12.16.2010

Em dez anos desapareceram 112 mil explorações agrícolas

Uma em cada quatro explorações agrícolas deixou de existir nos últimos dez anos, num total de 112 mil explorações que desapareceram. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), que divulgou dados preliminares do recenseamento agrícola de 2009, Beira Litoral, Ribatejo, Oeste e Alentejo são as zonas mais afectadas. Há, ainda, menor número de explorações pecuárias, tendo o número de porcos, ovelhas e cabras caído 25 por cento.Há menos vinha, batatas e cereais para grão, menos pomares de frutos frescos, menos limões e laranjas. Por outro lado, subiu a produção de frutos subtropicais e aumentou ainda o número de tractores.
Como se pode concluir, acentua-se a desertificação do interior e em Odemira, Grândola e Santiago do Cacém é um dado procupante.
Especilamente com o desinvetimento e o abandono a que estão votadas as freguesisas rurais.
Pode-se dizer que o PROTA e a nova proposta do Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina apenas vem ajudar a acentuar este problema!

11.30.2010

O PROTA a entrar em vigor....

Por força da obrigatoriedade imposta no Plano Regional de Ordenamento do Território Alentejo (PROTA), publicado a 2 de Agosto de 2010, todas as Câmaras Municipais já modificaram os seus PDMs, de modo a incorporar as novas disposições.
De uma série de obrigatoriedades e restrições perfeitamente absurdas, uma das mais gravososas é a que impede a construção de novas edificações em terreno rústico.
O PROTA proíbe a construção de novas habitações no Alentejo (todo) a não ser pelo “proprietário-agricultor “ e o “Agricultor” tem de ser certificado, sabe-se lá em que moldes e por quem.
Quem não o for, não poderá construir uma casa no Alentejo.
Também obriga também a uma área mínima para construção >4ha, quando em todos os PDM a área mínima é (era) de 2,5ha.
Ou seja, alguém tenha 500ha não pode construir um cm2!
Obviamente que a construção nova tem, e deve, ser regulamentada e restringida, mas não proibida.
Irão proliferar novamente as casas clandestinas, as falsas pre-existências, o mercado imobiliário, dos projectos e da construção irá ressentir-se fortemente, aumentará a desertificação e o exodo para os Centros Urbanos...em suma, um retrocesso.
e pode-se acrescentar mais algumas curiosidades: por exemplo, define-se o "Alentejo Litoral" como um dos dois polos turísticos, além do Alqueva, mas proibe-se a construção de resorts ou equipamentos turísticos a menos de 5 Km da Costa, ao mesmo tempo que se abrem excepções nos Aivados e no Pinheiro da Cruz!
Estranha-se o silêncio dos Municipios, estranha-se as excepções em Municipios socialistas, estranha-se o silêncio dos ambientalistas, que se preocupam com a construção mas não se preocupam com a desertificação.
Estranha-se a aprovação a 2 de Agosto de 2010, e o silêncio na divulgação e a rapidez de entrada em vigor.
Enfim, estranha-se o silêncio de toda a gente...a começar nas Câmaras onde as informações são escassas, dispares e disparatadas!
Um silêncio cúmplice.
Algumas ligações com mais informação:

O PROTA
http://webb.ccdr-a.gov.pt/docs/ordenamento/RCM_53-2010_2Ago.pdf

Alteração PDM Santiago do Cacém
http://www.cm-santiagocacem.pt/Alertas/Aviso%20alteração%20PDM%20-%20PROTA%20-%20Publicado%20em%20Diário%20da%20República,%202.ª%20série%20N.º%20227%20de%2023%20de%20Novembro%20de%202010.pdf

Alterações PDM Sines
http://www.sines.pt/PT/Actualidade/noticias/Paginas/AlteracoesnoPDMporadaptacaoaoPROTAentramemvigor.aspx

Das Câmaras de Alcácer do Sal, Grândola ou Odemira não obtivemos informação.
Todas do PS, coincidência ou não!

11.22.2010

Depois da incubadora..agora é uma Universidade

Santiago do Cacém e Vitor Proença não param: depois do anuncio da incubadora de empresas, que vai surgir em Santiago do Cacém, parece que agora é uma Universidade.
Supomos que em breve o Concelho será pequeno para tanta coisa que irá ser lá instalada. Pena é que nada depois se concretize, e o que existe não apresente resultados (vide Escola de Guitarra do António Chaínho).
E importantíssimo que Santiago ( e os restantes Concelhos) instalem actividades, mas com alguma lógica, com alguns resultados.
O que se seguirá? A NASA? O Parlamento Europeu?
Transcrevemos, com a devida vénia, a notícia que apareceu no Diário do Sul:
A Câmara de Santiago do Cacém vê com bons olhos a possibilidade de este concelho do Litoral Alentejano vir a acolher um pólo do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.
Como o “Diário do Sul” avançou segunda-feira, o director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja (DPHADB), José António Falcão, pediu o apoio às autarquias depois de ter lançado a ideia junto dos responsáveis daquela universidade e já recebeu o “sim” do autarca Vítor Proença.
Em declarações ao “Diário do Sul”, o presidente da Câmara de Santiago do Cacém garantiu ser “muito positivo admitir-se a hipótese do Litoral Alentejano vir a receber esse pólo”, garantindo que “se houver uma escolha de Santiago do Cacém e nos for solicitado um edifício, estaremos disponíveis para o encontrar e viabilizar a sua localização aqui”, assumiu o edil.
De resto, Vítor Proença considerou ainda que o facto do professor Carlos Fortuna, natural de Santiago do Cacém, ser um reputado docente da Universidade de Coimbra, poderá ter aqui um papel importante, tratando-se de uma figura com vasta obra realizada e publicada no campo da investigação sociológica.
“Também o facto de hoje termos a noção de que o ensino universitário está a perder alunos, o que inviabiliza a criação de novas universidades, faz com que possamos e devamos admitir a criação de pólos, centros de estudos e outras áreas, que sejam importantes no domínio da descentralização, mas que podem não estar ligadas fisicamente à própria universidade”, insistiu, reiterando “a total abertura de Santiago do Cacém para acolher projectos desta natureza. Ainda não fomos abordados por ninguém, mas se chegarmos a ser, acolheremos esta ideia.”
Recorde-se que o Litoral Alentejo regista apenas uma experiência de ensino universitário com o Instituto Piaget, depois de uma tentativa falhada em Grândola com a instalação do ISCTE – Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa. “Acho que esse centro de estudos seria um factor tão positivo para a região, que teria mesmo condições de ultrapassar as fronteiras do litoral, porque poderia atrair pessoas de Beja, do Algarve e até península de Setúbal”, reiterou Vítor Proença.
O principal argumento exibindo por José António Falcão para sugerir a abertura do pólo na região passou pelo facto do Litoral Alentejano ser hoje uma espécie de “laboratório social de primeira ordem”, tratando-se de uma zona que está numa transformação muito acelerada. Por outro lado, defendeu o mesmo responsável, essa transformação tem também repercussões no entendimento do mundo rural e na própria identidade da região, o que permitiria oferecer um novo espaço de observação favorável à compreensão da pós-modernidade e à reflexão sociológica.
O Centro de Estudos Sociais é uma instituição de investigação científica das Ciências Sociais e Humanas, que, segundo José António Falcão, teria uma perspectiva de permitir a realização de um trabalho transversal. Isto porque, não se limitaria a uma, duas ou três disciplinas, mas poderia abarcar um grande leque de áreas científicas

11.17.2010

Hospital do Litoral Alentejano sem administração

A presidente do conselho de administração do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém, Adelaide Belo, revelou à Agência Lusa ter pedido a demissão do cargo, sem adiantar os motivos da decisão.
Adelaide Belo mantém-se na presidência do hospital até ser substituída, conforme confirmou a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo. Fonte da ARS do Alentejo explicou à Lusa que "não se trata de uma demissão", alegando que Adelaide Belo "recusou a nomeação oficial" para o cargo. Desde que o HLA passou a Entidade Pública Empresarial (EPE), em Janeiro deste ano, indicou a fonte da ARS, Adelaide Belo foi reconduzida no cargo "interinamente, enquanto não fosse nomeada uma nova administração".
Antes de assumir o cargo de presidente do conselho de administração do HLA, em 2006, Adelaide Belo foi directora clínica do Hospital de Beja durante cerca de três anos. Também o anterior vogal do HLA, Júlio Pedro, deixou a administração da unidade hospitalar alentejana, após ter sido nomeado, em Outubro, para o novo conselho directivo do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Instalado em Santiago do Cacém desde 2004, o HLA serve, além deste concelho, os municípios de Sines, Odemira, Grândola e Alcácer do Sal, abrangendo uma população de cerca de 100 mil pessoas.

11.08.2010

Mais uma incubadora de empresas?

De uma recentes declarações de Vitor Proença, constatamos que no Alentejo Litoral já não existe criatividade nos autarcas, e que estes andam mal informados.
Pelos vistos a Câmara de Santiago do Cacém quer criar um Centro de Apoio a Empresas em Vila Nova de Santo André, o maior aglomerado populacional do concelho, para funcionar como incubadora de micro e pequenas empresas!!
O projecto pretende, segundo explicou Vítor Proença, proporcionar "espaços, meios, logística, ferramentas de comunicação de dados e formas de articulação com entidades públicas e privadas" a novas empresas e jovens empreendedores.
Dirigida a empresários em início de funções, que não tenham capacidade financeira para efectuar investimentos de raiz em instalações, a incubadora vai ser vocacionada para áreas de negócio que utilizem essencialmente as novas tecnologias, que não precisem de área de produção de bens ou armazém.
Segundo Vitor Proença, o projecto existe, o espaço para o instalar também, "falta agora o financiamento para meter o Centro de Apoio a Empresas a trabalhar".
O investimento previsto ronda os 400 mil euros, para o que a autarquia e a Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo (ADRAL), parceira neste projecto, após uma primeira candidatura não aprovada, aguardam nova oportunidade de concorrer a comparticipação financeira de fundos europeus.
Vítor Proença assegurou, contudo, que, caso se não consiga financiamento, o Centro de Apoio a Empresas "avança na mesma", embora com "algum deslizamento no tempo", uma vez que a autarquia vai "insistir com a candidatura".
O projecto prevê a instalação do Centro de Apoio a Empresas no primeiro piso desocupado do Gabinete Municipal de Santo André, onde passaria a funcionar também o pólo do litoral alentejano da ADRAL, incumbida de gerir e dinamizar o espaço.
A cargo da autarquia, fica o mobiliário e a instalação de ferramentas de tecnologia de informação, como equipamentos para transferência de dados e videoconferência, que permitam a interacção das empresas com todo o país, mas também, por exemplo, com "a Europa e África".
A par da incubadora de empresas, a Câmara de Santiago do Cacém quer instalar no mesmo edifício "o primeiro centro de formalidades de empresas do litoral alentejano", com ligação ao IAPMEI.
"A sul só existe em Setúbal, em todo o Baixo Alentejo não há nada disto", destacou.
O autarca defendeu ainda a necessidade de ser desenvolvido o sector de serviços na região, lembrando que o litoral alentejano já conta com uma área empresarial vasta, desde "gigantes" da indústria química, ao porto e área logística de Sines, para além do peso da agropecuária e do turismo.
Destas declarações de Vitor Proença podemos destacar algumas coisas:
Primeiro, anda mal informado, pois em Grândola já existe uma "incubadora de empresas" :
http://www.cm-grandola.pt/PT/Negocios/IncubadorasdeEmpresas/Paginas/IncubadorasdeEmpresas.aspx
e o que é o SinesTecnopolo??
http://www.sinestecnopolo.org/incubacaoeempreendedorismo
ou seja, repetir e copiar o que ja existe!
Segundo, ou que interessa é fazer, mesmo sem dinheiro (em itálico). Quem vier a seguir que pague...aliás, esta a seguir a moda neste país, fazer e alguém que pague, mesmo que seja equipamentos desnecessários, ou repetidos.

