2.29.2008

Equipamentos Turísticos no Litoral Alentejano

No seguimentos da noticia anterior, com a referencia ao Hotel Rural da Daroeira, gostaríamos de reflectir sobre esta questão...
Não tendo em em conta os projectos megalómanos da Península de Tróia, Costa Terra, Pinheirinho e Comporta....que, supostamente, irão aumentar a oferta turística no Litoral Alentejano, os equipamentos hoteleiros do Litoral são em baixo número e de fraca qualidade...além de terem vindo a diminuir!
Vejamos o caso das Pousadas....a de Santiago foi vendida ao desbarato, esteve fechada e agora vai abrir um hotel, supôe-se de luxo, num caixote negro, mal integrado na paisagem...vamos aguardar para ver.
A Pousada de Vale do Gaio...encerrada e consta que foi comprada...aguardar para ver.
A Pousada da Quinta da Ortiga, após um acentuado declínio, está encerrada e ao que consta será entregue aos proprietários...aguardar para ver.
Resta a de Alcácer do Sal...como é recente, supôe-se que se irá manter.
Como se pode ver, não se entende como é que apregoam o Alentejo Litoral como destino turístico de excelência e depois não existem bons locais de alojamento?
Claro que existem pequenas unidades que vão dando uma boa imagem...mas insuficiente: Touril de Baixo, Reguenguinho, Herdade da Matinha, Forte de Milfontes, etc..mas necessitamos de mais e melhores!

2.25.2008

Equipas de canoagem estagiam em Alvalade do Sado

Vão realizar-se durante os meses de Fevereiro e Março estágios de canoagem, de equipas internacionais, na Herdade da Daroeira em Alvalade do Sado, em Santiago do Cacém.
De início vão estar presentes uma equipa russa, uma checa, duas suecas e a equipa nacional da Áustria. Este estágio tem o objectivo de preparar a época desportiva, bem como a adaptação entre as equipas, à Herdade da Daroeira e à comunidade local. O estágio vai integrar 4 equipas mistas, num total de 30 atletas, sendo que as atletas checas ganharam medalhas de bronze no Mundial de Juniores e as russas foram medalhadas em campeonatos mundiais. Este estágio está a ser organizado pela empresa NELO M.A.R. KAYAKS, e conta com o apoio e disponibilidade da Câmara Municipal de Santiago do Cacém em receber os atletas e ambientá-los ao Município, pois esta empresa considera fundamental a ligação entre os atletas e a comunidade local.
NELO M.A.R. KAYAKS é uma empresa que gosta de desafios e projectos inovadores. São os construtores de kayaks da marca NELO e os patrocinadores oficiais dos Jogos Olímpicos de Pequim. Criaram um Centro de Estágio em Cinfães, no Douro e o sucesso foi tanto, que passados 3 anos foram confrontados com a necessidade de criar outro local capaz de receber os atletas. “Após uma intensa pesquisa encontrámos o Hotel Rural da Daroeira que cumpria todos os nossos requisitos para ser o segundo centro de estágio da marca NELO. Pretendemos então diversificar a nossa oferta e dar nome a outra região do país com muito potencial para a prática de canoagem - o Alentejo.”, refere fonte da NELO M.A.R. KAYAKS.
Mais informações sobre o Hotel Rural Daroeira em www.hoteldaroeira.com
E mais informações sobre Alvalade Sado em www.alvalade.info

