6.04.2009

Agora é o comboio I

Ainda não tinhamos acalmado depois de mais uma ameaça à zona dos Escatelares, em Santiago do Cacém, eis que surge mais uma...o novo traçado da linha Sines-Grândola!
Se estamos lembrados começou pelo hipotético traçado do IP8, depois pela variante do hospital do Litoral Alentejano e agora é a linha de comboio.
Começamos a pensar que existe alguma perseguição a esta zona!
O problema inicial reside na asfixia do porto de Sines em relação à saida de mercadorias pela via férrea, que tem alguma sinuosidade e inclinação entre Santiago e Ermidas, e que implica duas locomotivas.
Este problema resolvia-se com a construção de um túnel ferroviário neste troço.
Acontece que, como somos um país de fartos recursos, muito grande e pouco massacrado com estradas e obras públicas, algumas cabeças pensantes, sentadas em Lisboa, resolvem que o melhor é fazer uma nova via férrea!
Bom...as sugestões do traçado falam por si e deixamos à consideração das pessoas o impacto que isto irá causar, mas adiantamos já algumas observações:
Irá afectar o hospital doLitoral Alentejano, práticamente passando por cima!
Na zona das Relvas Verdes onde se localizará o nó do IP8 e da variante aohospital, ainda vai ter mais este nó rodoviário (será que vai sobrar algum espaço?)
Os traçados entram pela zona das Quintas Históricas, Vale Rainha, Vale de Grou, Badoca, Santa Cruz, Pedrógão, em cima da zona de abastecimento freático da Lagoa de Santo André, passa ao lado de Melides, contorna a Serra de Grândola e entronca na linha do Sul.
Vai rasgar os concelhos de Santiago do Cacém e de Grândola, criando uma barreira entre o interior e litoral (não esquecer que estamos perante uma linha de transporte de mercadorias de alta velocidade, com uma cadência de varios comboios por hora!).
Outra observação e talvez a mais chocante: o secretismo com que isto tem vindo a ser planeado. As autarquias pouco sabem, os locais na ignorância total, o muro de silêncio quando se pergunta as entidades oficiais, o próprio Porto de Sines colocado à margem, o desrespeito total pelas regras democráticas de transparência, de respeito ambiental e pelo dinheiro público.
É tempo de as populações locais e entidades regionais tomarem uma posição de força e impedir este verdadeiro abuso e a destruição de uma parte importante da nossa região.
Sigamos o exemplo do Presidente Beato e esperemos que outros tomem idêntica atitude!
http://alentejomagazine.com/2009/05/comboios-so-por-cima-do-meu-cadaver-e-que-se-mantera-tracado-da-linha-sines-espanha-carlos-beato-grandola/
O Litoral Alentejano não tem que sustentar as Motas e Coelhos e os desvarios do governo!

27 comentários:

Anónimo disse...

Simplesmente vergonhoso. Que se lixem as populações. Voltou o quero, posso e mando à boa moda do salazarismo.

Anónimo disse...

Por algum motivo ou erro meu o comentário que fiz anteriormente "apagou-se". Pelo tentarei reescrever o anterior.
O comentário refere o essencialmente o que acontecerá no C. de Santiago, no Concelho de Grândola o antentado/ desastre não será menor. Lamento e não compreendo porque razão os autarcas locais escamotearam da opinião pública o traçado de tal projecto de que têm quase certamente conhecimento desde há cerca de 2anos. Preocupa-me o facto de a posição agora assumida publicamente por Carlos Beato poder vir a ser tardia. Apelo à organização da sociedade civil de forma a ser possível travar tal projecto, que pode ser perfeitamente subsituido por um traçado alternativo (Sines-Ermidas) utilizando corredores já existentes, como é sugerido pelo Parlamento Europeu. Os interessados somos todos nós Portugueses porque se trata de delapidar património que é de todos, não devem considerar que é um prejuizo somente para aqueles que irão ter um pedaço de terra expropriado e casas demolidas. TODOS organizados e sem tornar esta cruzada numa luta partidária talvez consigamos que tal destruição avance.
Permita-me a sugestão de, se possível, publicar aqui os mapas do traçado proposto.
Os melhores cumprimentos a todos os Alentejanos e a Portugal, apelo à defesa de algo que pertence a todos.