10.19.2010

3º Encontro de História do Alentejo Litoral







Um ano depois...

Passou um ano desde as ultimas eleições autárquicas!
Uma mudança de presidente em Odemira, uma mudança de "côr" politica em Sines e a manutenção em Santiago do Cacém, Grândola e Alcácer do Sal.
O que mudou (se é que mudou...), o que melhorou e o que piorou?
Gostariamos de ouvir as vossas opiniões concretas, sérias e realistas, evitando o insulto ou a propaganda política!

9.30.2010

Girafas no Alentejo???

Pedimos desculpa pela má qualidade das fotografias, mas a surpresa e o pasmo de vermos esta decoração no autocarro da Câmara Municipal de Santiago foi tão grande que não se conseguiu uma melhor qualidade.
O mau gosto ao serviço camarário.
As nossas desculpas pelas fotografias...e pelo mau gosto da decoração!





9.14.2010

Alvalade e as comemorações do Foral

Nos próximos dias 17, 18, 19 e 20 de Setembro realiza-se em Alvalade (vila histórica do concelho de Santiago do Cacém), mais uma edição do "Alvalade Medieval".
Este ano, de forma muito especial visto tratar-se das Comemorações dos 500 anos sobre a atribuição do Foral, pelo Rei D. Manuel I, em Santarém aos 20 de Setembro do Ano de 1510. Com este documento, concedia-se a Alvalade e ao seu Concelho, importantes regalias administrativas, regularizando a vida local, nomeadamente na área fiscal e de transação de bens e mercadorias.
Desde a recuperação e recolocação do pelourinho, pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém, em 20 de Setembro de 2000, esta data tem sido celebrada de forma intensa pelos Alvaladenses. A realização da Feira Medieval, tem vindo a contribuir para o desenvolvimento da Vila de Alvalade contando-se por largos milhares os visitantes que anualmente acorrem à nossa terra para assistirem ao evento. Este ano, mais uma vez tudo está a postos para receber todos os que nos venham visitar. De realçar que no dia 20 de Setembro – 2ª feira – será celebrada a data histórica dos 500 anos do Foral.
Para além da participação das crianças e jovens do Agrupamento de Escolas, com lançamento de balões com mensagens alusivas à efeméride, terá lugar pelas 19.30h, no Salão da Casa do Povo, uma Sessão Solene evocativa, que contará, entre outros convidados, com a presença de S.A.R. Dom Duarte Pio, Duque de Bragança que se associa às celebrações dos 500 anos do foral manuelino de Alvalade. Seguidamente será descerrado na frontaria do edifício dos antigos Paços do Concelho, um painel de azulejos, que lembrará no futuro esta data importante. Segue-se um repasto, oferecido aos convidados e população que nos visita neste dia.
Depois será a vez da animação, na Praça D. Manuel I, pela empresa Vivarte e a terminar as comemorações um vistoso fogo de artifício da responsabilidade da "Pirotecnia Minhota", a mesma empresa que participou na sessão de fogo de artifício lançado no final do ano, na ilha da Madeira.De notar que a entrada neste dia no recinto e a assistência ao repasto e à animação, na Praça D. Manuel I, bem como o espectáculo de fogo de artifício, serão inteiramente gratuítos.

Para outras informações sobre o programa do evento, por favor aceder à página oficial das festas em http://alvalademedieval.no.sapo.pt

9.01.2010

Será que é desta?

A construção efectiva do Itinerário Principal (IP) 8, entre Sines e Beja, com perfil de auto-estrada e portagens, num investimento de 257 milhões de euros, já começou, prevendo-se que a via abra ao tráfego em 2012.
O IP8 (A26) entre Sines e Beja, cuja construção está incluída na concessão rodoviária Baixo Alentejo, adjudicada à Estradas da Planície, vai ter 95 quilómetros, em perfil de auto-estrada e portagens entre Santiago do Cacém e Beja.
A partir de Beja e até Vila Verde de Ficalho, o IP8 vai ter características de um IP, mas não de uma auto-estrada, uma decisão contestada por autarcas locais e que motivou a criação de uma comissão de utentes, que exige "a construção do IP8 entre Sines e Espanha com características de auto-estrada e sem amputações, nem remendos".
A primeira empreitada do IP8, que quando entrar em funcionamento será denominada de auto-estrada 26 (A26), relativa ao lanço A - Nó de Roncão (IC33)/Nó de Grândola Sul (IP1), arrancou ontem, num investimento superior a 68 milhões de euros, disse hoje à agência Lusa fonte da concessionária Estradas da Planície.
A obra deverá durar 17 meses e o lanço A, com 23,2 quilómetros, deverá entrar ao serviço a 31 de Janeiro de 2012.
A empreitada do lanço A tinha sido lançada a 31 de Julho de 2009, mas só foram efectuados trabalhos preliminares, tendo as obras efectivas arrancado ontem, após o Tribunal de Contas ter atribuído, em Julho, o visto prévio ao contrato da concessão rodoviária Baixo Alentejo, que inclui a construção do IP8 (A26) entre Sines e Beja, explicou a fonte.
A recusa inicial do Tribunal de Contas em atribuir o visto prévio ao contrato "teve efectivamente implicações na calendarização inicialmente prevista, embora apenas nalguns prazos parciais", frisou a fonte.
"As datas principais de conclusão da execução dos trabalhos de construção permanecem inalteradas, no prazo contratado de 36 meses, sem derrapagens nos custos", garantiu.
Segundo a fonte, as obras dos lanços B - Nó Grândola Sul (IP1)/Ferreira do Alentejo e C - Ferreira do Alentejo/Beja, deverão arrancar no próximo dia 30 de Setembro e durar 16 meses cada, prevendo-se que ambos os troços entrem ao serviço a 31 de Janeiro de 2012.
A construção do lanço B, com 26,4 quilómetros, vai custar 90,3 milhões de euros e a do lanço C, com 18,6 quilómetros, 49,3 milhões de euros.
As obras do lanço D, que inclui os sublanços D1 - Sines/Nó de Relvas Verdes, com 11,2 quilómetros, e o D2 - Nó de Relvas Verdes/Nó de Roncão (IC33), com 16,2 quilómetros, vão custar 49,2 milhões de euros.
As obras do sublanço D1 arrancaram ontem e deverão durar 13 meses, prevendo-se que o troço entre ao serviço a 30 de Setembro de 2011.
A construção do sublanço D2 deverá arrancar a 31 de Outubro e durar 15 meses, prevendo-se que o troço entre ao serviço a 31 de Janeiro de 2012

Algumas perguntas....

...dirigidas às Câmaras Municipais do Litoral:
Em poucas palavras....qual a vossa estratégia?...como posicionam o vosso concelho...qual o papel ou o lugar que ele deverá ter, ocupar, estar?
Daqui a 10, como deverá estar, ser conhecido, evoluido....qual a "marca"?




Acho que não tem resposta.....

8.20.2010

Assim se desertifica o país...

O Ministério da Educação irá encerrar mais de 700 escolas em todo o país e divulgou ontem, nas páginas das várias Direcções Regionais de Educação, as listas das escolas do 1.º ciclo, que incluem turmas do 1.º ao 4.º anos, que vão encerrar a partir deste ano lectivo, ao abrigo do reordenamento da rede escolar.
Das 701 escolas do 1.º ciclo que já não vão abrir este ano lectivo, 384 estão localizadas no Norte do país, 152 no Centro e 121 na região de Lisboa e Vale do Tejo.
No Alentejo, vão encerrar 32 estabelecimentos de 1.º ciclo e no Algarve 12. No Alentejo, das 32 escolas que vão fechar portas, cinco estão no concelho de Odemira e quatro no de Santiago do Cacém. No Algarve, a região onde vão fechar menos escolas do 1.º ciclo, Loulé é o concelho mais afectado, encerrando quatro estabelecimentos. O Ministério da Educação anunciou no início de Junho um reordenamento da rede escolar, designadamente o encerramento de cerca de 500 escolas do 1.º ciclo com menos de 21 alunos e a agregação de unidades de gestão (agrupamentos e escolas não agrupadas). No entanto, em Julho, a tutela somou mais 200 escolas do que inicialmente previu a esta lista, encerrando ao todo 701 já este ano lectivo. Destas, as oito escolas do concelho de Murça vão continuar “em funcionamento até à conclusão do centro escolar”, previsto para Dezembro. Os alunos destas escolas, número não indicado pela tutela, serão transferidos para “centros escolares ou escolas dotadas de melhores condições de ensino e de aprendizagem”. Durante o mandato da ex-ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, já tinham sido encerradas cerca de 2500 escolas do 1.º ciclo do ensino básico de reduzida dimensão. “Com esta reorganização, as escolas do 1.º ciclo com menos de 20 alunos, na sua esmagadora maioria escolas de sala única, onde o professor ensina ao mesmo tempo, e na mesma sala, alunos do 1.º ao 4.º anos, passam a ser uma excepção, prosseguindo o objectivo de garantir, a todos os alunos, igualdade de oportunidades no acesso a espaços educativos de qualidade”, sublinha o gabinete da actual ministra, Isabel Alçada. Quanto ao processo de agregação de unidades orgânicas, resultaram 84 novas unidades, com uma média de 1700 estudantes cada.
A ministra Isabel Alçada garantiu ainda que a lista final é resultado de negociações com os municípios e que "o processo envolveu por parte do Ministério da Educação um acordo com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e com as próprias autarquias: respeitámos integralmente esse acordo". Acontece, porém, que o governo decidiu encerrar escolas mesmo depois de alguns presidentes de câmara terem apresentado pareceres negativos e de argumentarem que a decisão viola as cartas educativas dos municípios. São os casos do Porto, de Castro Verde e de Santiago do Cacém.

7.28.2010

Festas de Santa Maria animam Ermidas em Agosto

A freguesia de Ermidas-Sado volta a receber este ano, entre 11 e 15 de Agosto, as tradicionais Festas de Santa Maria, uma organização bianual da Comissão de Festas de Santa Maria (COFESMAR), que conta com o apoio da Câmara Municipal de Santiago do Cacém.
As comemorações são preparadas ao longo de vários meses pelos habitantes, que se juntam nas suas ruas, em garagens, armazéns e até nas suas próprias casas, para em conjunto manufacturar as flores que vão enfeitar as principais artérias da vila de Ermidas, fazendo jus ao lema “A arte em 1 milhão de flores de papel”. As Festas de Santa Maria são já há vários anos um símbolo das festas tradicionais no município e são um símbolo da tradição, identidade e paixão dos ermidenses.No programa da edição deste ano destacam-se os nomes dos Irmãos Cabanas (dia 11), do humorista Jorge Serafim (12), do Duo Broa de Mel (13), da cantora Diana Gil (14), da banda K2O3 e do DJ Fernando Alvim (15).
Vale a pena ver o que a arte e engenho e a vontade de uma população conseguem fazem em Ermidas...vale a pena uma visita!

