7.28.2010

Festas de Santa Maria animam Ermidas em Agosto

A freguesia de Ermidas-Sado volta a receber este ano, entre 11 e 15 de Agosto, as tradicionais Festas de Santa Maria, uma organização bianual da Comissão de Festas de Santa Maria (COFESMAR), que conta com o apoio da Câmara Municipal de Santiago do Cacém.
As comemorações são preparadas ao longo de vários meses pelos habitantes, que se juntam nas suas ruas, em garagens, armazéns e até nas suas próprias casas, para em conjunto manufacturar as flores que vão enfeitar as principais artérias da vila de Ermidas, fazendo jus ao lema “A arte em 1 milhão de flores de papel”. As Festas de Santa Maria são já há vários anos um símbolo das festas tradicionais no município e são um símbolo da tradição, identidade e paixão dos ermidenses.No programa da edição deste ano destacam-se os nomes dos Irmãos Cabanas (dia 11), do humorista Jorge Serafim (12), do Duo Broa de Mel (13), da cantora Diana Gil (14), da banda K2O3 e do DJ Fernando Alvim (15).
Vale a pena ver o que a arte e engenho e a vontade de uma população conseguem fazem em Ermidas...vale a pena uma visita!

O Programa Polis Litoral Sudoeste foi apresentado.

O Programa Polis Litoral Sudoeste foi apresentado na 20ª FACECO. A área a abranger tem cerca de 9.500 hectares, uma extensão de 150 quilómetros e inclui os concelhos de Odemira, Aljezur, Vila do Bispo e Sines, assim como, uma intervenção no concelho de Santiago do Cacém.
O montante a despender é de 46,8 milhões de euros.
A intervenção a efectuar integra-se na sua totalidade em área de paisagem protegida, essencialmente em território do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e para a sua concretização foram traçados três eixos estratégicos: valorização do património natural e paisagístico, qualificação territorial de suporte às actividades tradicionais e diversificação da vivência do território, potenciando os recursos endógenos.
“Promover a protecção ambiental e a valorização paisagística, a par da qualificação das actividades económicas, privilegiando a colaboração da população são os objectivos”, assegurou Paula Sarmento, presidente do Conselho de Administração do Programa Polis Litoral Sudoeste.
A intervenção está programada para os próximos quatro anos.

7.19.2010

Aprovado o novo PROTA

Foi discretamente aprovado o novo PROTA.
É lamentável que um documento de estrema importância como este, que vai condicionar a vida e a actividade de milhares e milhares de pessoas, que demonstra uma enorme falta de respeito pelos habitantes desta zona e um desconhecimento das realidades locais, tinha sido aprovado subreptíciamente e com o silêncio cúmplice dos municípios.
Também nós, alentejanos, temos culpa, pois não participamos, não nos manifestamos, não agimos nos momentos decisivos.
Aqui fica, para conhecimento, a resolução do Conselho de Ministros e o novo PROTAlentejo, um documento confuso, que não serve a região, mas apneas alguns interesses, e que tolherá o real desenvolvimento do Alentejo.

