1.21.2008

Forte do Pessegueiro finalmente em obras

Iniciaram-se obras no forte do Pessegueiro, cujo estado de conservação dava preocupações. Os trabalhos ora começados destinam-se a “estabilização da falésia e recuperação estrutural”. O custo da obra, que deverá estar concluída no prazo de três meses, ronda os 44 mil contos (220 370).
Trata-se de uma excelente decisão, pois a intervenção sumariamente descrita é da máxima importância e urgência. O seu financiamento inscreve-se num protocolo de candidatura ao Feder, assinado pelo Instituto para a Conservação da Natureza e pela Câmara Municipal de Sines, que inclui também o acesso à praia de Vale Figueiros. Como se previa, face ao escasso interesse do governo num edifício do próprio Estado (tutelado pela Direcção Geral do Património do Estado), foi necessário que a Câmara propusesse a inclusão desta obra no mencionado protocolo. No entanto, o instituto arcará com 87,5% das despesas não financiadas, cabendo o restante ao município.
O último alerta sobre a necessidade urgente de obras no velho edifício ocorreu em Janeiro de 2004, quando o "Diário do Alentejo" publicou um trabalho jornalístico sobre o assunto, que foi retomado por diversos órgãos de comunicação. O assunto subiu, mesmo, à Assembleia da República, que, através de um requerimento da deputada Maria Santos, interrogou o governo (de Durão Barroso). Este limitou-se a reconhecer que não havia qualquer plano.
O forte da costa do Pessegueiro é um dos edifícios com maior interesse histórico e arquitectónico da costa alentejana. Ele foi edificado na década de 80 do século XVII, sob projecto do engenheiro João Rodrigues Mouro, em local onde antes existia uma arruinada bateria da época filipina. Destinava-se a melhor defender a costa de Sines, em geral, e o fundeadouro do Pessegueiro, em particular, dos ataques da pirataria e do corso marítimos.
Com o terramoto de 1758, que causou muitos prejuízos em Sines, o forte sofreu estragos nas duas extremidades da praça alta, viradas a poente, que afectaram a capela situada sob o lanço do lado de Norte (hoje, a parede apresenta uma fissura). No entanto, suportou bem posteriores tremores de terra e as intempéries a que está particularmente exposto.
No século XIX, extinto o perigo corsário, o forte perdeu a sua função. Por volta de 1850, pelo "banho do 29", tradição popular que se realizava anualmente em 29 de Agosto, abrigava os numerosos banhistas, num ambiente de arraial. Na segunda metade da centúria, organizados os serviços de vigilância fronteiriça, recebeu um posto da Guarda Fiscal. Finalmente, em 1942, o posto foi desactivado e o edifício entrou num longo período de abandono.
Em 1962, o SNI ainda pensou adaptá-lo a pousada, no espírito das "pousadas de Portugal". Entre 1983 e 1985, beneficiou de alguns trabalhos de conservação, mas, mais de 20 anos passados, ameaçava ruína estrutural, nomeadamente na abóbada sobre o corpo da guarda e escada para a bateria. Após a criação do Parque Natural, então ainda Área de Paisagem Protegida, o ICN promoveu uma reunião, em Lisboa, com a presença de historiadores, autarcas, presidente do ICN e director do Parque, para discussão de um projecto de restauro e reutilização do forte. O processo ficou, contudo, por concretizar.
Com estas obras, espera-se, assim, que os problemas de conservação fiquem minimamente resolvidos. Resta, a seguir, encontrar forma de organizar a fruição pública do forte, tendo em conta que o edifício apenas vai receber reparações de emergência e sabendo-se que o antigo projecto do Parque Naturalnão satisfaz. A solução, penso, passa por reunir os recursos humanos e empresariais da região, que, para o efeito, se disponibilizarem, com o fim encontrar a melhor solução. Fica aqui a sugestão ao Parque Natural e ao Município.
Nesta altura, é bom lembrar que o pequeno forte filipino existente na ilha também merece restauro. Mais uma vez, se trataria de uma intervenção minimalista, apenas para evitar que o fortim, cristalino "exercício de estilo" maneirista, do traço e direcção de obra do engenheiro Alexandre Massai, se desmorone por completo.

texto António Martins Quaresma

Fonte: Diário do Alentejo
www.diariodoalentejo.pt

35 comentários:

Marina disse...

