7.24.2008

Encontro de História do Alentejo Litoral


Divulgamos uma excelente iniciativa do Centro Cultural Emmérico Nunes, que já nos habituou a programas de grande qualidade e do maior interesse para a nossa região.

Julgamos ser da máxima importancia este encontro, esperando que tenha muita afluência e continuidade.

Iremos dando notícias...

"Entre a ponta de Tróia e a foz da Ribeira de Odeceixe, dos areais da Costa da Galé à rudeza bravia da costa a sul de Sines e das charnecas e várzeas às serranias entre o Mira e o Sado, foram milénios e séculos longos de ocupação humana.
Por aldeias e vilas, através de estradas ou dos rios e da costa fazendo estrada, à volta de ermidas ou em montes dispersos pulsou a vida e a presença de homens e mulheres, os seus trabalhos e as suas crenças, os poderes e as revoltas; as suas obras, a arte e os seus sonhos.
A História resgata uma parte dessas vidas ao esquecimento do tempo, trá-las como entendimento possível desse tempo passado, projectando-as no devir como argamassa de ininterruptos processos de autoconstrução humana.
O Centro Cultural Emmerico Nunes organiza o Encontro de História do Alentejo Litoral com o objectivo de reunir arqueólogos, historiadores, estudiosos locais, apresentando trabalhos em Arqueologia e História Local nos vários períodos desde a Pré-História à época Contemporânea.
O Encontro desenvolve-se em torno de quatro mesas temáticas – Da Pré-História à ocupação romana, Presença islâmica e cristã no horizonte medieval, Época Moderna, Séculos XIX e XX, que abrem com uma Conferência sobre o período, a que se segue a apresentação de comunicações e debate.
O programa social e cultural do encontro inclui um sarau cultural aberto à população e uma visita à ilha do Pessegueiro por mar, com partida de Sines.
Convidam-se os interessados a apresentar comunicações com uma duração máxima de 20 minutos sobre temas de Arqueologia e História do Alentejo Litoral.
Está prevista a publicação das actas do encontro.


Programa Provisório

Sábado, 18 de Outubro

9.30 – Entrega de documentação aos participantes
10.00 – Abertura do Encontro
1ª Mesa de Trabalhos:
Da Pré-História à ocupação romana
10.30 – 11.15 - Conferência de abertura da mesa:
Dr. CLÁUDIO TORRES
Campo Arqueológico de Mértola
11.15 - 12.45 – Comunicações
12.45 - 13.15 – Debate
13.15 - 14.30 – Intervalo para almoço
2ª Mesa de Trabalhos:
Presença islâmica e cristã no horizonte medieval
14.30– 15.15 – Conferência de abertura da mesa:
Dr. HERMENEGILDO FERNANDES
Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
15.15 - 16.45 – Comunicações
16.45 - 17.15 – Debate
17.15 - 17.45 – Intervalo
3ª Mesa de Trabalhos:
Época Moderna
17.45 – 18.30 – Conferência de abertura da mesa:
Dr. JOSÉ ANTÓNIO FALCÃO
Departamento de Património da Diocese de Beja
18.30 - 19.45 – Comunicações
19.45 – 20.15 – Debate
22.00 – Sarau Cultural

Domingo, 19 de Outubro

4ª Mesa de Trabalhos:
Séculos XIX e XX
10.00 - 10.45 – Conferência de abertura da mesa:
Dr. ANTÓNIO VENTURA
Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
10.45 – 12.00 – Comunicações
12.00 – 12.30 – Debate
12.30 – 13.00 – Encerramento do Encontro
13.00 – 14.30 – Intervalo para almoço
15.00 – 17.30 – Visita à Ilha do Pessegueiro

18 comentários:

Marina disse...

Parece-me uma excelente ideia do ccen já que as nossas cãmaras tirando alcacer do sal não fazem quase nada sobre estes assuntos, nem investigação nem nada, ao menos haja uma entidade a andar em frente para se descobrir mais coisas da nossa região. Gosto muito de mertola onde há muita gente a trabalhar nestas áreas e tem havido até emprego para varias pessoas nestas areas da historia, escavações, etc.

uma siniense disse...