O Programa Polis Litoral Sudoeste foi apresentado.

O Programa Polis Litoral Sudoeste foi apresentado na 20ª FACECO. A área a abranger tem cerca de 9.500 hectares, uma extensão de 150 quilómetros e inclui os concelhos de Odemira, Aljezur, Vila do Bispo e Sines, assim como, uma intervenção no concelho de Santiago do Cacém.
O montante a despender é de 46,8 milhões de euros.
A intervenção a efectuar integra-se na sua totalidade em área de paisagem protegida, essencialmente em território do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e para a sua concretização foram traçados três eixos estratégicos: valorização do património natural e paisagístico, qualificação territorial de suporte às actividades tradicionais e diversificação da vivência do território, potenciando os recursos endógenos.
“Promover a protecção ambiental e a valorização paisagística, a par da qualificação das actividades económicas, privilegiando a colaboração da população são os objectivos”, assegurou Paula Sarmento, presidente do Conselho de Administração do Programa Polis Litoral Sudoeste.
A intervenção está programada para os próximos quatro anos.

7.19.2010

Aprovado o novo PROTA

Foi discretamente aprovado o novo PROTA.
É lamentável que um documento de estrema importância como este, que vai condicionar a vida e a actividade de milhares e milhares de pessoas, que demonstra uma enorme falta de respeito pelos habitantes desta zona e um desconhecimento das realidades locais, tinha sido aprovado subreptíciamente e com o silêncio cúmplice dos municípios.
Também nós, alentejanos, temos culpa, pois não participamos, não nos manifestamos, não agimos nos momentos decisivos.
Aqui fica, para conhecimento, a resolução do Conselho de Ministros e o novo PROTAlentejo, um documento confuso, que não serve a região, mas apneas alguns interesses, e que tolherá o real desenvolvimento do Alentejo.

http://prot.ccdr-a.gov.pt/

I. O Conselho de Ministros, reunido hoje na Presidência do Conselho de Ministros, aprovou os seguintes diplomas:
1. Resolução do Conselho de Ministros que aprova o Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo e revoga o Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo Litoral, o Plano Regional de Ordenamento do Território da Zona Envolvente de Alqueva e o Plano Regional de Ordenamento do Território da Zona dos Mármores, aprovados, respectivamente, pelo Decreto Regulamentar n.º 26/93, de 27 de Agosto, pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 70/2002, de 9 de Abril, e pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 93/2002, de 8 de Maio
O Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo (PROTA), agora aprovado, contribui para a definição da política nacional e regional de ordenamento do território, assumindo as grandes opções estratégicas de base territorial para o desenvolvimento regional do Alentejo, afirmando o Alentejo como território sustentável e de forte identidade regional.
Em primeiro lugar, o PROTA prevê a integração territorial e abertura ao exterior, potenciando o posicionamento geográfico no contexto nacional e ibérico, através do reforço da competitividade que promova a internacionalização da região, em articulação com as redes de transportes e sistema regional de logística empresarial, o desenvolvimento de serviços avançados e uma aposta urbana diferenciadora, a par dos singulares recursos naturais e da paisagem.
Em segundo lugar, a conservação e a valorização do ambiente e do património natural, garantindo os padrões de biodiversidade através da gestão integrada dos sistemas naturais e das oportunidades, que se oferecem às actividades produtivas como contributo para o desenvolvimento sustentável dos espaços rurais e dos recursos naturais, e a minimização de situações de riscos naturais e tecnológicos.
Em terceiro lugar, a diversificação e a qualificação da base económica regional, reforçando e desenvolvendo os sectores tradicionais e emergentes estratégicos, com destaque para os sistemas agro-silvo-pastoris e para o património natural e cultural, como base de uma fileira de produtos turísticos de elevada qualidade e identidade.
Em quarto lugar, a afirmação do policentrismo suportado num conjunto de centros urbanos capazes de articular redes regionais, promover a sua integração funcional e gerar níveis acrescidos de cooperação estratégica e de desenvolvimento, assente na concertação intermunicipal de recursos e equipamentos capazes de sustentar a coesão territorial.
Por último, estas orientações estratégicas concretizam-se, nomeadamente nos seguintes aspectos:
- O desenvolvimento da plataforma portuária de Sines, consolidando a sua vocação ibérica e europeia baseada numa posição geoestratégica privilegiada relativamente ao cruzamento de grandes rotas mundiais de transporte marítimo, o qual constitui um factor importante para a afirmação internacional do país e da região;
- O Aeroporto de Beja que abrirá caminho a novos processos de internacionalização da região, quer mediante a captação de fluxos turísticos relacionados com o Alqueva, o Litoral Alentejano e o Algarve, quer através da emergência de novas actividades económicas, nomeadamente na área da aeronáutica;
- A concretização da Linha de Alta Velocidade Ferroviária entre Lisboa e Madrid e da linha convencional de mercadorias Sines-Évora-Elvas/Caia-Badajoz-Madrid, o que constituirá um enquadramento favorável a uma interligação mais estreita com Espanha e que poderá criar novas oportunidades para um desenvolvimento concorrencial do Porto de Sines no contexto internacional;
- A relação com Área Metropolitana de Lisboa (AML), reforçada pela localização do novo aeroporto de Lisboa e pelo desenvolvimento das actividades logísticas e portuárias na AML, o que, conjugado com as estratégias de desenvolvimento de outras infra-estruturas de relevante importância regional e nacional, dá condições objectivas ao Alentejo de assumir uma nova posição no âmbito das relações económicas à escala ibérica e europeia, para as quais muito contribui também a ligação Lisboa-Madrid com a criação do corredor rodoviário a norte, ligando o novo aeroporto de Lisboa a Portalegre e Espanha;
- O reforço da complementaridade dos centros urbanos que permitirá o crescimento da competitividade e da coesão territorial do Alentejo, considerando como pólos estruturantes Évora, Beja, Portalegre, Sines-Santiago do Cacém-Santo André e Elvas-Campo Maior, ancorados numa rede de centros organizados numa estrutura policêntrica e associados a uma rede de estruturas logísticas e de desenvolvimento empresarial, apostando em economias de aglomeração de proximidade com as instituições de conhecimento, de inovação, de desenvolvimento tecnológico e de prestação de serviços;
- O aproveitamento da envolvente de Alqueva, a qual constitui um espaço destacado no Modelo Territorial da base económica regional, induzido pelo efeito da expansão da nova infra-estrutura hidroagrícola de suporte à modernização da agricultura da sub-região e pela sua atractividade sobre as actividades turísticas, associado às potencialidades criadas pelo novo lago mas também pela sua relação de proximidade com as cidades de Évora e Beja;
- O Litoral Alentejano, articulando as suas potencialidades de destino turístico de excelência e de atracção de projectos estruturantes, nomeadamente na área do Turismo, com a valorização e protecção ambiental da Zona Costeira;
- O solo rural, assumindo-o como o suporte das actividades directamente relacionadas com o aproveitamento agrícola, pecuário e florestal ou de recursos geológicos, regendo-se por princípios gerais de contenção da edificação isolada e do parcelamento da propriedade, pela racionalização das infra-estruturas e pelo fomento à reabilitação do existente.

7.13.2010

No seguimento do "post" anterior transcrevemos esta noticia do Diário de Noticias:

"Mil milhões em obras turísticas no litoral alentejano

Projectos totais de 3,5 mil milhões de euros, parte dos quais já avança no terreno, prometem mudar a face da região
Um terço dos cerca de 3,5 mil milhões de euros de investimento turístico projectado para o litoral alentejano está em obra. "Temos no terreno investimentos na ordem dos mil milhões de euros, incluindo obras já concluídas. É o caso do Tróia Resort, mas também, por exemplo, de infra-estruturas dos empreendimentos do Pinheirinho e Costa Terra", disse ao DN o presidente do Pólo de Desenvolvimento Turístico do Litoral Alentejano, Carlos Beato.
"Estamos a falar do surgimento de 32 mil camas. E estamos a falar na criação de 15 mil postos de trabalho directos num horizonte temporal de 10 anos."
Os primeiros a avançar foram a Sonae Turismo e o Grupo Amorim, tendo o Tróia Resort sido iniciado com a detonação de 95 quilos de explosivos, em Setembro de 2005, que deitaram por terra duas das seis torres da Torralta, projecto turístico iniciado em 1967 e que previa a criação de 70 mil camas.
A empresa entrou em processo de falência logo a seguir ao 25 de Abril, passou pelas mãos do Estado e acabou nas da Sonae Turismo que, há cinco anos, iniciou a construção do Tróia Resort numa faixa de 486 hectares entre a Reserva Natural do Estuário do Sado e o Parque Natural da Arrábida. Hotéis e apartamentos de luxo, golfe, casino e marina constituem os pilares do projecto, cuja primeira fase representou um investimento de 320 milhões de euros, tendo sido vendida metade das casas construídas, o que permitiu um encaixe de 130 milhões de euros. A construçãoimobiliária será retomada em 2012.
Depois de um processo que se arrastou durante anos, também os empreendimentos Costa Terra (adquirido em 2008 pelo empresário Pedro Queiroz Pereira, que se propõe investir cerca de 530 milhões de euros) e Herdade do Pinheirinho (projecto do grupo Pelicano que envolve um investimento de 500 milhões de euros e cuja gestão será feita pela cadeia hoteleira Hyatt, uma das mais importantes a nível mundial) iniciaram os trabalhos de construção de infra-estruturas.
A estes três empreendimentos junta-se o projecto da Herdade da Comporta, no qual o Grupo Espírito Santo prevê arrancar até final do ano com a construção das infra-estruturas de um empreendimento turístico onde está previsto um investimento global de 1,2 mil milhões de euros.
"Não são empreendimentos imunes à crise. Não digo isso. Mas os projectos do litoral alentejano não pararam, bem pelo contrário, com a situação que estamos a atravessar", garante Carlos Beato, reconhecendo, no entanto, que terá havido um "abrandar" do ritmo.
"A face do litoral alentejano vai mudar. Queremos que esta seja uma região de atractividade turística com uma imagem amiga do ambiente. Tudo o que se está a passar no sector do turismo contribui para promover oportunidades, emprego e qualidade de vida."
Para António Lacerda, director-executivo da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA), os projectos em curso nos concelhos de Grândola e Alcácer do Sal serão um "contributo" para a "afirmação" do Alentejo enquanto destino turístico: "É na multiplicidade de produtos, uns mais litorais, outros mais interiores, que o Alentejo tem uma especial janela de oportunidade." Iso porque "os destinos que se estruturam a partir de uma certa monocultura turística, que vivem de um único produto, podem enfrentar situação de grande insegurança e instabilidade
".
Quem é António Lacerda? quem é esta pessoa que diz esta barbaridade e que, pura e simplestemente, está a matar o Alentejo como destino turístico?
O Beato já nós conhecemos...agora vem mais este?
Será que não percebem, que se funcionarem as 32 mil camas o Alentejo Litoral se trabsforma numa coisa igual ás outras? Um Algarve ou um Sul de Espanha?
Alguém agredita que vão ser criados 15 mil posto de trabalho directos? Um trabalhador para cada dois turistas?
Começamos a pensar que já chega de tanta intrujice, tanto abuso da nossa terra, e em especial por quem não é de cá!

