1.29.2010

Sines lança o "Mês do Centro Histórico"

No momento em que se inicia a execução do Programa de Regeneração Urbana e as propostas para a construção do novo Plano de Pormenor de Salvaguarda da Zona Histórica estão ja desenvolvidas, mas ainda não concluídas, a Câmara Municipal de Sines irá realizar, em Fevereiro, um conjunto de iniciativas para promover a discussão sobre os desafios da revitalização do Centro Histórico de Sines. Através dos meios de comunicação da autarquia e no seio de jornadas abertas ao público, pretende-se envolver a população num mês inteiro de informação e reflexão dedicado ao núcleo urbano fundador e fundamental da cidade.
Mais informação em :
http://www.sines.pt/PT/Viver/Urbanismo/mes_cento_historico/Paginas/default.aspx

20 comentários:

Anónimo disse...

Mais uma boa iniciativa da CMS que é de louvar e enaltecer, ainda por cima num tema tão importante como são hoje em dia os centros históricos, relativamente aos quais estão previstas grandes intervenções tanto em Sines como em Santiago e Alcácer do Sal. Há que envolver as populações, gerar dinâmicas de educação e sensibilização nesta área para que no futuro os centros históricos possam ganhar nova vida e voltarem novamente a ser o coração das nossas vilas e cidades. Tenho grande espectativa sobre as obras previstas para o centro histórico de Santiago mas acho que ainda são insuficientes para o que é necessário fazer, sem esquecer no entanto que também, neste concelho, existem dois pequenos centros históricos a precisar de projectos e obras como são Cercal do Alentejo e Alvalade do Sado, duas vilas também bastante antigas e importantes no Litoral Alentejano. Infelizmente o dinheiro não chega para tudo o que é pena.

Anónimo disse...

Santiago tb era importante algo assim para ver se toda esta zona histórica dá um salto porque a continuar assim isto morre de vez.

Anónimo disse...

Enquanto Alcácer vai requalificando as ruas e zona ribeirinha, Sines e o resto do litoral alentejano ainda só vão nos estudos e levantamentos. Têm que vir a Alcácer aprender como é que se trabalha nas zonas históricas! E aproveitem para visitar a Cripta Arqueológica e o Museu Etnográfico do Torrão.

crescer disse...

Peço desculpa ao moderador pela repetição de post, mas devo reforçar a vitalidade alcacerense junto dos restantes leitores, não vão estes estar desatentos ao corropio de actividades de animação cultural e de requalificação do património que existe de momento em Alcácer. Apesar de tal já ter sido referido por inúmeras ocasiões em fóruns de auscultação da população. Salvé Alcácer!

Com que então nem Santiago, nem Sines têm PRU? Pelos vistos não. Ah deve ter sido por isso que o PRU da Zona histórica de Sines ficou em 1.º lugar no INALENTEJO. Também não têm qualquer vida cultural? O auditório de Alcácer uih, aquilo tem uma programação cultural, capaz de fazer corar de vergonha o CAS. E escolas de música como em Santiago ou clubes e associações desportivas e culturais de hóquei, andebol, ballet, basquetebol, surf, natação (sim natação, e com resultados), canoagem (veja-se numa vila)... isso também existe em Alcácer. Que grande terra esta a nossa!!!! Aprendam que Alcácer uih, tem tanta oferta, que nem sei o que fazer durante a semana e também ao fim-de-semana (talvez ver o atlético, com gente nova da terra).... Ah e património, coitadita da nobreza santiaguense, não tem mesmo nada... foram completamente espoliados.

Anónimo disse...

Aconselho vivamente a virem a Alcácer beber da experiência deste antigo e importante concelho e tragam o sector dos centros históricos das cãmaras de Sines e Santiago, afim de poderem levar ideias e fazerem alguma aprendizagem porque já se sabe há muito que tanto Sines como Santiago eternizam a implementação de soluções de requalificação e dão a entender que se debatam com algum desnorte e se calhar incompetência.

Anónimo disse...

Pelo que me vou apercebendo Santiago é o concelho mais atrasado do litoral alentejano nesta matéria dos centros históricos. Esta iniciativa agendada pela câmara de Sines é uma excelente iniciativa algo semelhante ao fórum que Alcácer do Sal também tem e que este blog dá notícia noutro artigo. Infelizmente Santiago continua a marcar passo nesta matéria e a prova disso é o estado em que estão os 3 centros históricos do concelho, que mandato após mandato vão ficando cada vez piores e não creio que as obras que a CM de Santiago candidatou para o centro histórico de Santiago vão resolver sequer metade dos seus problemas nem reavivar toda aquela zona que outrora gorgitava de agitação e az
azáfama.

Anónimo disse...

