12.13.2009

A recuperação Castelo de Sines vence prémio do IHRU 2009

A recuperação do conjunto urbano do Castelo de Sines venceu o Prémio IHRU 2009 na categoria “Reabilitação Integrada de Conjuntos Urbanos”.
Atribuído pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), o prémio reconhece a excelência de um conjunto de intervenções promovidas pelo município de Sines no Castelo e envolvente, nomeadamente, a recuperação dos edifícios interiores para instalação do Museu de Sines, com projecto e coordenação do arquitecto Ricardo Estevam Pereira e co-financiamento do Programa Operacional da Cultura.
Mais do que os méritos desta obra isolada, este projecto congrega o esforço desenvolvido de dinamização cultural e social do Castelo e dos espaços urbanos envolventes, incluindo intervenções como a qualificação do Largo Poeta Bocage e a abertura de uma segunda porta na muralha este do Castelo e um programa cultural onde se destaca o Festival Músicas do Mundo e a actividade regular da Casa da Juventude, instalada no Largo. Este trabalho terá continuidade no Programa de Regeneração Urbana, a desenvolver a partir de 2010 na transformação da frente histórica marítima da cidade de Sines.
Os Prémios IHRU, na sua segunda edição, distinguem imóveis e conjuntos urbanos nas vertentes Construção e Reabilitação.
O júri é composto por representantes do IHRU, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas e das ordens dos Arquitectos e dos Engenheiros.
Além da categoria em que o conjunto urbano do Castelo de Sines venceu, foram atribuídos mais quatro prémios e oito menções honrosas nas categorias “Promoção Municipal e Regional”, “Promoção Privada”, “Promoção Cooperativa”, “Reabilitação Isolada de Imóveis” e “Reabilitação ou Qualificação de Espaço Público”.
O município de Sines já tinha sido agraciado com a versão anterior do prémio (Prémio INH – Instituto Nacional de Habitação), que em 2005 distinguiu o Bairro Municipal da Floresta como o melhor projecto candidatado na categoria “Promoção Privada”.
A cerimónia de entrega dos Prémios IHRU 2009 realiza-se no dia 4 de Dezembro, em Lisboa.

40 comentários:

Anónimo disse...

Não entendo grande coisa disto mas é sempre bom ver estes prémios para a nossa região, por isso os meus parabéns à cãmara de Sines. Lamentável é que um castelo como o de Santiago esteja há 30 anos no mesmo estado, esperando a saida do cemitério que a CDU plos vistos não consegue ter capacidade para resolver o assunto. Sines no bom caminho sobre o seu castelo e o forte do Pessegueiro. Alcácer tem o castelo recuperado e com uma pousada e a cripta, e o castelo de Santiago continua na mesma desgraceira de há 30 anos ao presente.

Anónimo disse...

Para além do FMM o castelo de Sines tem excelentes condições para ajudar a dinamizar toda a zona histórica da terra, através de uma programação dispersa ao longo do ano, com especial incidência no aproveitamento da figura universal de Vasco da Gama. Naturalmente que será também necessário requalificar o miolo antigo de Sines, que está muito degradado, desertificado e nada atraente.

Anónimo disse...

Sines de facto tem vindo aos poucos a dar cartas no litoral alentejano. Depois do Centro de Artes ter também recebido vários prémios, eis agora também a recuperação do Castelo a merecer distinção. É um pouco disto que gradualmente vai colocando Sines na ribalta, em conjunto também com o Festival Músicas do Mundo que é considerado o maior acontecimento anual da região. Infelizmente Santiago do Cacém que tinha e tem mais condições do que Sines para se afirmar como um dos concelhos mais pujantes do Sul do país continua na sua fase de declínio e agora completamente isolado como uma ilha CDU, no seio do litoral alentejano, fazendo lembrar o "orgulhosamente sós" de Portugal face à Europa no tempo do Estado Novo. Avançam ou progridem todos concelhos da regiao, e Santiago continua a sua marcha em contra-ciclo e continuado declinio.

Anónimo disse...

Enquanto santiago estiver ajoelhado à cdu será sempre um caso perdido por muito que digam o contrário e muitas campanhas de imagem que se façam. Mas já não falta muito para a libertação! Tem demorado mais do que nos concelhos à nossa volta mas esse dia vai chegar se Deus quiser!

Anónimo disse...

