12.10.2008

O Projecto de Regeneração urbana vai avançar em Santo André

Vila Nova de Santo André é a única cidade do Litoral Alentejano a ver a sua candidatura aprovada ao Programa Integrado de Qualificação Urbana, que faz parte do instrumento de política Parcerias para a Regeneração, decorrente da nova Política de Cidades Polis XXI.
O programa será financiado através de recursos do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) ao abrigo do Programa Operacional Regional do Alentejo e cujo montante elegível aprovado é na ordem dos 6,5 milhões de euros, com comparticipação do FEDER de 4,112 milhões de euros. De acordo com o autarca Proença, a aprovação da candidatura que vai requalificar Vila Nova de Santo André nos próximos três anos "significa a persistência da câmara, que nunca desistiu da candidatura e representou pela primeira vez a atribuição de fundos estruturais para Santo André, cidade onde reside a larguíssima maioria dos trabalhadores do Complexo Industrial de Sines".
O protocolo da aprovação da candidatura foi já assinado na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, o que para Jaime Cáceres, presidente da Junta de Santo André, constitui um momento "histórico, tendo em conta que pela primeira vez foram conseguidas verbas comunitárias para regenerar a cidade".
As mudanças esperadas com a utilização destes fundo são muitas e Jaime Cáceres adianta que "o Bairro da Atalaia, Pôr-do-Sol e o Bairro Azul vão ser requalificados, assim como o Parque Central da Cidade".
De igual modo "existirá uma ciclovia muito importante para a mobilidade e será construído uma lar para os idosos com jardim de infância, uma Academia Sénior de Artes e Saberes e um investimento importante no abastecimento de água ao Bairro da Petrogal", disse o autarca.A candidatura liderada pela Câmara de Santiago do Cacém foi entregue a 28 de Agosto e, de acordo com o presidente da autarquia, "tratou-se de uma candidatura bem fundamentada e com fortes parcerias". Ainda assim, o projecto inicial envolvia um montante global de dez milhões de euros, 17 por cento comparticipados pela autarquia, 70 por cento com financiamento comunitário e o restante com financiamento privado, mas a candidatura acabou por sofrer um corte no seu financiamento por um dos projectos não ter sido integrado.
O Programa Integrado de Qualificação Urbana de Vila Nova de Santo André representa o primeiro instrumento de planeamento integrado de que a cidade de Santo André dispõe desde que o Gabinete da Área de Sines (GAS) foi extinto, no final dos anos 80, sendo por isso encarado como estruturante e decisivo para a consolidação da sua trajectória recente de evolução e para a definição de novos rumos e desafios de desenvolvimento.
A grande questão que se põe é a já conhecida falta de competencia e de gosto dos técnicos camarários na elaboração de projectos e de acompnhamneto de obras.
Aguardemos com expectiativa!

6 comentários:

Anónimo disse...

Outra grande questão que se põe, é saber daqui a quanto tempo é que tudo isto fica à vista porque a cãmara tem uma velocidade cruzeiro tipo caracol para pequenos projectos, o que fará tudo isto. Daqui a 5 anos estará tudo feito?

Anónimo disse...

Nunca vi um projecto desta envergadura neste concelho, pelo que tenho grande curiosidade em ver a sua execução. Espero não ficar defraudado, mas se ficar não será nenhuma surpresa. Por fim, também começo a notar uma diferença muito grande entre o que esta câmara faz nas freguesias de Santiago Cacém e de Santo André e no resto do concelho. Penso que as pessoas das freguesias rurais têm toda a razão porque nota-se que há descriminação nos investimentos municipais o que muitos entendem ser uma verdadeira caça ao voto, onde eles estão mais concentrados (Santiago e Santo André).

ermidense disse...

Nem mais amigo anónimo. Quem vive em Ermidas, Alvalade, etc, sente bem isso na pele, porque nas freguesias do interior do concelho só chegam bagatelas para tapar os olhos aos tordos ao passe que para santo andré e santiago são sempre mais beneficiadas com as maiores obras. Olhe o cine-teatro de ermidas, sem telhado e em ruina completa onde a câmara promete mas não faz nada. Mas para santiago e para santo andré aparecem sempre muito dinheiro para piscinas, bibliotecas, pavilhões, e outras infra-estruturas de grande despesa, sim penso que há descriminação no tratamento das freguesias e um desenvolvimento muito desequilibrado em todo o concelho,mas sabe, para eles se aguentarem no poder têm que trabalhar nos locais onde há mais votos

crescer disse...

Preso por ter cão e preso por não ter

Anónimo disse...

VOU ESPERAR PARA VER SENDO CERTO QUE DUVIDO MUITO QUE NOS PRÓXIMOS DOIS, TRÊS ANOS ESTEJA ALGO FEITO

Anónimo disse...

Só para alertar lembram-se dos projectos em parceria com a Cultideias, Morreram! Assassinato ou suicídio?
Onde vão ficar eles agora, na gaveta?
Auditório?
Black Box?
Sala de Exposições?
Incubadora de indústrias culturais?

Pois é, mais uma oportunidade perdida. Onde está a Cultura?