Mais uma grande iniciativa do CCEN, cuja área de intervenção extravasa as portas do concelho de Sines e espraia-se pela região numa procura constante de contribuir para o desenvolvimento cultural desta sub-região. Votos de muitos sucessos para a equipa do Dr João Madeira e Deus queira que o CCEN encontre apoios na região para poder desenvolver o seu trabalho em prol do Alentejo Litoral.

Anónimo disse...

Concordo plenamente. Tirando o oasis de Alcácer, como farol e esperança, pouco mais para atravessar este deserto litoral alentejano sem História escrita.

Anónimo disse...

Para quem gosta de história aconselho a ouvirem o programa Conversas com História do prof madeira, da antena mirobriga aos sábados das 11 ás 12 e podem ficar a saber mais de santiago, sines, etc, ou às sexta-feiras às 17.45 tb na antena miróbriga com o dr falcão. Fazia falta fazer-se mais escavações em mirobriga porque aquilo tá muito parado e dizem que ainda há muito terreno que esconde coisas importantes que podiam ser uma mais valia para santiago cacém. Os estrangeiros adoram aquilo, talvez mais do que nós.

lopes disse...

Uma excelente iniciativa.
Faz falta na região um verdadeiro centro de estudos, uma publicação periódica séria, investigação com qualidade.
Apenas lamento que a maior parte das vezes o prof. Madeira não seja imparcial e penda sempre para um esquerdismo faccioso e bacoco.
Mas isso é um mal do BE, a exemplo do cabotino Fernando Rosas.

Anónimo disse...

Discordo do Lopes, completamente. Tomara haver mais Profs. João Madeira na região que defendem ideias próprias e sem medo de incomodar os poderes instalados. Pena é que não lhe dêem ouvidos porque a razão está do seu lado em muitas coisas que defende, enquanto Historiador e amigo do património.

Se a gente olhar à nossa volta, à excepção de Alcácer, não se vê nada de significativo e de impacto respeitante a iniciativas sobre História, arqueologia, etc. Por isso mesmo, este pequeno projecto do CCEN é uma pedrada no charco no Litoral Alentejano. Espero que as comunicações sejam depois tratadas e publicadas.

Anónimo disse...

Não estejam nervosos que não demora mesmo nada está aí o centro de estudos jacobeus, mais investigação em Miróbriga ou não têm lido as notícias? Vai haver muita história em Santiago do Cacém garante o presidente da cãmara!

lopes disse...

Não retiro mérito ao Prof. Madeira.
Apenas o acho alinhado politicamente, que para um historiador não deve acontecer.
Veja o exemplo do Prof. Quaresma, co-organizador, imparcial, sério, com várias obras académicas publicadas
E lamento que não seja mais interventivo, que não publique mais, etc.
Mas tomara que apareçam mais "Madeiras" e que suscitem o debate e a evolução do conhecimento

Anónimo disse...

Isso de o 'Prof.' Quaresma ser 'historiador' e ter 'várias obras académicas' publicadas... Somos realmente um país de drs. E cuidado com os historiadores que a história é a versão dos factos dos vencedores e os alinhamentos da direita sempre manipularam muito mais nos bastidores. Depois do belo frizo alinhado com a ultra direita nas comemorações dos 100 anos do Rei em Sines não sei o que nos espera a bela alternativa á conjuntura actual, ou melhor sei... tanta história de repente neste blogue é de suspeitar! em terra de cego quem tem olho é rei lá diz o ditado

Lopes disse...

