10.08.2008

Encontro de História do Alentejo Litoral

Divulgamos novamente uma excelente iniciativa....

9 comentários:

Anónimo disse...

Os meus parabéns ao ccen que faz algo que nenhuma cãmara da região até conseguiu fazer.

santiaguense disse...

É na realidade um grande acontecimento para a região não apenas pelos nomes e personalidades que vai reunir mas também pelo ineditismo deste evento. E como diz o anónimo que me antecede, um acontecimento nunca antes levado a cabo porque qualquer autarquia do Alentejo Litoral, e isso só por si já é um facto igualmente assinalável e que pode dizer um pouco sobre quem tem estado e quem está à frente dos pelouros culturais destes municípios. Um grande bem haja para o Centro Cultural Emmérico Nunes e a esta organização.

Anónimo disse...

Realmente parece-me bem interessante, e até admira como é que as cãmaras nunca se lembraram disto. Mas em santiago com esta vereadora, uma coisa destas é impensável...coitadita, ela também não parece lá ter grande cultura por isso temos que ir levando com ela e ver se não a metem mais naquele pelouro.

Anónimo disse...

Não concordo que para se enaltecer o mérito e importância de um acontecimento se tenha de denegrir outros, neste caso as Câmaras Municipais por não o fazerem. Acho é que as Câmaras devem ser criticadas por cada vez mais quererem centralizar, de uma forma doentia e perigosa, a vida cultural de uma comunidade nas suas ideias, interesses e modas. Uma das marcas de todos os regimes e lideres totalitários (de todas as ideologias)é tirarem espaço às dinâmicas sociais, não as apoiarem e /ou menosprezá-las para que surjam como os detentores do conhecimento, da verdade e assim as pessoas se sintam incapazes de intervir e usufriuir de experiências de aprendizgem. Não estou a chamar didatores aos nossos autarcas, mas apenas a identificar práticas. Gostava de ver os cidadãos indignarem-se sempre que um presidente de Câmara se recusa a participar num acontecimento, só porque algumas das pessoas que o organizam manifestou opiniões contrárias às suas. Gostava era de ver os cidadãos indignarem-se quando as Câmaras não conseguem disponibilizar nenhum espaço para a realização de actividades oriundas de associações que não são do agrado do vereador ou do presidente. Gostava de ver os cidadãos indignarem-se quando as Câmaras dificultam tudo aquilo que nasce da vontade de participação de cidadãos que consideram relevante o exercício da cidadania. Para alguns politicos os cidadãos só devem participar quando eles querem e como eles querem e sobretudo que não ousem manifestar opiniões diferentes e muito menos criticar a sua obra. Isso tudo é que tem de ser criticado e não o facto de não serem os promotores. Não apoiarem e até dificultarem é que deve ser altamente criticado. Numa sociedade saudável e criativa os indices de iniciativa dos cidadãos têm de ser elevados. Não podem ser pessoas que exigem e reclamam que o Estado ou as Câmaras façam deixando-se ficar prisioneiras da incapacidade de se juntarem com outros para mobilizar os seus conhecimentos na melhoria da sua comunidade e não correndo o risco (sem dar por ela) de definhar como mero consumidore dos produtos que alguns programadores "iluminados" compram no mercado da industria cultural.
As ditaduras e os paternalismos consideram as pessoas incapazes e perpectuam valores (e a cultura são os valores que se desejam cultivar)que reproduzem a dominação e abafam os valores da autonomia e da diferença.
Vamos pois criticar as Câmaras que não apoiam e não valorizam a participação autónoma dos cidadãos. Vamos interessar-nos por saber das asfixias que estão a sofrer as colectividades e associações com as quais o poder local é incapaz de estabelecer parcerias sérias (com respeito mútuo) e sustentáveis.
Lembrando uma frase de um presidente dos EUA (que não o actual) "..não perguntes o que a américa pode fazer por ti, mas o que podes fazer por ela...".
Não à resignação..... Viva o associativismo a DIFERENÇA e a liberdade de expressão.... e viva quem RESISTE à sociedade de consumo que parece que só tem espaço para os grandes. Não chega denunciar é preciso reagir AGINDO!
É o que desejo sublinhar a prepósito desta iniciativa, neste caso do Centro Cultural Emmerico Nunes, mas também dirigido a todas as associações e colectividades que RESISTEM AGINDO.
Parabéns a todos
Maria Dias

Anónimo disse...

Completamente de acordo com Maria Dias. Ai se se dissesse o que por aí vai, no apoio ao associativismo!
A consideração existente por parte de algumas autarquias, por aqueles e aquelas que voluntariamente, com sacrificio pessoal e familiar, conseguem levar por diante iniciativas em favor das populações.
Fazia falta sim senhor! Fazia falta um espaço onde tudo se pudesse dizer, sem constrangimentos, sem receio de que o "subsidio" viesse a ser cortado. Ai que falta ! Mas junto a minha a sua voz- Viva o Associativismo !

Anónimo disse...

O que estes senhores querem é controlar tudo e todos, em especial as associações, por isso tem muito valor esta iniciativa do CCEN. Que não depende de nenhuma câmara em particular, nem sequer de Sines. São iniciativas assim que simbolizam a autonomia das associações, o seu livre pensar e agir, sem estarem dependentes deste ou daquele poder autárquico que como diz a Maria Dias muitas vezes funciona como um polvo onde os seus tentáculos coartam a liberdade deste tipo de organismos, cortando-lhes as asas muitas vezes. O associativismo é a força das povoações e das populações.

Anónimo disse...

Meus amigos, este sim é um verdadeiro evento cultural da região, que neste caso só não terá pernas para ser anual porque infelizmente não se faz muita investigação histórica no Litoral Alentejano (tirando meia de dúzia de carolas, se tanto, que vão fazendo algumas coisas a título individual), nem isso é incentivado nem promovido pelas câmaras municipais. É uma realidade triste, mas as nossas câmaras não promovem estudos históricos na região, à excepção de Alcácer. Nada se faz em arqueologia, muito pouco se faz em investigação e publicações, mas gastam-se muitos milhares de euros em coltura (coltura, e não cultura) para as massas, com os célebres artistas da tv e da cassete pirata, porque isso sim é ir ao encontro do perfil do eleitorado CDU para reservar o voto da praxe.

Anónimo disse...

Depois do FMM, do carnaval de Sines, mais um grande acontecimento cultural em Sines. Não interessa se é organizado pela câmara ou não, o que interessa é que é em Sines, cada vez mais a capital cultural do litoral alentejano.

Anónimo disse...

Quero felicitar o Centro Cultural Emmérico Nunes pela realização deste Encontro de História. Bem hajam por cuidarem de uma parte importante da nossa herança cultural. Oxalá outros com mais dinheiro fizessem o mesmo. Estou a referir-me concretamente ás nossas câmara municipais.