2.21.2008

Tribunal suspendeu loteamento e parou obra da Herdade Costa Terra II

Do"Publico" de hoje:
Tribunal Administrativo de Lisboa suspendeu o primeiro projecto PIN do Governo21.02.2008.
A instância judicial decidiu-se pela "suspensão da eficácia" do despacho conjunto dos ministérios do Ambiente e da Economia que reconhecia o interesse públicoO Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa (TACL) suspendeu o primeiro projecto de potencial interesse nacional (PIN) promovido pelo Governo no litoral alentejano.O despacho da instância judicial determinou a suspensão do loteamento onde está a ser construído o projecto turístico-imobiliário Costa Terra, localizado entre o Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz e a Aberta Nova, e mandou parar a obra, dando assim sequência a uma providência cautelar interposta pela Quercus e pelo Geota.O Ministério do Ambiente anunciou que vai recorrer da decisão do Tribunal Administrativo. As associações ambientalistas tinham requerido em Maio de 2006 "a nulidade dos despachos conjuntos (...) que reconhecem a ausência de alternativas e razões imperativas de interesse público para os projectos turístico-imobiliários Costa Terra e Herdade dos Pinheirinhos". Agora o tribunal decidiu-se pela "suspensão da eficácia" do despacho conjunto dos ministérios do Ambiente e da Economia que reconhecia o interesse público do projecto e permitia o seu avanço na Rede Natura 2000, e também de "todos os actos consequentes deste despacho conjunto", nomeadamente o alvará de loteamento concedido pela Câmara de Grândola. Nas providências cautelares que interpuseram, as duas associações ambientalistas consideraram que a execução destes projectos comporta a afectação de uma espécie de flora prioritária (Armeria rouyana), bem como de habitats naturais prioritários (matos litorais de zimbros). A Quercus e o Geota sustentam a sua argumentação na "falta de fundamento relativo à ausência de alternativas quanto à localização, dimensão e tipo de empreendimento a instalar". Por outro lado, e de acordo "com o entendimento da Comissão Europeia", quando tal situação se observa "devem ser ponderadas localizações alternativas e mesmo a execução de projectos com menor carga de construção".O projecto de loteamento da Herdade da Costa Terra envolve a construção de 204 moradias, três aparthotéis com 560 camas, quatro aldeamentos turísticos com 775 camas, quatro conjuntos de apartamentos turísticos com 823 camas, uma estalagem com 40 camas e um campo de golfe de 27 buracos. No seu conjunto, o empreendimento turístico/imobiliário disponibiliza 2912 camas e ainda equipamentos complementares, como um supermercado, igreja, restaurantes, zona comercial, clube hípico e um centro de talassoterapia.O projecto inclui ainda um centro de documentação da natureza, uma reserva ornitológica, um parque de flora mediterrânica, um borboletário, uma quinta e vinha biológica com produções certificadas para consumo no empreendimento turístico. O presidente da Câmara de Grândola, Carlos Beato, reagindo à decisão do TACL, disse à agência Lusa que está "a preparar o recurso dessa decisão do tribunal". O autarca pretende que haja "uma decisão contrária", frisando que o projecto Costa Terra "faz a diferença em termos de oportunidades" e além disso "é de interesse regional e nacional". O empreendimento Costa Terra, com um investimento total estimado de 510 milhões de euros distribuídos por quatro fases de desenvolvimento ao longo dos próximos dez a 12 anos e que deverá ocupar 124 dos 1350 hectares da herdade, prevê a criação de 1260 postos de trabalho directos e mais de 3000 indirectos. 510 milhões de euros é o custo total da construção do projecto Costa Terra, que deveria ficar concluído em 10, 12 anos".
O comentário do Eng. Sócrates, ex Ministro do Ambiente e actual Primeiro Ministro, que desvaloriza e salientou os 15 anos de avaliação do projecto, referindo ontem a decisão do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa (TACL) para "desdramatizar" as consequências do chumbo do empreendimento Costa Terra, segundo a Lusa. O empreendimento é o primeiro projecto de investimento prioritário (PIN) aprovado pelo actual Governo. Sócrates deixou expresso no final da sessão de balanço dos programas de estágios profissionais para jovens, Inov Jovem e Inov Contacto, que decorreu no Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, onde se pronunciou sobre a decisão do tribunal, que o Ministério do Ambiente "terá oportunidade de demonstrar que teve todos cuidados e que fez tudo o que devia em relação a esse projecto", frisando que o empreendimento turístico--imobiliário "esteve mais de 15 anos em avaliação