Bela noticia, só espero é que realmente para além de evitar que aquilo caia se faça uma coisa mais abrangente para ficar em óptimas condições para a população e os turistas poderem usufruir.

Silva disse...

É caso para dizer "FINALMENTE". Já não era sem tempo, porque o forte estava em muito mau estado e tendo em conta a sua importância é justo que se faça a sua recuperação. Mas tão importante como a sua recuperação será definir a sua utilização futura e em que moldes isso vai ser feito.
Como espaço cultural com uma componente museológica explicativa do forte e suas funções ?
Como espaço polivalente, com restaurante, bar, espaço museológico, com áreas para pequenos concertos, exposições temporárias ?
Como posto de turismo ?
É essa definição quanto ao seu uso futuro que pouco se sabe.

Gostaria imenso que o nosso castelo em Santiago fosse também devolvido à população para fins culturais e turisticos.

E aproveito para deixar uma sugestão aos nossos autarcas do litoral alentejano: façam um dvd em bilingue com todos os nossos recursos turisticos, incluindo o nosso património natural, cultural, arqueológico, religioso, museus, artesanato, percursos ou rotas, etc, etc.
Acho que hoje em dia é preciso aproveitar melhor estas ferramentas para divulgar melhor a nossa região.

Anónimo disse...

Acho muito bem que arranjem o forte mas ainda falta o outro e falta tirar o cemitério do castelo de Santiago do Cacém que é uma coisa que já não devia existir há muito tempo, porque realmente é vergonhoso andar-se anos e anos a prometer-se isso e nunca mais é sábado.
Sr. Proença meta os olhos no seu camarada Coelho e veja lá se consegue aprender alguma coisa de jeito sobre castelos, museus, centros históricos, etc, etc, etc.

Anónimo disse...

Que bom.Gosto muito de fortes.
Protegem-nos dos ataques dos piratas.
E alguns são... muito charmosos (os fortes, não os piratas).
Como este, abraçado à honra de uma costa portuguesa.
(Tem pêssegos, o Pessegueiro...?).

O artigo do professor António Quaresma é, apesar do sério e antiquado ‘ora’ e ‘centúria’ à historiador, leve e refrescante. De modo claro e sucinto, indica as funções do forte, os abalos que sofreu, a atenção que tem ou não recebido ao longo do tempo. A sua história e a história da atenção que lhe tem sido dada, revelam-nos um pouco dos estados de espírito do país e seu governo, e os estados do corpo das suas experiências e ideias. Hoje, é um símbolo de defesa e protecção do nosso símpático território, que eu acho encantador.
E o ‘cristalino exercício de estilo maneirista’ na ilha do Pessegueiro é bonito, corajoso.
A ílha é linda, rodeada de um silêncio de vagas.
Tomara que a terapia de fortificação urgente sugerida para o fragilizado fortim seja pensada e aplicada... Que as ditas obras de estabilização da falésia e recuperação estruturais fiquem bem feitas, e que os projectos para a sua ‘fruição pública’ não sejam muito sujeitos às novas piratarias do tempo... Não queremos operações de cosmética para o inglês ver, nem bilhetes de entrada que nos saiam caros.

Música e pintura, sim... Programas barrocos ou contemporâneos... Noite com jantar à luz das estrelas da orquestra da Gulbenkian ou de um convidado jazz libertino... Pequenos-almoços com pão alentejano e sumos de pêssego, praia e ondinhas... Almoço com o mar, a areia, e a doçura colorida do pastéis do Júlio Resende... Um café, relva... fotografias, histórias romanceadas, um filme... tantas coisas que se podiam fazer com este forte. Seguir depois para o castelo de Santiago, e continuar o programa das festas... abrangente, sim.

Estas coisas fazem bem... dão alento, fortalecem.
Fortes e fortins de olhos postos no mar da nossa identidade... bom.
Conservação do nosso património arquitectónico... muito bem.
Notícia animadora, neste início de ano a precisar de reparação e outras obras de fundo.

Carvalho disse...

Bela pousada que lá se fazia se fosse adaptado a isso. Com aquela vista magnifica.

Vicente disse...