7.02.2010

Comissão Europeia preocupada com os projectos imobiliários no Litoral Alentejano

A Comissão Europeia diz-se preocupada com o facto de ter sido concedida licença de construção para dois projectos imobiliários em áreas protegidas nos distritos de Alcácer e Grândola e Portugal vai tem dois meses para se explicar.
Bruxelas receia que as zonas Rede Natura no litoral entre Lisboa e o Algarve estejam gravemente ameaçadas e lembra que os dois projectos serão construídos em zona de Rede Natura 2000 e sublinha os seus “impactos negativos previstos”, com “implicações importantes” nos habitats e espécies protegidas. “Se os projectos de desenvolvimento urbano forem realizados de acordo com os planos actuais, a consequência poderá ser a perda definitiva das áreas protegidas sensíveis”, alerta, em comunicado. Na sua avaliação de impacto ambiental, Portugal referiu, nomeadamente, dunas arborizadas e as moitas de zimbros, bem como dez espécies de anfíbios, 15 de répteis, 130 de aves e 21 de mamíferos.Em causa, diz a Comissão, estão as estâncias balneares Costa Terra e Pinheirinho, que ocupam 200 hectares ao longo de dois quilómetros de costa.“Entende-se por desenvolvimento sustentável aprender a viver com o que temos e não desperdiçar recursos naturais para obter lucros a curto prazo. Insto Portugal a adoptar uma visão a longo prazo para esta região e a intervir rapidamente para garantir a sua protecção adequada”, comentou Janez Potočnik, comissário europeu para o Ambiente. Bruxelas lembra que estes dois projectos não estão sozinhosA Comissão receia que “as zonas integradas na rede Natura 2000 situadas no litoral, entre Lisboa e a região do Algarve, estejam gravemente ameaçadas”. Tudo porque aqueles dois empreendimentos não são os únicos. A Comissão apurou que estão previstos mais cinco projectos de construção na mesma zona protegida, com uma capacidade total de 50 mil camas (!!!), e que além das estâncias de Costa Terra e Pinheirinho, mais três estâncias balneares obtiveram licenças de construção: A Herdade da Comporta/Carvalhal (347 hectares para 4973 camas), a Herdade da Comporta/Comporta (377 hectares para 5974 camas) e a Costa de Santo André (4 hotéis e uma aldeia turística com uma capacidade de 1200 camas).
Bruxelas critica como “problemática” a própria avaliação de impacto ambiental, na medida em que “não tem em conta os efeitos cumulativos [das outras estâncias] nem o impacto da fragmentação”. A Comissão quer saber ainda por que razão, até à data, ainda não foram aplicadas quaisquer medidas no âmbito de um prometido plano de gestão, que incluiria uma zona de conservação privada.Portugal tem dois meses para se conformar com este pedido, que assume a forma de um parecer fundamentado no quadro do procedimento por infracção da UE; caso contrário, a Comissão poderá interpor recurso contra Portugal junto do Tribunal de Justiça Europeu.Já estão em curso alguns processos semelhantes. Foram enviados mais três pareceres fundamentados relativos a estâncias turísticas integradas na rede Natura 2000 no Sul de Portugal, duas na região do Algarve e uma no Sul do Alentejo.
E infelizmente nada disto é noticiado nas nossa imprensa, os autarcas fazem orelhas moucas e acham que ainda é pouco e tudo isto passa ao lado da população do Litoral Alentejano, que, estranhamente se mantém calada e quieta...

6.28.2010

Santiago do Cacém acolhe jornadas culturais "Sant'Iago Os Caminhos do Património"

Junto segue o programa destas interessantes jornadas, que juntam em Santiago do cacém diversos especialistas na matéria, num âmbito internacional.

30 JUNHO (quarta-feira)

SALA DE SESSÕES DA CÂMARA MUNICIPAL DE SANTIAGO DO CACÉM

15h30 • Sessão de Abertura

16h30 • Pausa para café

17h00 • Visita guiada ao Centro Histórico da cidade de Santiago do Cacém

19h00 • Encerramento


1 JULHO (quinta-feira)

AUDITÓRIO MUNICIPAL ANTÓNIO CHAINHO

09h00 • Inauguração do Largo Santiago de Compostela e da Exposição da Galiza, com intervenção de Xosé Sanchez Bugallo, Alcaide de Santiago de Compostela

09h30 • Sessão de Trabalho e Debate

Tema: CENTROS HISTÓRICOS E CAMINHOS DE SANTIAGO

MODERADOR: Prof. Doutor Arlindo Magalhães
Faculdade de Teologia da Universidade Católica do Porto

ORADORES:

Dr. Rui Parreira
A IMPORTÂNCIA DA AUTENTICIDADE NA IMAGEM DOS CENTROS HISTÓRICOS
Técnico da Direcção Regional de Cultura do Algarve

Arq. Javier Fernández
CENTROS HISTÓRICOS DE SANTIAGO DE COMPOSTELA
Chefe de Departamento do Centro Histórico, Ayuntamiento de Santiago de Compostela

Arq.ª Adeline Rucquoi
Directeur de Recherches E.N.R.S.

11h15 • Pausa para café

11h30 • Visita à Exposição MIRÓBRIGA, O TEMPO AO LONGO DO TEMPO
Centro Interpretativo de Miróbriga

• Lançamento do Catálogo da Exposição
Vítor Proença – Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém

• Visita guiada às Ruínas Romanas de Miróbriga
Dra. Filomena Barata
Assessora do Instituto dos Museus e da Conservação

13h00 • Almoço livre


AUDITÓRIO MUNICIPAL ANTÓNIO CHAINHO (continuação)

15h00 • Prof. Doutor José António Falcão
O CAMINHO E O CULTO DE SANTIAGO NO BAIXO ALENTEJO
Director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja

15h30 • Sessão de Trabalho e Debate

Tema: MIRÓBRIGA E PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO

MODERADOR: Prof. Doutor José d’Encarnação
Universidade de Coimbra

ORADORES:

Prof. Doutor Vasco Mantas
VIAS, PONTES E COMÉRCIO MARÍTIMO NA ÉPOCA ROMANA
Universidade de Coimbra

Dr. José Carlos Quaresma
CHÃOS SALGADOS (MIRÓBRIGA?): ANÁLISE DA GÉNESE, EVOLUÇÃO E ABANDONO DE UMA CIDADE ROMANA
Investigador da UNIARQ (Bolsa Pós-Doutoramento)

Dra. Filomena Barata
BALANÇO FINAL, MIRÓBRIGA NOS ANOS 90
Assessora do Instituto dos Museus e da Conservação

Dr. Juan Murillo
Arqueólogo - Ayuntamiento de Córdoba

17h30 • Pausa para café

18h30 • Visita guiada ao Museu do Trabalho Rural em Abela

20h30 • Encerramento


2 JULHO (sexta-feira)

10h30 • Visita à Costa de Santo André

11h30 • Visita ao Centro de Interpretação Monte do Paio* – Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha * Será disponibilizado transporte para as visitas, mediante inscrição prévia
Arq.ª Ana Vidal - ICNB

13h00 • Encerramento

6.15.2010

Câmara Municipal de Sines aprovou parecer desfavorável a plano regional (PROTAL)

O executivo municipal de Sines, na sua última reunião, aprovou um parecer desfavorável às linhas orientadoras do Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT) do Alentejo, alegando que "matérias fundamentais" invocadas pela autarquia no período de discussão pública "não foram acolhidas".
A câmara sustenta que não são perceptíveis "as justificações técnicas ou científicas que recomendam e fundamentam a delimitação da faixa de protecção da zona costeira e respectiva regulamentação" e que os "planos meramente reguladores do uso solo", por serem "demasiado restritivos", se revelaram "ineficazes por não integrarem factores de sustentabilidade para o território do concelho".
O turismo apresenta-se, para os autarcas de Sines, como uma "oportunidade" para relançar os espaços rurais, que se encontram em "declínio", e neste sentido pedem aos promotores do PROT que "seja avaliada a admissão de dois novos núcleos de desenvolvimento turístico", um em torno da barragem de Morgavel e outro entre a serra e o limite sul do concelho. Ambas as soluções propostas, acrescentam os autarcas, "salvaguardam os princípios conservacionistas".

5.31.2010

Será que devemos acreditar neste "eldorado"?

As receitas turísticas do primeiro trimestre deste ano aumentaram 6,3 por cento, comparativamente com o mesmo período do ano passado, com destaque para a região do Alentejo que no último ano foi a única com resultados positivos.
Estes valores foram apresentados por Bernardo Trindade, secretário Estado do Turismo na abertura da Conferência Turismo, Ambiente e Biodiversidade, que decorreu no Centro de Congressos de Tróia.
Aquele responsável referiu ainda a importância dos empreendimentos turísticos do Litoral Alentejano e o esforço de afirmação dos investidores e das autarquias locais. A Conferência Turismo, Ambiente e Biodiversidade, organizado pela Região de Turismo Alentejo Litoral propõe-se debater as relações entre a indústria do Turismo, a conservação da Natureza e a Biodiversidade, tendo como pano de fundo a emergência de um novo destino turístico no litoral alentejano.
O presidente do Turismo do Alentejo Litoral e da Câmara de Grândola, Carlos Beato, lembrou que já estão investidos no litoral alentejano cerca de 400 milhões de euros em projectos turísticos havendo ainda a necessidade de se investir na área de congressos, desporto, golfe e náutica, entre outras, como forma de fomentar cada vez mais o turismo de qualidade.
Não deixa de ser curioso que seja o Presidente Beato, que tem já aprovados muitos milhares de metros cúbicos de betão e milhares de metros quadrados de construção, venha agora falar em Ambiente e Biodiversidade.
Como se pode promover turismo de qualidade com os acessos que existem, com mais de 30 000 camas, com a maos de obra inexistente e desaqualificada, com a magra oferta cultrural, com a destruição de ecosistemas, paisagens sistemas culturais?
Mais uma vez o Alentejo Litoral será sacrificado em prol de algo que não existe!

4.13.2010

A pedido da LASAM, aqui colocamos este convite:
"No próximo dia 18 de Abril, Domingo, a Liga dos Amigos do Sítio Arqueológico de Miróbriga (LASAM) vai aderir ao Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Nesse dia, pelas 15h, no Centro de Interpretação de Miróbriga, irão realizar-se um conjunto de iniciativas com o seguinte programa:
Uma comunicação de Francisco Lobo de Vasconcellos sobre a «Perspectiva da Liga sobre um projecto cultural para as Ruínas de Miróbriga». Uma comunicação de Filomena Barata sobre «Perspectivas Futuras para Miróbriga».
Uma comunicação de Rui Fragoso sobre o «Projecto do Núcleo Museológico de Alvalade do Sado» e ainda Uma comunicação de Gentil Cesário sob o título genérico «1808, Santiago do Cacém e a resistência aos franceses». Seguir-se-á a apresentação de uma composição poética da autoria de Francisco José Lampreia com o nome de "Ridendo castigat mores" (A rir se castigam os costumes) apresentada pelo próprio e cantada por Estefânia Estevens e ainda algumas outras canções alentejanas cantadas por Estefânia Estevens.
Posteriormente segue-se uma visita às mais recentes escavações realizadas pela Universidade de Frankfurt, onde Filomena Barata nos explicará as ultimas descobertas em Miróbriga.

