1.28.2009

Em Sines.

Aquilo que se vinha a comentar há algum tempo aconteceu: o Presidente da Câmara Municipal de Sines, Dr. Manuel Coelho desvinculou-se do PCP.
Afinal as moviemntações autárquicas não estão assim tão paradas e este acontecimento vem reequacionar o "xadrez" politico da região.
A nosso ver, e em nossa opinião, alguns dados:
Julgamos que o Dr. Coelho, se se recandidatar, voltará a ganhar.
E julgamos que melhor o faria se fosse como independente.
Será importante perceber quem, da actual equipa dele, o seguirá.
O entendimento politico e institucional que tem com Santiago do Cacém, um município PCP, e "cheio" de ortodoxos, irá sofrer alterações. Veremos o que acontecerá.
Também existirão alterações a nivel da AMLA, mesmo não havendo boas relações pessoais entre os presidentes da Câmara que lá tem lugar.
E um dado importante é o estado do PCP, ou seja, pelas declarações transcritas em baixo, mostram que é um partido retrógrado, sem um mínimo de ligação e respeito pelas populações e pelas realidades locais, em que apenas a disciplina partidária de obediência cega é reconhecida.
Poderá servir de lição á sobrante câmara comunista.
Transcrevemos algumas noticias dos jornais sbre este tema que ainda irá dar muito que falar.
Do Público:
Autarca de Sines sai do PCP, uma "organização estalinizada" com "disciplina de caserna"
Manuel Coelho, militante comunista há 35 anos, passa a ser independente; Jerónimo de Sousa responde-lhe que devia "devolver o mandato à CDU"
O presidente da Câmara de Sines, Manuel Coelho, que já se encontrava em rota de colisão com o Partido Comunista, anunciou ontem em conferência de imprensa, durante uma reunião extraordinária do município de Sines, que se tinha desvinculado do PCP no sábado, por estar farto de "recriminações e acusações" sobre o seu desempenho autárquico. Manuel Coelho era militante comunista há 35 anos. O autarca deste concelho de Setúbal passa agora ao estatuto de independente.O actual presidente da Câmara de Sines está prestes a terminar o seu terceiro mandato à frente da câmara do litoral alentejano. Nas autárquicas de 2005, a lista da CDU encabeçada por Coelho venceu com 54,7 por cento dos votos.Coelho revelou que a gota de água foi uma discussão que manteve com três dirigentes do partido, no passado fim-de-semana. O autarca de Sines afirma que era constantemente visado com "críticas e recriminações" que considerou "idiotas, absurdas, insuportáveis e não toleráveis", segundo a Rádio Sines. "Discurso retrógrado"Como exemplos dos "absurdos", Manuel Coelho lembrou as críticas de que foi alvo por estar presente nos "actos de cerimónia do primeiro-ministro" ou sobre "o que disse, ou quis dizer, em entrevistas sobre o interesse dos investimentos em Sines".Também o convite ao Presidente da República, Cavaco Silva, para estar presente em cerimónias oficiais no Castelo de Sines terá merecido reparos do seu partido, bem como as razões que terão levado o autarca a demitir "quadros superiores da câmara". Confrontado pelas observações críticas do partido que deixou de integrar, o autarca admitiu a necessidade que sentiu, ao fim de 35 anos, de fazer "uma análise dos fundamentos ideológicos, da estrutura, dos programas e das práticas políticas do PCP".A conclusão que retira, decorridos tantos anos de militância, é que o PCP "está impregnado de um conjunto de características típicas de organizações dogmáticas, com disciplina de caserna, que o tornam uma organização estalinizada, com práticas reaccionárias, envolvidas de um discurso pretensamente progressista, mas, de facto, retrógrado".Vereadores da CDU apoiamJerónimo de Sousa disse à Lusa que Coelho deveria "devolver o mandato à CDU". Durante uma visita à AutoEuropa, o líder comunista comentou ainda a hipótese de Coelho se recandidatar nas listas do PS: "Creio que de uma forma desdramatizada, tendo em conta o percurso dos últimos tempos em que [Coelho] se afastou claramente do projecto da CDU e, simultaneamente, o factor de aproximação ao PS (...) pode fazer a pergunta daqui a poucos meses que eu responderei com mais exactidão. O tempo, nestas coisas, clarifica."Em simultâneo com a resolução de abandonar o PCP, Manuel Coelho destituiu Albino Roque, militante comunista, do cargo de vice-presidente e retirou-lhe todos os pelouros. Outros vereadores eleitos nas listas da CDU, Carmen Francisco, Marisa Santos e António Nogueira, a quem foram atribuídas novas responsabilidades na gestão camarária, estão solidários com o presidente da câmara. Na reunião extraordinária estavam presentes dois vereadores do PS, com quem Manuel Coelho aprovou algumas propostas do executivo municipal contra os votos de vereadores da CDU.