O anónimo que manda Vitor Proença aparender com Manuel Coelho não deixa de ter uma certa razão. É que o presidente da câmara de Sines ainda vai mostrando alguma obra de valorização dos testemunhos do passado daquele concelho como se vê nestas obras no forte de Porto Covo, nas obras no Castelo de Sines, no Museu na Misericórdia, na Casa Vasco da Gama, na Igreja das Salas e até recentemente no centro histórico.
Enquanto Vitor Proença neste mandato limitou-se a fazer algumas obras de fachada e pinturas no centro histórico de Santiago e foi porque houve a exposição, se não nem isso fazia. Em Santiago estamos muito mal com este executivo no que diz respeito à preservação do património e dos centros históricos onde neste mandato nada de visivel se fez para além das obras citadas por causa da exposição. É lamentável que se gaste tanto dinheiro em coisas inuteis e não haja dinheiro para o património do concelho. Até agora neste mandato nada de visivel se fez nesta área. Até o pequeno museu da Abela já leva mais de 3 anos e não há meio de abrir. Uma coisa daquele tamanho, faço ideia se fosse algo maior!!! Devia ser obra para 15 anos!!!
Pois falam muito do Castelo de Santiago, e quando vierem as eleições vai falar-se outra vez, como já se falou nas eleições anteriores, nas outras anteriores às anteriores e nas futuras vai-se falar ainda mais porque estes senhores que estão na câmara não têm capacidade para resolver tirar de lá o cemitério.
Já agora aproveito para dizer que ainda não entendi o que mudou desde que o departamento dos centros históricos da câmara mudou de nome. Parece que foi só o nome que mudou porque leva a mesma acção que tinha no nome anterior. Acção ou a falta dela, que talvez seja mais apropriado.
Não venham dizer agora que andamos aqui só para deitar abaixo, porque as razões para o fazermos são cada vez mais com este pessoal que está à frente da câmara de Santiago.

santiaguense disse...

Penso que eram obras que já tardavam e que podem impedir que aquele importante monumento do nosso litoral se desmorone como já estava a ameaçar há algum tempo. Os meus parabéns a todas as entidades envolvidas na sua recuperação e faço votos que depois das obras se encontre um uso adequado às necessidades da região, seja no turismo ou na cultura.
Efectivamente como alguns comentadores referem aqui é lamentável que o castelo medieval de Santiago do Cacém permaneça com o cemitério público e não se conheçam quaisquer desenvolvimentos para a solução desse caso que já é promessa autárquica recorrente. Lamentavelmente também não são conhecidos projectos de fundo para a recuperação dos nossos centros históricos, pese embora se gaste com eles muita saliva e tinta durante as campanhas eleitorais. Penso que a área do património no concelho de Santiago do Cacém é a mais mal tratada do Alentejo Litoral, porque nos restantes concelhos da região têm sido feitos vários investimentos e algumas intervenções na recuperação de património histórico enquanto que no nosso as coisas estão cada vez pior. Não creio que seja por falta de fundos do município, mas mais por inépcia e incapacidade o que é pena porque temos um vasto património, incluindo o segmento arqueológico, que poderia contribuir em muito para o desenvolvimento do nosso concelho. Faltam projectos, falta investigação, falta estratégia, falta sensibilidade para a importância que o património tem ou pode ter no desenvolvimento local, faltam inventários sobre o que existe e precisa de ser recuperado e valorizado. Mas falta sobretudo e antes de mais, um executivo na câmara capaz e esclarecido.

Anónimo disse...

Tem toda a razão. Aquilo a que o Sr. nça chama de gestão autárquica, mais não passa de um péssimo exercicio de por parte dos seus vereadores que nem se dão ao cuidade de se prepararem antes de se apresentarem seja para o que for. Têm responsabilidades, então portem-se como devem ser e começo por lembrar que a pior coisa que o PCP fez foi quando mandar a D. Margarida lá para dentro, pois só faz asneiras; são umas atrás das outras. Nem projectos culturais, nem apresentação, nada, uma coisa que numca se viu. A CDU deveria ter mais cuidado na escolha dos seus, pois isso reflete-se na dinamica da autarquia. Agora vão pagar caro, pois a imcompetência é tanta que já não se pode esconder. E que dizer dos processos de afastamento dentro dos serviços municiapis? e que dizer disto ? pois sr. Proençça a sua conduta deixa muito a desejar. Poucos já acreditão em si e nas suas trretas. Ao menos aprenda alguma coisa com o Coelho, vá fazendo uns protocolos para calar a boca aos eleitores. ao menos isso

Anónimo disse...