Pena que o "Anónimo" insulte gratuitamente e desnecessáriamente.
O Prof.Quaresma tem efectivamente várias obras publicadas sobre Vila Nova de Milfontes, Odemira e várias artigos escritos em publicações de qualidade cultural ...tal como o Prof. Madeira.
Depois a afirmação:"historiadores que a história é a versão dos factos dos vencedores e os alinhamentos da direita sempre manipularam muito mais nos bastidores" é, no mínimo, risível.
Basta ver o que se tem passado em Portugal nos ultimos 30 ou 40 anos e basta olhar para o friso de historiadores ou eruditos mais conhecidos: Oliveira Martins, Cortesão, Sérgio, Mattoso e toda uma nova geração...tudo alinhado com a Ultra Direita!!!
Tal como as "comemorações do Rei" em Sines.Não estive com muita atenção mas não me lembro no programa de haver manifestações políticas de direita ou monárquicas.
E não me parece que o Dr. Manuel Coelho ou a Dra. Marisa Santos, da Câmara Municipal de Sines, sejam ultra direita ou a Administração do Porto de Sines (nomeada pelo PS) seja ultra direita.
E segundo me apercebi, até foi muito elogiado o pluralismo e a imparcialidade em que decorreram esses eventos "do Rei", esse sim completamente "censurado" pela visão dos vencedores e que só agora começa a aparecer a verdadeira personalidade de Português.
E acerca de história, apenas posso dizer que já aqui foram citadas pessoas que trazem mais qualidade à nossa região: Dr. Falcão, Mário Primo, Dr. Faria, Arq. Lobo, Prof. Quaresma, Prof Madeira, e devemos acrescentar Arnaldo Soledade de Sines, José Matias pelo Museu da Abela, Arq. Tersa Beirão e o grupo da construção em Taipa, Luis Pedro Ramos de Alvalade, os arqueólogos Feio, Carvalho e Filomena Barata, o Charles Hejnal, Carlos Seixas e muitos outros indivíduos e associações.
Como se pode ver existem muitas pessoas,de diferentes cores politicas que fazem alguma coisa pela região e ainda bem que existe variedade (apesar de poder e dever aumentar) e oferta, e podermos escolher entre o "Rei" e o trabalho rural, por exemplo.
E desafio o "Anónimo"a juntar-se a este grupo de pessoas activas e se qusier ser um crítico, seja mas imparcial e construtivo, para bem do Litoral Alentejano.
E obrigado ao blogue, que apesar de ter muitos defeitos, tem prestado algum serviço em falta na nossa região.

santiaguense disse...

Realmente é lamentável que se use este espaço para se tentar achincalhar pessoas ainda por cima pessoas que sem qualquer interesse, politico, financeiro ou outro, fazem alguma coisa pela região de acordo com o seu saber, capacidade, áreas de interesse, etc. Julgo que o bloguer deve estar mais atento a esses posts e censurar quando achar conveniente. Uma coisa é criticar poderes politicos, associações, determinadas opções, etc, outra é comentar a roçar o insulto e a desconsideração. Somos livres de dar opiniões mas tudo tem limites.

@lcácerdosal disse...

mais uma vez me estou a repetir. Para quem tiver oportunidade na Quinta-Feira, dia 31 de julho irá decorrer uma emissão do programa Verão Total, na RTP.

Esta emissão começa a partir das 10:00 da manhã. Segundo nota do munícipio, irá se falar sobretudo da história às tradições, do turismo ao artesanato, passando pela doçaria e pela gastronomia, o programa promete muita festa e animação com as gentes de Alcácer.

Por isso se quer ficar a conhecer melhor uma cidade do litoral alentejano, não perca...

@lcácerdosal

Anónimo disse...

Se o CCEN conseguir dinamizar-se de forma autosuficiente e independente sem estender a mão às câmaras, que "controlam" a vida de muitas associações da região tiro-lhe o chapéu. Oh anónimo das 12.18 aprenda a respeitar as pessoas mesmo que não concorde com o seu trabalho. Se não sabe, informe-se sobre quem é o prof. António Quaresma e a obra de investigação que tem produzido sobre Vila Nova de Milfontes, Cercal, Sines, etc.

Anónimo disse...

