7.30.2008

Câmara Municipal de Santiago do Cacém contesta a classificação da zona urbana

Do "Público" transcrevemos a seguinte notícia:
"A Relevância arquitectónica e arqueológica do centro histórico de Santiago do Cacém não pode ser ignorada, argumenta o presidente da câmara local.
A classificação de nível 2 dada ao aglomerado urbano de Santiago do Cacém, no âmbito do Plano Regional do Ordenamento do Território (PROT) do Alentejo, indignou o presidente da câmara, Vítor Proença (CDU).
Desta insatisfação já o autarca deu conta, por carta, ao presidente da Comissão Mista de Coordenação do PROT, exigindo-lhe que "a classificação seja revista". Vítor Proença diz não compreender os critérios de classificação dos conjuntos urbanos de relevância patrimonial, arquitectónica e arqueológica do PROT- Alentejo, que levaram a classificar o Centro Urbano de Santiago do Cacém no nível 2 e a nova cidade de Santo André no nível 3.
Na carta onde realça as razões do seu protesto, o autarca cita o Plano Regional do Ordenamento do Território do Alentejo Litoral, onde o centro histórico de Santiago é considerado uma "área de património arquitectónico e arqueológico", na qual estão localizados dois monumentos nacionais (castelo medieval e igreja matriz), quatro imóveis de interesse público (Sítio Arqueológico de Miróbriga, Pelourinho de Santiago do Cacém, Capela de S. Pedro e Antiga Pousada de Santiago do Cacém) e uma dezena de imóveis em processo de classificação.
É "incompreensível atribuir a classificação de nível 2 a um aglomerado urbano com uma importância patrimonial notável", argumenta Vítor Proença, lembrando que do aglomerado urbano ainda fazem parte "o único hipódromo romano conhecido em Portugal" e uma das mais belas peças escultóricas do gótico português, o Alto-Relevo de Santiago Combatendo os Mouros, exposta na igreja matriz.O autarca refere também o antigo Hospital da Misericórdia, o Palácio da Carreira, a antiga Escola Régia Feminina, o Palácio dos Condes de Avillez, os antigos Paços do Concelho, a Casa das Heras, a casa do prior Bonifácio Gomes de Carvalho, ou a antiga Cadeia da Comarca (actual Museu Municipal).
Em apoio dos seus argumentos, Vítor Proença destaca a recente geminação entre Santiago do Cacém e Santiago de Compostela e o acordo com a Junta da Galiza para a instalação do Centro de Estudos Jacobeus no centro histórico da cidade.O autarca chamou também a atenção para a classificação de nível 3 dada a Santo André, atendendo à importância arquitectónica do aglomerado construído há cerca de 32 anos no âmbito projecto de Sines e onde hoje residem cerca de 10.000 habitantes.
O autarca alega que Santo André é um caso de estudo nas áreas do urbanismo e da arquitectura, "em cuja concepção participaram alguns dos mais conceituados urbanistas e arquitectos portugueses".
No total, existem seis imóveis classificados em Santiago do Cacém. Dois são monumentos nacionais e quatro de interesse público. Além destes, há uma dezena de imóveis que se encontram em processo de classificação patrimonial.

Personalidades do Litoral Alentejano -Um desafio

Tem vindo aqui à discussão algumas "personalidades" da nossa região e o que tem feito, ou podem fazer, ou ainda deviam fazer no e para o Alentejo Litoral.
Todos sabemos que existe muita gente que gosta e se empenha por este pedaço de terra, este conjunto de gentes, saberes e culturas.
Uns mais próximos das luzes da ribalta e da divulgação, e outros mais discretos, ou modestos, que fazem, ou fizeram, muito trabalho, afastados das multidões e da satisfação pública.
Muitos deixaram obras, nomes de ruas, memórias e outros foram sendo apagados no pó dos tempos e apenas restam na lembrança de alguém mais idoso ou directamente beneficiado.
Não querendo nós fazer um concurso ou passatempo para eleger o melhor, ou o maior, ou o mais importante "Alentejano Litoral" (só a denominação já é complicada) queremos lançar o desafio de se criar uma galeria que propomos chamar "Do nosso orgulho" (mas também se aceita outras sugestões para este conjunto de talentos) sendo alguns, a mais elementar justiça a sua lembrança e nomeação.
Aceitamos sugestões e deixamos já aqui alguns nomes:
Vasco da Gama, figura maior da nossa navegação, Pedro Nunes, génio matemático, Manuel da Fonseca, expoente do neo realismo, António Chaínho, mestre na guitarra portuguesa, Camacho Costa ou o Trio Odemira, grandes nomes do espectáculo, Al Berto, poeta de razoável qualidade, António Inácio da Cruz, benemérito grandolense, ....
Esperamos mais nomes!

