9.25.2008

MEP premeia escola secundária de Santiago do Cacém

Do "Público" de 25.09.2008, transcrevemos a seguinte notícia:
Nem tudo é mau no Litoral Alentejano e, em particular, em Santiago do Cacém, mesmo que o galardão tenha sido atribuído por um partido praticamente inexistente e este prémio ter um valor relativo.
Mas os factos falam por si e devemos considerá-los positivos e de molde a incentivarem as entidades, empresas e pessoas do Litoral Alentejano na contínua procura da qualidade, da valorização da região e das pessoas, da diversidade e do humanismo.

O partido Melhor é Possível (MEP) criou um ranking alternativo para as escolas portuguesas, que vai premiar um estabelecimento de ensino em Santiago do Cacém. A ideia não foi avaliar a "excelência", mas sim quem, "em contextos hos-tis", conseguiu "resultados notáveis" pela evolução registada nos últimos sete anos. O resultado deste exercício será hoje apresentado, numa cerimónia de entrega de troféus, às vinte escolas que mais melhoraram, organizada pelo MEP.
O galardão mais importante caberá à Escola Secundária de Manuel da Fonseca, em Santiago do Cacém, que desde 2001 até ao ano passado subiu 307 posições no ranking das escolas com melhor média nas notas de exames do 12.º ano. Ocupando o 21.º lugar em 2007, a Manuel da Fonseca tornou-se a única instituição dentro das 30 melhores fora de Lisboa, Porto e Setúbal.
De acordo com o presidente do conselho executivo da escola, Filipe Fino, a razão do sucesso está quer numa atenção privilegiada a cada aluno, quer na preocupação com as condições dos professores. Entre outras medidas, a direcção da Manuel da Fonseca concebe um horário semanal "de modo a promover a conciliação da profissão com a vida pessoal e familiar" dos professores. Filipe Fino adiantou ainda que os alunos da Manuel da Fonseca inserem-se num contexto socioeconómico "médio baixo" e têm "origem em famílias cujas profissões estão ligadas ao tecido industrial de Sines, no tecido agrícola e nos serviços".
Para o líder do MEP, Rui Marques, o prémio atribuído tem um valor acrescentado relativamente aos rankings que todos os anos são elaborados. Enquanto estes "são desmobilizadores para quem nunca poderá atingir o topo da tabela", o ranking da progres-são permite que todos possam ser "melhores" - "e o país precisa que to-dos assumam o desígnio de serem sempre melhores".
No final de Agosto, o partido liderado por Rui Marques, antigo alto comissário para a Imigração e Minorias Étnicas, havia já divulgado outra tabela com o objectivo de rebater a tendência "hipercrítica" de muitos portugueses. O MEP Pequim 2008 premiou 19 atletas que "concretizaram a ambição de serem melhores" nas últimas Olimpíadas.

9.24.2008

Jornadas Europeias do Património

Vão-se realizar, mais uma vez, as Jornadas Europeias do Património.
Com um programa que reflecte bem o "aperto" financeiro em que se encontra o Ministério da Cultura, constata-se que a Cultura não está nas prioridades dos nossos governantes.
Mas o que é confrangedor, ou preocupante, é a pouca oferta no Litoral Alentejano e em especial em Santiago do Cacém!
Para reflectir...

http://www.ippar.pt/pls/dippar/agenda_interior?type=11862943

9.22.2008

Uma vez mais o nemátodo...

É preocupante e triste ver o que está a acontecer à nossa floresta de Pinheiro Bravo.
Se fizermos qualquer estrada, se andarmos pelo campo da nossa região e em especial pelos concelhos de Alcácer, Grândola, Sines e Santiago vemos a grande mancha castanha de pinheiros secos a tomar lugar o lugar da grande mancha verde da nossa floresta.
Não sabemos se as pessoas se terão apercebido que os grande pinhais da Comporta ou da faixa Melides-Sines em meia dúzia de anos serão uma floresta de árvores secas.
Não sabemos se as pessoas se terão apercebido que a Santo André estará em breve rodeada, não de árvores, mas de areia. Será uma cidade no deserto.
Não sabemos se os autarcas se terão apercebido que que os resorts de luxo que se pretendem contruir e que serão os "motores" (??) de desenvolvimento da região, irão ser como Las Vegas ou no Dubai...manchas verdes no meio do deserto.
E muitas mais reflexões se poderiam fazer em face desta praga e deste desastre nacional em termos paisagísticos, ecológicos e económicos (não esquecer que a industria florestal movimenta muitos milhares de euros e de empregos, que na nossa região estão em risco).
Mas uma reflexão é imperativa que se faça: o silêncio dos nossos autarcas, o silêncio das instituições e até o silêncio dos grupos de pressão ecologista.
É para nós incompreensível este manto de silêncio!
Juntamos algumas fotografias tiradas ao acaso, no litoral, e lançamos o repto que nos enviem mais para Alentejo_SW@hotmail.com ...talvez com exemplos reais as pessoas "acordem" para este grave problema.