Mais informações poderão ser prestadas pelos endereços de email
lasamirobriga@gmail.com ou através do blogue http://ligadeamigosmirobriga.blogspot.com/
e ainda na nossa página no Facebook
A todos o nosso agradecimento e contamos com a vossa participação!


O Conselho Directivo da Liga dos Amigos do Sítio Arqueológico de Miróbriga"


Aqui podem ser encontradas outras iniciativas no âmbito do Dia Internacional do Monumentos e Sítios:
http://www.igespar.pt/media/uploads/dims/dims2010/ProgramaDIMS2010-2.pdf

Herdade da Comporta escolhida para a propsota portuguesa da Ryder Cup

O presidente do Pólo de Desenvolvimento Turístico do Litoral Alentejano, Carlos Beato, afirmou hoje que a escolha do projeto da Herdade da Comporta pela Comissão de Candidatura de Portugal à Ryder Cup 2018 “é uma excelente notícia para a região”.
“É uma grande oportunidade para o desenvolvimento do turismo da nossa região e uma grande vitória da nossa estratégia de afirmação deste território ímpar, porque, tendo o Litoral Alentejano apresentado duas candidaturas – Costa Terra e Herdade da Comporta -, uma delas saiu vencedora”, disse.
“Se tivermos em conta que os concorrentes eram, entre outros, o Algarve, ainda mais se pode perceber da importância desta decisão para o Litoral Alentejano, que agora passa a ser a candidatura de Portugal”, acrescentou Carlos Beato, que é também presidente da Câmara de Grândola.
A Câmara de Alcácer do Sal já deu luz verde para a construção das infraestruturas necessárias para o futuro empreendimento, mas os promotores terão ainda de apresentar os diferentes equipamentos turísticos, incluindo o campo de golfe.
A Comissão de Candidatura de Portugal à Ryder Cup 2018 escolheu no sábado o projeto apresentado pela Herdade da Comporta para receber a prova, em detrimento de outras candidaturas, designadamente do projeto turístico da Costa Terra (também no Litoral Alentejano) e do Algarve.

3.22.2010

Campanha da LASAM de recolha de donativos

Damos aqui voz a esta campanha da "Liga dos Amigos do Sítio Arqueológico de Miróbriga":
"Vai a leilão no próximo dia 29 de Março o sinete pessoal com as armas de Frei Manuel do Cenáculo, figura ìmpar na cultura do sec. XIX em Portugal.Foi o impulsionador das primeiras escavações em Miróbriga, que deu nota detalhada e sagrou a Igreja Matriz de Santiago do Cacém, reconstruída após o terramoto de 1755.
http...://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_do_Cen%C3%A1culo
http://www.arqnet.pt/dicionario/vilasbcenaculo.html
A LASAM, sentido a grande ligação desta figura a Miróbriga e Santiago do Cacém inicia hoje uma campanha de recolha de donativos para poder licitar esta peça.Poderão ser enviados os dantaivos para a conta da LASAM com o NIB 0045 6320 4021 8387 68471, da Caixa de Crédito Agrícola de Santiago do Cacém.
Solicita-se a quem o fizer, que envie um mail com o comprovativo para lasamirobriga@gmail.com ou franciscolobo@larquitectos.pt.
Nesse mail deverão ser indicados o nome ( que constará na lista de doadores) e a quantia, se deseja recibo e se caso não consigamos adquirir a peça, se deseja que o valor lhe seja devolvido.Caso não seja devolvido, o dinheiro angariado reverterá para o normal funcionamento e actividade da LASAM.
Iremos dando conta desta nossa campanha.
A todos o nosso agradecimento."

3.19.2010

Costa Vicentina: Revisão do Plano de Ordenamento em discussão pública até 30 de Abril

A revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina está em discussão pública a partir de hoje, podendo os interessados consultar a proposta e apresentar observações ou sugestões até 30 de Abril.
A proposta em discussão pública assenta em vários pilares que, segundo divulgou o Ministério do Ambiente, incluem a adaptação a outros planos, como o Plano Sectorial da Rede Natura 2000, aprovado por uma resolução do Conselho de Ministros, de 21 de agosto.A adoção das normas orientadoras dos planos regionais de ordenamento do território, relativamente ao modelo de desenvolvimento turístico, é outro dos pilares da atual proposta, que inclui também a promoção das actividades económicas tradicionais, compatíveis com a salvaguarda dos valores paisagísticos e ambientais.
O incentivo a uma actividade agrícola ambientalmente sustentável, através da promoção da incorporação do Plano Sectorial do Perímetro de Rega do Mira, e a definição de uma área marinha e fluvial com cerca de 29 mil hectares sujeita a zonamento estão também previstos na proposta.Outro dos pilares em que assenta o novo plano prende-se com a implementação de um modelo de ordenamento, planeamento e gestão da zona costeira, em conformidade com a Estratégia Nacional para a Gestão Integrada da Zona Costeira.A revisão do Plano de Ordenamento contempla ainda o estabelecimento de condicionamentos à edificação dispersa, bem como a promoção da integração paisagística das edificações e infraestruturas, privilegiando a utilização de materiais de construção tradicionais da região. Integrado na Rede Natura 2000, o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina estende-se por uma faixa estreita do litoral, entre São Torpes, no concelho de Sines, e Burgau, no concelho de Vila do Bispo, com uma extensão de 110 quilómetros e uma área total de cerca de 131 mil hectares.
Durante o período de discussão pública, os interessados podem apresentar observações e sugestões, tendo disponíveis para consulta os elementos documentais e cartográficos que constituem a proposta de revisão.Os documentos podem ser consultados na página da internet do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (www.icnb.pt), bem como nas câmaras municipais de Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo e ainda nas instalações do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina

3.08.2010

Descobertas no Alentejo Litoral pegadas de elefantes extintos há mais de 30 mil anos

A descoberta, feita por uma equipa científica do Geopark Naturtejo, coordenada pelo paleontólogo Carlos Neto Carvalho, resulta de um projeto de investigação das jazidas paleontológicas existentes ao longo do litoral do sudoeste alentejano e da costa vicentina, entre Porto Covo e Vila Nove de Milfontes.
Durante o estudo, a equipa de investigadores descobriu «um conjunto de pegadas de grandes e pequenos mamíferos, entre as quais as de um elefante que existiu na Europa, o Elephas antiguus», explicou o especialista Carlos Neto de Carvalho.
«É um elefante próximo do elefante asiático e que se extinguiu há pouco mais de 30 mil anos do continente europeu», explicou o especialista.
Estes trilhos de pegadas permitem aos investigadores conhecer mais sobre a anatomia destes animais e perceber também o tipo de comportamento e de habitats que povoaram imediatamente antes de se extinguirem.
«Já tinham sido descobertas várias ossadas, inclusivamente em jazidas portuguesas, e agora surge esta informação, que é complementar», disse, sublinhando que este é o primeiro registo do comportamento social destes animais que se conhece na Europa.
Os vestígios, encontrados entre a região de Porto Covo, no concelho de Sines, e o norte de Vila Nova de Milfontes, no concelho de Odemira, estão distribuídos por um conjunto de locais, em arribas costeiras desta zona do litoral alentejano.
«É um aspecto bastante particular o de que, de todas a regiões em que estudámos as dunas fosseis existentes - desde Porto Covo até Armação de Pêra -, apenas neste local tivemos oportunidade de descobrir estas jazidas com pegadas de grandes herbívoros e mais uma vez de elephas antiguus», destacou ainda.
Tendo como prioridade a conservação e a interpretação do património geológico e tendo em conta este «património significativo do ponto de vista paleontológico», Carlos Neto Carvalho considera que «faz todo o sentido», não só estudar a relevância destes achados, mas também conservá-los.
«Para nós faz todo o sentido, não só estudar do ponto de vista científico a relevância destes achados, mas também conservá-los para a posterioridade e conservá-los para que todas as pessoas tenham acesso a esta informação», disse.
Para isso, o especialista defende ser fundamental conseguir parceiros para cooperar e possibilitar «um processo de replicação, utilizando tecnologias recentes, que permitem conservar toda a informação científica num espaço que depois poderá ser um centro de interpretação ou um museu local».

3.04.2010

Santiago do Cacém é palco do documentário "Vataça de Lascaris"

O centro histórico de Santiago do Cacém vai contribuir no mês de Março para a realização do documentário “Vataça de Lascaris” onde, de acordo com a produção, “a verdade sobre a lenda da dama bizantina será revelada”.
Trata-se de um documentário biográfico produzido pela Associação de Cultura Visual “O Fósforo”, sediada em Lisboa, cujo fundador Miguel Vilhena, natural de Santiago do Cacém, teve desde cedo contacto com as lendas de D. Vataça.
Com filmagens agendadas em Coimbra, Trancoso e Lisboa, o documentário será filmado em Santiago do Cacém entre os dias 25 e 28 de Março.
A sede do concelho será assim palco da reconstituição da chegada de Vataça ao Castelo e de uma missa medieval na Igreja Matriz de Santiago do Cacém, descreve o realizador e impulsionador do projecto, Miguel Vilhena.Para as filmagens são necessários cerca de 40 figurantes, de diferentes idades.
Apelando para a participação, o responsável admite que a rede social Facebook tem sido uma ferramenta útil para o contacto com pessoas e entidades.
Segundo Miguel Vilhena, foram já filmadas as cenas do documentário que integram os depoimentos de vários historiadores da região.
Quanto a apoios, estão a ser negociadas com a autarquia de Santiago do Cacém as colaborações a nível logístico, embora o financiamento seja neste momento uma prioridade, principalmente ao nível do alojamento.
Também Mafalda Mimoso, responsável pela produção, refere a questão da alimentação durante os dias das filmagens.Com uma equipa de cerca de 30 pessoas, a Associação “O Fósforo” vai retratar, de 25 a 28 de Março, a passagem de Vataça de Lascaris por Santiago do Cacém.
A estreia do documentário “Vataça de Lascaris” está agendada para o mês de Julho, num local ainda a definir.
Esperemos que a população da região e do Concelho de Santiago do cacém, contribua para o sucesso deste interessante projecto.