Efectivamente é lamentável que as câmaras de Santiago, Sines e Grândola não promovam mais investigação histórica e editem mais obras no dominio da história antiga, contemporânea, arqueologia, etc. Mas com estes autarcas o que interessa é molhar o bico ao zé povinho com Abrunhosas, Tonis Carreiras, etc. É a politica cultural apimbalhada de sempre que custa largos milhares de euros todos os mandatos mas que para fazer investigação, estudos, publicações, não há dinheiro.
Dou um exemplo aqui em Santiago que é de bradar aos céus: como é que uma câmara destas tem milhares e milhares de euros para pagar concertos a Abrunhosas e companhia e não é capaz de promover uma reedição dos Annaes do Municipio do padre António Macedo, uma obra importantissima para Santiago pouco conhecida, pouco divulgada, e com tão poucos exemplares disponíveis? Este caso por si só mostra o que é a politica cultural de uma câmara apimbalhada, populista e sem orientação em termos de politica cultural.

Anónimo disse...

Tontos. Eles governam para quem lhes dá os votos e não para as "elites" que são meia dúzia de pessoas como vocês. E quem é que lhes dá os votos, ein, digam lá? Claro, é o povo anónimo, com poucos estudos, pouco culto, que querem é a rua à porta de casa bem arranjada e não ligam a mais nada. Os concertos são para esses e para os jovens fumarem uns charros e assim ficam todos felizes e contentes. Querem lá saber de História! Abram os olhos, a não ser que queiram ser ceguetas!

Anónimo disse...