http://prot.ccdr-a.gov.pt/

I. O Conselho de Ministros, reunido hoje na Presidência do Conselho de Ministros, aprovou os seguintes diplomas:
1. Resolução do Conselho de Ministros que aprova o Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo e revoga o Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo Litoral, o Plano Regional de Ordenamento do Território da Zona Envolvente de Alqueva e o Plano Regional de Ordenamento do Território da Zona dos Mármores, aprovados, respectivamente, pelo Decreto Regulamentar n.º 26/93, de 27 de Agosto, pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 70/2002, de 9 de Abril, e pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 93/2002, de 8 de Maio
O Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo (PROTA), agora aprovado, contribui para a definição da política nacional e regional de ordenamento do território, assumindo as grandes opções estratégicas de base territorial para o desenvolvimento regional do Alentejo, afirmando o Alentejo como território sustentável e de forte identidade regional.
Em primeiro lugar, o PROTA prevê a integração territorial e abertura ao exterior, potenciando o posicionamento geográfico no contexto nacional e ibérico, através do reforço da competitividade que promova a internacionalização da região, em articulação com as redes de transportes e sistema regional de logística empresarial, o desenvolvimento de serviços avançados e uma aposta urbana diferenciadora, a par dos singulares recursos naturais e da paisagem.
Em segundo lugar, a conservação e a valorização do ambiente e do património natural, garantindo os padrões de biodiversidade através da gestão integrada dos sistemas naturais e das oportunidades, que se oferecem às actividades produtivas como contributo para o desenvolvimento sustentável dos espaços rurais e dos recursos naturais, e a minimização de situações de riscos naturais e tecnológicos.
Em terceiro lugar, a diversificação e a qualificação da base económica regional, reforçando e desenvolvendo os sectores tradicionais e emergentes estratégicos, com destaque para os sistemas agro-silvo-pastoris e para o património natural e cultural, como base de uma fileira de produtos turísticos de elevada qualidade e identidade.
Em quarto lugar, a afirmação do policentrismo suportado num conjunto de centros urbanos capazes de articular redes regionais, promover a sua integração funcional e gerar níveis acrescidos de cooperação estratégica e de desenvolvimento, assente na concertação intermunicipal de recursos e equipamentos capazes de sustentar a coesão territorial.
Por último, estas orientações estratégicas concretizam-se, nomeadamente nos seguintes aspectos:
- O desenvolvimento da plataforma portuária de Sines, consolidando a sua vocação ibérica e europeia baseada numa posição geoestratégica privilegiada relativamente ao cruzamento de grandes rotas mundiais de transporte marítimo, o qual constitui um factor importante para a afirmação internacional do país e da região;
- O Aeroporto de Beja que abrirá caminho a novos processos de internacionalização da região, quer mediante a captação de fluxos turísticos relacionados com o Alqueva, o Litoral Alentejano e o Algarve, quer através da emergência de novas actividades económicas, nomeadamente na área da aeronáutica;
- A concretização da Linha de Alta Velocidade Ferroviária entre Lisboa e Madrid e da linha convencional de mercadorias Sines-Évora-Elvas/Caia-Badajoz-Madrid, o que constituirá um enquadramento favorável a uma interligação mais estreita com Espanha e que poderá criar novas oportunidades para um desenvolvimento concorrencial do Porto de Sines no contexto internacional;
- A relação com Área Metropolitana de Lisboa (AML), reforçada pela localização do novo aeroporto de Lisboa e pelo desenvolvimento das actividades logísticas e portuárias na AML, o que, conjugado com as estratégias de desenvolvimento de outras infra-estruturas de relevante importância regional e nacional, dá condições objectivas ao Alentejo de assumir uma nova posição no âmbito das relações económicas à escala ibérica e europeia, para as quais muito contribui também a ligação Lisboa-Madrid com a criação do corredor rodoviário a norte, ligando o novo aeroporto de Lisboa a Portalegre e Espanha;
- O reforço da complementaridade dos centros urbanos que permitirá o crescimento da competitividade e da coesão territorial do Alentejo, considerando como pólos estruturantes Évora, Beja, Portalegre, Sines-Santiago do Cacém-Santo André e Elvas-Campo Maior, ancorados numa rede de centros organizados numa estrutura policêntrica e associados a uma rede de estruturas logísticas e de desenvolvimento empresarial, apostando em economias de aglomeração de proximidade com as instituições de conhecimento, de inovação, de desenvolvimento tecnológico e de prestação de serviços;
- O aproveitamento da envolvente de Alqueva, a qual constitui um espaço destacado no Modelo Territorial da base económica regional, induzido pelo efeito da expansão da nova infra-estrutura hidroagrícola de suporte à modernização da agricultura da sub-região e pela sua atractividade sobre as actividades turísticas, associado às potencialidades criadas pelo novo lago mas também pela sua relação de proximidade com as cidades de Évora e Beja;
- O Litoral Alentejano, articulando as suas potencialidades de destino turístico de excelência e de atracção de projectos estruturantes, nomeadamente na área do Turismo, com a valorização e protecção ambiental da Zona Costeira;
- O solo rural, assumindo-o como o suporte das actividades directamente relacionadas com o aproveitamento agrícola, pecuário e florestal ou de recursos geológicos, regendo-se por princípios gerais de contenção da edificação isolada e do parcelamento da propriedade, pela racionalização das infra-estruturas e pelo fomento à reabilitação do existente.

