7.07.2008

Mais um PIN...

O Grupo Pestana ganhou o estatuto de Projecto de Interesse Nacional (PIN) para o complexo turístico de Tróia, que representa um investimento de cerca de 100 milhões de euros, anunciou a empresa.
De acordo com o grupo Pestana, o Plano Pormenor deste projecto está em fase final de aprovação, prevendo-se até ao final do ano iniciar a construção e respectiva comercialização.O projecto, que integra as marcas Pestana Hotels & Resorts e Pestana Residences, apresenta como mais valias a proximidade a Lisboa, o enquadramento natural e a construção de elevada qualidade ao longo de dois quilómetros de praia totalmente preservada, numa área de 100 hectares, com densidade de construção muito baixa, refere a empresa em comunicado."O grupo irá incorporar neste 'resort' integrado toda a sua experiência hoteleira e imobiliária", afirma o administrador do Grupo Pestana na área de Projectos e Desenvolvimento, José Roquette, citado na nota.
O projecto Pestana Tróia engloba quatro lotes, constituídos por um aparthotel de cinco estrelas com 150 quartos (300 camas), dois aldeamentos de moradias e alguns apartamentos, todos eles sob exploração turística.Além destas infra-estruturas, o projecto Pestana Tróia inclui uma pequena área comercial e infra-estruturas de animação desportiva e lazer, acrescenta o grupo hoteleiro, referindo que mais de metade da área do projecto é ocupada pela Reserva Ecológica Nacional e Áreas Verdes de Protecção.
O empreendimento do Pestana Tróia faz parte de um grupo de projectos destinados a transformar o Litoral Alentejano num novo pólo de atracção turística do país, sendo os mais conhecidos o Tróia Resort (dos grupos Sonae e Amorim) e herdades da Comporta (Grupo Espírito Santo), Costa Terra e Pinheirinho (Grupo Pelicano), já também declarados PIN pela Agência Portuguesa para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).O Grupo Pestana possui actualmente um total de 42 hotéis, dos quais 10 na Madeira, oito no Algarve, quatro em Lisboa/Cascais/Sintra, um no Porto, nove no Brasil, três em Moçambique, um na África do Sul, em Cabo Verde, na Argentina e na Venezuela e três em S. Tomé e Príncipe. (LUSA)
....e vão quantos em cima uns dos outros?

3 comentários:

Silva disse...

Com tanto pin espero que qualquer não venham para cima das nossas casas com um qualquer destes projectos. Acho que devem começar a fazer como na Holanda e a aterrar o mar, criando mais terreno porque com esta corrida desenfreada ao litoral alentejano qualquer esgotam os terrenos!

Anónimo disse...

Mais Pin, mais empreendimento, mais emprego, mais hoteis, igual a paisagem de cimento no lugar do verde, empregos precários e mal págos, enriquecimento à custa das mais valias do litoral alentejano para investir depois no estrangeiro e dividir lucros com accionistas já endinheirados. A galinha dos ovos de oiro um dia vai acabar e sempre quero ver qual é a factura que fica cá para nós depois pagarmos. Sim, porque isto vai ter um preço.

santiaguense disse...

De Pin em Pin lá nos vão pinocando a nós e à região, que aos poucos se vai transformando num imenso mar de betão sem fim à vista a pretexto de um desenvolvimento, que estamos a ver completamente descontrolado mas que irá criar riqueza para alguns. Para os que cá estão não será de certeza.