11.28.2008

Novamente o nemátodo

Voltamos a este tema porque é visivel a cada dia que passa o que está a contecer nesta região com a praga do nemátodo...mas julgamos que somos os únicos que chamam a atenção e comentamos esta calamidade!
Das várias entidades apenas e só silêncio.
Talvez quando Santo André estiver no meio de areia sem árvore ou que comece a haver desemprego e falência na industria florestal e madeireira, ou a paisagem fique irreconhecível talvez se comece a ouvir alguma coisa.
De um artigo do "Público retiramos o seguyinte: "Bruxelas pressiona Lisboa por causa do nemátodo, onde um estudo para a Comissão avalia o bloqueio à saída de produtos de madeira do país, o que limitaria as exportações que usam paletes.
A Comissão Europeia (CE) está a avaliar os impactos de bloquear a saída de Portugal de madeira de pinho, quer seja tratada ou não, por causa do nemátodo do pinheiro. A medida implicaria, na prática, um bloqueio comercial já que a maioria das exportações é expedida em paletes ou caixotes de madeira. Poucos acreditam que este passo seja dado, sobretudo desde que se soube que também já há casos em Espanha, entendendo este movimento como mais uma pressão de Bruxelas para que o país tome acções efectivas.

A exportação de madeira não tratada já está proibida desde que todo o país foi declarado como afectado pelo nemátodo, na Primavera. Mas é permitida desde que haja tratamento térmico dos produtos, o que obriga a que seja emitido um certificado. Porém, têm surgido notícias de que paletes que ostentam esta certificação aparecem contaminadas, como aconteceu recentemente na Suécia.
O que faz com que os outros países comecem a olhar com desconfiança para a real eficácia das restrições impostas. E os leva a pressionar a CE para que endureça a sua posição relativamente a Portugal. Até porque o risco para a Europa é enorme. Como ontem explicou Edmundo Sousa, do Instituto Nacional de Recursos Biológicos, num seminário que decorreu em Coimbra sobre o nemátodo, o pinho silvestre, predominante em grande parte da Europa, é mais susceptível à infecção que o nosso pinheiro-bravo. Além disso, enquanto em Portugal existe apenas um insecto que transporta o nemátodo de árvore em árvore, no resto do continente há mais duas espécies. O que aumenta a sua vulnerabilidade. Face a isto, a CE encomendou um estudo, a ser concluído no próximo dia 2, para avaliar os impactos económicos e ambientais de dois cenários extremos: o levantamento das medidas restritivas a Portugal, deixando o problema espalhar-se pela Europa; ou a imposição de um bloqueio total aos produtos de madeira portugueses.
Esta última medida não abrangeria produtos de madeira transformados, cujo fabrico obriga a tratamentos térmicos. Mas arrasaria as paletes, onde a maioria das mercadorias são exportadas, do vinho à cerâmica, com excepção dos materiais a granéis ou de grande dimensão. Portugal, além de fabricar as paletes que utiliza para exportar os seus produtos, é também um grande exportador de paletes em si. O que faria com que a medida atingisse a maioria dos sectores da economia.
No seminário que ontem decorreu em Coimbra, um dos consultores encarregues de fazer este estudo para Bruxelas esteve em contacto com os diferentes agentes do sector, desde os proprietários à indústria. A preocupação era visível, embora muitos considerassem que esta seria uma medida politicamente inaceitável: "Na prática, seria um bloqueio comercial ao país e isso não é viável", adiantou João Soveral, da Confederação dos Agricultores de Portugal. O que é incontornável é o facto de a medida ter chegado a ser equacionada por Bruxelas. Mas a Comissão aprovou recentemente um programa de acção nacional, o que dará mais algum tempo ao país. Além disso, recentemente Espanha declarou que também foi detectada a presença de nemátodo em Cáceres. Com este alastramento, o isolamento de Portugal está cada vez mais afastado.
Por isso, este estudo da CE é encarado como um endurecer de posição para exigir acções mais efectivas. Algo que ontem, desde os proprietários à indústria, todos reclamaram. "O problema alastrou de forma exponencial mas nada acontece no terreno, nem sequer nos perímetros do Estado, onde há grande mortandade, e apesar de o Governo dizer que a erradicação é responsabilidade dos proprietários, não dá o exemplo", disse Vasco Campos, da Federação Nacional das Associações de Proprietários Florestais, que organizou o seminário."