Por estar ligado ao Turismo, já aqui falei uma vez sobre o que dizem os turistas sobre a tentativa de visitarem o castelo de Santiago. Digo tentativa porque ao depararem com o cemitério voltam pelo caminho que foram, sem fazerem a visita.
Ficam estupefactos, perguntam como é possível, etc, etc.
O ultra-conservadorismo reinante em Santiago do Cacém, quer da CM, quer das suas gentes é propício ao actual estado de coisas. Se não fosse a existência do complexo de Sines, Santiago do Cacém pouca mais era que um monte, um monte grande onde as histórias do Condinho do Bracial saudosamente contribuiriam para o furor e excitação das suas gentes. Santiiago Cacém tem mentalidade do seculo XIX, ainda das suas quintas, etc, etc.
Com a CDU arredada da CM, Sines vai dar um pulo de gigante direccionado ao progresso e bem estar, enquanto Santiago irá novamente dar outro também grande passo, mas no sentido inverso. A comparação pode-se fazer com a atribuição deste prémio, embora realizado em mandato da CDU, mas jà com um toque muito pessoal do seu actual presidente.

F Lobo disse...

Ao anónimo da 10.32 PM gostaria de deixar algumas ideias:
A eterna questão do cemitério no castelo é um assunto que está longe de estar discutido e longe de uma solução que agrade a todos.
A minha opinião pessoal, aliás já expressa anteriormente, é que não faz sentido mudar o cemitério se não se souber o que irá ser feito lá, qual a sua utilização futura. Isso é fundamental para não se tornar mais um mono.
Além disso, o nucleo histórico do cemitério não deverá ser transferido. Não faz sentido colocar jazigos e sepulturas históricas num cemitério novo algures entre Santiago e Santo André.
Os locais patrimoniais são feitos de várias épocas e de várias utilizações e transformações, logo o cemitério (histórico) é um testemunho de mais de 100 anos e deve ser compreendido e valorizado como tal.
Um outro aspecto é o aspecto turístico.
Não me perece que as pessoas fujam horrorizadas.
Se vamos em Itália, ou Paris ou mesmo ao Cemitério dos Prazeres ver jazigos e sepulturas de pessoas ilustres ou de qualidade arquitectónica, porque não fazer o mesmo em Santiago?
A "musealização" da parte antigo de cemitério, um percurso definido, explicação sobre quem foram algumas das pessoas, evitar os novos enterramentos e com jazigos ou sepulturas desenquadradas ou de mau gosto, podiam tornar o castelo e parte do cemitério numa mais valia.
Para terminar so alguns esclarecimentos:
Não existe a figura do "Condinho do Bracial". Existiram os Condes do Bracial, pai e filho, que entre outras coisas doaram o Hospital que tem o seu nome e existiu o Condinho (Jacinto mais tarde Jorge Ribeiro de Sousa), assim chamado porque herdou (e delapidou) parte da fortuna dos Condes de Avillez.
Também não compreendo o que a mentalidade do sec XIX tem a ver com as suas quintas, também uma mais valia patrimonial, que se está a perder.

Anónimo disse...

Quanto a mim, como santiaguense, julgo que a questão do cemitério no castelo nunca foi amadurecida nem discutida convenientemente, muito menos há uma qualquer linha de rumo definido sobre a questão.
E da parte da CMSC tem havido posições diferentes ao longo do tempo e nenhuma decisão. Antes eram pela remoção do cemitério e ainda recentemente se falou no Moita Flores que fez a trasladação do cemitério da Aldeia da Luz. Agora o presidente Dr. Proença já mostra ter outra ideia (e alguns seguidores) que é manter o cemitério. Bem, enquanto se anda para cá e para lá, não se faz nada para aproveitar o castelo. Devo ainda dizer que morei no centro histórico de Santiago até há um ano atrás, e ao longo da vida sempre vi muitos turistas a subirem e descerem. Passeios muito curtos. É sinal que pouco ou nada os prende lá em cima e é isso que tem que ser mudado em Santiago. As pessoas que recebemos não podem sair defraudadas da cidade. Antes pelo contrário. Temos que ter atracções e motivos permanentes para que esses turistas regressem mais vezes. Em Sines as coisas são diferentes, e pese embora a poluição e a industria afastem muito turismo, é bem capaz de alguns projectos poderem vir a resultar a médio prazo. Em Santiago vejo tudo muito escuro, vamos ver se este projecto de reabilitação do centro histórico será catalizador de uma mudança, mas julgo que será preciso fazer ainda muito mais, mas, receio que falte mais arrojo e mais ideias na equipa camarária. Deus queira que esteja enganado. Para bem de Santiago.
Quanto ás quintas, é evidente que elas são muito importantes e merecem ser preservadas e divulgadas, quiça, numa brochura, um folheto, um circuito, etc. Mas antes disso há muito trabalho a fazer no seu estudo e valorização, porque até dentro do concelho há muita gente que nem conhece a sua existência, acreditem. Mais uma vez aqui o papel do município será importante, em estreita colaboração com os proprietários.

