4.16.2008

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Numa altura em que para a Cultura não existem verbas, monumentos e sítios fecham ou trabalham em horário reduzido e com condições precárias...o Ministério da Cultura é inexistente...o IGESPAR inoperacional e a Direcção Regional de Cultura do Alentejo ainda está a perceber para que serve...não devemos deixar de dar atenção aos nossos monumentos e participar nas poucas actividades que decorrem no Alentejo Litoral e de que se destacam as seguintes:
Alcácer do Sal:
http://18deabril.sapo.pt/index.php?mod=detalhe&ref=17&det=39

Grândola:
http://18deabril.sapo.pt/index.php?mod=detalhe&ref=17&det=147

http://18deabril.sapo.pt/index.php?mod=detalhe&ref=17&det=151

http://18deabril.sapo.pt/index.php?mod=detalhe&ref=17&det=150

http://18deabril.sapo.pt/index.php?mod=detalhe&ref=17&det=149

http://18deabril.sapo.pt/index.php?mod=detalhe&ref=17&det=148

Santiago do Cacém:
http://18deabril.sapo.pt/index.php?mod=detalhe&ref=17&det=151

http://18deabril.sapo.pt/index.php?mod=detalhe&ref=17&det=328

29 comentários:

Chicão disse...

Grandola ao pé de santiago não é nada em monumentos pelo que não percebo porque é que tem mais acontecimentos.
Depois tb acho que santiago não é só miróbriga, tem muito mais monumentos mas pela forma como é orientada a parte da cultura pela câmara isto já era de esperar.

santiaguense de gema disse...

É curioso que sendo o tema este ano sobre o património religioso e espaços sagrados, que apenas estejam programadas iniciativas nas ruínas de Miróbriga, quando o que não faltam em Santiago do Cacém são espaços religiosos. Igualmente curioso é o facto do bloguer não ter mencionado nenhuma iniciativa em Sines, nem em Odemira. Provavelmente não está nada programado para os ditos concelhos, o que também tem o seu quê de estranho na medida em que ambos têm também monumentos interessantes. Quanto a mim, há muito ainda por fazer sobre os nossos monumentos. Desde logo a partir do governo e das câmaras municipais em conjugação com as escolas para começar a haver uma educação para o património juntos dos nossos filhos, para que no futuro saibam dar valor a herança cultural dos seus antepassados. É preferível investir nisso, do que em concertos de música rasca e fogo de artifício para entreter a populaça.

lopes disse...

Bom...sobre Santiago do Cacém...com esta gente no pelouro da Cultura não se pode esperar muito...é realmente confrangedor os programas ditos culturais promovidos pela Câmara.
Mas suponho que para a inuaguração do rídiculo Parque do Chafariz devem fazer grande festança.
É de lamentar que não se faça mais na nossa região...mas com esta gente (e refiro-me não só aos eleitos mas também aos utilizadores, a nós, que não somos mais exigentes) será dificil mudar o estado das coisas....

Marina disse...

Concordo com todos. Só que temos que ver que isto dos monumentos não é muito popular ainda. Quer dizer a maior parte das pessoas não liga a tal coisa pelo que as cãmaras vão mais para coisas que as pessoas sem conhecimentos preferem porque isto dos monumentos está mais voltada para pessoas com mais estudos que têm um olhar diferente das pessoas com poucos estudos. Lógico que as cãmaras fazem programas mais para essas pessoas porque são a maioria e dão depois os votos que eles precisam. Não sei se estou certa ou errada mas é o que penso.

escangalhado disse...

Será certamente uma grande festa a inauguração de tamanha "pindériquice" de Parque Urbano!
Que está diferente do que era, sem duvida mas perdeu-se uma oportunidade única de fazer daquele espaço um sitio magnifico.
A propósito, não houve em tempos um concurso de ideias para aquele espaço ?
O que está feito é o projecto vencedor desse concurso ?
Quem pode responder ?
Como já se disse, festas nas datas especificas para os amigalhaços nunca faltam.
Palmadinhas nas costas ainda menos.

Anónimo disse...

Aquela porcaria custou mais de 2 milhões de euros ou 400 mil contos e ainda não fecharam as contas.
O que se poderia ter feito no Concelho com esse dinheiro...em vez de fazer muros de xisto, feitos à mão para serem rebocados por cima!
Tudo é facil quando o dinheirinho não é nosso!

de cá disse...

