11.10.2009

Conferência "Turismo na Península de Setúbal e Alentejo Litoral"

A Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal vai comemorar o seu vigésimo aniversário com um programa de animação destinado a “toda a população de Setúbal”. Segundo Maria João Carmo, directora da escola, o objectivo é o de “promover a escola e sinalizar a sua existência” de forma a possibilitar um futuro percurso “que se pretende diferente e inovador”.
Maria João Carmo afirma que a necessidade de interagir com a comunidade se prende com a sua defesa pessoal “pelas sinergias”, uma vez que acredita “que se faz mais e melhor em conjunto, comparativamente a quando se está só e isolado”. O programa de comemoração começa no dia 11 de Outubro com a “partilha de um bolo de aniversário de vinte metros com a população local, que vai ser transportado pelos alunos da escola até à praça do Bocage, onde também haverá uma degustação de chás e infusões”.
A directora da escola de hotelaria salienta também “a concretização de duas conferências muito interessantes, sob o mote Pensar Verde”. A primeira conferência, marcada para o dia 18, tem como tema “Turismo na Península de Setúbal e Alentejo Litoral” e pretende debater os novos desafios que se colocam actualmente na área do turismo, “nomeadamente as questões ligadas à formação especializada e seu possível valor acrescentado e sustentado”. A directora adianta a participação de “nomes importantes na área do turismo”, destacando-se a presença de Nuno Santos, membro da administração do Turismo de Portugal, e Joaquim Rosa Do Céu, presidente do Turismo Lisboa e Vale do Tejo.

3 comentários:

Anónimo disse...

É uma excelente iniciativa e tinha muito por onde discutir.
Penso que no nosso caso, no Litoral Alentejano, o caminho a seguir será de impedir o turismo de massas e deixar isto chegar ao que aconteceu no Algarve.
Apostar mais na identidade da região, na natureza, na cultura, etc. Pessoalmente não gosto da forma como evoluiram Milfontes nem o Porto Covo. Mas compreendo que a pressão imobiliária é muito grande junto das câmaras municipais.

F Lobo disse...

A grande questão que se coloca ao Litoral Alentejano será qual o modelo de turismo que pretende. Um turismo de massas como se prepara na Península de Tróia, com mais de 30.000 camas previstas ou um turismo mais selectivo, com qualidade, de nicho, eco friendly, na zona Sul?
E o interior, como pode beneficiar deste suposto afluxo de turistas (também não existem estudos sobre o aumento de visitantes e a sobrecarga sobre os equipamentos existentes), e como combater a sazonalidade, e como combater a publicidade negativa do complexo de Sines e ainda com esta trágica intenção de fazer uma linha férrea barreira.
Era importante uma reflexão conjunta e um documento unificador, mas concreto, não os estudos vagos do PENT ou do PROT Alentejo.

Anónimo disse...

Julgo que um determinado perímetro à volta de Sines, está praticamente queimado para o turismo tal é o peso industrial e de poluição existentes que lhes retirar qualquer capacidade de aproveitamento turistico. Num outro perimetro imediato, a dúvida e saber se não está sobre as influencias atmosféricas das emissões de Sines.
No resto da região do Alentejo Litoral existem ainda algumas áreas boas para explorar, mas é preciso juízo na dimensão dos projectos e tentar manter a identidade natural e paisagística desses locais sem grandes impactos, porque são essas caracteristicas que no futuro serão a sua mais-valia em termos de oferta comparativamente a outras regiões. Portanto, para o litoral alentejano seria de ter projectos mais pequenos, para um turismo ao alcance de todas as bolsas e não uma espécie de reservas de indios onde só entram ricos.