Em defesa do anónimo, digo que a opinião do ‘lopes’ é no mínimo hipócrita, pois quem insultou de chofre e gratuitamente o Prof. Madeira de ‘bacoco’ e ‘faccioso’ e alinhado à ‘esquerda’ foi o lopes, que de imparcial nada tem, pois que se tem revelado muito sabichão nas folhas deste blogue, e agora fala da imparcialidade do historiador... é provavelmente um especialista também nesta matéria, para saber avaliar da parcialidade ou imparcialidade do Prof. Madeira? Qual é a sua Cadeira...? A acusação é grave, e se fosse eu processava-o por difamação. As regras da boa da etiqueta mandam que se trate bem os convidados. Só fica mal ao blogue. Pelos vistos o lopes é especialista em demais matérias pois tem sido tão imparcial em tantas e passadas matérias, sempre coerente, e sempre com opiniões tão pouco tendenciosas e tão pouco alinhadas... Sem tirar mérito algum ao professor Quaresma, professor do ensino secundário durante anos, nomeadamente em escolas do Algarve, reformado agora, e escrevedor de algumas boas descrições e referências. Convenhamos que ‘obra académica’ é obra académica, ipso facto de académicos, e há que fazer as devidas distinções académicas. Promoções a ‘historiador’ do Reino, normalmente só quando se entra para o clube certo... mas há científicas excepções, claro. De resto, tudo será interpretação mais ou menos justa ou apaixonada dos factos. O lopes tão imparcial que é e põe tão prontamente os que lhe apraz no mesmo saco, faz a propaganda do que quer e de quem quer e ao lado de quem lhe apraz, e tira a fotografia dos frisos e tudo o mais, qual exército de salvação, é muito imparcial.... A mim parece-me que essa pluralidade toda não é pluralidade nenhuma, é mas é feitura de estrelato com uns dois ou três trabalhores sérios à mistura, que sempre os houve, provavelmente e tão só uma equipa que terá que continuar a dar provas de mérito e verdade. Mérito e verdade provados e eu juntar-me-ia. Certa minoria foi outrora afastada depois de no poder ter permanecido, não 30 nem 40 anos reaccionários, mas muitos séculos a explorar o povo e usar os outros a seu bel proveito e prazer, mas os tempos eram outros, dos medievais e descobrimentos até ao início do século xx, a história tem o seu tempo e o seu lugar, o seu contexto, e é a nossa história, a da nossa memória, dos nossos pais e avós e trisavós e por aí afora, pena sim que seja só a história dos vencedores a contada, e muito terá ficado por contar, nomeadamente a história dos pobres, que não sabiam escrever, e a história das mulheres que raríssimamente sabiam escrever pois passavam o tempo a ter filhos por elevação à nobreza da parição, e a história dos vencidos. O lopes, saberá que a dita minoria ainda existe, sempre existiu e continua lá, muita dela cultiva os seus próprios historiadores, e arianas e hierárquicas teorias sociais, pensa-se especilíassima e fecham o seu cluber, e aprendeu a formar recentemente as ‘pluralidades’ que convêm à sua conjuntura, pois é simpática e aparentemente civilizada, misturam bons alhos com maus bugalhos conforme a conveniência, e tem muitas mãos para dar a quem se preste aos seus interesses, percebe que tudo se pode reduzir a negócio e marketing, casa e reproduz-se muito com o negócio e o marketing, a ‘cultura’ sendo afinal apenas um mais um bom meio de conquistar corações para atingir fins mais previlegiados, quer os previlégios e o poder de volta isso sim, e isso é que é triste e uma desilusão. Quem, dessa minoria que tanto compra e compra e oferece o livro, leu o poema ‘Os Navegadores’ do Mar de Shopia, e o percebeu...? Muito poucos, eu diria. E o poema ‘Porque’..? Raríssimos são os que poderiam ilustrar esse poema... mas existem. Alguns desta minoria concordarão comigo. Eu diria que as mesmas ânsias de ouro se aplicam a todos os ávidos dos mesmos fins que só fazem usar e manipular os outros, e só neste contexto as várias ideologias e partidos serão iguais. Por isso, as Igrejas sempre se abarrotaram de ouro e não há Deus que nos salve. Certos tipos de comemorações são manisfestações políticas em si mesmas e interessam sobretudo a quem organiza, só não vê isso quem não quer e cada um sabe de si. Eu digo que o duque de Edinburgo é ‘nazi’, e vê os ‘monárquicos’ portugueses, e todos os portugueses, como ‘pretos’ embora não o diga abertamente. Não é superior a ninguém, mas assim se pensa e assim se tem amntido. Palpita-me que a Fundação Calouste Gulbenkian em Londres está a ser usurpada ao Portugueses... porque os Ingleses sempre foram os melhores piratas e seguem impunes. Mas quem queira lamber-lhes as botas, que o faça. Para sabermos, basta espreitar quem faz parte de que certos painéis organizadores de que certos eventos de que certas iniciativas, e quem se convida. E perguntar ‘Porquê...?’ O lopes substima os outros, pensará que são todos parvos, o que não deixa de ser um desagradável sinal de subreptícia arrogância e limitação. Assim a sua doçura e sinceridade, se ainda lhe resta alguma, acabarão por desaparecer.... Agora revelou-se, e bem, ainda bem, apesar de não passar de um nome anónimo. Se gosta tanto da formosa bigodaça da ‘verdadeira personalidade de português’ (disse ‘bacoco’...?)... que tem o seu encanto.... pode sempre cultivar uma igual e juntar-se à governação do Reino! Assuma-se senhor ou disfarce melhor que se não é apanhado! Dar uma no cravo e outra na ferradura é que lhe fica mal, sobretudo se é de paixões políticas... aos meus olhos, pelo menos. Quanto ao blogue... agradeceria o poder aqui ainda exprimir algum do meu aviso, apesar do ‘santiaguense’ e outros anónimos candidatos a censuradores, que censuram mas não querem ser censurados, e não querem o debate teórico e ideológico pois preferem atacar estrategicamente pessoas em particular... mas assim são as contigências do ‘diálogo’. Agradeço ao blogue o espaço que me foi dando e espero que não vá servindo de meio de propaganda. Eu acho que, a propósito do tema ‘história’, aquele anónimo levantou questões assazmente pertinentes à qual reagiram tão prontamente algumas vozes anónimas... e não que quem cante mais e mais alto e por último, cante melhor. Sobre quem fica na história, e quem não, a quem não leu o romance histórico ‘Xeque ao Rei Capelo’ de Sousa Dinis publicado pela Editora Minerva – eu recomendo a leitura. Nada de grande estilo literário, mas a história mereceu ser contada por um justo juíz. Prometo que estas vão sendo as últimas ‘pérolas’ do meu discursivo latim. Gosto da nossa História, gosto da história e gostarei de outras bem contadas. Mas sermos justos, sinceros, e irmos questionando e observando enquanto andamos é importante, só assim se abrem horizontes. Depois desta semana, despeço-me do blogue, com amizade e votos de verdadeiro sucesso para um Alentejo justo e igual, sincero, virtuoso, interessante, raro e exemplar, produtivo, exigente sobretudo consigo mesmo e de olhos bem abertos....

