6.22.2009

"Gorjetas"

A exemplo do 10 de Junho, onde são distribuídas condecorações e ordens ("gorjetas" como alguém dizia em tempos) mas com a vantagem de estas serem conhecidas e públicas e não "gorjetas" escondidas nas negociatas que nos habituamos a presenciar, a Câmara Municipal de Santiago do Cacém resolveu ressuscitar as Medalhas Municipais ( eleições, a quanto obrigas) e arranjou uma lista extensa de pessoas e entidades a agraciar.
Da lista, que pode ser consultada em:
http://www.cm-santiagocacem.pt/Actualidade/Noticias/Paginas/CamaraatribuiMedalhasdeHonraeMeritoporocasiaodascomemoracoesdoDiadoMunicipio.aspx
e retirando 7 ou 8 nomes, grande parte deles são "agraciados" por méritos ou afinidades políticas, mais do que empenho ou valorização do Concelho e da região.
Era muito bom que a Câmara Municipal se apressasse a divulgar as biografias dos agraciados e os motivos que conduziram a tal distinção, porque, para nós, existem, nesta lista, "gorjetas" inexplicáveis.

6.18.2009

Candidatos alternativos II

A questão dos candidatos independentes, ou alternativos, que foi aqui lançada, foi de procurar saber se existem personalidades de valor para comandar os destinos das nossas terras, sem estarem agarrados a nenhuma força politica.
Entenda-se que não achamos que todos os politicos ou candidatos autárquicos apoiados por forças política são maus ou ineficazes.
Achamos que a sociedade civil, a população em geral, devia estar mais envolvida e mais participativa.
Ser mais fácil essa hipótese de existerem alternativas independentes.
Esse foi o intento desta "provocação".
E ao mesmo tempo realçar os capitais humanos da região.

6.15.2009

Candidatos alternativos

Fazemos hoje aqui uma sugestão e um desafio: Quem, dentro dos nossos concelhos, poderia ser um candidato autárquico independente, na verdadeira acepção da palavra?
Esqueçamos os politicos de profissão, os interesseiros, os aparelhistas e pensemos em pessoas que gostem das suas terras, dos seus concelhos, que tenham um bom percurso profissional, que não precisem da política para subir, trabalho feito em prol dos outros.
É um desafio interessante...

6.04.2009

Agora é o comboio II

Aqui estão mapas secretos...com melhor definição!
Quem não consiga visualizar poderá carregar com o botão do lado esquerdo do rato e salvar o documento.


Agora é o comboio I

Ainda não tinhamos acalmado depois de mais uma ameaça à zona dos Escatelares, em Santiago do Cacém, eis que surge mais uma...o novo traçado da linha Sines-Grândola!
Se estamos lembrados começou pelo hipotético traçado do IP8, depois pela variante do hospital do Litoral Alentejano e agora é a linha de comboio.
Começamos a pensar que existe alguma perseguição a esta zona!
O problema inicial reside na asfixia do porto de Sines em relação à saida de mercadorias pela via férrea, que tem alguma sinuosidade e inclinação entre Santiago e Ermidas, e que implica duas locomotivas.
Este problema resolvia-se com a construção de um túnel ferroviário neste troço.
Acontece que, como somos um país de fartos recursos, muito grande e pouco massacrado com estradas e obras públicas, algumas cabeças pensantes, sentadas em Lisboa, resolvem que o melhor é fazer uma nova via férrea!
Bom...as sugestões do traçado falam por si e deixamos à consideração das pessoas o impacto que isto irá causar, mas adiantamos já algumas observações:
Irá afectar o hospital doLitoral Alentejano, práticamente passando por cima!
Na zona das Relvas Verdes onde se localizará o nó do IP8 e da variante aohospital, ainda vai ter mais este nó rodoviário (será que vai sobrar algum espaço?)
Os traçados entram pela zona das Quintas Históricas, Vale Rainha, Vale de Grou, Badoca, Santa Cruz, Pedrógão, em cima da zona de abastecimento freático da Lagoa de Santo André, passa ao lado de Melides, contorna a Serra de Grândola e entronca na linha do Sul.
Vai rasgar os concelhos de Santiago do Cacém e de Grândola, criando uma barreira entre o interior e litoral (não esquecer que estamos perante uma linha de transporte de mercadorias de alta velocidade, com uma cadência de varios comboios por hora!).
Outra observação e talvez a mais chocante: o secretismo com que isto tem vindo a ser planeado. As autarquias pouco sabem, os locais na ignorância total, o muro de silêncio quando se pergunta as entidades oficiais, o próprio Porto de Sines colocado à margem, o desrespeito total pelas regras democráticas de transparência, de respeito ambiental e pelo dinheiro público.
É tempo de as populações locais e entidades regionais tomarem uma posição de força e impedir este verdadeiro abuso e a destruição de uma parte importante da nossa região.
Sigamos o exemplo do Presidente Beato e esperemos que outros tomem idêntica atitude!
http://alentejomagazine.com/2009/05/comboios-so-por-cima-do-meu-cadaver-e-que-se-mantera-tracado-da-linha-sines-espanha-carlos-beato-grandola/
O Litoral Alentejano não tem que sustentar as Motas e Coelhos e os desvarios do governo!