Daskalos disse...

Para mim é muito vaga esta informação.
Gostaria de ter uma informação mais pormenorizada .
O assunto é sério demais!

Anónimo disse...

No comentário que enviei anteriormente sugeri a publicação dos mapas do traçado, verifiquei que já os têm no Blog.
Sugiro a leitura da seguinte legislação divulgada pela APA
CONVENÇÃO SOBRE ACESSO À INFORMAÇÃO, PARTICIPAÇÃO DO PÚBLICO NO PROCESSO DE TOMADA DE DECISÃO E ACESSO À JUSTIÇA EM MATÉRIA DE AMBIENTE.
Artigo 1.º
Objectivos
De forma a contribuir para a protecção do direito que qualquer indivíduo, das gerações actuais ou futuras, tem de viver num ambiente adequado à sua saúde e bem-estar, cada Parte garantirá os direitos de acesso à informação, participação do público no processo de tomada de decisão e acesso à justiça em matéria de ambiente, de acordo com as disposições desta Convenção

Artigo 2.º
Definições
4) «Público» define uma ou mais pessoas físicas ou jurídicas e, como definido na legislação ou prática nacionais, as suas associações, organizações ou grupos;
5) «Público interessado» designa o público afectado ou que possa ser afectado, ou que tenha interesse no processo de tomada de decisão; para os fins desta definição, as organizações não governamentais que promovam a protecção do ambiente e preencham quaisquer dos requisitos definidos na legislação nacional serão consideradas como interessadas.
http://www.apambiente.pt/Instrumentos/avaliacaoambientalestrategica/aplicacaodaAAE/Documents/ConvencaoArhus_ResolAR11_2003.pdf

Anónimo disse...

Queremos mais autarcas a seguir a posição do Beato. Haja coragem para isso srs presidentes de câmara, que foi para defender as populações que os srs foram eleitos.

Anónimo disse...

Depois de muito pressionado teve coragem! Agora haja também coragem e lucidez para o apoiar, e apoiar todas as iniciativas que vierem a ser tomadas em defesa do ambiente e dos concelhos do litoral, sem nunca cair na tentação de guerras partidárias e de discursos e posições eleitoralistas.
Comecemos todos a pensar na possibilidade da criação de uma associação de cidadãos que com ou sem apoio autárquico possa ser ouvida como entidade oficial. A contestação individual não tem qualquer enquadramento juridico.
Pelo Montado
Pelo Litoral Alentejano
Pelo ambiente
Pelo País

Anónimo disse...

Se pretenderem aceder a uma explicação técnica podem ouvir e ver o Prof. Nunes da Silva, por altyra da Discussão do PDM de Sines na página http://www.truveo.com/sess%C3%A3o-transportes-regionais-e-nacionais/id/3073722342
e tambem o mapa do traçado viável (slide nº21) na pág. http://www.sines.pt/PT/Viver/Urbanismo/revisaopdm/sessoestematicas/Documents/19-05-2008%20-%20Sess%C3%A3o%20Transportes%20Regionais%20e%20Nacionais-%20Apresenta%C3%A7%C3%A3o%20de%20Nunes%20da%20Silva.pdf

Pode se pesquisar na Net encontrar muitos outros pareceres técnicos contra o plano ferroviário. Parece-me que a tomada de posição de contruir esta nova linha é essencialmente politica e não técnica. Este é no parlamento Europeu o Eixo Prioritário nº16, e é subsidiado pela Comunidade, enquadra-se na Rede Transeuropeia de Transportes (TEN-T)

Anónimo disse...

