4.30.2008

Mais um equipamento cultural no Litoral Alentejano




22 comentários:

Anónimo disse...

Não há fome que não dê em fartura...mas tamanha fartura até é suspeita...

Vilela disse...

Santiago tinha matéria para ter quase um espaço museológico em cada freguesia e nalgumas até mais do que um tal é a diversidade de patrimónios existentes por todo o concelho que estão esquecidos. Nisso é que devia haver mais investimento poupando os milhares de contos que se gastam com Pólos Norte e outros artistas em concertos para encher o olho ao zé da aurora.

Anónimo disse...

Tinhamos falta aqui em Ermidas de um museuzinho sobre a cortiça, as industrias da cortiça, etc, porque é uma terra desde sempre ligada à cortiça e penso que seria algo interessante fazer e até havia bastante ferramenta e máquinas velhas que se podia meter num museu pequeno.

Santiaguense disse...

Dou razão ao Vilela. Se a câmara está sempre com o choradinho que tem pouco dinheiro, não se justifica promover concertos com cachets chorudos. É preferível canalizar essas verbas para equipamentos culturais, estruturantes, que tanta falta fazem no nosso concelho. Museus, salas de espectáculo, etc. Mas tudo isto resulta de uma evidente falta de estratégia de desenvolvimento cultural da câmara, que o museu da Abela não consegue disfarçar. O dinheiro que se tem desbaratado em concertos ao longo dos anos, já tinha dado para uma rede de pólos museológicos em diversas partes do concelho onde eles se justificam e para investir no nosso centro histórico com obras a sério e não obras de fachada, unicamente de cosmética, como aconteceu recentemente.

Anónimo disse...

Que é feito de um tal museu de arte sacra que em tempos foi tão falado, que supostamente ia ser instalado no antigo hospital do Espirito Santo, em Santiago do Cacém, onde ainda foram feitas escavações e vários trabalhos?
Que é feito da tal igreja nova com projecto de Sisa Vieira, também prometida para Santiago ?
Que é feito de um tal centro de estudos da Ordem de Santiago que ia ser instalado no edificio onde funcionaram os paços do concelho de Santiago?
Que é feito do projecto que ia ligar o castelo às ruinas Miróbriga ?
Em que estado está o processo da retirada do cemitério do castelo medieval de Santiago ?

Quem souber que me responda.

Anónimo disse...

Não deixa de espantar com a equipa que está na cultura da câmara municipal, mas ainda bem que se fez o museu de Abela. Melhor opinião terei quando lá o for visitar.

Anónimo disse...

Até que ponto é que a Abela será a freguesia mais indicada do concelho para receber um museu agricola é a primeira dúvida que me ocorre. A segunda, é se efectivamente este museu pretende ser ou não representativo da vida agricola do concelho desde tempos imemoriais, como a pré-história, passando pelo antigo regime, pela época moderna, se faz uma abordagem ao século XX nomeadamente às transformações antes e pós 25 de Abril, à Reforma Agrária, etc, etc, ou se vamos estar perante meia dúzia de salas com algumas dezenas de peças, qual reliquias de tempos não muito distantes, sem um fio condutor, cronológico, e sem mostrar o que foi e tem sido a vida rural e agricola do concelho. Reservo melhor opinião para quando visitar o novo museu.

Anónimo disse...

Nisto é que eu acho que o dinheiro é bem gasto, ao contrário de certas coisas que não dão interesse a ninguém. Mais museus, espaços para teatro, cinema, centros culturais, parques de lazer, salas de exposições e por aí fora para cultivar a população que ainda está muito inculta.

Silva disse...

Gosto muito de museus, desde que sejam bem feitos. O ano passado visitei o museu do pão em seia e gostei bastante. Tem restaurante, bar, exposição, biblioteca, padaria. Acho que este tipo de museus como Abela devia ter também a hipotese de se provar alguns dos produtos da terra e do concelho ligados à agricultura.

Santiaguense de gema disse...

Uma rede de núcleos museológicos, articulada, com vários temas, ao longo de todo o concelho seria uma boa ideia como diz o Vilela. Mas isso terá de corresponder a um plano estratégico, ou projecto bem elaborado que tenho algumas reticências se estará no horizonte da câmara municipal nem sei se o pelouro da cultura terá capacidade para o mesmo.

elisa disse...

Gosto muito de cortiça.
Um pequeno museu em Ermidas, sim - como se podia começar?

E este blogue é... divino.
Boas notícias, ideias, opiniões, debates – e despiques e outros temporais!
Boas verdades e boas mentiras.
Boa animação.

USS disse...