Uma boa iniciativa

Aqui divulgamos uma boa iniciativa da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, esperando que os outrosMunicípios da região sigam o exemplo.
Divulgaremos os concorrentes e vencedores assim que estes sejam conhecidos.

11.25.2008

Sines recupera o castelo e inaugura novo Museu

A nossa região voltou a receber a visita do Prasidente da República, Cavaco Silva, que destacou ontem o contributo da cidade alentejana de Sines como "motor da economia nacional", lembrando a figura de Vasco da Gama como "inspirador" para enfrentar as dificuldades do país. Cavaco Silva e a mulher participaram nas cerimónias que assinalaram o Dia do Município de Sines e na inauguração da Casa de Vasco da Gama e do museu da cidade, instalados no interior do Castelo da vila de Sines, que sofreu profunda recuperação.
O Presidente da República, referiu-se a Sines "como pólo que contribui hoje para a criação de riqueza no país, com um porto de águas profundas que é um dos melhores de toda a Europa, um porto em expansão e que tem capacidade para atrair investidores no futuro". Afirmando confiar "muito nas potencialidades de Sines", considerou que a cidade, que "nas últimas décadas experimentou grandes mudanças e enfrentou dificuldades, soube responder às exigências dos tempos modernos".
Recordou Vasco da Gama, cuja vida e viagens são desde hoje evocadas através de uma instalação multimédia disponível na casa do navegador, no Castelo de Sines. "Quero lembrar aqui a figura de um filho desta terra, que eu vejo como um inspirador para enfrentar as dificuldades que o país atravessa e que são conhecidas de todos, o desemprego, o problema da pobreza e da competitividade", realçou. O presidente da Câmara de Sines, Manuel Coelho (CDU), enalteceu também a figura do navegador, "personagem maior da nossa história e filho dilecto de Sines".


11.24.2008

Anunciada a construção do IP8 entre Sines e Beja

Foi anunciada a construção do IP 8, que parte de Sines em direcção a Beja.
É uma notícia importante para a mobilidade na região do Alentejo Litoral. No entanto, até hoje, que se saiba, ainda não se tem informação de qual o traçado, por onde irá passar, quem irá afectar, que trabalhos serão necesários. O mesmo se passa com o total silêncio sobre a "secreta" variante do Hospital, já aqui referida ou sobre algo que se reveste de extrema importância, mas que não ouvimos os autarcas de região, e em especial de Santiago e Sines, tecerem grande comentários: a linha férrea entre Sines e Espanha.
Por onde passará, que tipo, que bitola, onde vai entroncar, mercadorias e passageiros?
Nada se sabe e como vem sendo hábito, nada é discutido a nível local!
Mas falemos daquilo que se sabe: o IP 8:
A construção do Itinerário Principal (IP) 8, entre Sines e Beja, com perfil de auto-estrada, deverá arrancar até final do primeiro semestre de 2009. Segundo Paulo Campos, secretário de Estado adjunto das Obras Públicas e das Comunicações, o Governo prevê anunciar até 2 de Dezembro o vencedor do concurso público para a concessão rodoviária do Baixo Alentejo, que inclui a construção dos primeiros quatro troços do IP8, entre Sines e Beja, com portagens entre Santiago do Cacém e Beja. Paulo Campos assinou também o contrato de adjudicação da beneficiação da Estrada Municipal (EM) 528-2, entre as proximidades do futuro terminal civil do aeroporto de Beja e a Estrada Nacional 121, junto ao futuro nó de São Brissos (Beja) do IP-8.O secretário de Estado indicou ainda que já decorrem o estudo prévio do quinto troço do IP8, entre São Brissos e Baleizão (Beja), e o projecto de execução do último troço, entre Baleizão e Ficalho, que não terá perfil de auto-estrada, decisão que motivou a criação, no início de 2007, da comissão de utentes do IP8, formada por 13 autarcas das juntas de freguesia de Beja e Serpa e cerca de 150 empresas e entidades dos concelhos, que exigem a construção do IP8, entre Sines e Espanha, com características de auto-estrada