1.29.2008

Pinheiro da Cruz dá origem a turismo de luxo

Aqui no blogue a 7.12.2006 escrevemos o seguinte:
E quando se julgava que o o autarca Carlos Beato tinha chegado ao fim dos metros quadrados para construir, eis que tem uma ajuda preciosa, mais uma vez dos companheiros de partido no Governo.O ministro Costa, da Justiça, anuncia que iria retirar as prisões de dentro das cidades (!) entre elas o Pinheiro da Cruz (!!!!)Alguém devia levar o ministro Costa ao Pinheiro da Cruz para ver a "cidade" que lá existe...ou então nesta febre de mudança socialista a própria definição de cidade já mudou e não demos por nada!Ou seja...os amigos são para as ocasiões e o autarca Carlos Beato certamente que agradecerá ao ministro Costa este milhares de m2 que poderá em breve lotear, vender, construir...com grande beneficio(!) para a população de Grândola...
Passado um ano, parece que o nosso palpite deu certo....vejamos o artigo publicado no Diário de Notícias de Domingo 27 de Janeiro de 2007:

O Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz (EPPC) vai dar lugar a uma unidade turística de luxo em pleno Litoral Alentejano. E não faltam interessados na aquisição dos terrenos, propriedade do Estado. Segundo apurou o DN, os grupos Amorim, Pestana, Espírito Santo e Sonae, já com investimentos no concelho de Grândola, estão na corrida, à qual, nos últimos dias, se juntaram empresários espanhóis.O entusiasmo dos potenciais investidores cresceu na última semana, quando se confirmou a deslocalização do presídio para Canal Caveira, também no concelho de Grândola. Segundo uma fonte próxima do processo, as verbas obtidas com a alienação do EPPC deverão compensar o investimento na futura cadeia, de 50 milhões de euros.Embora ainda não haja uma estimativa sobre o valor dos terrenos de Pinheiro da Cruz, imobiliárias contactadas pelo DN asseguram que o facto de se tratar dos "melhores" três quilómetros de frente atlântica, (de um total de 50), vai inflaccionar esta operação, que conta com o apoio da autarquia, embora com algumas condicionantes.O presidente do município, Carlos Beato, está disposto a viabilizar a operação urbanística que se avizinha, mas avisa que a autarquia "não vai autorizar nada" que não se compagine com o que está previsto no Protali (Plano Regional de Ordenamento do Litoral Alentejano) e que neste caso terá o mesmo tratamento dado aos outros empreendimentos que estão a avançar no concelho. Como tal, o município garante que só vai autorizar a construção numa área limite de 300 hectares, esclarecendo Carlos Beato que "quem comprar até pode adquirir a totalidade do 1500 hectares", sabendo à partida que haverá limites à edificação, alertando que aquela é área rústica e que terá de manter esse estatuto.Carlos Beato revela que esta operação não obriga a mexidas no Plano Director Municipal, sustentando que competirá ao Estado estabelecer um modelo de desenvolvimento para Pinheiro da Cruz, que depois "será aprovado, ou não, pela autarquia". O edil admite ser favorável à deslocalização do estabelecimento prisional, em nome de uma frente turística, que aquele autarca ambiciona vir a ser de "excelência".Este responsável refere que a futura unidade integra um rol de investimentos, que se erguem no concelho, criando 18 mil camas turísticas e 7900 camas residenciais.Entre os grandes projectos encontra-se o Troiaresort, um investimento de 500 milhões de euros, que junta os grupos Amorim, Pestana e a Sonae, disponibilizando dez mil camas turísticas e 4500 residenciais. Este empreendimento estima criar 2500 postos de trabalho.Para a Herdade da Comporta, o grupo Espírito Santo está a investir mil milhões de euros em mais de dez mil camas e seis mil novos empregos. Os projectos que vão mudar a face a Grândola prosseguem em Melides, com os empreendimentos da Pelicano e Costa Terra. O primeiro contempla um investimento de 200 milhões de euros e promete acrescentar três mil camas ao concelho, criando cem postos de trabalho, enquanto o Costa Terra prevê criar 2700 camas e 1200 postos de trabalho, num investimento de 480 milhões.
(fonte http://dn.sapo.pt/2008/01/27/economia/pinheiro_cruz_origem_a_turismo_luxo.html)
O autarca Beato agradece aos camaradas do PS (tal como António Costa em Lisboa, com os terrenos da frente ribeirinha) e vai conseguir betonar mais um pouco o Concelho de Grândola (não esqueçamos que a nova prisão irá ser construída...logo somaremos esses milhares de metros quadrados ao futuro empreendimento turístico de "excelencia")
Realmente já não há vergonha!