Tribunal suspendeu loteamento e parou obra da Herdade Costa Terra

Será que começa a verdade a vir ao de cima?...será que afinal estes tão propagandeados empreendimentos não são assim tão bons?
De acordo com o jornal "Público":
"De acordo com a Quercus, nesta decisão de primeira instância, passível de recurso, o tribunal decidiu pela "suspensão da eficácia" do despacho conjunto dos ministérios do Ambiente e da Economia que reconhecia a utilidade pública do projecto e permitia o seu avanço na Rede Natura 2000.A decisão do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa suspende, também, "todos os actos consequentes deste despacho conjunto", nomeadamente o alvará de loteamento concedido pela Câmara Municipal de Grândola, e determina que a empresa Costa Terra deve "abster-se de realizar qualquer obra no local indicado", adiantou a Quercus."A Quercus e o Geota apresentaram em Maio de 2006 duas acções judiciais contra os Ministérios do Ambiente e da Economia requerendo a nulidade dos despachos conjuntos (...) que reconhecem a ausência de alternativas e razões imperativas de interesse público para os projectos turístico-imobiliários Costa Terra e Herdade dos Pinheirinhos", referiu a associação ambientalista.A Quercus acrescenta que, apesar da decisão sobre a Costa Terra, a providência cautelar relativa à Herdade do Pinheirinho "está ainda por decidir".Habitat prioritário afectadoNas providências cautelares que interpuseram, as duas associações consideraram, entre outros pontos, que a execução destes projectos comporta a afectação da espécie de flora prioritária (armeria rouyana), bem como do "habitat" natural prioritário (matos litorais de zimbros).Como tal, sublinham que "só lhes podem ser reconhecidas [aos projectos] razões imperativas de interesse público invocando a saúde ou a segurança públicas, consequências benéficas primordiais para o ambiente, ou outras razões imperativas de reconhecido interesse público, mediante parecer prévio da Comissão Europeia".A Quercus considera que existe também "falta de fundamento relativo à ausência de alternativas quanto à localização, dimensão e tipo de empreendimento a instalar"."De acordo com o entendimento da Comissão Europeia, por ausência de soluções alternativas entende-se a impossibilidade de recorrer a outras soluções que melhor respeitem a integridade do sítio em questão. Para esse efeito, devem ser ponderadas localizações alternativas e mesmo a execução de projectos com menor carga de construção. Nada disto foi efectuado", afirma.No início de Janeiro deste ano, a organização ambientalista Quercus denunciou ao Procurador-Geral da República, Fernando Pinto Monteiro, situações de acordos público-privados de "legalidade duvidosa" (entre eles os da Costa Terra e da Herdade do Pinheirinho), ao abrigo do conceito de Projecto de Interesse Nacional (PIN), e solicitou a intervenção do Ministério Público nas alegadas irregularidades apontadas.Projectos de grande dimensãoO projecto de loteamento da Herdade da Costa Terra comporta 204 moradias, três aparthotéis com 560 camas, quatro aldeamentos turísticos com 775 camas, quatro conjuntos de apartamentos turísticos com 823 camas, uma estalagem com 40 camas e um campo de golfe de 18 buracos, além de equipamentos complementares, como supermercado, igreja, restaurantes, zona comercial, clube hípico, centro de talassoterapia e uma estação de serviço.O projecto inclui ainda um Centro de Documentação da Natureza, uma Reserva Ornitológica, um Parque de Flora Mediterrânica, um Borboletário, uma Quinta e Vinha Biológica com produções certificadas para consumo no empreendimento turístico.O empreendimento da Costa Terra, com um investimento total estimado de 510 milhões de euros distribuídos por quatro fases de desenvolvimento ao longo dos próximos 10 a 12 anos, e que deverá ocupar 124 dos 1350 hectares da herdade, prevê a criação de 1260 postos de trabalho directos e mais de 3000 indirectos.O projecto da Herdade do Pinheirinho é composto por 204 lotes para moradias, dois para hotéis e quatro para aparthotéis, três para aldeamentos/apartamentos turísticos e outros lotes para equipamentos complementares, num total de 2912 camas, bem como um campo de golfe de 27 buracos, com cerca de 90 hectares.O reconhecimento da "utilidade pública" dos dois empreendimentos foi há alguns meses reivindicado pelo presidente da Câmara de Grândola, Carlos Beato (independente eleito pelo PS e apoiante da candidatura de Cavaco silva às presidenciais), que também se insurgiu várias vezes contra a contestação dos ambientalistas sobre os dois empreendimentos".