Cara Marina
Mas se não dermos coisas melhores as pessoas não evoluem nem progridem...e é essa a obrigação das Câmaras, do Estado!
Ou seja nivelar por cima...mas em Portugal o hábito é nivelar por baixo!
"Panen et circes"...pão e circo...foi assim que acabou o Império Romano...

Vicente disse...

Parece que a iniciativa que vai acontecer em Miróbriga é da responsabilidade da Direcção Regional de Cultura do Alentejo. Sendo assim, não está nada previsto da parte da câmara municipal de Santiago para este dia. Pouco me interessa se este dia tem interesse ou não, mas consultando aquele site vemos muitas iniciativas no país inteiro feitas por câmaras municipais. Mas isso é em concelhos onde se respeita o património, em que existem investimentos a sério, o que não é bem o caso de Santiago que só mexeram em alguma coisa foi por causa da exposição do dr Falcão e foi praticamente umas pinceladas para mudar a imagem, e nós sabemos o quanto esta câmara é perita nas questões da imagem e do pó de arroz, porque os edificios que foram pintados por dentro estão tal e qual como estavam antes.

Chicão disse...

Marina, tenha paciencia. Então se o povo é ignorante, só lhe damos pimbalhadas? E os monumentos é coisa para quem tem estudos ? Tenha paciencia, eu tenho poucos estudos e gosto de apreciar castelos, ruinas, igrejas, exposições, etc. E aprendo sempre algo que não pude na escola. Só tenho pena é de em vez de ter-mos uma Margarida Santos no pelouro da cultura, não ter-mos um Mário Primo

V Gama disse...

Pena que Sines não apareça aqui...começa a ter uma dinâmica interessante....

escangalhado disse...

Dois milhões e tal de euros .....!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Fora a manutenção anual que pela forma como a obra foi projectada, será carissima.
Mas o Municipio "progride", Hotel novo, Jardim, ou melhor Parque Urbano novo, Auditório novo, enfim um fartote de inaugurações.Até parece um concelho rico e poderoso.
Mas volto a perguntar;
Quem é o autor da obra ?
Alguèm sabe ?

Anónimo disse...

É de louvar esta iniciativa comemorativa do Ministério da Cultura que chama a nossa atenção para os monumentos que nos rodeiam... Mesmo não havendo muito dinheiro, a ‘cultura’ está à nossa volta. Envolvermo-nos de ‘cultura’ depende sobretudo de nós. Olhar para os nossos monumentos, arte, arquitectura, história. Para a nossa paisagem e a nossa língua. Ver, ler, pensar de nossa justiça. Apreciar o que há, e o que é feito também a pensar em nós. E, independentemente das agendas políticas – todos os os políticos quererão os nossos votos – Santiago foi, sim, colocado no mapa da cultura.

Ainda no passado mês de Março foi inaugurada no Museu Municipal de Santiago do Cacém uma exposição do Mestre Pintor Júlio Resende, um dos nossos maiores e mais queridos artistas. O Alentejo em Desenhos e na Memória. O que, pelo caminho, encantou e impressionou a retina da sensibilidade de alguém ficará também na nossa memória. Pena que o dono deste blogue (andará ocupado com outras agendas) não se tenha lembrado de anunciar este evento... mas os lindíssimos desenhos estarão em exibição até 3 de Maio. Para quem quiser ir ver.

(O ‘de cá’ tem toda a razão... nivelar por baixo, não. Porque os que não têm estudos, deviam ter, e hoje muitas coisas boas e bonitas não estão acessíveis só a uma minoria. ‘O pão e circo’ que se dá ao ‘povo’ mostra apenas o calibre do governador... mas olhar em volta e abrir os olhos é um must, uma obrigação. Neste caso, a vereação da cultura de Santiago está de parabéns.)

Isto a propósito de interesse pelo que é nosso – o ‘património’ - a nossa ‘Cultura’.

Anónimo disse...

ps. diga-se também que o 'ter estudos' não significa que a pessoa seja culta ou bem formada. Ou que tenha olhos de ver, respeitar e realizar coisas bonitas. Claro.

Vicente disse...