Alcácer tem um presidente de cãmara que é arquitecto por isso é natural que seja mais sensivel ao urbanismo, requalificação urbana, etc, comparativamente a outros presidentes de cãmara do Alentejo Litoral que preferem insistir noutras áreas, muito embora na minha opinião devesse existir uma estratégia relativamente aos centros históricos independentemente da área de formação desses executivos. Embora more em Sines, nasci em Santiago e tenho ainda familia lá e realmente dá-me pena ver a zona histórica naquele estado desértico e algo estragada mas em Sines os problemas também são grandes. Vamos lá ver o que é que estas cãmaras são capazes de fazer nestes 4 anos, ou se vamos mais uma vez ficar pela rama e obras de fachada.

Anónimo disse...

Em tempos não muito distantes foi alardoado aos quatro ventos em Santiago um projecto chamado "Do Castelo Velho ao Castelo Novo", cujo objectivo era ligar Miróbriga ao castelo através de umas quantas vias requalificadas. Já lá vão uma mão cheia de anos e até hoje não vi nada feito. Depois, há uns 4 ou 5 anos, foi alardoada a criação de um Museu de Arte Sacra no centro histórico de Santiago, que tinha projecto de um arquitecto português famoso, mas até agora não há museu nenhum feito. Neste último mandato foi alardoado que ia ser criado um centro de estudos jacobeus no edificio da antigo da câmara, mas o mandato já acabou e começou outro, e nada de centro de estudos jacobeus. No último mandato também foi alardoada uma candidatura de regeneração do centro histórico de Santiago, romeirinhas, etc, mas até agora não começaram obras nenhumas. Santiago caminha a passos largos para ser o concelho campeão das promessas enqanto os concelhos à volta sem fazerem barulho vão fazendo obra. Já agora os parabens à câmara de Alcácer pelo excelente trabalho que está a desenvolver.

F Lobo disse...

Os centros histórico só vivem, evoluem e se tornam atractivos se existirem ponto de interesse e de criação de riqueza para os residentes, ou seja, as maiores valias de um centro histórico são as pesoas que la vivem, ou que podem ir para lá viver, porque se não as ruas tornam-se cenários, sem ninguém e que ás 6 da tarde estão desertas.
A melhor regeneração de um Centro Histórico é fixar população, incentivar os negócios e actividades.
Assim, com vida, um Centro Histórico, como que se "auto mantém".
Se só se arranja fachadas e não se fixa a população, torna-se um museu, e isso não interessa para nenhum Centro Histórico.

Anónimo disse...

Sim, mas se não forem atractivos na sua imagem, conservação de espaços públicos, edifícios, etc, não conseguem manter os moradores, nem captar novos habitantes, nem comerciantes, nem turistas, nem actividades culturais no fundo tudo o que lhes dá vida. Acho que tudo está relacionado e deve ser desenvolvido de forma integrada. O que vemos em Santiago é que até agora não existe nenhuma estratégia do município para além das obras que estão projectadas e que no fundo são uma gota de água daquilo que esta área da cidade tem falta. E já nem falo no castelo, no hospital do Espírito Santo, nos antigos Paços do Concelho, na tapada, na Sociedade Harmonia e noutros espaços que seria urgente dinamizar a par da reabilitação urbana.

crescer disse...

Bons exemplos de como devem funcionar os centros históricos em Portugal são Óbidos, Viseu, Guimarães ou Évora. Agora Alcácer?! Valha-me nossa!!!!

Segundo me dizem, de entre outros projectos, Alcácer consegue revitalizar o centro histórico, construir nova biblioteca, novos centros escolares, revitalizar a ZAE, requalificar o mercado, a zona de feiras e o parque desportivo. Parece-me que quem tem petróleo não é só o SLB... a ver vamos. Quais os projectos que caem, pq o dinheiro, como bem se sabe é um recurso escasso.

Alcácer consegue apresentar neste Programa de Acção (PA), segundo me foi dado a entender, financiamento puramente municipal, exceptuando a divulgação e comunicação. Veremos se alguma das operações cai e se por atacado não cai depois todo o PA.

No meio disto tudo também descobri que tal como em Lx, já se podem construir ciclovias ou talvez não... é mais ecopistas.

Para quem refere no seu diagnóstico há existência de problemas de mobilidade, talvez se devesse elaborar um plano de mobilidade? Ou... talvez não!

Mas bons exemplos são requalificações que serão requalificadas ao abrigo do PA (estrada da ameira - estação de comboios), isto sim é planeamento e uma boa prática a ser seguida pelos restantes municípios da nossa região.

Apesar de tudo tenho de concordar com muitas ou quase todas as operações constantes no PA, faltando contudo desenvolver 2 pontos importantíssimos a vertente económica e a resolução dos problemas de mobilidade (não sei se o estacionamento preconizado solucionará as graves carências existentes).

Anónimo disse...