7.24.2008

Encontro de História do Alentejo Litoral


Divulgamos uma excelente iniciativa do Centro Cultural Emmérico Nunes, que já nos habituou a programas de grande qualidade e do maior interesse para a nossa região.

Julgamos ser da máxima importancia este encontro, esperando que tenha muita afluência e continuidade.

Iremos dando notícias...

"Entre a ponta de Tróia e a foz da Ribeira de Odeceixe, dos areais da Costa da Galé à rudeza bravia da costa a sul de Sines e das charnecas e várzeas às serranias entre o Mira e o Sado, foram milénios e séculos longos de ocupação humana.
Por aldeias e vilas, através de estradas ou dos rios e da costa fazendo estrada, à volta de ermidas ou em montes dispersos pulsou a vida e a presença de homens e mulheres, os seus trabalhos e as suas crenças, os poderes e as revoltas; as suas obras, a arte e os seus sonhos.
A História resgata uma parte dessas vidas ao esquecimento do tempo, trá-las como entendimento possível desse tempo passado, projectando-as no devir como argamassa de ininterruptos processos de autoconstrução humana.
O Centro Cultural Emmerico Nunes organiza o Encontro de História do Alentejo Litoral com o objectivo de reunir arqueólogos, historiadores, estudiosos locais, apresentando trabalhos em Arqueologia e História Local nos vários períodos desde a Pré-História à época Contemporânea.
O Encontro desenvolve-se em torno de quatro mesas temáticas – Da Pré-História à ocupação romana, Presença islâmica e cristã no horizonte medieval, Época Moderna, Séculos XIX e XX, que abrem com uma Conferência sobre o período, a que se segue a apresentação de comunicações e debate.
O programa social e cultural do encontro inclui um sarau cultural aberto à população e uma visita à ilha do Pessegueiro por mar, com partida de Sines.
Convidam-se os interessados a apresentar comunicações com uma duração máxima de 20 minutos sobre temas de Arqueologia e História do Alentejo Litoral.
Está prevista a publicação das actas do encontro.


Programa Provisório

Sábado, 18 de Outubro

9.30 – Entrega de documentação aos participantes
10.00 – Abertura do Encontro
1ª Mesa de Trabalhos:
Da Pré-História à ocupação romana
10.30 – 11.15 - Conferência de abertura da mesa:
Dr. CLÁUDIO TORRES
Campo Arqueológico de Mértola
11.15 - 12.45 – Comunicações
12.45 - 13.15 – Debate
13.15 - 14.30 – Intervalo para almoço
2ª Mesa de Trabalhos:
Presença islâmica e cristã no horizonte medieval
14.30– 15.15 – Conferência de abertura da mesa:
Dr. HERMENEGILDO FERNANDES
Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
15.15 - 16.45 – Comunicações
16.45 - 17.15 – Debate
17.15 - 17.45 – Intervalo
3ª Mesa de Trabalhos:
Época Moderna
17.45 – 18.30 – Conferência de abertura da mesa:
Dr. JOSÉ ANTÓNIO FALCÃO
Departamento de Património da Diocese de Beja
18.30 - 19.45 – Comunicações
19.45 – 20.15 – Debate
22.00 – Sarau Cultural

Domingo, 19 de Outubro

4ª Mesa de Trabalhos:
Séculos XIX e XX
10.00 - 10.45 – Conferência de abertura da mesa:
Dr. ANTÓNIO VENTURA
Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
10.45 – 12.00 – Comunicações
12.00 – 12.30 – Debate
12.30 – 13.00 – Encerramento do Encontro
13.00 – 14.30 – Intervalo para almoço
15.00 – 17.30 – Visita à Ilha do Pessegueiro

7.16.2008

Alentejo revela em Espanha os seus tesouros de arte sacra

Mais uma vez vemos os nosso tesouros reconhecidos internacionalmente...
A única cabeça-relicário do espanhol S. Firmino, depositada em Beja e desconhecida pelos espanhóis, está a despertar interesse no país vizinho, já que é um dos "tesouros" de arte sacra do Baixo Alentejo que vão ser revelados em Espanha. Além da que está no Convento da Conceição de Beja, "não se conhece outra cabeça de S. Firmino", patrono do município espanhol de Pamplona, na comunidade autónoma de Navarra, e cujas festas taurinas em honra do santo são célebres, disse ontem à Lusa o director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, José António Falcão.
O desconhecimento pelos espanhóis da existência da cabeça, salientou, "está a despertar o interesse do governo de Navarra e do município e da arquidiocese de Pamplona, que vão prestar uma homenagem especial ao seu santo protector", durante uma exposição que vai mostrar a peça em Espanha. Através da mostra integrada no programa da Expo-2008, a decorrer em Saragoça, a Diocese de Beja vai revelar, até 18 de Agosto, tesouros de arte sacra provenientes de igrejas, conventos e museus do Baixo Alentejo. Ao contrário de outras iniciativas associadas à Expo-2008, a mostra, intitulada Um Rio de Água Pura -Arte Sacra do Sul de Portugal, será distribuída pelo Palácio de Aguilar e pelos museus Arqueológico e da Colegiada de Santa Maria no município de Borja, naquela província.

