10.08.2008

Inacreditável

Apesar de grande segredo, conseguimos ter acesso a alguma (pouca) informação sobre o estudo do traçado da chamada "variante do Hospital".
Esta via, que pretende ligar Santiago do Cacém ao Hospital do Litoral Alentejano, é uma antiga ambição da Câmara Municipal.
Todos estamos recordados da polémica que rodeou o hipotético traçado do IP 8, em 2003, com a Câmara a defender um traçado que atravessaria os Escatelares, cortando toda a zona das Quintas Históricas.
Este projecto foi abandonado a contragosto pela Câmara Municipal e pelas Estradas de Portugal.
Hoje o traçado do IP 8 é outro, mas convém recordar o que se passou:
e ainda





Pelos vistos esa ideia de atravessar os Escatelares não foi abandonada e surge agora uma nova investida, com o traçado para a variante ao Hospital.
Ou seja, as Estradas de Portugal (EP), com o apoio da Câmara Municipal de Santiago do Cacém (CMSC) (!) propôe um novo traçado que volta a atravessar esta zona única do concelho de Santiago do Cacém e do Alentejo Litoral.
Se tentarmos obter informações através da CMSC ou das EP, esbarramos com um muro de silêncio e o que se sabe é atraves de notícias dispersas, de alguma inconfidência, de acções soltas.
O mapa que apresentamos foi feitos com base nas várias informações que conseguimos apurar, sem nunca nos ter sido facultado uma planta com a proposta de traçado, apesar de varias tentativas por nós efectuadas.
No entanto, não deixaremos de tentar obter a máxima informação e divulgar neste local.
Do que se sabe, mais uma vez as quintas históricas de S. João, Pomar Grande, Quinta Nova, Olhos Bolidos e todas as courelas dos Escatelares vão ficar destuídas ou afectadas.
Todo o sistema produtivo, de terras férteis, de grande densidade populacional e com uma estrutura económica dependente da produtividade agrícola vai ser afectado.
A paisagem vai ficar irremediavelmente destruída.
Vão-se criar "ilhas" inacessíveis.
Vai-se destruir uma linha de água que abastece grande parte das explorações agrícolas, levando ao seu desaparecimento.
O traçado previsto no PDM (a azul), inexplicavelmente é abandonado e criada uma nova via, que não consta do PDM em vigor.
Ou seja, uma série de questões que merecem uma resposta e uma explicação a todos, porque se trata de algo único, irrepetível e de todos nós.
E a posição da CMSC, em que o Presidente Proença ultimamente defende o património ( Centro Histórico de Santiago do Cacém, a sua recuperação e classificação, Miróbriga, etc) e agora apadrinha e defende esta solução?? Inacreditável e certamente voltaremos a este assunto.


10 comentários:

Anónimo disse...

Estamos bem entregues não haja a minima duvida. Cambada de incompetentes.

Anónimo disse...

É uma vergonha o que se esta a passar.
Em vez de protegerem esta zona so a pensam destruir.
É no mínimo estranho e incompreensível!

Anónimo disse...

Agora é que viram isso? Quando foi para votar neles é que deviam ter visto como eles são. Meus amigos, agora já é tarde porque eles se forem embora do tacho já não há remédio nenhum porque o mal está feito. Vão-se preparando para votar no PSD nas próximas eleições para ver se endireitamos todas estas coisas antes que eles arrebentem com o resto.

de cá disse...

Está a vista que deve haver aqui alguma coisa mal contada.
Porque não usar o traçado do PDM..será que vai passar em cima de algum camarada, de alguém que convem não estragar?
Será que passar em cima das Quintas tem um objectivo politico?...são familias tradicinais, antigas, que não votam no Partido.
A atitude do Presidente é deplorável!

Fundamental e o Acessório disse...

Olá a todos. eu não de Santiago e sei que este traçado está ainda na fase de estudo, que é a estradas de Portugal, e só esta, a decidir por onde passa o traçado; que foi pedido pela mesma entidade um parecer ao IPAR e ao GESTAR( penso que assim..!!) e estes nunca responderam. Ao contrário do que pode transparecer ainda existiu uma indicação EP por parte de um técnico da CM santiago que este traçado iria passar por zonas sensiveis tanto ambientais como patrimoniais. Sou do PS de Sines, e não vou á bola com a CDU ( porque será??!!) mas a verdade é esta e contra factos não há argumentos.

desculpa a "foice em ceara alheia.." mas pasem bem.

Pedro Ventura
Pedro Ventura

Anónimo disse...

Caro amigo
Deixe-me corrigir.
O IGESPAR (este é o nome correcto) não sabe de nada.
A EP è realmente a ultima a decidir mas a CMSC é parte activa, interessada e participativa neste processo.
E o que ressalta aqui é o silêncio em torno detse projecto, especialmente numa Cãmara que ao menor acontecimento anuncia, lança foguetes e faz a festa!

Anónimo disse...

O silêncio da cãmara de Santiago sobre esta questão explica-se pelo facto de saber perfeitamente que o que está a fazer é obscuro, prejudicial e lesivo para o concelho. De outra forma já tinha feito o show off habitual como é caracteristica deste executivo e especialmente deste presidente que vive para a imagem, que sorri muito, mas não me convence. O que é estranho ainda é o silencio do PS Santiago, do PSD Santiago, do BE Alentejo Litoral, e do CDS Santiago nesta questão. Ninguém diz nada? Ninguém põe isto a nu? Esperem nas próximas eleições, que já sei o que fazer nesse dia.

Anónimo disse...

Mas há mais alguma força politica na região, sem ser a CDU? Eu não conheço! Depois ainda se espantam de eles governarem como lhe apetece, então não ninguém que lhes faça frente.

Anónimo disse...

Mas o Sr. Proença, o que defende é uma campanha eleitoral feita à custa da revisão do PDM!! Pois ainda não perceberam? Apareça Sr. Proença para explicar, ou então vai mentir quando explicar a revisão do PDM. Este homem é o maior falso que já vi na vida, ainda não tinha conhecido pessoa de tamanho descaramento. Ele e atrupe dele bem como alguma comunicação social, atenção, alguma comunicação social da região, que publica disparates sucessivos sem olhar e ver se as afiramções e os comentários condizem com a verdade. Tenham vergonha na cara, Srs. do PCP, e esqueçam pois vão levar uma grande abada.

Alentejo_SW disse...

Sobre esta questão realmente o que ressalta é o silêncio de todos:
Autarca, oposição, cominicação social, as "forças vivas", os várias agenbtes ligados à cultura e património.
Para não falara da atitude do Estado, das Estradas de Portugal, mas isso tem a ver o novo estilo governativo "Quero, posso e mando".