Anónimo disse...

Sines recebe um prémio pela recuperação do seu castelo. Santiago devia receber o prémio "Letargia do século", por ter um castelo e não saber o que fazer com ele, como se vê na ausência de qualquer política nos últimos 30 anos, para aproveitamento turistico e cultural de um dos seus maiores monumentos.

Anónimo disse...

Não tenho a certeza mas não me recordo que o programa eleitoral da CDU incluir algum projecto para o castelo de Santiago Cacém, o que a confirmar-se serão mais 4 anos perdidos sem nenhuma decisão também neste assunto. No que diz respeito ao património, penso que Santiago é, no contexto do litoral alentejano, o concelho que menos trabalho tem para apresentar desde a revolução dos Cravos.

Anónimo disse...

Sines, Alcácer e Grândola (este sobretudo pelo trabalho feito no Lousal) têm feito bastante pela memória colectiva dos seus municípios ao nível da história, arquelogia e preservação do património cultural. A seguir Odemira, e por último Santiago que tem um longo caminho a percorrer mas que só será possível com um outro executivo mais interessado e com mais ideias, o que infelizmente não é o que tem acontecido pese embora algumas tentativas pouco conseguidas apenas com o objectivo de disfarçar e ficar a ideia que se está a fazer alguma coisa.

Anónimo disse...

Realmente é triste ver o castelo de santiago sem qualquer estratégia e ver na comunicação social que os turistas que lá vão ficam defraudados e levam uma impressão negativa da cidade. Há mais castelos com cemitério? Com o mal dos outros podemos nós bem, e isso não é desculpa para estarmos há mais de 30 anos à espera de dar um uso diferente ao castelo para fins culturais, turisticos, etc. Porque razão é que a CMSC não promove esse debate? Porque razão é que a CMSC não consulta a população sobre isso e o pessoal entendido nestes assuntos? A CMSC que tanto alarde faz do orçamento participado, que tanto alarde faz de querer ouvir as pessoas, porque é que não lança um grande debate em Santiago sobre o futuro do castelo?

Anónimo disse...

Não podemos deixar de felicitar a Câmara Municipal de Sines por mais este galardão. Quantos mais vierem para Sines, mais importância e reconhecimento teremos pra este concelho.

Anónimo disse...

Concordo com o F Lobo, que não há necessidade de levantar todo o cemitério do castelo e porventura aquele espaço sagrado pode ser também entendido como património. Agora o que eu acho é que tem havido uma enorme falta de coragem de todos os autarcas que têm passado pela câmara municipal de Santiago para definirem o quer que seja para o castelo no sentido de o rentabilizarem e aproveitarem em prol da cidade uma vez que, na minha opinião, o castelo não deve contnuar refém dos mortos que acolhe, e por isso há que ver que sectores do castelo podem ser explorados para o turismo-cultural e aí, peço desculpa, mas, do meu ponto de vista, acho que tem havido uma enorme falta de coragem para decidir alguma coisa sobre isso.

Anónimo disse...

Quem sabe se a comissão cientifica que se diz que a CMSC está a criar para as comemorações dos 500 anos do foral de D. Manuel não pode avançar com ideias, projectos, estudos, etc, uma vez que penso que a CMSC vai comemorar o foral lançando alguns projectos novos nesta área, assim como publicações, etc. Seria uma boa oportunidade assinalar os 500 anos do foral de D. Manuel I com uma boa publicação não apenas do foral de Santiago, como acerca do nosso castelo e lançar pedras para novos projectos que envolvam o dito castelo. Vamos aguardar que essa tal comissão cientifica possa apresentar propostas sobre isso, o que seria excelente.

lopes disse...