Do Expressoonline:
Sines, Setúbal, 27 Jan (Lusa) - O presidente da Câmara Municipal de Sines, Manuel Coelho, eleito pela CDU, anunciou hoje a sua desvinculação do PCP, alegando "recriminações e acusações" do partido relativamente a decisões tomadas enquanto autarca.
"Tomei a decisão de me desvincular do PCP, no qual militava há mais de 35 anos", revelou hoje o autarca em conferência de imprensa, realizada no município.
Manuel Coelho, que está a cumprir o terceiro mandato à frente da câmara de Sines, disse ter comunicado pessoalmente, no sábado passado, a "três elementos dirigentes" do PCP, a sua decisão de se desvincular do partido.
"Esta decisão foi transmitida pessoalmente, sábado, após uma discussão semelhante a outras [ocorridas anteriormente] e que levou, inevitavelmente, a esta decisão", afirmou.
O autarca alega que, em reuniões partidárias, era alvo de "recriminações" e "acusações", as quais considera "absurdas, idiotas, insuportáveis e não mais toleráveis".
Como exemplo, Manuel Coelho disse ter sido questionado sobre os motivos pelos quais tem comparecido nos "actos de cerimónia do senhor primeiro-ministro" ou sobre "o que disse, ou quis dizer, em entrevistas sobre o interesse dos investimentos em Sines".
"Porquê o convite ao presidente da República para os actos inaugurais do Castelo ou porquê demitir determinados quadros superiores da câmara" foram outras das questões que, disse, têm sido suscitadas dentro do partido "ao longo dos últimos três anos", à sua gestão.
Estes factos, acrescentou, levaram-no a "uma análise dos fundamentos ideológicos, da estrutura, dos programas e das práticas políticas do PCP", com uma conclusão que motivou a desvinculação.
"Concluo que este partido está impregnado de um conjunto de características típicas de organizações dogmáticas, com disciplina de caserna, que o tornam uma organização estalinizada, com práticas reaccionárias, envolvidas de um discurso pretensamente progressista, mas, de facto, retrógrado", acusou.

1.27.2009

1º Encontro de Arqueologia e História de Alcácer do Sal

Está a programar-se, para os dias 22, 23 e 24 de Maio, a realização do 1º Encontro de Arqueologia e História de Alcácer do Sal, singelo mas bem sentido tributo a João Carlos Lázaro Faria, que mui precocemente nos deixou.
Como se escrevia em anterior mensagem, «o volume da nova documentação arqueológica exumada tem permitido o renovar do estudo desta importante urbe, que, dominando o rio Sado, logrou, com a sua sabedoria de séculos, efectuar um casamento perfeito entre civilizações e recursos económicos».
E acrescentava-se:
«Alcácer do Sal deteve sempre um papel indiscutível na história da Arqueologia portuguesa. Durante décadas, a actividade arqueológica neste concelho teve a colaboração de investigadores de renome nacional e internacional».
Fórum de debate e actualização da investigação efectuada na região, a iniciativa marca também o 1º aniversário da inauguração da Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal, onde convivem achados com mais de 2500 anos de intervalo entre si, e pretende ser, como se disse, homenagem ao Mestre João Faria, que dinamizou a recuperação das ruínas e a conversão da cripta para o turismo.
O programa incluirá, além das comunicações e de uma recriação histórica, a visita a sítios paradigmáticos do concelho: a vila do Torrão (Museu Etnográfico, Monte da Tumba…), a referida Cripta, a villa romana de Santa Catarina de Sítimos.
Os interessados em participar e em apresentar comunicação deverão contactar, para o efeito, a Dra. Marisol Ferreira, através do e-mail marisol-ferreira@sapo.pt