7.13.2010

No seguimento do "post" anterior transcrevemos esta noticia do Diário de Noticias:

"Mil milhões em obras turísticas no litoral alentejano

Projectos totais de 3,5 mil milhões de euros, parte dos quais já avança no terreno, prometem mudar a face da região
Um terço dos cerca de 3,5 mil milhões de euros de investimento turístico projectado para o litoral alentejano está em obra. "Temos no terreno investimentos na ordem dos mil milhões de euros, incluindo obras já concluídas. É o caso do Tróia Resort, mas também, por exemplo, de infra-estruturas dos empreendimentos do Pinheirinho e Costa Terra", disse ao DN o presidente do Pólo de Desenvolvimento Turístico do Litoral Alentejano, Carlos Beato.
"Estamos a falar do surgimento de 32 mil camas. E estamos a falar na criação de 15 mil postos de trabalho directos num horizonte temporal de 10 anos."
Os primeiros a avançar foram a Sonae Turismo e o Grupo Amorim, tendo o Tróia Resort sido iniciado com a detonação de 95 quilos de explosivos, em Setembro de 2005, que deitaram por terra duas das seis torres da Torralta, projecto turístico iniciado em 1967 e que previa a criação de 70 mil camas.
A empresa entrou em processo de falência logo a seguir ao 25 de Abril, passou pelas mãos do Estado e acabou nas da Sonae Turismo que, há cinco anos, iniciou a construção do Tróia Resort numa faixa de 486 hectares entre a Reserva Natural do Estuário do Sado e o Parque Natural da Arrábida. Hotéis e apartamentos de luxo, golfe, casino e marina constituem os pilares do projecto, cuja primeira fase representou um investimento de 320 milhões de euros, tendo sido vendida metade das casas construídas, o que permitiu um encaixe de 130 milhões de euros. A construçãoimobiliária será retomada em 2012.
Depois de um processo que se arrastou durante anos, também os empreendimentos Costa Terra (adquirido em 2008 pelo empresário Pedro Queiroz Pereira, que se propõe investir cerca de 530 milhões de euros) e Herdade do Pinheirinho (projecto do grupo Pelicano que envolve um investimento de 500 milhões de euros e cuja gestão será feita pela cadeia hoteleira Hyatt, uma das mais importantes a nível mundial) iniciaram os trabalhos de construção de infra-estruturas.
A estes três empreendimentos junta-se o projecto da Herdade da Comporta, no qual o Grupo Espírito Santo prevê arrancar até final do ano com a construção das infra-estruturas de um empreendimento turístico onde está previsto um investimento global de 1,2 mil milhões de euros.
"Não são empreendimentos imunes à crise. Não digo isso. Mas os projectos do litoral alentejano não pararam, bem pelo contrário, com a situação que estamos a atravessar", garante Carlos Beato, reconhecendo, no entanto, que terá havido um "abrandar" do ritmo.
"A face do litoral alentejano vai mudar. Queremos que esta seja uma região de atractividade turística com uma imagem amiga do ambiente. Tudo o que se está a passar no sector do turismo contribui para promover oportunidades, emprego e qualidade de vida."
Para António Lacerda, director-executivo da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA), os projectos em curso nos concelhos de Grândola e Alcácer do Sal serão um "contributo" para a "afirmação" do Alentejo enquanto destino turístico: "É na multiplicidade de produtos, uns mais litorais, outros mais interiores, que o Alentejo tem uma especial janela de oportunidade." Iso porque "os destinos que se estruturam a partir de uma certa monocultura turística, que vivem de um único produto, podem enfrentar situação de grande insegurança e instabilidade
".
Quem é António Lacerda? quem é esta pessoa que diz esta barbaridade e que, pura e simplestemente, está a matar o Alentejo como destino turístico?
O Beato já nós conhecemos...agora vem mais este?
Será que não percebem, que se funcionarem as 32 mil camas o Alentejo Litoral se trabsforma numa coisa igual ás outras? Um Algarve ou um Sul de Espanha?
Alguém agredita que vão ser criados 15 mil posto de trabalho directos? Um trabalhador para cada dois turistas?
Começamos a pensar que já chega de tanta intrujice, tanto abuso da nossa terra, e em especial por quem não é de cá!