Comissão científica?
Isso é novidade, quem é essa comissão?
Está-se a ver que não deve ser coisa boa.
E que me desculpem, mas não dou muito pelo pelouro da cultura da CMSC....muito fraquitos.
E estamos a 7 meses das comemorações e ainda não se viu nem sabe nada.
Depois vão ser coisas em cima do joelho, pifias, e a custarm balurdios.

Anónimo disse...

Apenas ouvi dizer que a CMSC está a criar uma comissão cientifica para preparar as comemorações do 500 anos do Foral. Pode ser boato, mas foi o que ouvi.
Creio que estas coisas não devem apenas limitar-se à data da ocasião, mas estenderem-se com uma programação ao longo de todo o ano de 2010, com lançamentos de obras/publicações/estudos sobre a História e o Património de Santiago, a realização de conferências, colóquios temáticos, concertos, etc, mas onde não deve faltar uma boa edição do Foral Manuelino de Santiago, a verdadeira razão das celebrações. Mas para isso ser feito acho que já estamos muito atrasados, e se ainda nem sequer existe comissão, muito menos pode existir programação. Mas seria assunto para uma programação própria ao longo de todo o ano de 2010, aproveitando até a ocasião para valorizar o património do concelho. Pessoalmente também não confio quase nada neste pelouro da cultura da CMSC, e por isso as minhas dúvidas sobre o que vai acontecer mas não estou a prever nada de empolgante.

Anónimo disse...

Sinceramente é a primeira vez que oiço falar em qualquer comissão cientifica para as festas dos 500 anos do Foral (ou dos forais, porque também mete o foral de Alvalade Sado). Mas olhem que não deixava de ser uma óptima ideia mas seria uma grande surpresa dadas as pessoas que estão com o pelouro da Cultura da CM de Santiago, que a meu ver são muito curtas de ideias e de qualidade para um pelouro como a cultura.

Anónimo disse...

Essa da comissão cientifica é nova. Só acredito quando for confirmado pela cãmara. Lógico que faz falta outra atenção para o nosso castelo, para dar um novo elan a toda esta parte antiga de Santiago que bem precisa de vida, animação, etc, porque isto está praticamente morto.

Anónimo disse...

Há uma boa mão cheia de realidades no concelho de Santiago que podiam fazer dele um concelho de referência no país em qualidade de vida, prosperidade económica, desenvolvimento social, cultural, desportivo, etc. Veja-se que é um concelho com praias, com serra, com planicie, com barragens, com montado, com muitas associações culturais, desportivas, etc, com o Badoca Park, com muitos monumentos, com muitas empresas, etc, e é dificil entender como é que este concelho com tudo isto não é capaz de criar mais riqueza, mais dinamica, mais eventos de dimensão nacional para chamar pessoas, turismo, etc, etc, etc. Às vezes penso nisto um pouco e fico com a sensação que o concelho de Santiago é um gigante adormecido, nas mãos de politicos que não sabem tirar partido do bom que temos.

Santiaguense de gema disse...

Se a CMSC quer realmente fazer do ano de 2010 um ano muito forte para fazer sobressair a sua História, o seu Património Cultural, as suas Tradições através do 500º aniversário do Foral deve começar já a cuidar dos seus monumentos, de boas publicações de História local, uma boa edição do Foral que é muito mal conhecido, e definir vários debates com especialistas e painéis onde seja discutido o futuro do património do concelho nomeadamente o futuro do castelo medieval de Santiago do Cacém. Seria também um bom ano para valorizar os centros históricos de Santiago, Cercal e Alvalade Sado, e não apenas o de Santiago como está previsto. Era também de não apenas se fazer um apanhado dos monumentos que estão a precisar de serem restaurados, como fazer a sua valorização e lançar um bom roteiro com o melhor que temos no concelho. Mas será que é isso que a CMSC pretende fazer? Muito sinceramente ainda não ouvi falar em nada sobre essa tal comissão, nem li nada sobre o que está previsto para o 500º aniversário dos forais de Santiago Cacém e de Alvalade Sado, e penso que já estamos algo atrasados.

F Lobo disse...

Em complemento ao meu post anterior, considero que este assunto do cemitério deveria ser motivo de debate aprofundado, publico e participado.
Um tema desta natureza e sensibilidade não pode, nem deve, ser uma decisão "unilateral", até porque, julgo eu, não fez parte do programa com que este elenco camarário foi eleito.

Anónimo disse...