7.09.2008

FMM SINES

O melhor Festival de World Music de Portugal e um dos maiores acontecimento do Litoral Alentejano está em marcha.

O FMM Sines comemora o 10.º aniversário com 10 dias intensos de música e com programa mais extenso da sua história. São quarenta espectáculos e iniciativas paralelas repartidos por quatro palcos montados na aldeia de Porto Covo (junto ao Porto de Pesca) e na cidade de Sines (Centro de Artes de Sines - CAS, Avenida Vasco da Gama e Castelo). Em relação a 2007, as principais novidades são o reforço do programa no Centro de Artes, passando a haver também concertos nocturnos na zona exterior, e a inclusão de um segundo concerto na madrugada de música junto à praia, na Avenida Vasco da Gama. O pai do rock chinês, Cui Jian, a diva da música indiana, Asha Bhosle, e o grupo seminal do movimento hip hop, The Last Poets, são três destaques do programa.

Ver programa em http://www.fmm.com.pt/

7.07.2008

Mais um PIN...

O Grupo Pestana ganhou o estatuto de Projecto de Interesse Nacional (PIN) para o complexo turístico de Tróia, que representa um investimento de cerca de 100 milhões de euros, anunciou a empresa.
De acordo com o grupo Pestana, o Plano Pormenor deste projecto está em fase final de aprovação, prevendo-se até ao final do ano iniciar a construção e respectiva comercialização.O projecto, que integra as marcas Pestana Hotels & Resorts e Pestana Residences, apresenta como mais valias a proximidade a Lisboa, o enquadramento natural e a construção de elevada qualidade ao longo de dois quilómetros de praia totalmente preservada, numa área de 100 hectares, com densidade de construção muito baixa, refere a empresa em comunicado."O grupo irá incorporar neste 'resort' integrado toda a sua experiência hoteleira e imobiliária", afirma o administrador do Grupo Pestana na área de Projectos e Desenvolvimento, José Roquette, citado na nota.
O projecto Pestana Tróia engloba quatro lotes, constituídos por um aparthotel de cinco estrelas com 150 quartos (300 camas), dois aldeamentos de moradias e alguns apartamentos, todos eles sob exploração turística.Além destas infra-estruturas, o projecto Pestana Tróia inclui uma pequena área comercial e infra-estruturas de animação desportiva e lazer, acrescenta o grupo hoteleiro, referindo que mais de metade da área do projecto é ocupada pela Reserva Ecológica Nacional e Áreas Verdes de Protecção.
O empreendimento do Pestana Tróia faz parte de um grupo de projectos destinados a transformar o Litoral Alentejano num novo pólo de atracção turística do país, sendo os mais conhecidos o Tróia Resort (dos grupos Sonae e Amorim) e herdades da Comporta (Grupo Espírito Santo), Costa Terra e Pinheirinho (Grupo Pelicano), já também declarados PIN pela Agência Portuguesa para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).O Grupo Pestana possui actualmente um total de 42 hotéis, dos quais 10 na Madeira, oito no Algarve, quatro em Lisboa/Cascais/Sintra, um no Porto, nove no Brasil, três em Moçambique, um na África do Sul, em Cabo Verde, na Argentina e na Venezuela e três em S. Tomé e Príncipe. (LUSA)
....e vão quantos em cima uns dos outros?

7.02.2008

Suspensão da Central Termoeléctrica de Sines?

As novas metas climáticas europeias podem implicar suspensão da central de Sines,o que coloca a hipótese num dos três cenários de um estudo apresentado hoje.
O Secretário de Estado do Ambiente diz que não é nenhuma "pré-decisão" e EDP afasta essa possibilidade.
Portugal terá de suspender a actividade da central térmica de Sines - a maior do país - se quiser cumprir, e ainda assim parcialmente, as novas metas energéticas para 2020 que estão neste momento a ser discutidas na União Europeia (UE). Este é um dos cenários de um estudo que é apresentado hoje, em Lisboa, no primeiro Fórum para as Alterações Climáticas, um encontro aberto à sociedade civil promovido pelo Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional.
O estudo Portugal Clima 2020, realizado por técnicos do Ministério do Ambiente e consultores externos, avaliou o impacto em Portugal das propostas da Comissão Europeia para reduzir as emissões de carbono e fomentar as energias renováveis, conforme o pacote clima-energia adoptado pela UE no ano passado.São três as directivas sugeridas por Bruxelas. Se forem aprovadas, Portugal terá de ter, no seu bolo energético, 31 por cento de renováveis em 2020. O país terá ainda de contribuir para uma redução global de 21 por cento no dióxido de carbono das indústrias, através de uma nova versão do comércio europeu de licenças de emissões. E os sectores fora do comércio de emissões - como o dos transportes e o residencial - poderão aumentar as suas emissões, mas apenas em um por cento, em relação a 2005.O estudo hoje apresentado traça três cenários.
O que mais se aproxima do cumprimento das metas pressupõe uma maior aposta nas energias renováveis "e a suspensão da actividade da central a carvão de Sines".Com isso, Portugal cumpriria a meta das renováveis e dos sectores não incluídos no comércio de emissões. Falharia a redução de 21 por cento nas indústrias - uma meta global para a UE -, mas a suspensão de Sines permitiria alguma diminuição (nove por cento), quando nos outros dois cenários há um aumento (dez por cento).
A central de Sines é a unidade industrial que mais emite CO2 em Portugal - cerca de 8,2 milhões de toneladas, em média, nos últimos três anos, ou dez por cento das emissões totais do país em 2006. A partir deste ano e até 2012, Sines terá licenças de poluição equivalentes a apenas 5,8 milhões de toneladas por ano.
O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, diz que a suspensão da actividade de Sines não é meramente uma hipótese académica, mas também "não é uma pré-decisão". Aquele cenário será eventualmente possível, diz Humberto Rosa, "se conseguirmos atingir metas ambiciosas para as energias renováveis".
Mas para a EDP, proprietária da central, o assunto está fora de questão. "Não está previsto o encerramento da central de Sines, por parte da EDP", sustenta a empresa, numa resposta escrita a perguntas do PÚBLICO. "O que estamos a fazer é a investir em termos ambientais na central, não só naquilo que é já hoje obrigatório [...], mas também antecipando aquilo [...] que vai ser obrigatório dentro de alguns anos."Para o país atingir as metas europeias, será também preciso cumprir tudo o que já está previsto para controlar as emissões de CO2. A última monitorização do Programa Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC), porém, revela atrasos. Na área dos transportes, por exemplo, das 22 medidas do PNAC apenas três mostram uma evolução positiva, segundo a associação ambientalista Quercus. As que teriam maior peso, como a operacionalização das autoridades metropolitanas de transportes, continuam no papel."São sinais de alarme, sem dúvida nenhuma", reconhece o secretário de Estado do Ambiente. Mas poderão ser adoptados planos de contingência para medidas do PNAC que não estejam a resultar. Quanto aos cenários para o futuro, Humberto Rosa diz que os resultados do estudo não chegam a causar desconforto. "Parece-nos uma situação exigente", afirma.

7.01.2008

VII Encontro Internacional de Coros de Santo André

Nos mdias 05 e 06 de Julho de 2008vai decorrer o VII Encontro Internacional de Coros de Santo André que pretende ser uma pequena mostra do trabalho de grupos corais, aliando a alegria e brilho da Música com a excelência das interpretações, para fazer chegar a música coral do mundo ao público da nossa terra, tentando estabelecer um intercâmbio cultural enriquecedor para todos.
O Encontro Internacional de Coros de Vila Nova de Santo André potencia o intercâmbio de experiências únicas e a partilha de culturas, entre os vários Coros participantes num ambiente de festa no Litoral Alentejo e é já um certame que tem conseguido marcar um lugar entre os que apreciam a música coral.
O Encontro é organizado pelo Grupo Coral do Clube Galp Energia e os Concertos serão realizados no centro Social do Clube Galp Energia em Vila Nova de Santo André e tem como patrocinadores as seguintes identidades: Galp Energia (Refinaria de Sines); Clube Galp Energia; Câmara Municipal de Santiago do Cacém; Junta de Freguesia de Santo André; Instituto Piaget (Campus Universitário de Santo André) e Centro Óptico de Santo André.

Programa
Sábado, 05 de Julho de 2008 - 21h30
Concerto de abertura
· Grupo Coral do Clube Galp Energia;
· Grupo Coral do Centro Cultural e Desportivo do Metropolitano – Lisboa;
· Coro Carpe Diem - Corroios;
· Coral Santa Cecilia - Villafranca de los Barros - Espanha.

Domingo, 06 de Julho de 2008 - 17h30
Concerto de encerramento
· Grupo Coral do Clube Galp Energia;
· Coro Sociedade Filarmónica 1º Dezembro - Montijo;
· Grupo Coral Oásis - Anadia;
· Orfeão de Paços de Ferreira - Paços de Ferreira.