Xiiiiiiiii...Tantos anónimos!
Esta gente tem medo do quê? Uma crítica bem construída e identificada é a melhor forma de fazer mudar as coisas que não no sparecem bem. No entanto, algumas críticas parecem-me infundadas porque as pessoas que as fazem, nem sequer visitaram o museu.
Dizer mal por dizer não! Pra esse Santo não dou.
Aprovo sem reticências a ideia do "SILVA". Conheço o museu do Pão em Seia e acho uma ideia interessante para o museu da Abela!
Uma proposta a fazer à Câmara Municipal e à Junta de Freguesia.
Talvez uma parceria publico-privada desse para instalar um restaurante típico.

Alencult disse...

Espero que o investimento não seja só da autarquia, penso que as populações e os seus eleitos mais directos (presidentes das juntas de freguesia),bem como as associações e empresas, começem a pressionar a câmara no sentido desenvolvimento cultural e na criação de espaços que dinifiquem a nossa identidade.Há que pensar em estratégias de desenvolvimento local e regional.
Mais museus...? Não sei, eles devem provir da vontade das gentes locais e não pelo facto de se tornarem montras exibicionistas dos povos indígenas, para turista ver.
As populações devem ser parte integrante de todo este processo, diria mesmo, que são os únicos interessados neste processos de avivar a memória.

Ponto Verde disse...

Um excelente exemplo de desenvolvimento regional. Parabéns.

Francisco Lobo de Vasconcellos disse...

Estive no Museu da Abela e gostei bastante.
Para o espaço disponivel e o tipo de museu local, foi feito um grande trabalho.
Parabens à equipa do José Matias, Fernanda Vale e arq. João Sousa, e à população da Abela, que levou a cabo esta ideia e tão bem recebeu os visitantes na inauguração.
Três reflexões apenas:
1 A programação de um museu: Hoje em dia os museus são "seres vivos" que vivem de uma programação em actualização constante, com actividades várias, de modo a que sejam visitados repetidamnente e não se tornem num depósito de peças. Espero que os responsáveis tenham este aspecto em consideração, porque se não pode-se por em causa todo este projecto.
2 Espero que este Museu sirva para despertar consciências e que se comece a dar valor a outros objectos semelhantes que possam estar desaparecidos ou maltratados. Talvez sirva para despertar um pouco mais as consciências para o valor do património(móvel e imóvel) e que seja desta vez que o património dos nossos Centros Históricos seja visto de outra maneira...que não a que tem sido até agora.
3 Este projecto deveria ser seguido de outros semelhantes, ou seja, criar no concelho uma rede de pequenos Museus semelhantes com diferentes aspectos do Trabalho Rural. Assim seria uma experiencia mais valorizadora, mais atractiva de visitantes, com as correspondentes sinergias e economias de escala. Uma sugestão:
Alvalade - Plano de irrigação do Vale do Sado e culturas regadas; Ermidas - Cortiça, Santo André - Quintas e produções horto/frutícolas, Cercal - industrias transformadoras de produtos agrícolas. Tudo isto com ligação ao pão (os moinhos ainda em funcionamento) e valorizando as produções tradicionais.
PS -Já agora...a valorização urbanística do Largo onde se situa o Museu do Trabalho Rural também deveria ser equacionada.

Luis Pedro Ramos disse...

Em Alvalade temos materiais para, pelo menos, 2 espaços museológicos. Um sobre arqueologia e outro com o espólio do Posto de Culturas Regadas, que é único na região.
É evidente que uma pequena rede de pólos museológicos disseminada pelo concelho, bem pensada e bem dinamizada pode ser uma alavanca de desenvolvimento local importante e um excelente contributo para fazer circular os turistas por todo o concelho, em matéria de turismo cultural. Necessáriamente terá que ser um trabalho que envolva as populações e os agentes e associações locais. Esse trabalho ou a criação dessa rede, no caso de Alvalade, Cercal e Santiago do Cacém devia inserir-se num processo de recuperação e revitalização dos respectivos centros históricos, que no caso de Alvalade definha e aguarda o tão ansiado e prometido projecto de salvaguarda e valorização.

Santiaguense de gema disse...

Diz e bem o Francisco Lobo de Vasconcellos que o conceito de museu hoje em dia está longe ser unicamente de um depósito de antiguidades. Correcto. É necessário imprimir-lhes dinâmica, e para isso acontecer terá que existir uma equipa multifacetada para investigar, para recuperar peças, para inventariar, para conceber exposições temporárias, para criar vida à volta das peças e do que elas representam, para fazer a ligação com as escolas e aproximar o museu, enquanto local de cultura, à comunidade onde se insere sem esquecer a sua vertente turistica. Só com esse espírito serei favorável à criação de uma vaga de pequenos museus no concelho, e não apenas para acondicionar materiais em boas condições. Penso que a câmara de santiago ainda não tem uma equipa sólida para um projecto dessa dimensão mas desejo que a consiga formar a curto prazo.