2.25.2010

Museu de Sines expõe colecções de arqueologia a partir de 25 de Fevereiro

O Museu de Sines inaugura, no dia 25 de Fevereiro, às 18h00, a sua nova exposição, “O Seio de Tétis”. Do Tesouro do Gaio às cantarias visigóticas, passando pelo espólio romano, o melhor da arqueologia do concelho na posse da Câmara Municipal de Sines ocupa, ao longo de 2010, todo o rés-do-chão do Paço dos Governadores Militares do Castelo de Sines.
O título da exposição remete para Tétis, a deusa que na mitologia grega personifica a fecundidade do mar, e também para a mais forte hipótese de origem etimológica do nome de Sines, a palavra latina “sinus”, seio ou enseada.
Dos artefactos da vida quotidiana aos utilizados nos ritos funerários e religiosos, da pedra lascada do Paleolítico à cerâmica do Neolítico e à joalharia mais requintada da Idade do Ferro, “O Seio de Tétis” mostra objectos que dão testemunho dos homens que os criaram e usaram no seu dia-a-dia, para tirar melhor partido daquilo que a natureza lhes oferecia, em particular dos recursos marinhos, que da pré-história à actualidade sustentaram a ocupação humana neste concelho.
Entre as peças mais importantes em exposição contam-se o Tesouro do Gaio (séc. VII a. C.) - testemunho dos contactos comerciais e das influências do Mediterrâneo Oriental na Península Ibérica -, um dos melhores e mais homogéneos conjuntos de pedras do visigótico português (séc. VII d. C.) e material vindo das fábricas romanas de conservas de pescado e das necrópoles da Idade do Bronze.
A exposição será complementada por visitas guiadas aos sítios arqueológicos de onde as peças são provenientes, de modo a compreender melhor a sua ligação ao território, e por um programa de actividades pedagógicas especialmente concebido para a comunidade escolar.
A mostra das colecções mais remotas do Museu de Sines vai de encontro ao objectivo de anualmente renovar as suas exposições, de forma a ter sempre novidades para os visitantes. “O Seio de Tétis” é também o resultado do trabalho de limpeza, restauro, organização, acondicionamento e contextualização das peças reunidas ao longo da sua vida por José Miguel da Costa, fundamental para a apresentação das colecções ao público, para a criação de reservas e para a realização de um estudo científico mais rigoroso da arqueologia do concelho.
Além do valor de cada peça e de cada conjunto arqueológico reunidos nas colecções do seu Museu, Sines tem um lugar de destaque na história da arqueologia portuguesa pelo pioneirismo de alguns trabalhos de exploração aqui desenvolvidos. Com efeito, foi em Sines que teve lugar a mais antiga escavação conhecida em Portugal - a escavação do túmulo de S. Torpes, em 1591 -, realizada com um cuidado de registo, reprodução e preservação das peças que remete já para os rudimentos do método arqueológico, e foi também em Sines que, pela primeira vez, uma grande obra pública motivou a criação de um gabinete técnico de arqueologia, o que aconteceu durante a instalação do Complexo Industrial de Sines, nos anos 1970.
Depois da inauguração, a exposição “O Seio de Tétis” estará disponível para visita de terça a domingo, nos períodos 10h00-13h00 e 14h00-17h00, com entrada livre.
Exposição sobre século XX centra-se na República
Depois de mostrar a evolução global do concelho ao longo de todo o século XX, a exposição que em 24 de Novembro de 2008 inaugurou o Museu de Sines concentra-se agora nas suas primeiras décadas, enquadrando-se nas comemorações nacionais do Centenário da República.
A partir do dia 18 de Maio - Dia Internacional dos Museus - esta mostra ocupará todo o primeiro andar do Paço dos Governadores Militares, pedindo o Museu, para esse efeito, que todos aqueles que possuam documentos, objectos ou memórias significativos sobre esta época o ajudem a desenvolver e construir a exposição.
Depois da República, este projecto irá ter continuidade, aprofundando diversos aspectos do século XX, até ao ano de 2012, quando se comemoram os 650 anos da criação do concelho de Sines.

2.19.2010

Lagoa de Melides vais receber estatuto de protecção

A lagoa de Melides vai ser transformada em breve numa Área Protegida de Interesse Local, podendo ser considerada, até ao final do verão deste ano, a segunda reserva local natural do país, depois de concluído o processo que está a ser levado a cabo pela Câmara Municipal de Grândola. Paulo do Carmo, vereador na autarquia com a pasta do ambiente, explica que a intenção do município se reveste “da maior responsabilidade e trabalho”, uma vez que existe uma “intenção real de gerir aquele sistema lagunar, que tem problemas ao nível do assoreamento e da própria qualidade da água”.
“Muito pouco foi feito, até ao momento, pelas entidades a quem competia a gestão daquela área, nomeadamente o Instituto da Água e o próprio Ministério do Ambiente”, acrescenta Paulo do Carmo. Convicto de que o futuro da lagoa “poderá ser mais risonho”, o vereador grandolense considera que a sua “requalificação e valorização vai ainda permitir a todos os agentes económicos locais, como o próprio parque de campismo, alguns operadores turísticos, caçadores e produtores de arroz, ganhar com isso”.
in "Setubal na rede"

A intenção de a autarquia passar a lagoa de Melides para a gestão municipal foi formalmente anunciada no passado dia 5 de Junho de 2009, dia mundial do ambiente. “A câmara municipal quer ter a possibilidade de ser ela a tratar dos problemas do sistema lagunar”, enfatiza Paulo do Carmo, reiterando que, “se ninguém intervir no local, o espaço poderá estar transformado num pântano em 40 anos”. Para o mesmo local, está, igualmente, prevista uma Área de Desenvolvimento Turístico (ADT), que “acabará por ter ainda mais valor se estiver próxima de um local requalificado e com uma forte componente de natureza”.

Além dos investimentos que serão feitos em acções de desassoreamento e de melhoria da qualidade da água, Paulo do Carmo adianta que as operações naquela área de dez hectares deverão iniciar-se “ainda este ano”, com a construção de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), a ser edificada, até ao verão de 2011, pela empresa Águas do Alentejo. “Igualmente, vai avançar no terreno um centro de interpretação ambiental, que deverá estar pronto ainda no ano de 2012”, adianta.

A elaboração do processo que visa a requalificação da lagoa de Melides vai “envolver a própria população local e as mais diversas entidades” e deverá estar concluído até ao verão de 2010, altura em que será submetido ao parecer final do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade. Segundo explica Paulo do Carmo, a autarquia contratou uma equipa de técnicos encarregue de fazer o reconhecimento das características locais e o projecto em questão, tendo este último já sido apresentado à população da freguesia de Melides.

“Houve pessoas que ficaram apreensivas, mas não é intenção da câmara municipal querer prejudicar quem quer que seja”, reitera o autarca, realçando, por sua vez, “a intenção e postura de intervenção que tem de haver para requalificar o sistema lagunar”. A criação desta reserva local natural deverá ser a segunda nos mesmos moldes no país, uma vez que a primeira foi levada a cabo pelo município de Gaia. O projecto em questão decorre da legislação actualmente em vigor, que permite aos municípios criar áreas protegidas, consideradas de interesse local.

2.10.2010

Afinal a nossa região não é assim tão bonita...

Santiago, Sines e Grândola fora da eleição New 7 Wonders

Para os "sábios" que fizeram a escolha, as candidaturas dos municipios de Santiago do Cacém, Sines e Grândola às 7 Maravilhas Naturais não constam da lista de 77 pré-finalistas de todo o país.
A organização da eleição das "7 Maravilhas Naturais de Portugal" revelou ontem a lista de 77 pré-finalistas da iniciativa, na qual cada uma das sete categorias vai ser disputada por 11 locais.
Apenas a candidatura do municipio de Odemira, com as praias do Cabo Sardão e Zambujeira do Mar, foi aceite na lista que seleccionou, de entre as 323 candidaturas iniciais, as 77 candidaturas.Segundo um comunicado da New 7 Wonders Portugal, a lista foi definida por 77 representantes de todo o país e de várias áreas profissionais, como biologia, sociologia, botânica, jornalismo, engenharia do ambiente ou turismo.A diversidade do conjunto de nomeados a nível geográfico e de categoria, a importânica ecológica dos locais, o seu significado histórico e cultural, o estado de conservação da zona e a ausência de intervenções humanas por razões estéticas constituíram os critérios de base para a escolha.No distrito de Setúbal, a gruta do Zambujal e a gruta do Frade-Cabo de Espichel, em Sesimbra, e do Parque Natural da Arrábida e Portinho da Arrábida, em Setúbal, integram a lista.
A próxima etapa será a eleição das 21 maravilhas finalistas, uma lista a divulgar a 7 de Março e que terá de incluir pelo menos um candidato de cada região do país.Seguir-se-á a votação do público, até 7 de Setembro, e a realização da cerimónia final, no mesmo mês, na Lagoa das Sete Cidades, na ilha de São Miguel, Açores.

1.29.2010

Sines lança o "Mês do Centro Histórico"

No momento em que se inicia a execução do Programa de Regeneração Urbana e as propostas para a construção do novo Plano de Pormenor de Salvaguarda da Zona Histórica estão ja desenvolvidas, mas ainda não concluídas, a Câmara Municipal de Sines irá realizar, em Fevereiro, um conjunto de iniciativas para promover a discussão sobre os desafios da revitalização do Centro Histórico de Sines. Através dos meios de comunicação da autarquia e no seio de jornadas abertas ao público, pretende-se envolver a população num mês inteiro de informação e reflexão dedicado ao núcleo urbano fundador e fundamental da cidade.
Mais informação em :
http://www.sines.pt/PT/Viver/Urbanismo/mes_cento_historico/Paginas/default.aspx

1.21.2010

Uma vitória da população do Alentejo Litoral!

"O Governo anula troço da ferrovia e alentejanos cantam vitória."

O secretário de Estados dos Transportes comunicou, ontem, aos representantes da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral, CIMAL, a decisão de anular o traçado previsto para o troço entre Sines e Grândola da linha ferroviária de mercadorias projectada pela Rede Ferroviária Nacional (Refer), e que ligará aquele porto atlântico até à fronteira com Espanha, em Elvas.
A decisão foi transmitida numa reunião de Carlos Correia da Fonseca com os representantes do conselho executivo daquela comunidade de municípios, Carlos Beato e Alexandre Rosa, segundo os quais ficou assumido o compromisso de se estudar alternativas ao traçado agora chumbado. Segundo um comunicado da CIMAL, durante a audiência "foi visível a convergência entre as posições do Governo e as preocupações expressas pela CIMAL e que correspondem ao sentir das autarquias da região e dos agentes económicos e sociais que se têm pronunciado sobre o assunto".O conjunto de municípios que integram a CIMAL (Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines) aprovou uma moção, no passado dia 12, na qual é defendida a necessidade de encontrar alternativas ao traçado proposto pela Refer "tendo em conta os impactes ambientais, económicos e sociais" que tal opção comportaria.
Na audiência com o secretário de Estado, dizem os autarcas que foi ainda garantido que a construção daquela ligação ferroviária continua a ter um lugar estratégico e prioritário na acção do Governo para o sector, estando a ser estudadas alternativas que permitam encontrar as melhores soluções para a ligação Sines-Elvas e que garantam, simultaneamente, a racionalidade e sustentabilidade do investimento, considerado fundamental para o reforço da competitividade do Porto de Sines e para o desenvolvimento do Alentejo Litoral.Os autarcas da CIMAL salientam ainda que obtiveram do governante a garantia de que será assegurada a sua participação na análise das novas alternativas que vierem a ser consideradas.
A construção da nova ferrovia segundo aquele traçado da Refer implicaria o derrube de cerca de sete a dez mil sobreiros ao longo de uma linha com cerca de 40 km de comprimento por 400m de largura, o que deixou muita gente inconformada e deu origem a um movimento de contestação. O traçado proposto afectaria não só o montado, como também retalharia aldeias, contaminaria lençóis freáticos e zonas de abastecimento de água, quintas históricas e turismos rural já existente na região, além de toda uma estrutura produtiva e geradora de riqueza em emprego que ficaria irremediavelmente afectada, sustentou então a Associação Protectora do Montado, lembrando ainda que os impactes daquele projecto teriam consequências nas árvores e na cortiça e "no habitat que sustenta".
Podemos concluir que a população quando se junta consegue obter presultados.
Houve empenho de todos, desde o mais humilde agricultor às autarquias e conseguiu-se um bom resultado para a região.
Devemos todos recordar este exemplo e empenharmo-nos noutros problemas regionais, inclusive na questão das acessibililidades e alternativas ferroviárias.
Realçamos e agradecemos o contributo da Associação REVER, que levantou este problema e manteve sempre o assunto na ordem do dia.
Acima de tudo, julgamos que esta é uma vitória da REVER e da região!
http://reveraferrovia.blogspot.com/