Não concordo com quem considera que Santiago não investe no património.Mas antes, um comentário preliminar.Quanto mais vezes falarem no Proença mais força lhe darão e mais admiradores ele ganhará como é o meu caso.Fico muito satisfeito por algumas pessoas que visitam este blog darem tanta importância ao presidente da câmara da minha terra.Qualquer assunto...pimba:Proença.Cada vez tenho mais admiração por ele.Nâo acompanhei o engº Cascão da Silva quando resolveu empreender uma campanha sem nivel e de ataques pessoais ao Partido Comunista e aos seus eleitos e o resultado viu-se nas eleições.Ideologicamente não estou com o PC mas reconheço que lutam e empenham-se como ninguem.Cheguei a alimentar esperanças no Bloco de Esquerda mas percebi que se entregaram, pelo menos nas autarquias, aos interesses do PS.Antes já não tinha gostado nada daquelas insinuações criticas do Francisco Louçã a quem " não sabia o que era ter filhos..." dirigindo-se ao PPortas.Acabou por atingir outras pessoas.Aqui em Santiago vejo a minha terra mais linda que nunca.Criou-se um estacionamente novo,a igreja está recuperadissíma, temos o Tesouro instalado com peças que há muito não se viam.Para alem de toda a envolvente do castelo que está digna de ser vista.Provavelmente alguns que gabam Sines e criticam o Proença e a Câmara não têm vindo ao centro histórico.Cheira-me a pessoas que andam zangadas com a vida.Provavelmente com frustrações atrás de frustrações nunca curadas.Venham a Santiago.Visitem-nos.Olhem para a Quinta do Barroso.Reparem e caminhem a pé pelo parque que rodeia as piscinas.Cheirem o perfume de Santiago e pela manhã vejam a limpeza das suas ruas.Finalmente só não percebo porque "esquecem"o Beato e o A.Camilo e só criticam a câmara de Santiago?Que interesses defendem?Como vendedor,viajo de Santiago a Alcácer do Sal.De Odeceixe a Sines.De Grândola ao Carvalhal.O que é que a Câmara de Grândola anda a fazer que não seja ajudar a desvastar centenas de hectares de zonas verdes e matas de grande importância?O que de importante há em Grândola feito pela câmara? E o que é que a câmara de Odemira anda a fazer?Eu não dou conta.Então não gastam tempo com eles. Ou será que por detrás das criticas à nossa câmara o que querem é a entrada do senhor Cantigas Rosas,do professor Mourão ou do Frade para posterior negociozito do tipo do que o Sá Fernandes fez em Lisboa.Só que não se iludam.Ouvi para aí dizer que a lei para as autarquias já mudou e negócios desses são mais dificeis.
Santiago está bem meus senhores.E recomenda-se.A nossa câmara está bem entregue e preocupa-se com todos.Se continuar assim votarei na CDU.Não me esquecerei que,sem saberem, os comunistas cumpriram um sonho que há algum tempo eu tinha.A geminação com a minha querida Santiago de Compostela.Já agora chamo-me Joaquim José Soares,tenho 32 anos e resido no loteamento dos Cedros,da bela cidade de Santiago.Desculpem a sinceridade e por defender o presidente da minha terra e do meu concelho.Faço-o porque não gosto que digam mal de quem não merece.Obrigado pela atenção.

Francisco Lobo de Vasconcellos disse...

Vi aqui alguns comentários sobre o estado dos centros históricos e do de Santiago do Cacém em particular.
Lanço o desafio ao(s) moderador(es)deste blogue que introduzam o tema da recuperação e revitalização dos Centros Históricos...deixando já aqui uma reflexão sobre a famosa questão do cemitério no castelo de Santiago do Cacém: a retirada ou manutenção do cemitério não é o problema em si...se se retirar o cemitério e depois não se tiver um programa e uma ideia efectiva de aproveitamento e utilização efectiva do local, é preferível mantê-lo, porque ao menos ainda vão lá pessoas.
A grande questão subjacente aos Centros Históricos é na diferença entre recuperação e revitalização...a meu ver, e no caso dos centros históricos da nossa região: Santiago, Sines, Odemira, Alcácer do Sal, o que é necessário é trazer vida, habitantes, gente nova, actividade económica, actividade cultural aos nossos centros históricos...e é isso que os tornará vivos, conservados, interessantes...pintar fachadas, recuperar monumentos para os manter fechados, etc...é apenas gastar dinheiro.
Acho que faz falta uma discussão a nivel local regional sobre este tema...e que pode ser iniciada aqui!