7.02.2010

Comissão Europeia preocupada com os projectos imobiliários no Litoral Alentejano

A Comissão Europeia diz-se preocupada com o facto de ter sido concedida licença de construção para dois projectos imobiliários em áreas protegidas nos distritos de Alcácer e Grândola e Portugal vai tem dois meses para se explicar.
Bruxelas receia que as zonas Rede Natura no litoral entre Lisboa e o Algarve estejam gravemente ameaçadas e lembra que os dois projectos serão construídos em zona de Rede Natura 2000 e sublinha os seus “impactos negativos previstos”, com “implicações importantes” nos habitats e espécies protegidas. “Se os projectos de desenvolvimento urbano forem realizados de acordo com os planos actuais, a consequência poderá ser a perda definitiva das áreas protegidas sensíveis”, alerta, em comunicado. Na sua avaliação de impacto ambiental, Portugal referiu, nomeadamente, dunas arborizadas e as moitas de zimbros, bem como dez espécies de anfíbios, 15 de répteis, 130 de aves e 21 de mamíferos.Em causa, diz a Comissão, estão as estâncias balneares Costa Terra e Pinheirinho, que ocupam 200 hectares ao longo de dois quilómetros de costa.“Entende-se por desenvolvimento sustentável aprender a viver com o que temos e não desperdiçar recursos naturais para obter lucros a curto prazo. Insto Portugal a adoptar uma visão a longo prazo para esta região e a intervir rapidamente para garantir a sua protecção adequada”, comentou Janez Potočnik, comissário europeu para o Ambiente. Bruxelas lembra que estes dois projectos não estão sozinhosA Comissão receia que “as zonas integradas na rede Natura 2000 situadas no litoral, entre Lisboa e a região do Algarve, estejam gravemente ameaçadas”. Tudo porque aqueles dois empreendimentos não são os únicos. A Comissão apurou que estão previstos mais cinco projectos de construção na mesma zona protegida, com uma capacidade total de 50 mil camas (!!!), e que além das estâncias de Costa Terra e Pinheirinho, mais três estâncias balneares obtiveram licenças de construção: A Herdade da Comporta/Carvalhal (347 hectares para 4973 camas), a Herdade da Comporta/Comporta (377 hectares para 5974 camas) e a Costa de Santo André (4 hotéis e uma aldeia turística com uma capacidade de 1200 camas).
Bruxelas critica como “problemática” a própria avaliação de impacto ambiental, na medida em que “não tem em conta os efeitos cumulativos [das outras estâncias] nem o impacto da fragmentação”. A Comissão quer saber ainda por que razão, até à data, ainda não foram aplicadas quaisquer medidas no âmbito de um prometido plano de gestão, que incluiria uma zona de conservação privada.Portugal tem dois meses para se conformar com este pedido, que assume a forma de um parecer fundamentado no quadro do procedimento por infracção da UE; caso contrário, a Comissão poderá interpor recurso contra Portugal junto do Tribunal de Justiça Europeu.Já estão em curso alguns processos semelhantes. Foram enviados mais três pareceres fundamentados relativos a estâncias turísticas integradas na rede Natura 2000 no Sul de Portugal, duas na região do Algarve e uma no Sul do Alentejo.
E infelizmente nada disto é noticiado nas nossa imprensa, os autarcas fazem orelhas moucas e acham que ainda é pouco e tudo isto passa ao lado da população do Litoral Alentejano, que, estranhamente se mantém calada e quieta...