Marina disse...

Os meus parabens à cãmara municipal pelo museu da abela e os meu desejo para que o presidente, vereadores e por ai fora leiam todos estes comentarios porque parece-me importante pensar muito bem sobre estes assuntos.

Anónimo disse...

Seja 'uss' muito bem aparecido... finalmente! Já tínhamos saudades suas!

De um modo geral, parece-me que as ideias de ‘francisco lobo de vasconcellos’ iriam bem alinhadas com as das de ‘luis pedro ramos’ e outros participantes neste espaço... Pergunto-me se estes encontros cibernéticos são o início do que poderá vir a ser um ‘grupo de trabalho’.
Mas que trabalho. E onde? Como?
Ideias não faltam...

Arqueologia e investigação. Acho que o Centro Interpretativo de Miróbriga merece um livro para a arquitecta Paula Santos, em edição bilingue.
O pão. Um tema delicioso, e com moínhos. Devia haver muito pão – para todos.
A cortiça. Se o arquitecto Shiregu Ban fez coisas grandes em papel, porque não podia um arquitecto do Alentejo fazer coisas grandes em cortiça...? Um pequeno museu em Ermidas, com café e bolos, feito de cortiça... seria possível?
As casas. Nos centros históricos ou menos históricos, grandes e bonitas ou pequenas e poéticas, com vista sobre o mar ou rodeadas de árvores e planícies. De projectos a processos de recuperação, que pudessem ser documentados, editados, e publicados.
Quintas. Com criançada e hortaliças e frutos. Que se pudessem comer (não as crianças, claro, e muito menos ao pequeno almoço) e beber. Um restaurante típico, e convidava-se o michelin (ou outro menos pretensioso).
Cinemateca. Uma rede de écrans e projectores, e uma colecção de fitas, de terra em terra. Todas as semanas, claro. Que quem não faz nada às vezes também tem direito à vida (falta uma vírgula.).
.
E concordo totalmente com ‘alencult’ na crítica à ‘exibição de indígenas’.
A conceptualização inteligente dos espaços é vital.

Passar à acção já esteve mais longe...
O Museu da Abela, ao que parece, ficou bonito – gostava de conhecer – será um outro bom ponto de encontro, para além do cibernérico..? E se tiver comida, bolos e café....
Viria ‘marina’ e ‘silva’ e... mais quem...?
Eu não sou ‘de cá’, confesso...
(Não sei, claro, se poderíamos contar com o ‘lopes’... deve andar muito atarefado a ligar à Paula Rego!)


Fica a sugestão – faltará só marcar um belo dia... talvez.

lopes disse...

O Lopes não vai ligar à Paula Rego! Deixo isso para quem sabe e a conheço, mas ficarei muito contente se ela vier expor na nossa região.
Mas vou tentar levar avante outros projectos e o "anónimo" estáconvidado a participar.

Anónimo disse...

Para mim se há museus é porque se dá valor ao passado, aos nossos antepassados, etc, mas é preciso fazer as coisas como deve ser que não sei se é o caso porque não fui Àbela ainda visitar o museu. Mas estranho um bocado aparecer um museu na Abela enquanto que aqui em Santo André já devia ter organizado um espaço sobre a vida dos pescadores, as suas artes, tudo o que foi a pesca há uns anos atrás, etc, que tinha mais hipoteses de ter mais visitas do que na Abela. Tudo bem, o museu da Abela é sobre agricultura, etc, e em Santo André isso não daria tanto, mas acho que era importante fazer-se aqui algo sobre os pescadores, arte chávega, etc,
As pessoas de Santo André deviam-se interessar mais sobre isso e pedir à câmara um museu dedicado ao pescador. Tenho dito.

Anónimo disse...

Sabem da história da praia de Messejana? Não? então eu conto.
Há umas décadas bem largas, havia no governo um político natural de Aljustrel, Brito Camacho de seu nome. Os aljustrelenses querendo aproveitar o momento, começaram a pedir isto e aquilo para ser feito em Aljustrel. A páginas tantas, o dito político já cansado de tanta pedincha perguntou: Então não querem também uma praia?
Sem dúvida alguma que é este o pensar dos novos aljustrelenses de Santo André, querem tudo e mais alguma coisa. E o resto do concelho?