Luis Pedro Ramos disse...

Começo por dizer ao Sr. Joaquim José Soares que o concelho não é apenas a cidade de Santiago do Cacém, e que para além do importante centro histórico da sede do município existem ainda os centros históricos de Cercal do Alentejo e de Alvalade. E reportando-me ao de Alvalade, a minha terra, nesta primeira parte do mandato não foi feito nada no terreno. Nada. Tanto quanto sei, está ainda em curso o plano de salvaguarda. Ora, como alvaladense, isto sabe-me a pouco. Muito pouco se tivermos em conta as sucessivas promessas eleitorais camarárias de recuperação daquele núcleo antigo mas que até agora, no terreno, em 10, 11 anos de promessas, apenas se recuperou o pelourinho manuelino.
Há uma reivindicação já com alguns anos e que me parece oportuna e actual, que seria criar e instalar em Alvalade um GTL multidisciplinar para fazer o levantamento in situ dos problemas urbanos existentes, do património e dos casos de habitação degradada (e degradante) que lá existem. Mas Alvalade, ao nível do núcleo antigo, carece de uma intervenção profunda. Quer ao nível da imagem urbana, quer nas linhas de abastecimento de água e rede de esgotos que estão obsoletas. Os moradores debatem-se com roturas constantes, e todos os inconvenientes que isso acarreta na via pública sempre que se rasga uma rua ou um passeio.
Nesse medida, no caso de Alvalade, uma intervenção de recuperação do núcleo antigo tem que ser precedida de um estudo e levantamento exaustivo que inclua patrimonialistas, arqueólogos, engenheiros, assistentes sociais, etc. Uma intervenção que posteriormente tem que aproveitar a oportunidade para enterrar linhas de energia, cabos telefónicos, etc.
É evidente que paralelamente a esse levantamento, de um suposto GTL, terão que ser equacionadas formas de revitalizar aquele velho casco urbano, como diz e bem o Francisco Lobo, com actividades, com incentivos para a aquisição e recuperação de habitações degradadas (tentando levar para lá gente jovem), com a instalação de um ou outro pólo museológico, etc, etc.
Enquanto alvaladense, é isso que espero que seja feito rápidamente em Alvalade, porque o concelho não é apenas Santiago do Cacém e Santo André:

Anónimo disse...

Caro anónimo que tanto defende o Proença; não o faça, sabe porquê, não tarde o homem será desmaracado por tanto charme saloio, por tanta asneira que tem feito dentro da câmara e serão provalvelmente alguns trabalhadores que o irão fazer e depois a coisa pode correr mal. Não se esqueça que em termos da gestão de recursos humanos, a CM da Santiago é a que pior se comporta.Não sabe fazer!! Não sabe gerir recursos humanos! E os prejuizos causados às pessoas são já muitos. Instalou-se o medo, portanto não fale do que não sabe., Aguarde para ver e não me identifico para que não me faço mal, não me prejudiquem, não me persigam, mas não tardará isto irá acabar, é tudo uma questão de tempo.

JOÃO SANTOS disse...

Este concelho bem aproveitadinho tendo as ruinas Miróbriga bem divulgadas, os centros históricos todos bem arranjadinhos, os monumentos bem tradinhos em todas as freguesias que os têm, caminhos para passeios pedestres bem assinalados, etc, etc, tinha mais categoria do que o concelho de Sines que está muito atráz de nós em assuntos de História, etc.

Vicente disse...

Sem duvida que Sines dá bastante mais valor às heranças do passado que Santiago, vejam até no boletim municipal que tem sempre artigos bastante interessantes sobre a história de Sines. Penso que tal se deve a não haver em Santiago um vereador da cultura mais interessado o mesmo se passa sobre os centros históricos onde não se nota muito interesse pelo que as coisas não evoluem nada de especial para o que devia ser feito.

santiaguense disse...