Anónimo disse...

Aqui ficam os dois poemas de sophia

'Porque'

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.


Sophia de Mello Breyner Andresen, poema incluído na ‘Antologia Pessoal de Poesia Portuguesa’ de Eugénio de Andrade.


'Os Navegadores'

O múltiplo nos inebria
O espanto nos guia
Com audácia desejo e calculado engenho
Forcámos os limites –
Porém o Deus Uno
De desvios nos protege
Por isso ao longo das escalas
Cobrimos de oiro o interior sombrio das igrejas

in 'Mar'

Anónimo disse...

Em defesa do anónimo, digo que a opinião do ‘lopes’ é no mínimo hipócrita, pois quem insultou de chofre e gratuitamente o Prof. Madeira de ‘bacoco’ e ‘faccioso’ e alinhado à ‘esquerda’ foi o lopes, que de imparcial nada tem, pois que se tem revelado muito sabichão nas folhas deste blogue, e agora fala da imparcialidade do historiador... é provavelmente um especialista também nesta matéria, para saber avaliar da parcialidade ou imparcialidade do Prof. Madeira? Qual é a sua Cadeira...? A acusação é grave, e se fosse eu processava-o por difamação. As regras da boa da etiqueta mandam que se trate bem os convidados. Só fica mal ao blogue. Pelos vistos o lopes é especialista em demais matérias pois tem sido tão imparcial em tantas e passadas matérias, sempre coerente, e sempre com opiniões tão pouco tendenciosas e tão pouco alinhadas... Sem tirar mérito algum ao professor Quaresma, professor do ensino secundário durante anos, nomeadamente em escolas do Algarve, reformado agora, e escrevedor de algumas boas descrições e referências. Convenhamos que ‘obra académica’ é obra académica, ipso facto de académicos, e há que fazer as devidas distinções académicas. Promoções a ‘historiador’ do Reino, normalmente só quando se entra para o clube certo... mas há científicas excepções, claro. De resto, tudo será interpretação mais ou menos justa ou apaixonada dos factos. O lopes tão imparcial que é e põe tão prontamente os que lhe apraz no mesmo saco, faz a propaganda do que quer e de quem quer e ao lado de quem lhe apraz, e tira a fotografia dos frisos e tudo o mais, qual exército de salvação, é muito imparcial.... A mim parece-me que essa pluralidade toda não é pluralidade nenhuma, é mas é feitura de estrelato com uns dois ou três trabalhores sérios à mistura, que sempre os houve, provavelmente e tão só uma equipa que terá que continuar a dar provas de mérito e verdade. Mérito e verdade provados e eu juntar-me-ia. Certa minoria foi outrora afastada depois de no poder ter permanecido, não 30 nem 40 anos reaccionários, mas muitos séculos a explorar o povo e usar os outros a seu bel proveito e prazer, mas os tempos eram outros, dos medievais e descobrimentos até ao início do século xx, a história tem o seu tempo e o seu lugar, o seu contexto, e é a nossa história, a da nossa memória, dos nossos pais e avós e trisavós e por aí afora, pena sim que seja só a história dos vencedores a contada, e muito terá ficado por contar, nomeadamente a história dos pobres, que não sabiam escrever, e a história das mulheres que raríssimamente sabiam escrever pois passavam o tempo a ter filhos por elevação à nobreza da parição, e a história dos vencidos. O lopes, saberá que a dita minoria ainda existe, sempre existiu e continua lá, muita dela cultiva os seus próprios historiadores, e arianas e hierárquicas teorias sociais, pensa-se especilíassima e fecham o seu cluber, e aprendeu a formar recentemente as ‘pluralidades’ que convêm à sua conjuntura, pois é simpática e aparentemente civilizada, misturam bons alhos com maus bugalhos conforme a conveniência, e tem muitas mãos para dar a quem se preste aos seus interesses, percebe que tudo se pode reduzir a negócio e marketing, casa