Estou de acordo com o F Lobo e outros participantes que já comentaram este tema, e penso que esta seria a melhor altura para um grande debate na sociedade civil santiaguense sobre o castelo de Santiago, debatendo a sua importância no passado enquanto estrutura de defesa militar, o seu uso como campo santo ou cemitério, e sobretudo o seu uso futuro, nomeadamente para fins culturais, turísticos, etc. Assinalar os 500 anos do foral de D. Manuel seria um excelente timming para lançar este debate e sementes para o futuro do castelo de Santiago.

Anónimo disse...

Caro F Lobo.
Concordo plenamente com a maioria das coisas ditas por si. Entretanto, em relação ao último post,queria postar aqui um link com o programa eleitoral da CDU em Santiago do Cacém, no qual, com atenção em « Duas cidades mais qualificadas, duas cidades mais fortes» conseguimos ver o projecto para o Cemitério novo.
Saudações.

F Lobo disse...

Ao anónimo das 3.30:
agradeço a sua informação, que como disse, desconhecia e julgava que não estava incluido no programa.
Agradeço igualmente que coloque aqui ou me envie para francisco.lobo.mau@gmail esse link.
No entando volto a insistir que um caso desta sensibilidade e importancia deve sempre ser alvo de uma discussão e participação alargada e não por decisão politica.

M. M. disse...

De facto há a ideia e o projeto para um cemitério novo. Há muitos anos que ouvimos falar disso. Pode ser que seja desta vez. Oxalá o seja. Mas penso que sobre o futuro do castelo de Santiago é imperativo e até urgente colocar este tema na agenda do município e lançar um grande debate na cidade. É um tema muito sensível, que nos diz respeito a todos diretamente, que não deve ficar apenas no domínio político e que qualquer decisão deve ter sempre o suporte da população através das suas ideias e vontade. Brevemente o centro histórico vai entrar em obras, em Setembro vão assinalar-se os 500 anos do foral novo, e por tudo isso o ano de 2010 perfila-se como uma grande oportunidade para abordar este tema. Vamos esperar que da parte da câmara de Santiago exista arrojo, sensibilidade e sobretudo vontade política para enfrentar este assunto, que apesar de ser muito delicado não pode continuar adiado como acontece há mais de 30 anos, e é urgente definir acções e projectos para o castelo de Santiago.

Anónimo disse...

O Castelo de Santiago está no estado em que está em grande parte por culpa dos santiaguenses que não se interessam pelo assunto mas depois têm o dedo leve para vir comentar e dar à lingua nos cafés, porque se a população fosse realmente interessada em mudar o estado de coisas há muito que teriam arranjado formas de pressionar a autarquia para fazer alguma coisa. O que acontece é que Santiago é uma terra com tiques de burguesia, onde a maioria das pessoas só tem olhos para o seu umbigo, e não é por acaso que existem mais de uma dezena de promessas eternas e problemas que se vão arrastando no tempo sem a sua resolução. O castelo é apenas um desses problemas, e uma vergonha constante para a cidade porque os turistas que o visitam ficam bastante desiludidos com o que encontram. Eu não sei como é que o concelho de Santiago quer fazer uma festa de história para celebrar o seu Foral sem um olhar para o castelo, sem um olhar para as ruínas de Miróbriga que estão também como sabemos, sem um olhar para as ruínas do Convento do Loreto, e sem um olhar para outros monumentos e outro património existente no concelho bem precisado de valorização e melhor divulgação. Penso que a CMSC devia meter os olhos no trabalho da Câmara Municipal de Alácer do Sal e na de Sines, porque pode ser que tirem algumas ideias úteis de como se deve trabalhar nestas áreas porque ir em Setembro fazer uma festinha com muita música, foguetes, palhaços e tocadores de bombo para festejar o Foral e não fazer nada até lá pelo nosso património é mais um flop de uma câmara vazia de estratégia e de visão. Como santiaguense apelo à câmara de Santiago que pense no Foral, mas pense sobretudo em fazer algo pelo nosso património e pela nossa história e deixe-se de festas com música, bombos e foguetes.

Anónimo disse...