No litoral alentejano não temos representantes das populações. Temos sim oportunistas que fingem representar as populações, mas que apenas olham para o seu umbigo e para a barriga dos partidos que os acolhem e elegem.

Anónimo disse...

Realmente não deixa se ser estranho este enorme muro de silêncio sobre este caso, que interfere directamente na vida das populações nomeadamente do autarca/emplastro de Santiago do Cacém. Mas já não é a primeira que isto acontece, o que é lamentável porque só se lembra das populações para pedir o voto.

Anónimo disse...

Tudo indica estar em curso mais um atentado gravissimo contra o litoral alentajano se este projecto se concretizar nestes moldes. E para isto ser travado, só o vejo através da mobilização das populações. Caso contrário, quando der-mos conta já está feito. Julgo que os lideres de opinião da nossa região devem empreender um conjunto de iniciativas para alertar as populações já que pelos vistos os nossos politicos estão-se a marimbar para isto e só têm olhos para a sua reeleição. Com excepção do Carlos Beato, que até agora é a única voz que se ouviu.

A Lobo disse...

Nesta série de interessantes e pertinentes comentários sugere-se a criação de associações de defesa, de informação sobre este assunto e demais questões que interfiram com as populaçãoes e seu património.
Tudo certo e com toda a razão .
Agora, só vejo "anónimos".
Como é que, só com "anónimos" se podem contactar os interessados e divulgar ideias que interessam a todos ?
De que é que têem medo quando o assunto é comum a todos ?
Vã-se criar associações de anónimos ?
O poder de quem quer ir para a frente com este projecto e esconder ás populações as suas verdadeiras intenções, fica-se a rir da "coragem" dos anónimos.

Anónimo disse...

É o processo continuo de betonar toda a região e não fosse isso já pouco ainda querem arrasar com o resto através deste traçado verdadeiramente mirabolesco. Já não sei onde é que esta região vai parar

Anónimo disse...

Temos sido um autentico el dourado para certos poderosos deste país, como a Sonae e outros, que lentamente estão a transformar o alentejo litoral num novo algarve e para a machadada final vem agora um traçado para uma linha férrea destruir o que resta da nossa paisagem e do nosso patrimonio natural e ambiental. Arre macho que é demais. Já fomos bonzinhos demais, nesta altura acho que já estamos a ser otários e trouxas.

Francisco Lobo de Vasconcellos disse...

É lamentável que se esteja a pôr em causa uma zona unica do ponto de vista paisagístico, ambiental, histórico e social.
Tem-se assistido a várias tentativas de "destruir" um conjunto singular no Alentejo.
Devemos esforçarmo-nos para manter as características especiais de toda esta área, que se estende de Santa Cruz/Ademas até às Relvas Verdes e que estão sob permanente ameaça.

Anónimo disse...

Sempre foi assim por cá, sem respeito nenhum por as pessoas, pelo património, por nada. Mas este caso é escandaloso demais para ficarmos calados.

Anónimo disse...

É caso para dizer "a saga continua". A delapidação das principais marcas genéticas deste território continuam a ser destruidas e pulverizadas por politicas erradas e por politicos incompetentes, alguns deles nem são de cá e nem sentem a região como nós que aqui nascemos, crescemos e vivemos geração após geração. Alguns deles há muito que deviam estar a léguas da região, tal é a sua incompetencia e falta de capacidade para gerir a coisa pública.

Anónimo disse...

Realmente é verdade: na ultima sessão do PDM sobre Património, quando alguém levantou esta questão,haviam de ver o vereador Beijinha a fugir à questão!

Anónimo disse...

Esse Beijinha não passa de um paraquedista que caiu na camara de Santiago que infelizmente não domina nem é especialista em nenhum dos pelouros que detém. Uma nulidade completa.

Anónimo disse...