V.Gama afirma que Sines começa a ter uma dinâmica interessante na preservação do património. Absolutamente de acordo, mas também Grândola (Lousal é disso exemplo) e Alcácer do Sal como agora vemos com a inauguração da cripta.
E perguntam vocês:
E Santiago do Cacém?
Pois bem Santiago do Cacém neste mandato teve uma grande exposição na Igreja Matriz, onde a grande responsabilidade é do Dr José António Falcão, e umas obrinhas no centro histórico. Nada mais em quase 3 anos de mandato, o que é muito pouco meus caros senhores num concelho com tanto património arquitectónico. Nem sequer o arquivo do Gabinete da Área de Sines soube segurar. Nem isso meus senhores. Nem isso. A minha nota para o pelouro da cultura é 1. Só não dou um zero bem redondo, porque lá se vão fazendo algumas exposições com interesse, como esta agora do pintor Julio Resende. E que merecia melhor divulgação.

O Ps é o maior disse...

Olhem com bastante atenção a tudo isto e digam se não tenho razão que é nos concelhos socialistas que se dá mais valor aos nossos monumentos, cultura popular, etc. Agora quando o PS ganhar em Santiago vão ver bem se não é assim.

Lopes disse...

O anónimo que disse: "Santiago foi, sim, colocado no mapa da cultura." de certeza que não é de cá...porque quem cá está tem a certeza que Santiago está de saída do mapa da cultura.
Basta ver a miséria de programas culturais... e não é uma exposiçãozita do Resende (que não de produção própria) que torna Santiago mais activo culturalmente.
Acho que é um comentário de alguém com pretensões intelectuais...dos que só conversam, e pouco fazem!
E até me arrepia quando se lê que Alcácer quer ser o polo cultural da região...não pela intenção...mas pela atitude passiva dos autarcas e população de Santiago...que foi durante décadas a capital cultural do Litoral.

Anónimo disse...

O participante ‘lopes’ salta para conclusões precipitadas sobre as capacidades organizativas e pretensões do ‘anónimo’ que citou... não é justo!

A ‘produção própria’ de um evento como é uma exposição, é a sua concepção e edição, organização e financimento – transporte, seguro, brochuras, técnicos e auxiliares, entre outras coisas, têm que ser pensadas. E quanto mais ‘caro’ o artista, mais caro sairá o evento.
Em termos de organização, um evento (seja com fundos privados, seja com fundos públicos) implica a coordenação de equipas de pessoas que trabalham nos bastidores – invisível para o público – quer do lado onde o evento tem lugar (os promotores) quer do lado dos artistas. A própria escolha do local do evento é um processo complexo. No caso de um artista tão conhecido como é Júlio Resende, ou como seria uma Paula Rego, a escolha de Santiago entre tantas solicitações de lugares possíveis para uma exposição, terá precisado certamente da intervenção de uma mãozinha amiga... apesar da simpatia e do encanto que é a Fundação Júlio Resende - Lugar do Desenho, e da ternura que o Pintor sente pelo Alentejo.
Só quem organizou eventos como estes sabe das dificuldades inerentes ao processo.
Àparte a questão dos orçamentos para estas coisas, sempre limitados, há o mérito da escolha do evento (o artista, o tema, o programa ) e há a sua organização propriamente dita. E as mãozinhas.

Quanto a ser uma ‘exposiçãozita’... o ‘lopes’ofende quem organizou e ajudou a organizar, menosprezando e desdenhando o evento... acredito que tenha ido ver... e achou pequenos os desenhos... não gostou...?

Se a cultura é tão importante para o ‘lopes’ - e o seu uso do sufixo ‘ita’ leva-me a pensar que parece ter ideias muito definidas quanto às dimensões, qualidade e número de eventos culturais que se devem realizar em Santiago – desafio-o.

Desafio o ‘lopes’, que será de ‘cá’, a propôr e a organizar, ou ajudar a organizar um evento desses. Depois diga-me de sua justa justiça – como tão bem parece saber, a conjuntura para a organização de eventos em Santiago não é das mais fáceis – e não vale desistir!

E quem quer ajudar a convencer a Paula Rego a vir a Santiago? Desafio.
Ou a organzisar uma exposição de trabalhos de um artista local ou apresentação de trabalhos resultante de um concurso promovido localmente, por exemplo. Seria igualmente uma boa ideia.

Na minha opinião, uma exposição de desenhos de Júlio Resende em Santiago é um luxo – e muito bem merecido. E eu tenho a certeza que saberão apreciar.

