12.22.2009

Boas Festas

A todos os leitores e participantes deste blogue e a todos os que vivem e gostam do Litoral Alentejano, desejamos uma Boas Festas!

12.16.2009

Declarações de Vieira da Silva

Transcrevemos as declarações do ministro Vieira da Silav sobre o elefante branco chamado "Aeroporto de Beja", que poderia ser algo que servisse toda a nossa região Alentejo e em especial o litoral.
Mas não...é algo em que o Governo enterrou alguns milhões dos nosso euros e não sabe o que irá fazer com ele.
Só neste país!
"O Ministro da Economia considerou esta terça-feira que, mais cedo ou mais tarde, o aeroporto de Beja suscitará o interesse das companhias “low cost”. Vieira da Silva garante que com «persistência e imaginação» podem criar-se oportunidades para explorar a infraestrutura e torná-la interessante.
Vieira da Silva, garante acreditar que o aeroporto de Beja ainda vai suscitar o interesse das "low cost".
Confrontado com o desinteresse das companhias aéreas para as quais o aeroporto de Beja foi pensado, o ministro da Economia afirmou, esta terça-feira, que espera outra reacção por parte destas empresas, em concreto quando estiverem concluídos todos os investimentos previstos para o Alqueva e para o Litoral Alentejano.
«É uma infraestrutura que terá muito mais apetência quando se desenvolverem, na região e nas proximidades, destinos que tenham a capacidade de gerar muito mais fluxos regulares e importantes
. Refiro-me, por exemplo, à zona do Alqueva», explicou Vieira da Silva.
«Este não é um projecto que se desenvolva de um dia para o outro pois vai necessitar de um trabalho longo. De qualquer forma, esse trabalho está a ser feito», acrescentou.
Com quase um ano de atraso, as obras do aeroporto de Beja estão quase concluídas mas ainda não há operadoras interessadas. Entre as companhias “low cost” contactadas pela TSF, a Easyjet já garantiu que não pretende voar para a capital do Baixo Alentejo."

12.13.2009

A recuperação Castelo de Sines vence prémio do IHRU 2009

A recuperação do conjunto urbano do Castelo de Sines venceu o Prémio IHRU 2009 na categoria “Reabilitação Integrada de Conjuntos Urbanos”.
Atribuído pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), o prémio reconhece a excelência de um conjunto de intervenções promovidas pelo município de Sines no Castelo e envolvente, nomeadamente, a recuperação dos edifícios interiores para instalação do Museu de Sines, com projecto e coordenação do arquitecto Ricardo Estevam Pereira e co-financiamento do Programa Operacional da Cultura.
Mais do que os méritos desta obra isolada, este projecto congrega o esforço desenvolvido de dinamização cultural e social do Castelo e dos espaços urbanos envolventes, incluindo intervenções como a qualificação do Largo Poeta Bocage e a abertura de uma segunda porta na muralha este do Castelo e um programa cultural onde se destaca o Festival Músicas do Mundo e a actividade regular da Casa da Juventude, instalada no Largo. Este trabalho terá continuidade no Programa de Regeneração Urbana, a desenvolver a partir de 2010 na transformação da frente histórica marítima da cidade de Sines.
Os Prémios IHRU, na sua segunda edição, distinguem imóveis e conjuntos urbanos nas vertentes Construção e Reabilitação.
O júri é composto por representantes do IHRU, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas e das ordens dos Arquitectos e dos Engenheiros.
Além da categoria em que o conjunto urbano do Castelo de Sines venceu, foram atribuídos mais quatro prémios e oito menções honrosas nas categorias “Promoção Municipal e Regional”, “Promoção Privada”, “Promoção Cooperativa”, “Reabilitação Isolada de Imóveis” e “Reabilitação ou Qualificação de Espaço Público”.
O município de Sines já tinha sido agraciado com a versão anterior do prémio (Prémio INH – Instituto Nacional de Habitação), que em 2005 distinguiu o Bairro Municipal da Floresta como o melhor projecto candidatado na categoria “Promoção Privada”.
A cerimónia de entrega dos Prémios IHRU 2009 realiza-se no dia 4 de Dezembro, em Lisboa.

12.09.2009

Sessão de esclarecimento sobre a linha ferróviaria Sines-Grândola Norte II


Sessão de esclarecimento sobre a linha ferróviaria Sines-Grândola Norte

Da Associação REVER recebemos o seguinte comunicado, que transcrevemos, apelando à participação na sessão de esclarecimento que irá decorrer nas Relvas Verdes na próxima Sexta feira, dia 11 ás 21 horas.
É necessário que tenhamos toda a informação sobre um projecto que poderá alterar significativamente esta região.
Um facto é claro: quase todos os grande projectos tem passado ao lado, deliberadamente, da opinião e conhecimento das populações. Esperemos que não aconteça isto com mais este.