e reproduz-se muito com o negócio e o marketing, a ‘cultura’ sendo afinal apenas um mais um bom meio de conquistar corações para atingir fins mais previlegiados, quer os previlégios e o poder de volta isso sim, e isso é que é triste e uma desilusão. Quem, dessa minoria que tanto compra e compra e oferece o livro, leu o poema ‘Os Navegadores’ do Mar de Shopia, e o percebeu...? Muito poucos, eu diria. E o poema ‘Porque’..? Raríssimos são os que poderiam ilustrar esse poema... mas existem. Alguns desta minoria concordarão comigo. Eu diria que as mesmas ânsias de ouro se aplicam a todos os ávidos dos mesmos fins que só fazem usar e manipular os outros, e só neste contexto as várias ideologias e partidos serão iguais. Por isso, as Igrejas sempre se abarrotaram de ouro e não há Deus que nos salve. Certos tipos de comemorações são manisfestações políticas em si mesmas e interessam sobretudo a quem organiza, só não vê isso quem não quer e cada um sabe de si. Eu digo que o duque de Edinburgo é ‘nazi’, e vê os ‘monárquicos’ portugueses, e todos os portugueses, como ‘pretos’ embora não o diga abertamente. Não é superior a ninguém, mas assim se pensa e assim se tem amntido. Palpita-me que a Fundação Calouste Gulbenkian em Londres está a ser usurpada ao Portugueses... porque os Ingleses sempre foram os melhores piratas e seguem impunes. Mas quem queira lamber-lhes as botas, que o faça. Para sabermos, basta espreitar quem faz parte de que certos painéis organizadores de que certos eventos de que certas iniciativas, e quem se convida. E perguntar ‘Porquê...?’ O lopes substima os outros, pensará que são todos parvos, o que não deixa de ser um desagradável sinal de subreptícia arrogância e limitação. Assim a sua doçura e sinceridade, se ainda lhe resta alguma, acabarão por desaparecer.... Agora revelou-se, e bem, ainda bem, apesar de não passar de um nome anónimo. Se gosta tanto da formosa bigodaça da ‘verdadeira personalidade de português’ (disse ‘bacoco’...?)... que tem o seu encanto.... pode sempre cultivar uma igual e juntar-se à governação do Reino! Assuma-se senhor ou disfarce melhor que se não é apanhado! Dar uma no cravo e outra na ferradura é que lhe fica mal, sobretudo se é de paixões políticas... aos meus olhos, pelo menos. Quanto ao blogue... agradeceria o poder aqui ainda exprimir algum do meu aviso, apesar do ‘santiaguense’ e outros anónimos candidatos a censuradores, que censuram mas não querem ser censurados, e não querem o debate teórico e ideológico pois preferem atacar estrategicamente pessoas em particular... mas assim são as contigências do ‘diálogo’. Agradeço ao blogue o espaço que me foi dando e espero que não vá servindo de meio de propaganda. Eu acho que, a propósito do tema ‘história’, aquele anónimo levantou questões assazmente pertinentes à qual reagiram tão prontamente algumas vozes anónimas... e não que quem cante mais e mais alto e por último, cante melhor. Sobre quem fica na história, e quem não, a quem não leu o romance histórico ‘Xeque ao Rei Capelo’ de Sousa Dinis publicado pela Editora Minerva – eu recomendo a leitura. Nada de grande estilo literário, mas a história mereceu ser contada por um justo juíz. Prometo que estas vão sendo as últimas ‘pérolas’ do meu discursivo latim. Gosto da nossa História, gosto da história e gostarei de outras bem contadas. Mas sermos justos, sinceros, e irmos questionando e observando enquanto andamos é importante, só assim se abrem horizontes. Depois desta semana, despeço-me do blogue, com amizade e votos de verdadeiro sucesso para um Alentejo justo e igual, sincero, virtuoso, interessante, raro e exemplar, produtivo, exigente sobretudo consigo mesmo e de olhos bem abertos....