2.18.2008

Sines e a revisão do PDM


A Câmara Municipal de Sines (CMS) tem revelado uma atitude muito positiva de diálogo, informação e transparência no processo de revisão do PDM.

Ao longo do processo tem aparecido variadas informações sobre o decorrer do mesmo, com convites para a participação popular, chamando a atenção para a pessoas integrarem o processo com ideias, sugestões, dúvidas.

No seguimento deste processo a CMS inciou as Sessões Temáticas com o tema do Turismo, seguindo-se a Protecção Civil, Ambiente, Saneamento, Transporte Urbanos e Mobilidade, Pescas, Transportes Regionais e Nacionais, Floresta e Agricultura e Investimento.

Para uma melhor comunicação lançou também um blogue, onde se pdoe encontar mais detalhes sobre este processo :


Aguardamos que os resultados destas Sessões Temáticas sejam divulgadas, para um melhor conhecimento do Concelho e do que se pretende daqui para a frente.

A equipa do Prof. Costa Lobo terá certamente uma amplo leque de informações para produzir um documento que venha ao encontro das necessidades dos Sineenses e da região.

2.08.2008

Lousal: Projecto recria descida real a minas de pirite

Nem tudo é mau na nossa zona...mão amiga fez-nos chegar esta informação...obrigado!
Há 20 anos que ninguém entra nas minas de pirite da aldeia do Lousal. Um projecto ambicioso e pioneiro a nível ibérico pretende agora recriar o percurso dos mineiros com uma descida real num elevador panorâmico às profundezas da terra.
A descida à mina integra-se num programa global de desenvolvimento e redinamização do Lousal (Relousal), que aproveitou o património industrial e geológico para travar a degradação económica e social após o fim da exploração mineira, criando novas oportunidades de emprego para a população.
Trata-se de «um projecto único a nível ibérico», disse Fernando Fantasia, administrador e porta-voz da Fundação Frédéric Velge, entidade que congrega os antigos proprietários das minas (Sapec) e a câmara de Grândola e que gere o programa Relousal.
«O sucesso do Relousal depende em grande medida da descida à mina», salientou o mesmo responsável, adiantando que os promotores vão avançar com uma candidatura aos fundos comunitários para fazer face ao elevado investimento, estimado em dez milhões de euros.
Os percursos que o Centro de Ciência Interactiva do Lousal proporciona estão concebidos como uma viagem interactiva que começa na superfície e vai até ao subsolo em que o visitante recebe informação e participa através de experiências e de ambientes recriados.
O primeiro percurso inicia-se à superfície, no edifício de trituração do minério, onde a exposição é atravessada por um modelo tridimensional com 16 metros de comprimento que representa todos os poços, galerias e chaminés da mina.
A descida à mina é feita através do Poço Waldemar, cujas galerias se dividem por dois níveis, a 30 e a 45 metros de profundidade. A maior parte das galerias deste poço ao nível 30 encontram-se ainda em bom estado, devido ao facto de não estarem inundadas, mas também porque serviram de paiol nos últimos anos de exploração.
No espaço Malacate, os grupos equipam-se com capacete, lanterna, impermeável e botas.
Prosseguem então com a visita ao Poço 1, no topo dos silos, onde acedem através de um passadiço que percorre todo o edifício da trituração. Continuam em direcção ao Poço 2, através de um funicular que permite descobrir as cores e formas estranhas da Corta (escombreiras e exploração mineira a céu aberto).
Da plataforma do Poço 2, seguem para o Poço Waldemar através de uma ponte pedonal que encurta distâncias e oferece mais vistas panorâmicas sobre o espectáculo da Corta.