ACHO QUE JÁ ESTAMOS MONTES DE TEMPO ATRASADOS PARA SE FAZER O QUE VOCÊS DEFENDEM AQUI NESTES COMENTARIOS TODOS, QUE REALMENTE ASSINO POR BAIXO E FAZIA FALTA, MAS LÓGICO QUE PARA ISSO ERA PRECISO JÁ HAVER BASTANTE TRABALHO FEITO DE TRÁS, PORQUE NÃO ESTOU A VER A CÃMARA FAZER ESSAS COISAS NESTES 8 MESES QUE FALTAM PARA AS FESTAS DOS FORAIS DE SANTIAGO CACEM E DE ALVALADE. COMO DIZ AQUI UM COMENTADOR, RECEIO BEM QUE SEJA MAIS UMA FESTANÇA COM PIFIAS, E BOMBOS PARA A FOTOGRAFIA E O RESTO FICA TUDO COMO ESTÁ. ACHO QUE A MAIORIA DAS PESSOAS NEM SEQUER SABEM O QUE É UM FORAL, E ATÉ ISSO A CÃMARA TINHA A OBRIGAÇÃO DE FAZER UM LIVRO SOBRE ISSO COMO DEVE SER. SÓ QUE COM ESTE PELOURO DA CULTURA, ISSO DEVE SER COMPLICADO PORQUE SÃO MAIS ESPECIALISTAS EM MALHOAS, TONYS CARREIRA, RITAS PEREIRAS, E OUTRS PARECIDOS.

Anónimo disse...

Muito simples. A câmara de Santiago que abra um concurso de ideias e sugestões para o castelo, e realize um debate final com especialistas, os Amigos dos Castelos Portugueses e com a população. É só haver um pouco de vontade e isso é fácil de fazer.

Maria Isabel Fernandes disse...

Um concurso de ideias, debates, propostas, etc, sou também favorável a isso para se definir alguma coisa para o nosso lindo castelo, que está muito esquecido e desaproveitado. É uma das nossas maravilhas juntamente com as ruinas de Miróbriga, e merece todo o nosso amor e dedicação!

Anónimo disse...

Ou muito me engano ou terá mesmo que ser a sociedade civil santiaguense a forçar e a empurrar a CMSC a fazer alguma coisa pelo castelo, caso contrário corre-se o risco de continuar fora dos planos da autarquia para uma nova reutilização para além da função de cemitério, algo que já dura há várias décadas. Teria que se formar um grande movimento em torno desta questão, que promova debates, estudos, e avance com propostas, tal como foi feito com a Liga dos Amigos de Mirobriga. É que por este andar não é de esperar nada da CMSC nos próximos anos sobre o futuro do castelo, a não ser manter o actual estado de coisas, enquanto os municípios ao nosso lado vão recebendo prémios e tirando partido dos seus castelos. Relativamente à questão das comemorações dos forais manuelinos de Santiago e Alvalade subscrevo no geral quase tudo o que aqui tem sido escrito, e também estou de acordo que já devia existir uma boa comissão (cientifica ou não, o nome pouco importa) e um bom programa, que, inclua, naturalmente, não apenas os actos simbólicos e um ambiente festivo adequado mas também acções de requalificação e valorização de património histórico do concelho, exposições, publicações de estudos sobre os forais, e homenageando O Venturoso porque não criar também um roteiro do manuelino no concelho de Santiago.

Anónimo disse...

Faço votos que o Ano de 2010 traga boas novidades para o castelo de Santiago Cacém, e para o restante património do concelho que continua a ser muito pouco considerado nos orçamentos da cãmara municipal!

Anónimo disse...

Santiago tem falta de projectos que integrem ou envolvam mais o património da cidade e por esse concelho fora também há bastante para fazer. Aqui em Santiago era de ser desenvolverem projectos que envolvam não apenas a requalificação do centro histórico mas ao mesmo tempo criem um percurso que o ligue ao castelo e a Miróbriga. Sem esse fio condutor, é dificil no terreno poder ler-se a evolução do processo histórico de Santiago. Mais e melhor sinalização, guias-audio para os turistas, folhetos, fichas individuais para cada monumento, etc. E este próximo ano surge como uma belísssima oportunidade para essa área ser bem trabalhada atendendo às comemorações dos 500 anos do foral manuelino, que como aqui já alguém adiantou, justifica plenamente ser estudado e publicado para o grande público.

Anónimo disse...

É urgente fazer-se um estudo ao castelo de Santiago para ver quais as zonas que imediatamente podem ser libertadas para fins turisticos, e qual é a área do cemitério que não deve ser mexida. Enquanto isso não se fizer, o castelo é um monumento morto de Santiago que serve apenas para as fotografias e não é rentabilizado pela cidade, e especialmente pelo centro histórico.

Anónimo disse...

Tá aki boas ideias k o pelouro da cultura da CM de Santiago devia aproveitar.