Se eu fosse a voces não falava antes de ver o fim das obras porque já ouvi dizer que aquilo são obras só para suster a falésia e mais alguns pequenos arranjos pelo que não se entusiasmem muito que é para depois não se espantarem no fim. Lógico que era preciso isso, mas aquilo é muito grande e tinha falta de obras maiores para ficar como deve ser e tenho até duvidas se algo vai lá ser feito para além do que agora estão lá a fazer.
Centros históricos ?
Esqueçam isso que isso só musica de campanha eleitoral!!!!!

Francisco Lobo de Vasconcellos disse...

Em complemento à minha nota anterior gostaria de acrescentar que no caso presente do Forte do Pessegueiro, se não houver um programa de ocupação, uma manutenção cuidada permantente e para o futuro, uma entidade responsável...mais vale não fazer nada, apenas consolidar a ruína.
O que devemos questionar, neste caso e noutros, e que não está esclarecido será "Qual a utilização que o Forte irá ter no futuro"...
E aproveito para saudar o Luis Pedro Ramos,um alvaladense exemplar na defesa da sua terra.

NV disse...

Concordo plenamente com o Anónimo das 11.55, existe uma perseguição dentro da própria câmara de Santiago do Cacém, aliás, é notória a perseguição dentro do PCP.
Vivem numa instituição fechada, onde não existe espaço para novas ideias, extremamente dogmática.A câmara de Santiago é o maior exemplo disso.
Mesmo que a Câmara passe para outro partido, o que vai este fazer com funcionários na prateleira, com funcionários desmotivados, com funcionários inactivos, e com funcionários filiados.
Como vai eliminar pequenos poderes.
Hoje os funcionários fazem o que querem, e muito mais sendo filiados ou sindicalistas.
Não basta recuperar a Câmara, vão ter que lutar contra um sistema com mais de 30 anos.O Proença já não tem mão.
Vamos ver?

Luis Pedro Ramos disse...

Começo por agradecer a saudação e os elogios do Francisco Lobo de Vasconcellos. Sobre o forte em questão não tenho informação suficiente sobre a intervenção em curso...
Em todo o caso, para além da necessidade de consolidação da falésia e de alguns sectores do monumento em risco de colapso, é evidente que urge definir também a sua utilização futura e inserir aquele monumento num circuito histórico no âmbito do turismo cultural da região. Não sei se já existe alguma ideia, ou projecto sobre isso.

No que respeita aos centros históricos do concelho de Santiago do Cacém, e na parte que me toca enquanto alvaladense e sobre o centro histórico de Alvalade, o que tenho visto até agora são promessas saltitonas, que pulam de mandato em mandato, mas que teimam em não poisar (leia-se traduzirem-se em obra). E a ser verdade que ainda está em curso e discussão o plano de salvaguarda (é caso para perguntar o que foi feito ao longo dos últimos mandatos onde a promessa foi sempre repetida em campanha eleitoral), não adivinho para este mandato qualquer intervenção de fundo que lá possa ser feita. Oxalá esteja enganado...

Anónimo disse...

O tema do artigo é "Forte do Pessegueiro finalmente em obras".Julgava eu que a discussão seria essa numa base séria sobre questões do Património.O que vejo, aliás repetido em alguns comentários, é a Câmara de Santiago como alvo.Parece que está tudo organizado e que o blogger contribui.Quero lá saber o que se passa no interior da Câmara meus senhores, ou minhas senhoras.Quero é que resolvam os nossos problemas.Do meu ponto de vista,apesar de dificuldades várias, fazem-no.Já agora sugiro ao presidente Vitor Proença que desencadeie uma queixa ao Ministério Publico contra certa gente que tem ofendido a Câmara e a sua pessoa.Há meios de investigação criminal que descobrirão quem se esconde sob a capa do anonimato.Não tenha receio nem os poupe..

Alentejano arquitecto disse...

Urge pensar os Centros Históricos e o Património na nossa região.
E nessa discussão tão necessária não será apenas para as autarquias...é extremanete necessário o envolvimento e a participação dos técnicos,dos promotores, dos moradores, do IPPAR...acho que todos puxam para o seu lado e não para a frente.
Não existe uma estratégia

Alentejano arquitecto disse...

Urge pensar os Centros Históricos e o Património na nossa região.
E nessa discussão tão necessária não será apenas para as autarquias...é extremanete necessário o envolvimento e a participação dos técnicos,dos promotores, dos moradores, do IPPAR...acho que todos puxam para o seu lado e não para a frente.
Não existe uma estratégia

Anónimo disse...