1.18.2010

Nota de Imprensa

6.ª EDIÇÃO DO FESTIVAL TERRAS SEM SOMBRA DE MÚSICA SACRA
ABRE COM JORDI SAVALL E PEDRO ESTEVAN


Famosa pelas suas condições acústicas, a igreja matriz de Santiago do Cacém recebe, no dia 23 de Janeiro, o concerto de abertura da 6.ª edição do Festival Terras sem Sombra de Música Sacra do Baixo Alentejo, com Jordi Savall e Pedro Estevan. É o ponto de partida para uma temporada que se estende até 8 de Maio e tem como objectivo o aprofundamento das relações entre a música antiga e a expressão artística contemporânea, segundo lembra o título escolhido: “Limites Imensos – A Contemporaneidade na Música Antiga”.
Savall e Estevan, peritos na recuperação de sonoridades esquecidas, assinalam o ponto de partida de um programa ambicioso. O seu recital, fruto de muitos anos de investigação musicológica, privilegia o diálogo Oriente-Ocidente, pondo em confronto “músicas antigas” e “músicas do mundo”. Das tradições sefarditas da Argélia e da Turquia às “danças do vento” e “das espadas” dos berberes e às melodias litúrgicas do Ocidente medieval (Itália, Castela, Leão), um percurso de vários séculos relembra a identidade do Grande Mediterrâneo, ponto de encontro do Judaísmo, do Cristianismo e do Islão em torno de uma herança comum. Algo que faz todo o sentido numa iniciativa destinada a unir a arte de dois senhores da música ao património religioso do Baixo Alentejo, também ele alvo de intenso esforço de resgate nos últimos anos.
O interesse pela aliança das civilizações, aliás, manifesta-se em toda a arquitectura do Festival, que aposta forte no cruzamento de tendências artísticas diversas, sem preconceitos, mas assumindo, como em edições anteriores, grande preocupação com a coerência e a qualidade das propostas apresentadas. Existe uma aposta na valorização das grandes correntes da música sacra, associando-a à redescoberta das igrejas do Baixo Alentejo enquanto espaços de referência para a identidade do território. Esta opção põe em destaque uma realidade que não olha só para o passado e continua a ter papel importante na cultura dos nossos dias. O fio condutor da iniciativa, de resto, assenta no diálogo com os criadores do presente, agentes fundamentais para dar voz a um conjunto de vivências hoje muitas vezes esquecido (ou silenciado).
Isto desperta o interesse do público e da crítica. Contando invariavelmente com “casa cheia” – e algumas igrejas levam mais de 500 pessoas! –, o Terras sem Sombra perfila-se hoje como o ciclo musical mais importante do Alentejo. A sua área de influência, aliás, vai para além das fronteiras da região, atraindo espectadores de diferentes pontos do país e da vizinha Espanha. Para tal contribuem algumas marcas próprias do Festival, a começar pelo facto de que este se propõe traçar, numa linguagem sem elitismos, pensada para o grande público, uma “história da música”, subordinando cada edição a um capítulo do património musical. Outro traço distintivo da iniciativa prende-se com o seu carácter itinerante. Ao invés de estar centrada numa terra, a programação abrange diferentes concelhos da região, escolhendo igrejas com relevância artística e musical. Cada espectáculo é antecedido por visitas guiadas e por uma palestra sobre a história e a arte do monumento.

Festival Terras sem Sombra a caminho da internacionalização
Resultante da parceria do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja com a Arte das Musas, o Festival Terras sem Sombra é dirigido, desde a primeira hora, por José António Falcão e Filipe Faria. Visando a formação de novos públicos e a abertura de igrejas de notável valor, algo fundamental numa região em que, até há pouco, estas lacunas eram gritantes, os seus espectáculos são, todos eles, de acesso livre. Sem bilhetes ou reservas, porque a cultura deve ser um bem acessível a todos, mesmo longe dos grandes circuitos nacionais. Conta-se para isso com a colaboração da Direcção-Geral das Artes do Ministério da Cultura, da Delta e das câmaras municipais dos concelhos visitados. Aos pontos já habituais (Almodôvar, Alvito, Beja, Castro Verde e Santiago do Cacém) associou-se este ano, pela primeira vez, Grândola.
Atingida a maturidade, o Festival permanece fiel à sua vocação – dar a conhecer os grupos portugueses mais qualificados, com um especial atenção para os jovens intérpretes –, mas não descura a internacionalização. O concerto que abre a edição de 2010 representa um passo de gigante nesta caminhada. Conseguir trazer Jordi Savall a Santiago do Cacém, quando se sabe que ele trabalha com uma agenda a longo prazo e é muito rigoroso na selecção dos eventos para os quais é convidado, exigiu persistência e diplomacia. O passo inicial ocorreu em 2002, na altura em que se estudava o lançamento do projecto Terras sem Sombra. Savall realizou um concerto na igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma, coincidindo com a exposição “As Formas do Espírito – Arte Sacra da Diocese de Beja”, apoiada pela Santa Sé e por Portugal. O músico ficou entusiasmado com o que viu e quis conhecer o Baixo Alentejo. Ficou assim lançada a base de uma ideia que, desenvolvida com todo o cuidado ao longo dos últimos anos, pôde finalmente concretizar-se.
A escolha da igreja matriz de Santiago do Cacém para o arranque da 6.ª edição do Festival resulta também de um trabalho constante. Fundado em inícios do século XIII, este monumento, sede de uma antiga colegiada da Ordem militar de Santiago, é um dos mais belos exemplos do Gótico monástico-militar. Apesar de pertencer ao Estado e possuir a classificação de monumento nacional, permaneceu durante muito tempo ao abandono. Uma comissão local de salvaguarda conseguiu, em colaboração com o Ministério das Obras Públicas e a Câmara Municipal, recuperá-lo e mantê-lo aberto. As condições acústicas e a aura espiritual fazem dele um sítio muito cobiçado para a interpretação de música antiga, ocupando posição de relevo no Festival Terras sem Sombra.

Savall, mestre de mestres
Jordi Savall ocupa um lugar próprio no universo da música. Há trinta anos que se dedica a revelar maravilhosos fenómenos musicais, abandonados na obscuridade e na indiferença, estudando-os e interpretando-os na viola da gamba ou como maestro. Trata-se de um repertório fundamental oferecido aos melómanos exigentes. Através dos três ensembles musicais fundados com Monserrat Figueras, Hespèrion, La Capella Real de Catalunya e Le Concert des Nations, soube criar um universo repleto de emoções e beleza, dádiva para todos os apaixonados pela música.
Nascido na Catalunha, Savall é uma das personalidades musicais mais polivalentes da sua geração. Concertista, pedagogo, investigador, tornou-se um dos protagonistas da actual revalorização da música histórica. A participação no filme de Alain Corneau, Todas as Manhãs do Mundo (César para a Melhor Banda Sonora), a intensa actividade de concertos (cerca de 140 por ano), a discografia (seis gravações por ano), sem esquecer a criação da sua própria etiqueta, Alia Vox, provam que a música antiga nada tem de elitista.
Colaborador habitual de Savall e Figueras, Pedro Estevan estudou no Conservatório Superior de Música de Madrid e em Aix-en-Provence, onde frequentou o Curso de Percussão Contemporânea e Africana com o senegalês Doudou Ndiaye Rose. Aprofundou também a técnica de “hand drums” com Glen Velez. Foi membro fundador da Orquestra das Nuvens e do Grupo de Percussão de Madrid. Músico eclético, dedica-se principalmente à música antiga e contemporânea. É professor de Percussão Histórica na Escola Superior de Música da Catalunha.

Um grande nome no Festival "Terras Sem Sombra"

Jordi Savall, um dos melhores intérpretes e divulgadores da música antiga, abre no próximo dia 23, em Santiago do Cacém, na Igreja Matriz, o VI Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo – Terras Sem Sombra. Rádio Voz da Planície é parceiro oficial para a divulgação.
"Santiago do Cacém recebe, no próximo dia 23, o primeiro espectáculo da 6ª edição do Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo – Terras Sem Sombra e acolhe um dos melhores intérpretes e divulgadores da música antiga, o catalão Jordi Savall, acompanhado por Pedro Estevan, que costuma actuar nos grandes palcos do mundo e que se disponibilizou para vir fazer uma apresentação do seu trabalho ao Alentejo”, as declarações são de Filipe Faria, da Arte das Musas, parceira do Departamento do Património Histórico e Artístico na organização do Terras Sem Sombra e responsável pela programação deste Festival.
“O VI Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo, que se prolonga até ao dia 8 de Maio, é dedicado ao tema: «Limites imensos: a contemporaneidade na música antiga» e tem como objectivo explorar a relação da música antiga com a contemporânea. Continuar a conhecer o sucesso que temos tido até agora, dar palcos aos novos músicos portugueses, que no nosso País têm dificuldade em entrar na programação dos grandes festivais, e trazer ao Alentejo referências internacionais são os outros objectivos que se pretendem cumprir também na edição 2010 do Terras Sem Sombra”, disse ainda Filipe Faria.

http://www.youtube.com/watch?v=orPuqxoHq6o

http://www.youtube.com/watch?v=Fh9TI7_Im-c

1.14.2010

Fórum Urbano de Alcácer do Sal reúne pela primeira vez

Os parceiros do programa "Regeneração Urbana de Alcácer do Sal...do Castelo ao Sado", constituídos em fórum de discussão, reúnem hoje, pela primeira vez após a assinatura do protocolo de financiamento.
O programa de acção do Ruas vai mudar Alcácer do sal e envolve um investimento global de 8,5 milhões de euros, dos quais aproximadamente 2,3 milhões são comparticipados pelo FEDER, numa iniciativa QREN com apoio no INALENTEJO. O objectivo é valorizar o papel de Alcácer do Sal como a cidade histórica do Litoral Alentejo.Esta reunião, onde estará o núcelo operacional do projecto, constituído por técnicos da autarquia de diferentes áreas e o presidente da câmara municipal, Pedro Paredes, que também preside ao fórum, dá o arranque dos trabalhos que levarão à execução do plano. Periódicamente, o núcleo reunirá com os parceiros e prestará contas do andamento do processo.Os projectos de execução das intervenções de regeneração urbana têm que ser apresentados até Dezembro de 2010 e executados até final de 2012.
Entre os projectos financiados no âmbito da candidatura encontra-se a requalificação do espaço público na margem norte do Sado; a reformulação do Largo 25 de Abril, a requalificação do Largo dos Açougues, a requalificação da Torre do Relógio, a elaboração de um projecto de sinalética integrada, a implementação de sinalética na Frente Ribeirinha e no Centro Histórico e um plano de divulgação e comunicação.De acordo com o programa de acção, para a zona ribeirinha, está ainda programada a criação de uma ecopista contínua de ligação nascente-poente, a reabilitação e dinamização da escola de remo municipal e a ampliação do ancoradouro já existente na margem sul.No centro histórico estão previstas intervenções no Largo Francisco Gentil, bem como a criação de ums solução integrada de recolha de resíduos sólidos urbanos.
Na zona do Castelo, o programa prevê a requalificação do espaço público e a extensão das áreas arqueológicos a descoberto; e a elaboração de um estudo para a estabilização do morro e para a conservação da estrutura fortificada.Os acessos ao Castelo também não foram esquecidos estando programadas intervenções na Estrada de Santa Luzia, rua da Matriz e rua das Torres.Todas as intervenções deverão ser executadas até 2013, cabendo à Câmara encontrar formas de financiamento para as levar a cabo.A reunião decorre no auditório da Biblioteca Municipal de Alcácer do Sal, pelas 20h30 e visa apresentar todos os contornos da candidatura e o seu plano de acção, bem como recolher contributos.