Anónimo disse...

DEVIAM SER LIDAS POR ELES, SÓ QUE RECEIO BEM QUE NÃO ESTEJAM INTERESSADOS EM DAR-LHES SEGUIMENTO NEM EM FAZER NADA DO QUE VOCES TÊM SUGERIDO NESTES COMENTÁRIOS. ELES APENAS OLHAM ÀS SUAS IDEIAS E ÀS IDEIAS DO PCP. O RESTO NÃO TEM VALOR NENHUM !

Anónimo disse...

Em muitos anos nunca tinha lido tanta palavra sobre o bonito castelo de Santiago, que tanto nos devia orgulhar a todos nós santiaguenses. Felicito todos pelos comentários, a maior parte construtivos, e pela elevação na discussão, até agora sem termos ofensivos ou caluniadores. Julgo que se aproxima, a passos largos, a hora de se promover um grande e alargado debate sobre o futuro do castelo medieval de Santiago do Cacém, que para todos os efeitos é um símbolo importante do concelho e desta região.

Anónimo disse...

Foral, Castelo, Miróbriga, Centro Histórico, tudo assuntos que em mais de 30 anos de gestão CDU em Santiago nada foi feito até hoje sobre qualquer uma dessas questões, embora haja obras previstas na zona histórica no inicio deste ano mas que abarcam apenas uma infima parte do que é preciso fazer. Em 30 anos de poder CDU já a nossa zona história, Castelo e Miróbriga podiam estar noutras condições e ajudar a cidade a projectar-se muito mais. Não esquecer ainda o Museu de Arte Sacra previsto para o Hospital do Espírito Santo, o Centro de Estudos Jacobeus prometido para os anteriores paços do concelho e do projecto "Do Castelo velho ao Castelo Novo" de que nunca mais se ouviu falar e que parecem ter ficado todos para as calendas gregas! Mas com este pelouro da cultura da CMSC, nada disto é surpresa para ninguém.

Anónimo disse...

O município de Santiago deve começar a fazer um inventário de todos os monumentos que existem no concelho, e que precisam de obras de melhoramento. Deve ter uma carta de risco e estabelecer prioridades. Devia haver também uma carta arqueológica para se saber qual é o estado desse património por todo o concelho. Devia já ter um inventário de todas as tradições de todo o concelho. Se continuarmos neste pé, um dia destes temos um concelho que passará a ser conhecido por abandonar o seu património monumental e deixar morrer as suas tradições.

Anónimo disse...

A razão para o cemitério continuar no Castelo de Santiago, não é a falta de "coragem", é a incompetência, falta de visão e mediocridade intelectual, dos politicos que têm mandado en Santiago e, uma TOTAL FALTA DE INTERESSE POR PARTE DA POPULAÇÃO...SOMOS JÁ QUASE O ÚNICO CONCELHO DO ALENTEJO "COMUNISTA"(isto é sintomático)...A POPULAÇÃO EXISTENTE É INTELECTUALMENTE "POBRE" E A CDU TEM SABIDO NAVEGAR NESTAS "ÀGUAS DE IGNORÂNCIA", QUE EM SEU FAVOR FOMENTA, E ALIMENTA...QUANTO MAIS IGNORÂNCIA E POBREZA, MAIOR É O CAMPO DE "ACTUAÇÃO DO PCP"...
SE NÃO HOUVER UM "LEVANTAMENTO POPULAR" RÀPIDAMENTE, TUDO FICARÁ IGUAL, PARA PIOR...O CEMITÉRIO ESTÁ UMA "VERGONHA"...HÁ JAZIGOS EM PEDRA E MÁRMORE COM PORTAS EM ALUMINIO TIPO "MARQUISE"...É SÓ IR LÁ E VER!!!!!!!!!!!!

Anónimo disse...

Ainda sobre o CEMITÉRIO e sua (eventual) deslocalização total ou parcial:

Tratando-se consabidamente de uma matéria de relevante interesse local, deve ser objecto de REFERENDO LOCAL, nos termos da legislação vigente.

Em face da inércia autarquica ou do seu descrédito junto dos cidadãos, basta que 8% dos recenseados na respectiva circunscrição (pressupondo que a freguesia tem mais de 3750 cidadãos)requeira ao presidente da assembleia municipal a sua realização.

8% dos cidadãos eleitores recensados na área da freguesia podem convocar o referendo e