As ruínas consolidadas, só... no problem. A beleza, por definição, não é útil, embora seja o que nos puxa para a frente. Se não houver programa de revitalização, se não houver uma função clara... olhemos. Para o forte fortificado e o mar, e apreciemos. Melhor isso do que a boçalidade da intenção do dinheiro metido ao bolso na conquista deste oeste, o retorno da divisão dos seus lotes, perante a nossa impotência e cumplicidade na compra de um bilhete com música e café demasiado caro. Pousadas, para turistas... muitas são bonitas, de facto, confortáveis. Mas muitos poderão só usufruir delas quando o rei faz anos, ou nem isso... usufruir da contemplação das suas paredes exteriores, que bom... neste caso, como quem olha para o cemitério do seu futuro. Mas não pensemos muito na morte da bezerra... há tantas coisas bonitas. E tanto por fazer, proteger.

Gostava de conhecer o Luís Pedro Ramos, e algumas pessoas que aqui comentam.

Luis Pedro Ramos disse...

Pessoalmente também não me revejo em algumas intervenções aqui feitas, quer no tom quer por estarem completamente desfazadas dos temas em discussão.
É uma situação que talvez exija alguma atenção por parte do moderador deste espaço.
Penso que podemos ser critícos, por vezes até algo corrosivos, mas com algum senso para evitar certos excessos que acabam por interferir com a credibilidade que certamente se pretende para o blog.

Estou de acordo com o último post do "arquitecto alentejano".
É necessário relançar a discussão sobre os centros históricos, nomeadamente do concelho de Santiago do Cacém. Uma discussão séria, alargada e participada tanto quanto possível, através da qual se possam recolher contributos diversos de entendidos na matéria, historiadores, arquitectos, agentes e associações ligadas à defesa do património, comissões de moradores, autarquias, etc, etc.
É evidente que qualquer intervenção tem que ser sempre explicada e amadurecida com os moradores. E por vezes isso não acontece. Recordo-me de um caso que ainda está bem presente em Alvalade, e que tem a ver com uma intervenção da EDP que se prende com a renovação das linhas de abastecimento de energia eléctrica.
A empresa foi para o terreno e às tantas começou a esburacar fachadas e a colocar suportes para cabos de baixa e média tensão. Sem dar uma só palavra aos moradores e proprietários das habitações. Não pode ser assim.
Um projecto daquela dimensão teria que ser precedido de um encontro público com os moradores, explicando a intervenção, incluindo com o suporte de diapositivos, etc, ouvindo igualmente as pessoas que são quem directamente iam ser afectados.
Estas coisas não podem ser assim, ao sabor do que estas empresas fazem, como se fossem donas do espaço público e privado.
Têm que existir regras e algum bom senso. E obrigar também as EDP's, PT's Comunicações, etc, que assegurem acompanhamento arqueológico quando as obras incidem no subsolo dos centros históricos, como estão obrigadas.
Em Alvalade não tenho visto isso, e tenho pena que as coisas aconteçam desta forma. Por vezes desrespeitando os moradores e a identidade urbanística do centro histórico.
Espero que o tal plano de salvaguarda que está em curso para o centro histórico de Alvalade preveja e previna todas estas situações, que têm sido lesivas para a identidade e para o património de Alvalade.

Anónimo disse...

Concordo com o comentário do NV.
A insatisfação dentro da Câmara é grande, muito grande.

Anónimo disse...

Mas aonde anda o Luis Ramos?Ninguem o vê em lado algum cá em Alvalade. O povo faz a Feira Medieval sai para a rua, alegria não falta,é tudo junto,tudo a puxar para o mesmo lado mas do Luis ninguem sabe.Acho que podia ser uma pessoá que podia ajudar no desporto, no BTT, nos bombeiros, na feira mas parece que gosta mais é de p^^or em causa pessoas da terra ou aqueles que não sendo de cá de Alvalade
nos têm ajudado muito.

Luis Pedro Ramos disse...

Caro anónimo do post das 12.07

Uma vez que nem o tópico nem o blog tratam a minha situação enquanto alvaladense, terei muito gosto em responder a todas as suas questões através de e-mail.
Deixo-lhe o meu endereço, que é luis@alvalade.info e fico a aguardar o seu contacto para os esclarecimentos que entender.