"A ASSOCIAÇÃO PROTECTORA DO MONTADO CONTRA A FERROVIA RELVAS VERDES/ GRÂNDOLA NORTE (REVER) é uma associação de direito privado, sem fins lucrativos, constituída como resposta à projectada linha ferroviária de mercadorias Sines - Grândola Norte.
O seu objectivo genérico é proteger, defender e valorizar a fileira do montado de agressões externas e da sua destruição pela acção humana, numa perspectiva ambiental, social, económica, interdisciplinar e integrada.
Igualmente promovendo e apoiando no âmbito local, regional, nacional e internacional, programas de acção, iniciativas e actividades que visem fomentar a Intervenção Social e Comunitária no sentido de apontar alternativas e evitar a decisão de construção da projectada linha ferroviária Sines/Elvas, no troço Relvas Verdes – Grândola Norte.
No entanto, e particularizando, existem muitos mais factores que justificam o nosso esforço e o desejo de abranger o maior numero de pessoas neste movimento popular.
A execução deste traçado irá ter um impacto fortemente negativo, que partindo do Porto de Sines e inflectindo na zona das Relvas Verdes para Norte irá desenvolver-se entalado entre Santiago e Santo André, prosseguir cortando entre os montados da serra e as planuras lagunares de Santo André e Melides, contornando os montados da Serra de Grândola.
Tentando elencar alguns dos aspectos negativos podem-se considerar que:
É um longo traçado em paisagem valiosa e que implica um alto custo em expropriações;
Destruição directa de cerca de 10.000 sobreiros, espécie protegida de alto valor comercial, paisagístico e ecológico
Destruição indirecta de um numero desconhecido de outros sobreiros pela devastação da sua envolvente, corte do suporte biofísico e ambiental;
É ecologicamente negativo como contraforte por detrás da área lagunar de grande importância para a avifauna;
É indesejável por cortar a ligação Santiago-Santo André e todas as ligações de Grândola ao litoral.
Corta ao meio diversas povoações como Vale Figueira ou Bairro do Isaías;
Não é aceitável ao lado do Hospital Regional;
Não é recomendável ao longo do Badoca Park;
Destrói centenas de habitações, algumas delas centenárias, ou outras de arquitectura de “autor”;
Acaba com várias unidades produtivas, que são o único sustento dos seus proprietários;
Danifica irremediavelmente as Quintas Históricas classificadas dos Escatelares – Santiago do Cacém;
Arrasa duas estações arqueológicas;
É um desastre político por voltar as costas ao Baixo Alentejo e conduzir o comboio por detrás do "biombo" das serras em direcção a Lisboa e Madrid;
É muito negativo para Ermidas/Alvalade por não considerar esses espaços como entrepostos tradicionais a desenvolver;
Não facilita a possibilidade de virar o crescimento logístico, empresarial e industrial de Sines para o interior, perpendicularmente à costa, estimulando um crescimento longitudinal;
Afasta Beja e o seu aeroporto do Porto de Sines em perto de 100%, no transporte ferroviário (de 80 km para cerca de 160 km);
Afasta igualmente o Algarve, nomeadamente Faro, de 220 km para 300 km;
Para minimizar os inconvenientes teria de prever túneis e viadutos que saem certamente muito caros;
Um dia teria de se pensar num novo ramal para ligar ao Algarve, o que agravava ainda mais as despesas a longo prazo;
E um dos aspectos mais negativos é a forma como o processo tem sido conduzido, no maior dos segredos, com um total desprezo pelas populações locais, agentes económicos e sociais, agricultores, instituições e autarquias.
A informação que existe é escassa, enganosa e não esclarece os desígnios e situação do processo.
A ASSOCIAÇÃO PROTECTORA DO MONTADO CONTRA A FERROVIA RELVAS VERDES/ GRÂNDOLA NORTE (REVER) não é contra a ligação ferroviária e está perfeitamente ciente da necessidade de escoamento das mercadorias de Sines e da ligação transversal ao interior do Alentejo e a Espanha.
Num altura de grandes dificuldades económicas e existindo já uma ferrovia que poderia ser beneficiada e alterada em troços pontuais, julgamos que seria um enorme dispêndio financeiro a execução deste troço totalmente novo.
Cremos que não foram estudadas as diversas opções, não houve uma reflexão profunda nem avaliadas as alternativas existentes.

Contactos:
aprotectoramontado@gmail.com

http://reveraferrovia.blogspot.com

96 569 2999/91 7344 202/96 806 0097"