3.23.2009

Um convite


Mais uma discussão pública de um plano que irá condicionar o destino do Alentejo nos próximos anos.

Questionamo-nos sobre a utilidade destas discussões públicas numa altura em que as diversas entidades decidem a seu belo prazer, em que muitas das decisões são desligadas das realidades ou das reais vontades das populações, em que as vozes discordantes não se conseguem fazer ouvir, em que os municípios entram em conflito com a autoridade central e não conseguem fazer valer as suas intenções (que por vezes também obedecem a agendas pessoais ou partidárias).

Será que este modelo de fazer planeamento não estará esgotado?

Ou será que deve ser mesmo assim, confundir e baralhar para decidir?

Basta dar uma olhada na proposta do PROT ( em http://prot.ccdr-a.gov.pt/ ) para darmos de caras com um documento quase ilegível, cheio de "palha", de lugares comuns, de dados incorrectos e que no fim de tudo ficamos com uma sensação de "vazio, de perda de tempo e mais grave, de nenhuma melhoria para o Alentejo.




8 comentários:

Anónimo disse...

É isso e o orçamento participado, que servem apenas para distrair a populaça porque no essencial eles só fazem o que lhes dá votos.

Anónimo disse...

Se está cheio de incorrecção faça o faço de, como cidadão, exercer o seu direito à participação pública e apresentar uma contribuição nesse sentido.

lopes disse...

Caro amigo, deve saber bem o resultado e a consideração que são levadas as contribuições publicas.
Especialmente num documento tão "dirigista" como este, promovida por uma CCDR tão "controladora" como esta e apadrinhado por um governo tão "autoritario" como este.

Anónimo disse...

Não sei se esteve hoje na apresentação pública do PROTA no Piaget. Eu estive. E foi dito que 2/3 do parecer final da CMC foi considerado nesta versão. Agora amigo Lopes, se a sua posição é assumidamente derrotista então não vale mesmo participar na discussão pública.

Lopes disse...

Caro anónimo
Também lá estive.
E não sou derrotista, apenas acho este documento um mau documento, feito contra o que grande parte das populações desejariam, sem discussão prévia.
Não seria mais importante interessar as populações enquanto o documento está a ser trabalhado, elaborado (um pouco como se prevê que venha a ser a discussão do PDM ou como foi em Sines?) e não quando estiver terminado?
Se o amigo anónimo das 10.23 fizer um reparo para alterar qualquer coisa...acha sinceramente que a CCDRA irá mudar?
Eu acho que não! E se for contra as ideias que estes senhores tem (de acordo com a sua agenda pessoal e não com os interesses da região) ainda muito menos.
Mas felicito-o por partcipar,porque o problem é o habitual desligar das pessoas dos assuntos importantes.

Anónimo disse...

Sabe que o PDM de Sines teve 10 sessões temática em que poderia estar presente? Em Santiago já vai na 2ª?

Anónimo disse...

A maior parte da população é ignorante e têm problemas mais urgentes nas suas vidas como a falta de dinheiro, o desemprego, as pensões baixas pelo que se estão a marimbar ou interessadas neste tipo de problemas. O que é mau.

Lopes disse...

Sim, teve essas 10 sessões temáticas, um blogue e algumas reuniões sectoriais.
Eu estive presente em algumas.
Irei fazer o mesmo em relação a Santiago do cacém.
O problema que estamos aqui a discutir e que acho que ainda não percebeu é que até que ponto essa "participação pública" é depois levada em consideração e colocada em prática nos planos gizado por politicos, muitas vezes de duração limitada, carreiristas, oportunistas e sem ligação ás regiões.
Esse é o grande problema.