Hotel Vila Park recebe Prémio Turismo de Portugal

No decorrer da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), recebeu uma Menção Honrosa
O Passaporte Ambiental do Hotel Vila Park recebeu a Menção Honrosa da categoria Sustentabilidade Ambiental, no âmbito dos Prémios Turismo de Portugal 2008, entregues numa cerimónia, no passado dia 21 de Janeiro, no decorrer da BTL.
A distinção atribuída reconhece o contributo para a qualificação do turismo nacional e para a notoriedade de Portugal como destino turístico de excelência.
Trata-se do reconhecimento público de um dos hotéis mais amigos do ambiente de Portugal, que desde 2007 tem vindo a conseguir atingir elevados standards de desempenho ambiental, conforme reconhecem as diversas certificações e galardões ambientais conseguidos, nomeadamente:
- ISO 14001 – obtida em Fevereiro/07 e que tornou o hotel no primeiro hotel de três estrelas do País com esta certificação;
- Chave Verde – desde Julho/07;
- Carbon Free - programa de gestão voluntária de carbono (GVC), tendo contribuído para a reflorestação de 10.228 árvores em 2007 e 11.588 em 2008;
- ECO-HOTEL(TÜV) – desde Janeiro/09;
- Rolhinhas – programa de recolha e reciclagem de rolhas de cortiça;
- Save Miguel – no âmbito desta campanha plantou 10 sobreiros.

1.22.2009

Alguém nos pode esclarecer....

Quem é um Sr. José Ferro?
De algumas semanas para cá tem sido presença constante nos meios de comunicação regionais e nacionais.
Do que se consegiu perceber é militante do PCP há 15 anos (será que ja entra na categoria de "histórico"?), fundou uma Comissão de Utentes dos Serviços Publicos de Santo André e não se lhe sabe mais nada em prol do Concelho ou da Região.
Está zangado com os seus camardas de partido e desde então tem sido uma figura publica.
Algumas questões:
1) Agradecemos informações mais detalhadas sobre o referido senhor e da sua actuação em prol da comunidade e da Região.
2) Zangas domésticas e partidarias resolvem-se em casa. Não deveriam ser na praça publica.
3) Porquê este tempo de antena?
4) E porquê ao PCP?
5) Será que os orgãos de comunicação social não tem mais nada para noticiar? Será que não se passa nada de interessante na nossa região?
Nada nos move contra este senhor...apenas achamos estranho.
Só isso.

1.21.2009

Explicações aguardam-se...2

Judiciária fez buscas na Câmara de Odemira relacionadas com processos de obras.

Suspeitas apontam para a alegada existência de crimes de corrupção, peculato e abuso de poder praticados no anterior e actual mandato autárquico
Inspectores da Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF) da Polícia Judiciária realizaram ontem buscas no edifício da Câmara de Odemira, para a recolha de elementos sobre a gestão do anterior e actual mandato do presidente da autarquia, António Camilo (PS). O gabinete de informação e relações públicas da Câmara de Odemira confirmou ontem a presença dos inspectores da DCICCEF, considerando que se trata de uma visita que decorreu "dentro da normalidade" e que vem na sequência de outras investigações que elementos Polícia Judiciária já realizaram anteriormente no município do litoral alentejano.
O presidente da autarquia, António Camilo, citado pela agência Lusa, presume que as buscas realizadas pelas autoridades policiais possam estar relacionadas com dezenas de processos de licenciamento de obras particulares. O autarca adiantou à saída da assembleia municipal extraordinária de Odemira, que decorreu na freguesia de Sabóia, que se colocou "à disposição" das autoridades, a quem diz ter facultado "as melhores condições de trabalho" e recordou que um dos inspectores que se deslocaram à Câmara de Odemira já ali tinha estado "há uns meses, a pedir dois ou três processos relacionados com obras particulares", documentos que então "levou consigo". A Polícia Judiciária, admitiu o autarca, "talvez" tenha voltado para aprofundar a investigação, mas o socialista disse estar de "consciência tranquila". A acção dos inspectores ter-se-á estendido a vários domicílios particulares e ateliers de arquitectos, com base na suspeita de crimes "de corrupção, peculato e abuso de poder", explicando que a investigação agora em curso já estava a ser desenvolvida pela Polícia Judiciária "há algum tempo", para a qual terão contribuído algumas denúncias feitas por cidadãos que se dizem afectados por actos que consideram irregulares, praticados pela gestão de António Camilo, e relativos a projectos de obras particulares.A operação da Polícia Judiciária, de acordo com informações divulgadas ontem, poderá ter envolvido umas dezenas de elementos policiais, a maioria da DCICCEF, mas, segundo a Lusa, as diligências na câmara foram realizadas apenas por dois inspectores que se deslocaram "com um mandado" de busca. No entanto, à mesma hora estariam a decorrer também buscas "em casas particulares e ateliers de arquitectos".A Inspecção-Geral da Administração Local (ex-IGAT) detectou, ao longo dos últimos anos, várias irregularidades na gestão da Câmara de Odemira, ligadas ao licenciamento de projectos de obras particulares.
Seráque desta vez a investigação chegará a conclusões?
A situação da Câmara Municipal de Odemira e dos seus arquitectos há muito que já era noticia, sabendo-se de casos perfeitamente escandalosos de promiscuidade entre a actividade publica e privada.

Explicações aguardam-se

Câmara de Sines autoriza construção de uma casa em cima de falésia instável

O alvará de loteamento prevê uma área de construção de 213 metros quadrados com um piso e sem cave. A obra em curso apresenta três pisos, cave e piscina em terreno municipal
Na encosta que ladeia a Avenida Vasco da Gama, em frente ao Pontal, em Sines, não é indiferente a quem circula por esta artéria que margina o porto pesqueiro a construção de uma moradia que, à distância, parece encavalitada na ponta falésia com mais de 30 metros de altura.
Dificilmente haverá em Sines quem desconheça a celeuma à volta da obra autorizada, pela autarquia, na Quinta de Santa Catarina, antiga propriedade da família do poeta Alberto Pidwell Tavares (Al Berto), num local privilegiado pela soberba panorâmica que oferece sobre o oceano. A localização e volumetria do edifício na falésia, que um estudo do Centro de Geologia de Santo André, a pedido do município de Sines, considerou ser uma área "instável do ponto de vista geológico", suscita fortes interrogações na cidade e na Sociedade de Urbanização da Quinta de Santa Catarina.As conclusões do estudo forçaram autarquia a realizar obras de "recuperação e consolidação da rocha, para evitar a desagregação e a precipitação de pedras", segundo uma informação camarária, que contabiliza o investimento de 140 mil euros no muro de suporte.
José Carlos Guinote, da sociedade urbanizadora, reagindo às críticas que lhe têm sido endossadas por residentes e instituições de Sines, partilha das apreensões em relação a uma obra cuja construção já implicou a demolição de parte da falésia.Não consta do alvará
A obra "desrespeita grosseiramente o alvará de loteamento em vigor, ao triplicar a área de construção e acrescentar alguns pisos aos legalmente autorizados", acusa Guinote, garantindo que a construção "está implantada num local proibido face a uma permuta de terrenos realizada em 2001 entre a câmara e a sociedade urbanizadora que previa o afastamento do lote 15, cerca de 20 metros, em relação à falésia".Neste sentido, o alvará de loteamento foi alterado para "criar uma faixa de protecção entre o limite dos lotes e a falésia", seguindo as recomendações do Centro de Sistemas Urbanos e Regionais do Instituto Superior Técnico, observa Carlos Guinote.
O organismo elaborou várias propostas de localização do lote 15 e uma delas foi aceite pela sociedade e aprovada pela câmara. Para além do recuo do lote em relação à falésia, as partes aceitaram a manutenção da área de construção do lote 15, que ficou dividida por dois pisos.Quando a obra foi autorizada, em Abril de 2007, verificou-se que o projecto de arquitectura contempla, afinal, uma cave com 161 metros quadrados e três pisos com uma área de construção total superior a 600m2. Além destas alterações, a casa está implantada sobre a faixa de protecção à falésia criada através da permuta, que passou para o domínio público municipal e se destinava ao circuito pedonal ao longo da Av. Vasco da Gama.Além disso, o lote da polémica construção tem, agora, 780m2, quando no alvará estão inscritos 590,6m2.
Carlos Guinote observa que a moradia "não está prevista no alvará de loteamento" da sociedade de urbanização, "nem na alteração do mesmo alvará já aprovada pela Câmara de Sines e a aguardar registo". O responsável não compreende como é que uma faixa de terreno permutada pela sociedade para fazer parte da faixa de protecção da falésia, "acaba nas mãos da empresa Coibal-Construções Irmãos Barbosa para aí construir a sua casa quando isso é expressamente proibido, quer pelo alvará em vigor, quer pela alteração aprovada pela autarquia".A moradia está ainda transformada numa "barreira de betão" com sete metros de altura que tapa as vistas do mar aos residentes noutros lotes da Quinta de Santa Catarina. A Câmara de Sines, após três semanas, não respondeu às questões colocadas pelo PÚBLICO. A empresa Coibal só estará disponível para comentar o assunto a partir de 2 de Fevereiro.

1.06.2009

Para 2009 (II)

As grandes obras anunciadas e que iriam trazer riqueza, empregos e visitantes (turistas) à região afinal não são aquilo que nos foi apregoado.
Os famosos PIN's da Costa Terra e Pinheirinho estão a braços com queixas na Comissão Europeia, ambientalistas, obras paradas, irregularidades várias...o mesmo se murmurando acerca dos projectos da Comporta.
Tróia vai avançando a custo mas vendas poucas.
As outras grande obras afinal são aumento da refinaria da Galp, da Repsol, a construção da fábrica da Artenius ( também a braços com a crise financeira), ou seja, afinal será mais poluição, e alguns (poucos) empregos.
Parece que o IP 8 irá arrancar, mas sobre a via férrea nada se fala, um espesso manto de silêncio.
A praga do nemátodo avança sem controlo e também sobre este tema nada se fala e nada se vê fazer. Talvez quando não houver um pinheiro bravo na região seja tarde de mais!
Os monumentos e centros históricos, tal como a paisagem rural, estão a abandono ou a sofrer uma destruição progressiva.
A oferta cultural continua fraquinha e sem perspectivas, salvo algumas excepções: Festival Músicas do Mundo, a Cripta em Alcácer, o novo Museu de Sines.
Santiago do Cacém irá continuar a apagar-se no panorama cultural?
Sines e Grândola irão continuar reféns das grandes empresas e dos "apoios" por elas concedidos?
Miróbriga continuará ao abandono?
E o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina continuará a ser um factor de imobilismo e favorecimento de alguns?
E será que os PDM's de Sines e Santiago do Cacém verão a luz do dia? E que surpresas irão conter?
Continuaremos com questões, dúvidas e cahmadas de atenção para 2009....agradecemos a vossa colaboração para enriquecer o debate.

1.05.2009

Para 2009....

O ano de 2009 adivinha-se agitado!
Com tantas eleições, a crise geral mundial e em particular o agudizar da crise nacional, a depressão geral, são factores que nos fazem olhar com especial atenção e apreensão para o futuro mais próximo.
Na nossa região, a nosso ver, existem alguns temas que vão, certamente, ocupar as nossas mentes e conversas:
As eleições autárquicas, as grandes obras previstas ou em curso e a falta de estratégia regional.
Sobre as eleições autárquicas não se vislumbram grandes mudanças. Tal como no país, não existem oposições fortes e credíveis, mesmo quando os elencos autárquicos são de fraca qualidade.
Em Alcácer do Sal, tudo aponta para a manutenção, tal como em Grândola. Os actuais autarcas, apoiados em projectos turísticos megalómanos, mas que vão financiando as obras de "regime" e vão dando "pão e circo" aos locais, certamente irão manter-se sem grandes alterações...e enquanto houver costa e terrenos para betonar assim será.
Em Santiago do Cacém tudo aponta para a manutenção, com uma oposição fraca e apagada. A grande dúvida será o nº 2...será que Vitor Proença irá deixar cair a opaca Vereadora da Cultura Santos (que cultura não tem nenhuma) e promover o Vereador Beijinha?
Vamos ver como o autarca que melhor domina a comunicação social irá gerir esta situação.
Em Sines, a oposição é um pouco mais activa, mas ainda assim julgamos que sem um nome à altura para destronar o PCP da Câmara Municipal.
Tempos atrás falou-se da não recandidatura de Manuel Coelho, mas o apelo ao poder é maior que a vontade de retirar e julgamos que irá continuar. Põe-se também o problema do nº 2, com a estrela em ascenção Marisa Santos bem colocada. E os dilemas de Sines continuarão, com o dificil equilíbrio entre a indústria poluidora e o turismo de praia.
Odemira continuará a sua versão de orgulhosamente sós, com uma realidade diferente, tentando evitar que o concelho se transforme numa faixa habitada no litorla e um deserto no interior. Será que o Presidente Manuel Camilo vai conseguir, visto que a oposição também não apresenta alternativas fortes?
Sobre este e os outros temas voltaremos em breve.