12.24.2008

Um presente (envenenado) de Natal?

Do jornal "Público" retiramos a seguinte noticia:

"Resíduos de hidrocarbonetos contaminaram solos junto ao aquífero municipal de Sines.
Análises efectuadas à água de captações para o abastecimento às populações levam a autarquia a recorrer às autoridades judiciais.
A Câmara de Sines vai fazer uma participação ao Ministério Público na sequência de uma contaminação de solos junto ao aquífero municipal, anunciou ontem o executivo em nota enviada à imprensa. Em Novembro, a Aicep Global Parques, responsável pela Zona Industrial e Logística de Sines, revelou ao presidente da câmara a existência de deposições de resíduos de hidrocarbonetos que originaram a contaminação dos solos situados junto à Repsol e admitiu ainda uma possível contaminação de águas do aquífero mais próximo do local.

A autarquia garantiu que tomou todas as medidas consideradas adequadas à situação, nomeadamente solicitando à administração das Águas de Santo André (ASA), que gere os sistemas de abastecimento de água de consumo doméstico nos centros urbanos envolventes, a realização de análises à água para consumo humano que vem dos furos de captação próximos do local onde terá ocorrido a contaminação de solos.~
De acordo com o presidente da câmara, Manuel Coelho, o resultado de uma das análises revelou "uma quantidade excessiva de hidrocarbonetos totais". Uma outra análise, cujo resulto foi anteontem conhecido pelo executivo, e que dizia respeito aos valores dos hidrocarbonetos dissolvidos, mostrou valores normais.
Embora o resultado das restantes análises pedidas, e que são mais complexas, ainda não seja conhecido, o executivo decidiu suspender a captação de água nos furos geridos pela autarquia e o abastecimento da cidade de Sines está agora a ser assegurado pela ASA, a partir das suas captações em Santo André, e vai manter-se assim por precaução, enquanto não houver certezas sobre a existência de resíduos de hidrocarbonetos na água para consumo humano da população de Sines.
A Agência Portuguesa do Ambiente, a Inspecção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território, a Administração Regional Hídrica do Alentejo, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, o Ministério do Ambiente e o Instituto da Água foram as entidades, com competências nesta área, que a autarquia decidiu contactar, com vista ao apuramento de responsabilidades.O presidente da autarquia referiu ainda que pretendem que o Ministério Público tome as diligências necessárias para se saber quem fez os depósitos, quando e há quanto tempo. "

8 comentários:

Anónimo disse...

De facto vem numa boa altura. Que vergonha, pena tenho eu de não poder imigrar para fora de sines porque se fosse mais novo outro galo cantaria.

Ponto Verde disse...

Boas Festas!

Anónimo disse...

A câmara de sines tem tido muitas culpas em muitas coisas ao longo destes anos. Mas quem vai buscar subsidios gordos com uma mão não pode usar a outra para acusar estas empresas fora as coisas da responsabilidade da câmara como as descargas na ribeira dos moinhos.

Anónimo disse...

Quando começarem a disparar os casos de cancros em Sines já vai ser tarde, porque não é nestas situações mas em muito pelo ar que respiramos mas parece que ninguém preocupado com isso. Até porque em Sines não há partidos politicos, está tudo morto.

Anónimo disse...

Empresas assassinas na impunidade e um executivo camarário verdadeiramente refém de algumas verbas que recebe e sobre refém da incompetência que grassa na câmara. Tenho dito!

Anónimo disse...

Assuntos desta seriedade são tratados com demasiada leviandade e impunidade pelos poderes responsáveis da região. Uma vergonha!

Anónimo disse...

Viva o regabofe em que se transformou a região e que apareça quem ponha mãos nisto

Anónimo disse...

Sines volta a captar água na zona industrial


A Câmara Municipal de Sines divulgou, terça-feira, um comunicado onde refere que os resultados das análises efectuadas à água destinada para consumo humano proveniente dos furos de captação próximos da Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS) comprovam que estão "dentro dos limites legais".
Os resultados revelam que as deposições de resíduos industriais com hidrocarbonetos detectadas nas quatro captações próximas da ZILS "apresentam valores admissíveis de hidrocarbonetos dissolvidos e/ou emulsionados, nos termos da legislação em vigor".
O comunicado da autarquia salienta que os resultados das análises feitas pelo laboratório da EPAL - Empresa Pública de Águas Livres, conhecidos a 29 de Dezembro de 2008, "mostram que dois dos furos apresentam valores iguais ou inferiores ao limite de quantificação (10 microgramas por litro) e que os outros dois furos apresentam o valor de 13 microgramas por litro".
Estes dados comprovam, segundo a autarquia, que "todos estes valores" estão situados muito abaixo do máximo permitido por lei: 50 microgramas por litro.
Perante esta informação, a Câmara de Sines e a Autoridade de Saúde do Concelho de Sines "decidiram-se pelo retomar da captação de água para fornecimento à população" nas duas captações designadas EGC1 e EGC3, mas adianta que o abastecimento que está a ser assegurado pela empresa Águas de Santo André (AdSA) vai manter-se "em parte".
Nas outras captações de água (EGC2 e JKC1), os valores de hidrocarbonetos dissolvidos e/ou emulsionados, "embora muito inferiores aos limites da lei, são ligeiramente superiores ao que tem sido o padrão da qualidade da água" captada para a rede municipal de abastecimento da rede pública".
Colocada perante este conicionalismo, a autarquia de Sines decidiu "não retomar a captação de água nestes dois furos, enquanto não forem conhecidos os resultados de novas análises laboratoriais", que poderão ser conhecidos no decorrer das próximas semanas.
A autarquia diz ainda que "formalizou" a 30 de Dezembro uma participação ao Ministério Público sobre o caso, acompanhada de um conjunto de factos "susceptíveis de configurar um crime de poluição", solicitando uma investigação "para o apuramento de responsabilidades em eventual processo-crime".

A suspensão do abastecimento de água à população, na passada semana, resultou da contaminação de solos - próximos do aquífero municipal localizado junto à refinaria da Repsol - provocada pela deposição de 50 mil m3 de resíduos de hidrocarbonetos. Os resíduos eram provenientes da refinaria, que está a proceder à ampliação das suas instalações.