Em Santiago falta quase tudo! Falta visão dos autarcas e competência. Falta gente capaz numa equipa que deve ser multidisciplinar para definir projectos e intervenções. Falta gerar dinâmicas na sociedade civil para a recuperação dos edifícios privados e falta um sinal, e um exempo do município recuperando o que lhe pertence. Se os bons exemplos não vêm de cima, não se espere grande coisa dos moradores do centro histórico, sendo que alguns têm feitos algumas recuperações, embora algumas delas discutíveis. Mas ainda há um outro erro crasso, que é o facto de algumas recuperações incidirem sobretudo nas fachadas e destruirem todo o miolo dos edifícios. Isso quanto a mim não é recuperação, porque cada edificio tem uma alma, que está impregnada na fachada mas também no seu interior. Por último, falta também em Santiago um vereador e uma linha política que saiba definir uma estratégia e acções concretas de intervenção e reabilitação dos centros históricos, o que infelizmente tarda em surgir para nosso mal, enquanto à nossa volta, vão surgindo iniciativas de valor como esta em Sines, outras em Alcácer, e até em Beja.

Anónimo disse...

Alcácer do Sal vai reunir um fórum e Sines lança o mês de Fevereiro sobre o centro histórico! Muito bem! E Santiago, quando será que nos surpreende com uma qualquer actividade deste nível sobre o centro histórico? Não há ideias srs autarcas? Falta massa pensante? Então vão por esse país buscar ideias boas de outros, que há bastantes.

Anónimo disse...

O problema de fundo em Santiago ao nível da câmara, é de falta de gente capaz para desenvolver iniciativas e projectos. Logo, não existe qualquer politica visível e concreta para os centros históricos. Só fogachadas, e medidas desgarradas amiúde para fingir que se está a trabalhar. Em 35 anos de poder CDU muito se podia já ter feito, mas basta passearem pelos centros históricos do concelho para se perceber que pouco ou nada se tem feito. Tal como em Sines e em Alcácer, Grândola, Odemira, mas que nalguns destes casos, os concelhos que abandonaram a CDU, estão agora a dar passos importantes ao passe que Santiago continua a sua saga.

Anónimo disse...

A grande conclusão que se retira é que Santiago marca passo e nos concelhos ao redor mesmo sem fazerem muito, estão já à nossa frente, mesmo tendo centros históricos menos interessantes do que o de Santiago. Mas atenção que no concelho de Santiago a situação é mais preocupante, porque tem 3, e não apenas um. Portanto ainda é mais grave porque nada se tem feito em nenhum deles, e só há intervenções previstas para o de Santiago, intervenções essas que não resolvem 1 terço sequer do que ele tem necessidade. Os centros históricos não parecem estar entre as preocupações imediatas da CM, tal como nunca esteve a saida do cemitério de dentro do castelo, um monumento que podia dar um empurrão importante para reanimar toda esta parte histórica da cidade de Santiago. Mal vai um concelho que despreza tudo o que são tradições, monumentos e centros históricos, dando primazia a gastos vultuosos com festas e concertos e obras de gosto discutível.

Anónimo disse...

Conhecem a história do rei que de tão vaidoso ia nu? Devem conhecer.
Aplica-se na sua totalidade a Santiago do Cacém.
São fotografias com este e com aquele, promessas para aqui, promessas para ali.
Tudo espremido: zero!!!!!
Ao Sr. F. Lobo: Lamento contradizê-lo, quando refere que os centros históricos para além da sua recuperação, os mesmos precisam de pessoas. Pois bem, em Santiago do Cacém esse problema não se pode por, porque existem largas centenas de pessoas no seu centro histórico: os mortos do cemitério!

Anónimo disse...

Até nisto Santiago Cacém precisa de dar um bom salto porque toda esta parte histórica da cidade está uma lástima, já para não falar do deserto que isto é a partir de certa hora do dia, e ao fim de semana ainda pior. Há que trazer mais vida para esta parte da cidade, mais atractivos, etc, para captar vida, turistas, gente de fora, que isto realmemte está mesmo morto. Penso que a CM devia fazer mais por esta parte histórica de Santiago do que tem feito ao longo dos anos.

Anónimo disse...

Retórica, retórica, engonhar e engonhar anos atrás de anos e sem nada de jeito que se veja. Como dizia o o outro, promessas leva-as os vento. Isto aplica-se apenas à cãmara de Santiago que leva a vida a engonhar e não se vê nada feito de jeito nos ditos centros historicos, que estão numa autentica desgraça!

Anónimo disse...

Santiago do Cacém seria alguma coisa se voltássemos ao século XVIII. Mas como ainda não compreendeu que estamos no século XXI, é o que se vê.
E aqui voltemos ao verdadeiro cerne da questão. Toda a gente muda, no que quer que seja, menos Santiago. O inquantificável espírito conservador de Santiago a isso obriga. Nas autárquicas, não só nas últimas mas em todas, ninguém vai votar porque "sabem que fica lá o mesmo". Resultado: são eleitos políticos com 27% dos eleitores inscritos.
Santiago tem tudo para ser uma referência do Litoral Alentejano, e não o é graças á sua mentalidade tacanha.

Anónimo disse...

www.sinescentrohistorico.blogspot.com