1.06.2010

Santiago do Cacém candidata Reserva de Santo André a “Maravilha Natural"

O Município de Santiago do Cacém anunciou hoje que candidatou a área da Reserva da Lagoa de Santo André, que ocupa cerca de 250 hectares, ao concurso “7 Maravilhas Naturais de Portugal”.
Toda aquela reserva, isolada do mar por um cordão dunar, é uma zona terrestre constituída por um conjunto de ecossistemas litorais e sub-litorais.A área inclui a Lagoa de Santo André e um sistema de pequenas lagoas de água doce formadas em depressões dunares.
O concurso vai ter 21 “maravilhas” finalistas, as quais serão apresentadas para votação pública a 07 de Março de 2010.
Merece uma visita e o nosso voto!



1.05.2010

O Alvalade.info vai encerrar

Mão amiga fez-nos chegar esta comunicação:

O Alvalade.info será encerrado e extinto nas próximas semanas (antes do final de Janeiro como está anunciado).

Agradeço as palavras de solidariedade e compreensão que tenho recebido nestas últimas semanas, maioritáriamente de fora de Alvalade, e o texto no blog "
O Passarinho Cantou" sobre o encerramento da página. Sublinho ainda o email que recebi do sr. Presidente da Casa do Povo de Alvalade, lamentando o fim do Alvalade.info e disponibilizando a instituição para ajudar a manter a página e/ou salvaguardando os conteúdos. Porém, não são os custos de manutenção da página que estão em causa ou que levaram a esta decisão. É que não faz sentido continuar o esforço de divulgar os valores históricos de Alvalade que assiste impávida e serena ao abandono, descaracterização e degradação do seu centro histórico, à desvalorização do seu património cultural, ao desprezo com mais de 20 anos em que foi votado o antigo Cinema, não mostra interesse em salvar o espólio do Posto de Culturas Regadas, não se preocupa com o abandono de cerca de 60 jazidas arqueológicas espalhadas pela freguesia nem promove a mais pequena reacção para resgatar de Messejana o remanescente documental do antigo concelho de Alvalade.

É francamente desmotivador ver que a freguesia despreza, pela inércia, as suas marcas identitárias, e, nesse contexto, continuar a remar contra esta maré de desinteresse pelos valores históricos e culturais de Alvalade, é insistir em travar uma batalha que há muito se afigura perdida.

Se nem as comemorações dos 500 anos do foral são motivo de inspiração ou a pedra de toque para inverter este cenário de evidente perda de identidade, ou mesmo forçar as autarquias a uma mudança de rumo...por mim desisto.
Recuso-me a divulgar uma terra cercada de barracas e pocilgas, um centro histórico que sofre atentados sucessivos sem que um só alvaladense ou instituição levante a voz e exija o mesmo tratamento que é dado ao centro histórico da sede concelhia (que se apresta para receber uma intervenção de vulto já neste ano de 2010), ou o património alvaladense como a Ponte Romana que tem um acesso típico do terceiro mundo, o estado da Fonte da Estação, da Fonte da Bica, das barreiras do adro da Igreja Matriz, etc, etc.

Num cenário ou quadro como este, não tenho qualquer motivação para continuar com a página nem para produzir ou publicar novos artigos ou pequenos "estudos" sobre o passado de Alvalade.

Luis Pedro Ramos


Temos pena que se vá perder mais este espaço de informação, divulgação e alerta relativo à bonita e interessante vila de Alvalade.
É mais um exemplo da desmotivação regional, de algo que merecia ser apoiado e incentivado, mas afinal é depreciado e criticado.
Apenas podemos esperar que o autor deste site mude de opinião, os alvaladenses apoiem esta iniciativa, porque Alvalade e toda a região fica beneficiada com a existência deste site, que deveria servir de exemplo a muitas outras localidades do Alentejo Litoral.
Vamos visitar este local (real e virtual) e deixar uma palavra de incentivo ao seu autor!
http://www.alvalade.info/

O Litoral Alentejano necessita de iniciativas como esta!

1.04.2010

Exposição de Arte do Alentejo com mais de 110 000 visitantes em Lyon

Portugal Eternel entusiasma público francês

Após quatro meses de intensa actividade, a exposição “Portugal Eternel – Patrimoine de la Région de l’Alentejo” concluiu a sua presença em Lyon, no Musée d’Art Religieux, paredes-meias com a basílica de Notre-Dame de Fourvière, no passado 3 de Janeiro. Visitas guiadas, palestras, sessões de acolhimento, jantares temáticos, encontros com os professores e alunos de português da Université Lumière, o pólo II da universidade pública de Lyon, um congresso do Comité de Indumentária do Conselho Internacional dos Monumentos (ICOM), tudo isto deu vida a uma iniciativa que despertou profundo interesse em França e galvanizou a comunidade portuguesa da região.
O resultado está à vista: no período em que a exposição permaneceu em Lyon, Fourvière contou com cerca de 110 000 visitantes. Durante as últimas semanas do período de apresentação ao público, como é habitual nos grandes museus europeus, a pressão intensificou-se. Apesar do frio e da neve, o número dos interessados em conhecer “Portugal Eternel” não abrandou nos derradeiros dias. Foi tal a afluência de visitantes à recepção do museu que os seus responsáveis alargaram o horário de abertura, prolongando-o pela noite fora, de modo a não desapontar ninguém.
Segundo Bernard Berthod, conservador do Musée de Fourvière, o público lionês é exigente, mas informado. Ou seja, selecciona o que há para visitar, a partir dos elementos disponíveis na imprensa e – cada vez mais – na internet, organizando depois o seu tempo livre para ir ao encontro do que mais lhe interessa. “Portugal Eternel” caiu no goto da cidade e teve larga divulgação, dos cartazes no Metro até programas específicos na rádio e na televisão. A cadeia Euronews, sediada em Lyon, desempenhou aqui um papel importante. Os jornais e revistas, com destaque para o diário de maior tiragem “Le Progrès”, dedicaram sucessivas páginas à exposição. Depois, como em todo o lado, funcionou a divulgação boca a boca.
Mons. Philippe Barbarin, cardeal arcebispo de Lyon e primaz das Gálias, deu o tiro de partida logo na inauguração, ao desafiar os lioneses a visitarem uma exposição que, como fez questão de repetir, mostra a importância da arte como factor de mediação entre povos, culturas e religiões. O cardeal Barbarin sabe do que fala: nascido em Rabat (Marrocos), em 1950, e habituado ao diálogo com as gentes mais diversas, conhece bem Portugal, que costumava visitar com os seus pais, ainda jovem, nas férias escolares. Intelectual respeitado, é uma das figuras mais ouvidas, em questões religiosas, no país. As suas palavras contribuíram para gerar uma onda de entusiasmo.

Presença portuguesa desperta entusiasmo em França
Uma das conclusões que se pode tirar deste movimento reside no facto de que o Alentejo gera, em França, verdadeira paixão. Há aqui o reflexo de uma nostalgia pelos grandes espaços e pela autenticidade de uma cultura ainda fiel às suas raízes. Numa Europa urbanizada, profundamente transformada pela mão humana, a liberdade das lonjuras alentejanas representa um poderoso factor de atracção. Mas há mais. Para os olhos de um observador dos países frios, a nossa arte apresenta encantos inesperados. O uso de cores fortes, o apego ao ouro e à prata ou o contacto com civilizações de outros continentes, por exemplo. Ou uma vivência religiosa, intensamente assumida ao nível colectivo, que contrasta com a frieza racional de outras áreas europeias.
“A arte alentejana desperta, em França, um interesse que vai dos meios académicos ao grande público”, salienta José António Falcão, director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, entidade responsável pela iniciativa, em parceria com o Musée d’Art Religieux. “Há o gosto de fruir olhar todas e cada uma das peças, explorando-lhes os pormenores, captando a mensagem de fundo, valorizando as diferenças”, assinala este investigador. Não só franceses, embora estes constituíssem a maioria. Em Fourvière estiveram muitos suíços e italianos – Lyon está perto destes países –, mas também alemães, espanhóis, gregos, japoneses... Com uma média anual de um milhão e meio de visitantes, entre peregrinos e turistas, Fourvière constitui um alvo preferencial da cidade.
Para a comunidade nacional que reside no “Grand Lyon”, a exposição foi uma festa. Aos fins-de-semana e feriados era frequente verem-se famílias de portugueses ou – mais ainda – de luso-franceses a visitarem a exposição. Entre eles destacam-se os que trabalham nas zonas de serviços de Écully, nas indústrias periféricas de Lyon e nas explorações agrícolas de Clermont-Ferrand. Gente que está bem na vida e se orgulha do seu país, dando força a uma intensa actividade associativa. Tanto a Federação das Associações Portuguesas como o Consulado-Geral em Lyon acompanharam de perto a exposição, ajudando a fazer dela uma grande manifestação da cultura portuguesa.

Tesouros desconhecidos
A exposição permitiu a apresentação de peças praticamente desconhecidas mesmo em Portugal. Caso paradigmático é o da “Cabeça Degolada de S. João Baptista”, do antigo convento da Conceição, de Beja – uma escultura em tamanho natural de madeira, sobre uma bandeja de prata. Após o falecimento da última religiosa, em 1892, esta e muitas outras obras do espólio conventual transitaram para a Mitra, sendo expostas no Museu Episcopal. Com a nacionalização dos bens da Igreja pela I República, tais peças ficaram na posse do Estado, integrando os fundos do futuro Museu Regional. Quando o governo, ao abrigo da Concordata de 1940, entregou à Diocese o património que lhe pertencia, a impressionante cabeça permaneceu neste museu, enquanto o prato ficou destinado à catedral. Só agora voltam a ser reunidos, o que é também um exemplo de colaboração ao nível local.
A crítica francesa pôs em destaque os tesouros do Gótico, do Maneirismo e do Barroco dos tesouros eclesiásticos, sublinhando a relevância europeia das igrejas das ordens militares – Santiago, Avis e Hospital (Malta) –, dos conventos e mosteiros e, ainda, de muitas paróquias rurais e urbanas. Foi também sublinhada a presença de importantes obras de arte contemporânea que integram as colecções dos museus diocesanos de Beja, entre as quais a tela “Jacob e o Anjo”, do pintor António Paizana (1994), e a escultura “El Matador”, de Joana Vasconcelos (2007).
Na organização da exposição colaboraram a Agência para o Desenvolvimento do Turismo no Alentejo, o Instituto Camões (Ministério dos Negócios Estrangeiros), o Município de Beja, o Serviço Internacional da Fundação Calouste Gulbenkian e o Turismo de Portugal. A iniciativa decorreu sob o alto patrocínio do Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva.