6.25.2008

A quase um ano das eleições autárquicas

Tem sido um tema recorrente, em variados "posts", as próximas eleições autárquicas, as equipas no poder, as que se perfilam no horizonte, as promessas, o cumprimento ou incumprimento dessas mesmas promessas.
Sendo um tema de importância vital para o Litoral Alentejano, lançamos o desafio para uma reflexão séria neste local... uma reflexão objectiva, real e com uma visão de futuro.
Desafiamos os responsáveis políticos a participarem, a colocarem aqui objectivos, desafios, intenções.
Desafiamos os cidadãos a colocarem dúvidas e sugestões.
Desafiamos as instituições e sociedade civil a envolverem-se.
Ficamos a aguardar as vossas contribuições aqui ou para o mail alentejo_sw@hotmail.com

6.19.2008

Exposição "A Casa dos Nossos Avós” em Grândola

Recordar a “A casa dos Nossos Avós” é a sugestão para uma visita à exposição de antiguidades, que está patente ao público na Biblioteca Municipal de Grândola.
Esta exposição retrata uma típica casa alentejana da primeira metade do sec. XX, nos seus aspectos mais modestos. Nela estão presentes os objectos do quotidiano de uma família: fogão a petróleo, ferro a carvão, talha do azeite, poial das bilhas, o forno do pão, estanheira, catre, arca de madeira, o capacho, o lavatório de ferro, candeeiro a petróleo, entre muitos outros.
Numa outra parte, são apresentados artigos duma casa mais rica, como: vestuário, louças, rendas, bordados, quadros, peças em cobre, entre outros.
Com organização conjunta dos alunos do Curso de Educação e Formação de Adultos na área de Geriatria e Escola Básica Integrada D. Jorge de Lencastre, conta com o apoio da CM e Santa Casa da Misericórdia.
A Exposição poderá ser visitada até 26 de Junho, no seguinte horário:
Segunda - feira: 13h00 às 19h00
Terça a Sexta: 09h00 às 19h00
Sábado: 10h00 às 13h00
A entrada é gratuita

6.16.2008

Alentejo vai cartografar e preservar o seu vasto património cultural imaterial

A iniciativa da Direcção Regional de Cultura visa a instalação em nove concelhos de uma rede de conteúdos que será ligada a uma entidade central de concentração das memórias sociais
A Direcção Regional de Cultural do Alentejo está a desenvolver um projecto para a salvaguarda do Património Cultural Imaterial da região que visa a criação de contextos físicos que preservem as marcas culturais existentes em nove concelhos do Alentejo. Para que não se perca a memória social de usos, costumes, artes e tradições.
A iniciativa tem por base a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, adoptada em Outubro de 2003 na 32.ª Sessão da Conferência Geral da UNESCO e que foi aprovada pelo Estado português em Janeiro de 2008.
Paulo Lima, coordenador deste projecto, diz que partindo da Convenção e das manifestações do Património Imaterial, "pontuou-se um conjunto de municípios onde, pela sua diversidade e pela forte presença dessas manifestações, se poderia constituir uma rede representativa" e criar uma cartografia patrimonial.
Deste modo, em Alcácer do Sal vai ser edificada a Casa da décima e do verso improvisado, dedicado à poesia popular/tradicional e ao improviso; em Arraiolos, um centro do tapete vocacionado para o estudo dos têxteis do Alentejo; em Avis nascerá um espaço dedicado aos modos de construir e à arquitectura; em Barrancos emergirá a Casa da Fala com vista à preservação do dialecto barranquenho e à dialectologia; em Baleizão será feito um arquivo de história oral dedicado à memória social; em Borba vai nascer a Casa do Teatro Tradicional.
Em Ourique surgirá a Casa da Viola Campaniça e do Baldão, com vista a conservar o único instrumento de cordas do Alentejo, a sua utilização em diversas práticas musicais e outros instrumentos musicais utilizados também na região. Em Portel, é implantado o Jardim do Mundo, que permitirá o conhecimento do Território, das Paisagens e das Identidades do Alentejo e, por fim, em Serpa/Cuba, nascerá a Casa do Cante, como forma de manter o importante movimento coral tradicional.
De acordo com o coordenador deste projecto, estes locais, que procuram cobrir, de diferentes formas, todos os âmbitos da Convenção, "são supra-municipais e têm por obrigação a constituição de planos de salvaguarda específicos, posicionando-se não apenas para o local onde estão implantados, mas para a região, em articulação com as comunidades locais e o mundo universitário", disse.Toda esta rede primária terá ligação com um Centro de Articulação de Conteúdos, o Centro Michel Giacometti, que será instalado no Alentejo Central, em local a definir, e que terá como missão não só a articulação de conteúdos, como a gestão do Centro de Documentação Digital, mas também a sensibilização para uma boa prática de conservação de arquivos do Património Imaterial.
A partir de diferentes projectos, vão ser construídas redes específicas de âmbito regional e supra-regional. "É o caso do projecto de Arraiolos, que, a partir de uma especificidade que é o Tapete, e onde se está a construir um processo ligado à propriedade intelectual de uma manufactura artesanal, se procederá à construção de uma estratégia que articule uma rede que, neste caso, deverá incluir os bordados de Nisa, as tapeçarias de Portalegre, as mantas de Reguengos de Monsaraz e Mértola, ou as rendas de nós da Trindade", explicou o mesmo responsável.
Destes projectos são supostos nascerem planos de salvaguarda que passarão por documentar a manifestação em si e instituir estratégia de continuidade que articule a formação com sectores económicos, como é o caso do turismo.Neste sentido, a Direcção Regional de Cultura desenvolve outros projectos, que visam a exploração do património cultural "e que poderão, ou não, ter suporte nos locais e projectos referenciados". Paulo Lima salienta o desenvolvimento de uma rede de encontros científicos de diferente dimensão, que se pretendem articular com um conjunto de festivais temáticos, onde Monsaraz, em articulação com o Museu Aberto, ou utilizando a vila de Marvão, ou pequenos projectos emergentes, como é o caso dos cantos iberoamericanos de improviso em Alcácer do Sal, poderão tornar-se uma mais-valia importante para o turismo cultural", sublinhou.O coordenador avançou ainda que existe uma outra intenção, subjacente também a este projecto, que tem a ver com a construção de conteúdos multimédia para sítios e monumentos de interesse patrimonial, como é o caso dos castelos de Amieira do Tejo (Nisa) e Campo Maior, da Torre do Salvador, em Évora, ou do Castro da Cola, em Ourique.
Também a paisagem e a culinária são vistas como um património fundamental do Alentejo, pelo que a construção de uma base de dados sobre a culinária do Alentejo, que envolva também o inventário dos produtos agro-florestais, bem como dos modos de fazer, será de grande relevância, podendo Portel e Mértola constituírem-se como pólos importantes nesta estratégia. Por Património Cultural Imaterial devem entender-se os usos, representações, expressões, conhecimentos e técnicas, os instrumentos, objectos, artefactos e espaços culturais, as comunidades e os grupos que vão transmitindo algo de geração em geração. Tal como o texto da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial explica, "é um conhecimento que é recreado constantemente pelas comunidades e grupos em função do contexto em que vivem, da sua interacção com a natureza e com a sua historia".Tem por objectivo esta prática fomentar um sentimento de identidade e continuidade pelo respeito da diversidade cultural e da criatividade humana.

6.10.2008

Quinzena D.Carlos em Sines

Está a decorrrer em Sines a Quinzena D. Carlos, no ano em que se cumprem 100 anos sobre o seu assassinato, com uma Exposição sobre a figura do Monarca, no Edifício do Porto de Recreio, salientando a sua vertente marítima, integrada no vasto programa nacional de evocação desta figura da História de Portugal.
Sines e a sua costa foram diversas vezes visitadas por El Rei D. Carlos I, no âmbito das suas viagens e das suas campanhas oceanográficas, tendo algumas vezes sido referidas nos seus trabalhos científicos.
Além da vertente científica, D. Carlos I e a Família Real foram grandes desportistas náuticos, tendo participado em diversas regatas, tanto à vela como em remo e a motor.
Esta exposição terá um valor acrescido devido á sua ligação à LVIII edição do Troféu D. Carlos I, em vela, que liga Belém a Sines, uma organização da Associação Naval de Lisboa, a 7 de Junho de 2008, e irá decorrer ainda o Campeonato Nacional de Cruzeiros de 8 a 10 de Junho e o Troféu Vasco da Gama nos dias 13 e 14 de Junho, reforçando o papel de Sines como um local de grande qualidade para a prática de desportos náuticos, juntando muitos velejadores e visitantes nesta altura do ano.
Na Exposição, que decorrerá no Edifício do Porto de Recreio em Sines, e que estará patente de 7 a 24 de Junho, vão estar, além dos painéis elaborados pela “Comissão D. Carlos 100 anos” uma série de objectos nunca antes expostos ou que nunca saíram de Lisboa, de vários coleccionadores públicos privados.
Paralelamente irão decorrer várias conferências, no Centro de Artes de Sines, no dia 11 de Junho, ás 16.00 :
"D. Carlos Marinheiro" - Alm. Henrique da Fonseca, o "O mar na obra pictórica do Rei D. Carlos" - Dra. Isabel Falcão, o "Contributo do Rei D. Carlos para o conhecimento do mar e seus recursos" - Prof. Doutor Carlos S. Reis e “Investigação científica desenvolvida pelo Laboratório de Ciências do Mar” – Profs. João Castro e Teresa Cruz – Univ. de Évora.
Ainda no âmbito deste evento irá decorrera a visita do Senhor D. Duarte a Sines, no dia 14 de Junho onde visitará o Porto de Sines, as obras de recuperação do castelo de Sines, a Exposição do Tesouro de Nossa Senhora das Salas e a Exposição D. Carlos e o Mar.

Nova rota turística em Alcácer do Sal

Um novo percurso pedonal, com a denominação de “Rota do Senhor dos Mártires”, foi inaugurado dia 11 de Maio em Alcácer do Sal.
Com início na praça Pedro Nunes o passeio, com a extensão de cerca de 13 quilómetros e 3 horas de duração, tem como objectivo a observação de fauna e flora aliada à descoberta do património construído e edificado de Alcácer do Sal.
O percurso sobe ao miradouro de Santa Luzia, continuando depois até chegar ao Santuário do Senhor dos Mártires, jóia do património arquitectónico do concelho e um dos templos cristão mais antigos do país. A rota continua por caminhos de terra batida onde se pode apreciar zonas de pinhal e a lavra do arroz até aos bairros do Olival Queimado e São João. Neste ponto
começa-se a descer pelo parque de campismo, largo dos Açougues e largo da Tipografia. O ponto de chegada coincide com o início, na praça Pedro Nunes.
Este percurso mantém-se livre para todos os que o quiserem fazer, basta seguir a sinalética própria, criada para o efeito, dois traços, amarelo e encarnado, que assinalam todas as ruas e pontos da rota.

http://www.cm-alcacerdosal.pt/PT/Actualidade/Noticias/Paginas/%E2%80%9CRotadoSenhordosM%C3%A1rtires%E2%80%9Dinauguradaestedomingo.aspx

6.09.2008

Santiago do Cacém em grande

A cidade de Santiago do Cacém esteve em foco no passado fim de semana por variadas razões.
A inauguração do novo hotel "Caminhos de Santiago", mais uma edição da "Santiagro", a queda de uma bancada na mesma "Santiagro" e a inauguração no novo Parque da Cidade na Quinta do Chafariz.
O Presidente da Câmara Municipal, Vitor Proença, não deve ter tido um minuto de descanso, entre Secretários de Estado, visitantes, espectáculos e Protecção Civil.
Algumas notas:
O novo hotel, um equipamento que fazia falta a Santiago do Cacém e à região promete dar que falar. Talvez pela sua arquitectura, um maciço negro que alterou a paisagem, já de si fraca, das colinas que envolvem a cidade, pela sua decoração, um misto de mito urbano com um regionalismo algo parôlo ou pela sua cozinha, a cargo de um conhecido autor.
A Santiagro, nada mais que o mesmo, em franco declínio, um mega stand de automóveis,uma falta de rumo e de se encontrar... e este ano prometia uma atracção (não sabemos qual será o futuro ou interesse disto em Portugal), ou seja, um inovador espectáculo de "Rodeo".
Acontece que no meio deste espectáculo a bancada caiu e, por um feliz acaso, um quase milagre, apenas se registaram 60 feridos ligeiros. Uma palavra de felicitações aos meios de socorro e auxilío, que prontamente acorreram, prestando um eficaz apoio a todas as pessoas.
No Domingo, a abertura do Parque da Quinta da Chafariz, mais uma obra de "regime",um equipamento que custou, em dinheiro antigo, meio milhão de contos e que, a nosso ver, fica muito aquem do que se necessitava e esperava, depois de tanta propaganda, tanta participação, tanto entusiasmo.