Descem então num elevador panorâmico com capacidade para 16 pessoas, a partir do qual se pode avistar o Lousal mineiro, antes de entrar nas profundezas da terra.
No interior da mina, os visitantes descem aos 45 metros de profundidade, onde a escuridão é absoluta.
Num terceiro caminho, percorre-se a Corta com paragens em vários pontos de interesse como as escombreiras, o jazigo de pirites ou uma nascente de ácidas.
Para o presidente da câmara de Grândola, Carlos Beato, «o projecto da descida à mina faz toda a diferença, e iria ajudar a complementar a oferta turística, para que não esteja tudo concentrado no litoral».
O autarca recordou que «a mina foi o factor social e económico mais importante deste concelho durante muitos anos».
Com o encerramento das minas, em 1988, deu-se um inevitável processo de desertificação humana e degradação social.
«De um dia para o outro, desapareceu a razão de existir de uma comunidade», notou Carlos Beato, salientando a importância de recuperar as infra-estruturas mineiras do Lousal para que a aldeia se converta novamente num pólo de atracção, atraindo turistas e fixando a população.
O centro científico Mina de Ciência é outra das iniciativas do Relousal, já em fase avançada e com inauguração prevista para Maio.
Situado no perímetro de uma antiga mina de pirite, o centro está instalado num edifício parcialmente reabilitado onde se preservaram as características originais da construção «para que não se perca a memória do que aconteceu», descreveu o investigador Jorge Relvas, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Os conteúdos científicos estão a ser produzidos por dezenas de cientistas, investigadores e especialistas em computação gráfica.
O principal atractivo é a infra-estrutura CAVE (Computer Assisted Virtual Environment) com tecnologia de realidade virtual que permite simular cenários e criar percepções visuais, auditivas e olfactivas.
Noutra sala, os visitantes encontram suspensos de uma parede três Volkswagens: um completo e outros que foram sucessivamente subtraídos das suas componentes fabricadas com recursos minerais (peças metálicas, vidros, baquelites, etc.), mostrando a dependência face aos recursos geológicos.
«Sem terra não há Carochas», é a designação desta exposição.
«Descobrir a rir» é uma área onde se propõem jogos interactivos e actividades adequadas às crianças.
No antigo balneário, vai ser possível tomar um «Banho de Ciência» através de vários módulos interactivos.
No local onde funciona actualmente o auditório vão ser instalados meios de projecção 2D e 3D para visualizar filmes antes do final da visita.
O objectivo da Mina de Ciência, que custou 2,5 milhões de euros, é captar a atenção do público infantil e juvenil, mas atrair também estudantes, investigadores e empresários.
Além deste centro, a antiga vila mineira do Lousal conta já com vários aliciantes turísticos: uma albergaria na antiga casa do administrador das minas, um restaurante instalado num antigo armazém, um centro de artesanato cujos artífices são antigos mineiros, um mercado onde se vendem produtos regionais, um museu que deu nova vida à antiga central eléctrica.
«Depois do encerramento da mina, quisemos utilizar o orgulho de ser mineiro para os motivar e transformar este espaço numa homenagem à cultura alentejana e à memória da actividade mineira na faixa piritosa», salientou Fernando Fantasia.
As visitas guiadas comprovam o sucesso da iniciativa. Por ano, o Lousal recebe cerca de 50 mil pessoas que procuram conhecer melhor a memória viva de uma indústria que ao longo de um século dinamizou aquela região.