Lopes disse...

Bom..o "anónimo" anterior não percebeu nada e gosta de dar lições.
Mais um intelectual a dar lições a nós...os incultos da provincia.
O principal que eu disse é que não é uma exposição do Resende que coloca Santiago no mapa da cultura...gostei da exposição e agradeço ao Rezende a à Paula Rego (vem? quando?..eu ajudo) e a todos que cá vierem...mas não são estas medidas avulsas que poem Santiago no mapa...continua a faltar visão, estratégia, planos, organização, um percurso coerente, consistente.
E aqui o Lopes ate gostaria de organizar "coisitas" mas como se calhar não é da cor, ou as coisitas não trazem mais valias aos politicos...nunca conseguirá organizar nada.

Compadre disse...

Não é dificil perceber que existe uma clarissima falta de estratégia no municipio de Santiago sobre o nosso património. O investimento que tem sido feito é praticamente insignificante face ao que era necessário fazer para dinamizar o turismo cultural, que aqui tem sido aflorado a partir dos exemplos de Mértola, Alcácer do Sal, entre outros existentes pelo país fora. Mas esse é sobretudo um problema de falta de objectividade politica de um executivo que mostra não ter capacidade para entender isso, e daí não se preverem quaisquer projectos nessa linha para além de algumas intenções pouco amadurecidas como foi o caso de uma suposta geminação com Santiago de Compostela, um centro de estudos sobre a Ordem de Santiago, etc, que foram falados na altura da exposição de arte sacra mas que caiu no silêncio e que temo que venham a ter o mesmo destino que um tal projecto já aqui falado, salvo erro Do Castelo Velho ao Castelo Novo, muito propagandeado há uma boa meia duzia de anos e que nunca mais se ouviu falar.
É evidente que Santiago do Cacém tinha e tem todas as condições para ser a capital da cultura do litoral alentejano, mas até Sines já se vai destacando mais através do FMM e de outras iniciativas e mais forte será quando conseguir imprimir mais dinâmica ao centro de artes, que sofre um pouco com as características da sua população.

Anónimo disse...

é mais um passo na descracterização desta região...

Anónimo disse...

Se o 'lopes' acha que o anónimo que citou é 'um intelectual'.. O 'anónimo' até teria razões para ficar contente com o 'elogio' das suas capacidades inteligentes, não fosse o preconceito e a precipitação da conclusão tirada - uma vez mais. E quem chamou 'inculto da província' ao 'lopes', não foi o dito 'anónimo'... E não acho justo que agora ofenda também os da província!

E diga-me: se não é Resende, ou Paula Rego, que põe Santiago no mapa da cultura, quem é?
Sabe?
E, se gosta desta pintora, porque não a convida e vê o que ela diz?

E, se o 'lopes' vir bem, o 'anónimo' não está em desacordo consigo, por isso não precisa de o ofender com tamanho elogio... a questão da 'côr' política e da falta de 'visão e estratégia' é um problema nacional grave, típica e oriunda de todos os partidos e grupos de amigos (dos monárquicos aos psds e das cdus aos comunistas).
Eu concordo totalmente consigo - é muito difícil.
Acho que deve continuar, mesmo contra a maré, a tentar as suas 'coisitas'. Não desista. Não são 'coisitas', e tenho a certeza que encontrará uma maneira de as realizar, e pessoas que querem o mesmo e que o ajudem.

Entretanto, acho que só lhe ficava bem agradecer também a quem organizou. Ou acha que não merecem?
Quer mais uma 'lição'...?

E não se pode dizer que isto não está animado!

Vilela disse...

Sines, do ponto de vista cultural, está a distanciar-se de Santiago em quase todas as áreas.

Anónimo disse...

Não olhem tanto para o vosso "umbigo". O blog tem como nome Alentejo Litoral, ou seja, não começa em santiago e termina em Sines. Hà mais cultura para alem destes dois municipios. Não se esqueçam que Alcácer começa a dar cartas em termos culturais: - É a Cripta, as recriações Históricas, os Festivais de Juventude. Sobre Odemira paira um silêncio cultural, será que fica noutro país? E Grândola, o que é feito??? Assim passam os dias, as semanas...Temos que começar a pensar em termos de região e sobre a Capital cultural, isso é cronstruido e não sai por decreto. Se for alcácer, qual é o problema? Como dizia o outro, "organizem-se"!

