1.21.2009

Explicações aguardam-se...2

Judiciária fez buscas na Câmara de Odemira relacionadas com processos de obras.

Suspeitas apontam para a alegada existência de crimes de corrupção, peculato e abuso de poder praticados no anterior e actual mandato autárquico
Inspectores da Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF) da Polícia Judiciária realizaram ontem buscas no edifício da Câmara de Odemira, para a recolha de elementos sobre a gestão do anterior e actual mandato do presidente da autarquia, António Camilo (PS). O gabinete de informação e relações públicas da Câmara de Odemira confirmou ontem a presença dos inspectores da DCICCEF, considerando que se trata de uma visita que decorreu "dentro da normalidade" e que vem na sequência de outras investigações que elementos Polícia Judiciária já realizaram anteriormente no município do litoral alentejano.
O presidente da autarquia, António Camilo, citado pela agência Lusa, presume que as buscas realizadas pelas autoridades policiais possam estar relacionadas com dezenas de processos de licenciamento de obras particulares. O autarca adiantou à saída da assembleia municipal extraordinária de Odemira, que decorreu na freguesia de Sabóia, que se colocou "à disposição" das autoridades, a quem diz ter facultado "as melhores condições de trabalho" e recordou que um dos inspectores que se deslocaram à Câmara de Odemira já ali tinha estado "há uns meses, a pedir dois ou três processos relacionados com obras particulares", documentos que então "levou consigo". A Polícia Judiciária, admitiu o autarca, "talvez" tenha voltado para aprofundar a investigação, mas o socialista disse estar de "consciência tranquila". A acção dos inspectores ter-se-á estendido a vários domicílios particulares e ateliers de arquitectos, com base na suspeita de crimes "de corrupção, peculato e abuso de poder", explicando que a investigação agora em curso já estava a ser desenvolvida pela Polícia Judiciária "há algum tempo", para a qual terão contribuído algumas denúncias feitas por cidadãos que se dizem afectados por actos que consideram irregulares, praticados pela gestão de António Camilo, e relativos a projectos de obras particulares.A operação da Polícia Judiciária, de acordo com informações divulgadas ontem, poderá ter envolvido umas dezenas de elementos policiais, a maioria da DCICCEF, mas, segundo a Lusa, as diligências na câmara foram realizadas apenas por dois inspectores que se deslocaram "com um mandado" de busca. No entanto, à mesma hora estariam a decorrer também buscas "em casas particulares e ateliers de arquitectos".A Inspecção-Geral da Administração Local (ex-IGAT) detectou, ao longo dos últimos anos, várias irregularidades na gestão da Câmara de Odemira, ligadas ao licenciamento de projectos de obras particulares.
Seráque desta vez a investigação chegará a conclusões?
A situação da Câmara Municipal de Odemira e dos seus arquitectos há muito que já era noticia, sabendo-se de casos perfeitamente escandalosos de promiscuidade entre a actividade publica e privada.

1 comentário:

Anónimo disse...

Até que enfim que a PJ começa a dar sinais de vida por estes lados. Vamos lá se chegam a Grândola, e aos invesitmentos da Sonae