2.06.2008

Governo retira da REN parte da Comporta

É pena que as notícias deste blogue acabem sempre por ser da a mesma natureza...mas apenas são o espelho do que o Litoral Alentajano se tornou...uma região em que só conta a faixa de 5 quilômetros junto da costa e até Sines...para construir...o resto, como dizia alguém...é o deserto!
O actual governo achou aqui uma galinha de ovos de ouro e, como na fábula, está a matá-la, apoiado pelos grande interesses económicos (que nem são da nossa região) e, espante-se, pelos próprios autarcas que supostamente ainda acreditam em fábulas de riqueza, emprego...e quem sabe, uns lugares nos Conselhos de Administração destas empresas.
Elegemo-los...e eles em troca deixam-nos uma costa cheia de betão...
Onde está o planeamento?
O autarca Beato não acredita que ganhou a sorte grande outra vez...já só faltam poucos quilômetros de costa para urbanizar!
Pedimos desculpa do tom...mas hoje estamos tristes...mais uma machadada na nossa região...
No Publico de hoje http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1318723

O Conselho de Ministros aprovou uma nova proposta de delimitação da Reserva Ecológica Nacional (REN) na Herdade da Comporta, que se estende por 12.500 hectares dos concelhos de Alcácer do Sal e Grândola. Neste imenso território, próximo da costa atlântica, o Grupo Espírito Santo pode, a partir de agora, construir o seu megaempreendimento turístico que vai ocupar uma área de 744 hectares nos dois municípios alentejanos.A sociedade Herdade da Comporta-Actividades Agro Silvícolas e Turísticas possui 624 hectares de praias e dunas, 8194 hectares de florestas e mato e 1698 hectares de sapal junto ao estuário do Sado. A proposta aprovada pelo Governo, em 24 de Janeiro, através do Despacho n.º 2173/2008, enquadra-se nos objectivos dos planos de pormenor das áreas de desenvolvimento turístico (ADT) 2 e 3, e corresponde às zonas definidas para o efeito nos planos directores municipais (PDM) de Alcácer do Sal e Grândola.O projecto para a ADT 2 abrange um território com 346,7 hectares, no concelho de Alcácer do Sal, e corresponde a três por cento da Herdade da Comporta. Neste espaço serão instaladas 3467 camas turísticas e 1470 camas residenciais em dois hotéis, dois aparthotéis, três aldeamentos turísticos e 250 moradias. Está ainda prevista a instalação de dois campos de golfe. O projecto para a ADT 3, que se localiza no concelho de Grândola, abrange uma área com 377 hectares para a qual está programada a instalação de 4478 camas turísticas e 1496 residenciais, em quatro hotéis e 11 aldeamentos turísticos. O projecto inclui também um campo de golfe de 18 buracos que se estende por 88,8 hectares.A construção deste conjunto de equipamentos turísticos e residenciais representam, segundo a organização ambientalista Quercus, "uma ameaça para 131 hectares de habitats prioritários" nas ADT 2 e 3, que estão referenciados na rede Natura 2000. Este sítio de importância comunitária Comporta/Galé abrange uma área de 32.051 hectares, dos quais 2582 hectares se situam no concelho de Alcácer do Sal e 5656 hectares no concelho de Grândola."Carência de emprego"O Governo contrapõe que o plano integra um estudo de incidências ambientais, a salvaguarda de zonas de habitats e a aplicação de medidas compensatórias. E frisa que o empreendimento da Herdade da Comporta cumpre as exigências impostas pelos PDM de Alcácer do Sal e Grândola e os "dispositivos previstos" no Plano Regional de Ordenamento do Território do Litoral Alentejano.O despacho governamental destaca ainda que o empreendimento se insere numa região de "debilitado desenvolvimento económico resultante do envelhecimento populacional, da desertificação do território e da carência de emprego", mas que também está em condições de oferecer serviços e equipamentos dirigidos a segmentos "do turismo de natureza e desportivo, do turismo residencial, do turismo de lazer, do turismo de negócios e do turismo de saúde".O volume de investimento que vai ser aplicado no projecto da Herdade da Comporta está estimado em 1130 milhões de euros, um montante que o Governo admite possa vir a ter "impactos muito significativos em termos de emprego, prevendo-se a criação de cerca de seis mil postos de trabalho directos, o que corresponderá a, aproximadamente, cerca de 45,5 por cento da população economicamente activa do total dos dois concelhos". Os dois municípios alentejanos, no seu conjunto, têm cerca de 30 mil habitantes.