Anónimo disse...

É um problema que quanto a mim tem duas causas fundamentais.
Por um lado a câmara municipal, que tem um executivo fraquissimo, de baixo nível cultural, e por outro um certo distanciamento ou adormecimento da comunidade santiaguense, salvo algumas excepções. Apesar disso ainda vamos tendo bons exemplos de agentes culturais na sede de concelho e em Santo André, que infelizmente não são tão apoiados pelo município como seria desejável. Quanto à valorização do património histórico, nisso estamos todos de acordo, penso eu, Santiago do Cacém deve ter um dos níveis mais baixos de intervenções de reabilitação em todo o Alentejo o que se percebe perfeitamente olhando ao executivo que está à frente dos destinos do concelho.

lopes disse...

Mais uma vez obrigado ao "anónimo"....pela sua lição.
Ok...eu convido a Paula Rego..e depois....
Eo sr anónimo...que faz ..o que pode fazer pela região.
è disso que se trata...e quem vive cá sabe e sente o que se passa....o atraso,a inoperancia...o imobilismo...e o facto de quem quer fazer alguma coisa ser sempre bloqueado...ser sempre uma enorme dificuldade,esforço sem retorno...
A certa altura cansa..farta.
Mas esperamos pelas magnificas realizações do "anónimo": Paula Rego, Joana VAsconcelos, Mariza...todos os grandes nomes.

toino disse...

O problema principal de Santiago é uma desesperante falta de visão estratégica, que se nota a léguas, para o desenvolvimento cultural do município que desaproveita a cultura popular, as tradições, a história, o património arquitectónico, arqueológico, documental, e ainda o património imaterial. Em Santiago funciona tudo aos impulsos, uma iniciativa agora, outra daqui a uns tempos conforme se vão lembrando de fazer mas nada onde se note uma estratégia, uma visão objectiva ou algo estruturado. Agora vai vir aí a inauguração do museu da Abela, pois este projecto não foi discutido com ninguém que eu saiba, a não ser talvez com o presidente da junta da Abela pelo ficamos sem saber o que é que está por trás disso, se pertence a algum plano museológico mais vasto, como é que vai ser feita a gestão dos objectos expostos, se é uma exposição permanente, etc. Não sabemos de nada a não ser que vai ser inaugurado, e eu só espero que o espaço tenha vida e dinâmica e não seja apenas um depósito de velhas reliquias e antiguidades mas que cumpra a sua função enquanto lugar de cultura, incluindo a sua função pedagógica, turística, etc.

Anónimo disse...

Acho que o ‘lopes’ é daqueles que contam com as coisas feitas... e nem agradecem!
Ou acha que é a lição do ‘anónimo’ que deve agradecer’? Não tem de quê!
E quer mais uma lição...?

Se pensa que vai ficar de braços cruzados à espera que o ‘anónimo’ esgalhe uma Paula Rego para Santiago e para si... O ‘anónimo’ demarca-se claramente desse tipo de postura e participação, e diz-lhe desde já que não. Que não mexerá um dedinho. O ‘lopes’, e Santiago, e outros, de outras terras do Alentejo Litoral, que se organizem primeiro, se querem mesmo ver coisas feitas... e o ‘anónimo’ poderia com certeza avançar a ‘mãozinha’ ajudadoira.
E com muito gosto.

A ‘mãozinha’ não é de Deus, ou obra e graça do Espírito Santo. A ‘Mama do Estado’, quando organiza um evento cultural não invoca o Divino Departamento. A coisa aparece feita e pronto.... é dado adquirido. Mas, se não aparece, ai que o Estado Papão é... papão!

O deixar-se a cultura ao Deus Dará da iniciativa privada, ou a mãozinhas ajudadoiras de ‘coisitas’ que se organizam para e com amigos, mesmo quando a intenção é boa ... não está bem. Realmente não devia ser assim, sem estatégia, concordo totalmente com o que dizem alguns participantes.
Mas que mais pode fazer um ’anónimo’ e Santiago e outras terras se, precisamente, é o sistema político das mãozinhas da privada escolha que tende a vigorar, da direita à esquerda, sem visão e unidade...? Nada...?
Desistir? Esperar? Chorar sobre o leite derramado? Rir? Desdenhar? Desprezar? Maldizer? Fazer o mesmo, e perpetuar os erros...? E depois olhar com ar de embasbacamento para o ‘estrangeiro’, que no estrangeiro ‘é que é’...? Eternamente...?
Talvez pressionar e ajudar quem já lá está, a governar. As duas coisas ao mesmo tempo, porque a maldicência pela maldicência, comodismo e a desistência, não levam a lado nenhum.
Que mais podemos fazer...?
Que faz o ‘anónimo’ pela região...
E o ‘lopes’, o que faz?
O que pretende...?
Quem é...?