Beto disse...

Um espaço de estudo sobre a costa maritima da região, restauração e cafetaria foi o que ouvi dizer que se vai fazer no forte, mas não é agora porque o dinheiro para isso não há ainda e agora é só mesmo para arranjar a falésia e a parte do forte que está mais maltratada. Acho que isto tudo até ficar como deve ser ainda vai demorar um bom tempo até lá, que é como os centros históricos que já ouvi dizer que a câmara de santiago não dispõe de verbas para se arrnajar tudo como se quer porque é muito dinheiro que está em jogo.

Anónimo disse...

Atenção não critiquem a cãmara identificados senão já sabem o que acontece como se tá ver e o blogger deixa passar tudo

Alentejo_SW disse...

Caro anónimo
O blogger deixa passar aquilo que, segundo o seu critério, pode interessar...a todos nós.
E acho que não se deve ter medo de os comentários serem identificados..alguns são, e não consta que Câmara alguma os persiga.
Se isso acontecer...esperemos que este serja o primeiro local a denunciar essa indignidade!

Anónimo disse...

Dou os meus sinceros parabens ao dr. Manel Coelho pelo tudo que está a fazer pelos monumentos de Sines, como no castelo, na misericórdia, na casa vasco da gama, no forte do pessegueiro, na parte antiga do porto covo, etc. Apesar de ser eleitor cdu vejo bem que em santiago não se tem feito o mesmo que em se faz em sines neste campo, mas pode ser que ainda se faça

santiaguense imigrado disse...

CENTROS HISTORICOS, PATRIMÓNIO, RUINAS MIRÓBRIGA, NÃO HÁ DINHEIRO NUNCA. SÓ HÁ PARA AS COISAS QUE LHES INTERESSAM E PARA O POVÃO DAR O VOTO PORQUE OS CENTROS HISTÓRICOS É CONVERSA FINA E DE MEIA DUZIA DE INTELECTUAIS DA REGIÃO E ESSES NÃO DÃO VOTOS QUE CHEGUEM PARA GANHAR ELEIÇÕES ENQUANTO QUE O POVÃO ESSE É QUE VOTA SEMPRE DE OLHOS FECHADOS!!!!

Anónimo disse...

Não concordo com o santiaguense imigrado. Penso que os centros históricos e o património de Santiago concelho dizem respeito a todos nós, habitantes, e é lamentável que a CMSC continue a não dar-lhes a atenção que merecem nem a dotar os orçamentos com verbas específicas para os recuperar. Mas isso resulta e é consequência da falta de projectos, de ideias, e da ausência de sensibilidade camarária para estas matérias. O que tem sido feito no centro histórico de Santiago, especialmente no contexto da exposição de arte sacra, foi um acto isolado para melhorar um pouco a imagem do local. Os problemas de fundo dos nossos centros históricos e do património existente um pouco por todo o concelho continuam sem soluções, sem projectos, e sem a atenção que este executivo mediocre nunca será capaz de lhes dar.

Anónimo disse...

Essa é que a verdade, caro amigo Santiaguense imigrado. Anda muita gente a votar de olhos fechados no concelho de Santiago, mas não só em Santiago.

Anónimo disse...

CENTROS HISTÓRICOS DE SANTIAGO, CERCAL E ALVALADE SADO = Abandono, tristeza, degradação, pouca vida, envelhecidos, nada atractivos para passear.

O que é a câmara já fez nos últimos mandatos? Em Santiago muito pouco para além desta limpeza por causa da exposição. No Cercal e em Alvalade Sado não sei se fez alguma coisa mas por exemplo em Alvalade Sado fui à feira medieval e vi muita rua cheia de buracos, prédios degradados, muito aluminio em portas e janelas, fora outras coisas feias. Não sei o que é que a cãmara pensa fazer aos centros históricos, porque assim eles não podem ser as nossas salas de visita. De maneira nenhuma.

António Quaresma disse...

A reutilização é a grande questão. Aliás, ela devia ser colocada antes de qualquer obra. Enviei um pequeno texto para o Diário do Alentejo, sobre o assunto.
Já agora, obrigado a Anónimo sobre o reparo que fez aos meus anacronismos; prometo corrigir, pelo menos o "ora" (agora), que o "centúria" não sei, é muito historiês...
A. Martins Quaresma