7.08.2009

LPN contra proposta de novo Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina

A Liga para a Protecção da Natureza (LPN) considerou hoje que a proposta de um novo Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina põe em risco as espécies e os habitats e “viola directivas internacionais”.
“A ser posta em prática a actual versão, que ainda é uma versão de trabalho deste plano, consideramos que ficam em risco os objectivos do parque e as espécies, os habitats e a paisagem”, afirmou Francisco Moreira, da direcção nacional da LPN.
Em declarações à agência Lusa, o dirigente ecologista disse que a LPN "pretende evitar que algumas das normas que existem neste plano sejam efectivamente postas em vigor”.“Tão graves são que podem levar à destruição de espécies e habitats protegidos por directivas comunitárias. Daí a nossa intenção de informar a Comissão Europeia, caso esta proposta vá para a frente, para a violação de directivas internacionais”, avançou.
A Liga "pretende alertar a opinião pública, a sociedade e também a União Europeia relativamente ao que se passa com a proposta que está em cima da mesa para o Plano de Ordenamento do Parque”, disse, aproveitando o Dia do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV), que se celebra hoje.
O dirigente da LPN considerou ainda que a actual proposta “recua” em relação ao Plano que está em vigor e “sugere que os valores naturais do parque podem ficar em risco”, identificando “a pressão turística” e a “rega na agricultura” dentro do Parque como “dois problemas graves”.
“O Parque tem dois problemas graves, entre outros, que têm a ver com a pressão turística no litoral e com a existência do perímetro de rega na agricultura dentro do Parque”, afirmou Francisco Moreira.“Nos últimos anos temos assistido a uma proliferação de aprovações de empreendimentos turísticos em áreas sensíveis e extremamente valiosas para a conservação da biodiversidade, como o Espartal e o Martinhal, a uma aposta continuada em práticas agrícolas intensivas de regadio e a um fechar de olhos à delapidação dos recursos marinhos”, alertou a LPN, em comunicado.
Segundo Francisco Moreira, “as propostas deste plano hipotecam as possibilidades de salvaguardar a conservação da natureza na área do Parque”.
Para a Liga, o futuro do PNSACV deve passar “pelo reforço” de medidas de protecção da natureza e da biodiversidade e pela “atribuição do estatuto de Parque Nacional”, numa zona que classifica como “uma das mais importantes áreas naturais costeiras do Sul da Europa”.
A LPN considera que o novo Plano de Ordenamento deve “impossibilitar a construção de empreendimentos turísticos fora dos perímetros urbanos” e “rejeitar a instalação de novos campos de golfe e de parques eólicos”.“Conciliar as práticas agrícolas com a conservação dos valores naturais”, “aumentar a área de Protecção Total” e “aumentar as áreas de protecção marinha para um mínimo de 30 por cento” são outras medidas que a Liga defende que devem constar no Plano de Ordenamento.
O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina estende-se entre a ribeira da Junqueira, em São Torpes, e a praia de Burgau, no Algarve, abrangendo os concelhos de Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo.
Ao ler esta opinião da LPN, difundida pela Lusa, ficamos um pouco confusos, porque se ouvirmos a opinião das autarquias, são contra esta versão do Plano, porque limita grandemente a construção e os novos empreendimentos. Se ouvirmos os agricultores, são contra a versão do Plano porque os limita nas suas práticas culturais, nas limpezas de mato e na possibilidade de alteração de culturas. Se ouvirmos os pescadores e afins, estão contra esta versão do Plano, porque limita as quantidades de pesca e as zonas a pescar.
Enfim, achamos que esta proposta de plano tem uma virtude: está toda a gente contra!
E apenas gostariamos que "o" Plano, aquele que venha a ser o definitivo tivesse em conta que as posições extremas apenas prejudicam o outro lado.
Ambientalistas versus quem vive no e do Parque Natural, autarcas versus quem gosta e aprecia a qualidade excepcional desta zona, etc.

4 comentários:

Anónimo disse...

Um artigo para despistar.Sobre o PROT Alentejo que vai criar imensos problemas nem uma palavra.Depois da Malhoa,para distrair, vem este artigo pois o blog já demonstrou que foi criado para dizer mal de Santiago do Caccem.Porque será que o blogger não consegue ver a situação na saude,a falta de médicos e de enfermeiros,os empregos precários aqui no HLA,as promessas do PS e do PSD sobre a maternidade, a situação nas urgencias e aquilo que ouvimos sobre défices brutais nos cuidados de saude.Ai,se não fossem as autarquias de Santiago,o nosso sindicato e algumas comissões de utentes !Ah!Fça-se justiça.E muito o papel do Partido Comunista.Se o blogger conseguir deixar de estar centrado em "fait-divers" para distraír os ignorantes e quer ajuda para falar na saude temos quem saiba.

Anónimo disse...

Quando a LPN em nome de um falso ecologismo e defesa da paisagem através do que está por detrás das suas ideias e propostas é a maior defensora de processos de criação de mais valias nos terrenos rusticos está tudo dito.Lamento que haja incautos como os autores do blog que os levem a sério...Ou talvez não e o interesse seja outro.Força Marreiros.Força Camilo.Força Zé Alberto.

Anónimo disse...

Claro, somos todos ignorantes e andamos todos distraidos caro anónimo das 12.34.
O PCP tem feito a sua luta, isso ninguém desmente e é pena que outros partidos não abracem também algumas dessas causas como a maternidade, a falta de estabilidade no quadro do HLA, a falta de médicos, de gnr's, mas há outras como as lamas oleosas que continuam por retirar, etc, etc.
Acho que este novo plano de ordenamento do parque natural tem pano para mangas, mas também não concordo com vários projectos turisticos no litoral alentejano que vão cobrir o verde da região com betão e mais betão. Esses pins são um autentico flop. E sobre o traçado da ferrovia, bem, seria de ter todos os autarcas ao lado de Carlos Beato lutando pela paisagem da região antes que se estrague o pouco que resta.

Anónimo disse...

em parte concordo com o autor do primeiro post com uma outra observação.Até hoje o blog não dedicou uma linha à situação de desemprego e de empregos precários no Litoral.Isto diz tudo sobre o alinhamento e conivencia politica com Alexandre Rosa,a.Frade,IEFP e a governação do PS que agravou o Código do Trabalho.Nada se passa nas empresas? Nada se passa na Repsol? Nada se passa entre os sub-empreiteiros?Tambem sou daqueles que considera que este blog foi criado unicamente com interesses convergentes do BE e do PS em Santiago do Caccem.O resto? O resto é areia para os olhos...