E... por uma questão de estilo....o ‘lopes’.... devia deixar-se.... de tantas reticências.... Pois uma ... incitação do ‘povo’.... à acção.... com tantas reticências... pelo meio.... torna-se pouco convincente.... serão... as ditas reticências.....indicativas.... talvez de.... coisa na manga.... agenda... critério de dupla.... e comodista intenção.... nem sim nem sopas... O oportunismo... da abertura excessiva às coisas... do tudo querer.... não é nada... e tudo perde.... É mau e fica mal. Há vírgulas e pontos. Terá o ‘lopes’ aprendido a usá-los? Quer mais uma lição..? Uma revisão da sua pontuação...? Travar os precipitados julgamentos, com um ponto final...? As reticências são para quem não acaba o trabalho das injunções lançadas com desafio... Algumas são muito simpáticas... pessoalmente, não tenho nada contra as reticências... pelo contrário, muitas, são encantadoras... bastante atraente, o seu pontilhado... redondinho... é... muito sedutor... Mas, quando toca à acção, ponto é ponto e pronto. Decidido. Sim ou Não. Bom ou Mau. Feio ou Bonito. As reticências não levam a lado nenhum... ou talvez sim.... Denunciarão algum sonhador... bem precisamos deles, e do artistas. Ponto. Pronto, digo.
Parágrafo.


Estou a brincar, claro...
No ofense taken... fico até contente que o ‘lopes’ tenha pegado no ‘anónimo’ para chatear e picar... muito obrigado(a). Talvez a complicada relação dê os seus frutos... Outras terão dado...

Essas três artistas... arte... no feminino. Boas ideias. Gosto muito do ‘Coração Independente Vermelho’ da Joana Vasconcelos, e da ‘Noiva’.
E, de Mariza, deixo este link

http://uk.youtube.com/watch?v=TeOhPR_0x8E&NR=1

(Quanto a Paula Rego… o ‘lopes’ já disse que perguntava... será de palavra séria?)

Mas o ‘anónimo’ só consideraria ajudar o sentido de oportunidade do ‘lopes’, se o aparente comodismo desistente farto-cansado de ‘lopes’ e a aparente falta de confiança do ‘lopes’ agradecer, aqui mesmo, neste blogue, a quem organizou e ajudou a organizar a exposição de Júlio Resende... e se prometer arregaçar as mangas sem regalias de conde que manda postas de pescada e ainda vem pedir batatinhas à ‘lição’ do ‘intelectual’ que ‘nada’ faz e ‘de certeza que não é de cá’! E ofender a cultura da província com requintes de um nativo ‘nós’ e laivos de xenofobia...?
Que desplante.
O Alentejo Litoral é também de quem está longe.
De quem gosta das suas paisagens.
De todos igualmente.


Pediu? Pois fique com mais este relambório em forma de 'lição'.
O orgulho do ‘anónimo’ morde (e não sem prazer) o isco do anzol que o ‘lopes’ lançou.
Mas sem o dito devido agradecimento, nada feito. Se quer outra ‘exposiçãozita’ – amanhe-se.

Boa sorte.

lopes disse...

O "anónimo" venceu-me pela exaustão!
é bom saber que aqui na região temos alguém que sabe tanto de cultura, exposições, politica, pintura, e agora de português.
Assim esta região não morre!
uma nova esperança renasce com a suprema actividade e contribuição deste anónimo de cá!
Quanto a obrigação de agradecer, peço desculpa mas não me obriga a agradecer nada...e o agradecimento foi feito em tempo devido a quem de direito! Não recebo liçoes detsas de ninguém...outras sim (desculpai-me as reticências!)

Anónimo disse...

Não percebo o interesse do vosso despique mas deve ser defeito meu.