Tudo o que é situações mais complexas, o habitual é a fuga para a frente no que toca à CDU. Julgo que já é mais do que tempo de mudar Santiago, e penso em nome dos interesses do concelho que era de colocar no terreno uma coligação PS / PSD ou PS / BLOCO para uma candidatura conjunta. Santiago necessita de mudar de politicos e sobretudo de politicas.

Anónimo disse...

Sou a favor de uma convergencia entre o PSP e PS para derrotar a CDU. Já chega de CDU.

Anónimo disse...

Respondendo ao anónimo das 9,23 diria que o que realmente interessava era uma alteração completa em todo o litoral alentejano noque diz respeito aos executivos camarários. Sines vive o momento que sabemos, com os principais candidatos completamente fora de prazo como é Francisco Pacheco, Manuel Coelho e Idalino José. Os três juntos não fariam o candidato ideal para Sines. Alcácer do Sal está mergulhado em incertezas com a barafunda que vai naquela câmara. Odemira parou no tempo. Grândola com Carlos Beato é um concelho adormecido e sem dinâmica. Santiago do Cacém com Vitor Proença e a sua trupe é um concelho adiado e gerido em cima do joelho com carradas de promessas, de projectos mas que nunca chegam a ser obra. No compûto geral o litoral alentejano está praticamente a balões de oxigénio e de politicas avulsas sem perspectivas de um futuro melhor.

Anónimo disse...

Em Santiago falta estratégia, falta rumo, falta gente capaz, e as principais potencialidades do concelho estão gravemente subaproveitadas por essas mesmas razões.

Anónimo disse...

A maior parte das pessoas dependem do emprego nas camaras, e os seus familiares também por isso é muito dificil ver a sociedade civil levantar-se em peso para exigir obras das camaras ou simples exigencias contra o poder central.

Anónimo disse...

FICO PERPLEXA COM ESTA NOTICIA. COMO É POSSIVEL NÃO HAVER NINGUÉM QUE COMBATA TUDO ISTO E HAVER TAMANHA PASSIVIDADE DOS NOSSOS ELEITOS POLITICOS. SERÁ QUE ESTÃO TAMBÉM ELES COMPROMETIDOS COM AS POLITICAS DO GOVERNO? ENTÃO APENAS O CARLOS BEATO É QUE REAGE? ENTÃO A ASSOCIAÇÃO DE MUNICIPIOSDO LITORAL ALENTEJANO NÃO TEM UMA PALAVRA A DIZER DISTO TUDO? SERVEM PARA QUÊ? ESTÃO LÁ A DEFENDER OS NOSSOS INTERESSES OU OS INTERESSES DELES E DOS AMIGOS E FAMILIARES A QUEM ARRANJAM SEMPRE UM TAXINHO? QUE FALTA DE VERGONHA É ESTA? O QUE A GENTE DEVIA FAZER ERA VOLTAR AS COSTAS AOS POLITICOS E MANDÁ-LOS ÀS MALVAS.

Nonô disse...

Em resposta a A. Lobo, aplaudo o seu comentário, eu própriairracionalmente enviei comentários anónimos. Vamos criar associações de defesa? Vamos! Vamos dar a cara sem medo? Vamos!
Então identifiquemo-nos desde já.
Leonor Machado

F Lobo disse...

É pena que se esteja a deixar destruir uma zona de tão grande qualidade ambiental, ecológica e patrimonial.
Esta zona das quintas e toda a base da Serra de Grândola é um conjunto único no Alentejo e um dos ex-libris do Alentejo Litoral.
É incompreensível esta persistência numa opção em que os agentes locais estão claramente contra e que vai ser um gasto excessivo de verbas e um rasgão na paisagem e nos nossos concelhos.

Anónimo disse...

Elegeram-nos agora aí têm os vossos politicos (chupistas)escondidos atrás de um muro de silêncio. No caso de Santiago continuem a votar nos comunas carreiristas que nem são de cá e aos poucos estão a dar cabo do que temos de melhor.