ronda os 900 mil euros e visa alargar a estrada atualmente existente, reforçando a iluminação pública e criando uma ciclovia numa das faixas de rodagem da via. “Tratam-se de obras de elevada grandeza, até porque a Câmara Municipal de Santiago do Cacém nesta altura de crise tem sido uma das poucas que tem um grande número de projetos comparticipados, quase todos a 80 por cento”, enfatizou o edil.
Nesta notícia, emitida pela CMSC, de auto glorificação, não se diz que que a Câmara acaba de extinguir o GRUP - Gabinete de Recuperação Urbana e Património - localizado no Centro Histórico, no antigo Palácio do Condinho.
Este Gabinite da CMSC era responsavél pela avaliação dos projectos no Centros Históricos de Santiago, Alvalade e Cercal e pela elaboração dos seus Planos de Salvaguarda.
Ao que se sabe está concluído apenas o de Santiago.
Para quando o de Alvalade e do Cercal.
Para quê fazer obras (mal feitas ainda por cima) se depois não existe que acompanhe e apoie os residentes, os investidores?
Mais uma vez a CMSC anda ao contrário de todas as outras pessoas.

Homenagem a um grande Sinnense

Morreu Arnaldo Soledade, um home que não sendo natural de Sines, muito deu a este Concelho, revelando muita da sua história.
São homens como Arnaladop Soledade que fazme falta ao Litoral Alentejano.
O presidente da Câmara de Sines, Manuel Coelho, decretou dois dias de luto municipal pela morte do historiador Arnaldo Soledade, vítima de doença natural. “Pela sua dedicação a Sines e pelos relevantes serviços prestados ao conhecimento e promoção deste concelho, a Câmara Municipal de Sines presta sentida homenagem ao Dr. Arnaldo Soledade, apresenta condolências à família e decreta dois dias de luto municipal", escreveu o autarca. Nascido na Figueira da Foz, freguesia de São Julião, em 1921, Arnaldo Soledade é autor da obra mais completa sobre a história de Sines, o livro “Sines, Terra de Vasco da Gama” (1969), atualmente na quarta edição.

1.03.2011

Câmara anuncia investimentos de 26 milhões de euros

A Câmara de Sines informou que apesar dos tempos de crise tem em curso investimentos cofinanciados por fundos comunitários ou através de acordos com empresas, na ordem dos 26 milhões de euros para concretizar até 2013. A requalificação do centro histórico e da avenida da praia de Sines, a recuperação da estrada de acesso a Porto Covo ou a construção de um novo centro escolar e de equipamentos desportivos são alguns dos projetos já em curso ou cujo arranque está previsto para 2011. Apesar de “sentir a crise económica”, especialmente na construção civil e no turismo, que tem no concelho “investimentos parados”, o presidente da Câmara de Sines, Manuel Coelho, disse à agência Lusa que considera 2010 “um ano marcante em candidaturas ao quadro comunitário”, já aprovadas. Ao todo, até 2013, estão previstos em Sines 26 milhões de euros em investimentos, dos quais “20 milhões em qualificação urbana e 6 milhões na requalificação de acessibilidades”, revelou o autarca, que reconhece que, sem os apoios comunitários, não seria possível avançar com a maioria das obras. A recuperação da via de acesso a Porto Covo (Estrada Municipal 554), que segundo Manuel Coelho, representa um investimento total de cerca de 3 milhões de euros, comparticipados em cerca de 80 por cento por fundos europeus, já começou. Na cidade de Sines, está prestes a arrancar a construção do centro escolar Vasco da Gama, que vai juntar o pré-escolar e o primeiro ciclo do ensino básico, uma obra de cerca de 2,5 milhões de euros, cofinanciada, em 80 por cento, pelo FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional).
A regeneração urbana da cidade, que inclui a requalificação do centro histórico (cujas intervenções já começaram), bem como da avenida da praia, está avaliada em 9,5 milhões de euros, sendo que a autarquia espera recuperar, já em 2011, 6 milhões de euros equivalentes à comparticipação comunitária. Apesar de uma “grande fatia” do investimento no concelho partir de programas previstos no Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), a Câmara de Sines procurou ainda mais formas de concretizar obras com “o mínimo de encargos possível” para o município. “Há projetos que não preveem investimento da Câmara, nem do QREN”, disse Manuel Coelho, adiantando que o pavilhão desportivo de Sines, orçado em 5 milhões de euros, vai ser financiado pela Galp Energia, que tem a sua maior refinaria instalada no concelho. Outro caso é a “transformação da via-rápida [em torno da cidade] em avenida”, um investimento previsto de 3 milhões de euros que vai ser “feito através de um acordo com a empresa Estradas de Portugal”.
Seguindo a mesma lógica, em Porto Covo, está praticamente concluído um pavilhão multiusos municipal, orçado em 600 mil euros, um investimento que resulta de um protocolo com uma empresa promotora de um futuro empreendimento turístico no concelho.

Um Bom 2011

A todos os leitores, acompanhantes e participantes, desejamos um excelente 2011, esperando que não seja, pelos menos, pior que o 2010.
Que este ano seja um excelente ano para a nossa região, apesar de as perspectivas não serem as melhores.
Voltamos ao trabalho e ao comentário, depois de umas merecidas férias!