1.21.2008

Forte do Pessegueiro finalmente em obras

Iniciaram-se obras no forte do Pessegueiro, cujo estado de conservação dava preocupações. Os trabalhos ora começados destinam-se a “estabilização da falésia e recuperação estrutural”. O custo da obra, que deverá estar concluída no prazo de três meses, ronda os 44 mil contos (220 370).
Trata-se de uma excelente decisão, pois a intervenção sumariamente descrita é da máxima importância e urgência. O seu financiamento inscreve-se num protocolo de candidatura ao Feder, assinado pelo Instituto para a Conservação da Natureza e pela Câmara Municipal de Sines, que inclui também o acesso à praia de Vale Figueiros. Como se previa, face ao escasso interesse do governo num edifício do próprio Estado (tutelado pela Direcção Geral do Património do Estado), foi necessário que a Câmara propusesse a inclusão desta obra no mencionado protocolo. No entanto, o instituto arcará com 87,5% das despesas não financiadas, cabendo o restante ao município.
O último alerta sobre a necessidade urgente de obras no velho edifício ocorreu em Janeiro de 2004, quando o "Diário do Alentejo" publicou um trabalho jornalístico sobre o assunto, que foi retomado por diversos órgãos de comunicação. O assunto subiu, mesmo, à Assembleia da República, que, através de um requerimento da deputada Maria Santos, interrogou o governo (de Durão Barroso). Este limitou-se a reconhecer que não havia qualquer plano.
O forte da costa do Pessegueiro é um dos edifícios com maior interesse histórico e arquitectónico da costa alentejana. Ele foi edificado na década de 80 do século XVII, sob projecto do engenheiro João Rodrigues Mouro, em local onde antes existia uma arruinada bateria da época filipina. Destinava-se a melhor defender a costa de Sines, em geral, e o fundeadouro do Pessegueiro, em particular, dos ataques da pirataria e do corso marítimos.
Com o terramoto de 1758, que causou muitos prejuízos em Sines, o forte sofreu estragos nas duas extremidades da praça alta, viradas a poente, que afectaram a capela situada sob o lanço do lado de Norte (hoje, a parede apresenta uma fissura). No entanto, suportou bem posteriores tremores de terra e as intempéries a que está particularmente exposto.
No século XIX, extinto o perigo corsário, o forte perdeu a sua função. Por volta de 1850, pelo "banho do 29", tradição popular que se realizava anualmente em 29 de Agosto, abrigava os numerosos banhistas, num ambiente de arraial. Na segunda metade da centúria, organizados os serviços de vigilância fronteiriça, recebeu um posto da Guarda Fiscal. Finalmente, em 1942, o posto foi desactivado e o edifício entrou num longo período de abandono.
Em 1962, o SNI ainda pensou adaptá-lo a pousada, no espírito das "pousadas de Portugal". Entre 1983 e 1985, beneficiou de alguns trabalhos de conservação, mas, mais de 20 anos passados, ameaçava ruína estrutural, nomeadamente na abóbada sobre o corpo da guarda e escada para a bateria. Após a criação do Parque Natural, então ainda Área de Paisagem Protegida, o ICN promoveu uma reunião, em Lisboa, com a presença de historiadores, autarcas, presidente do ICN e director do Parque, para discussão de um projecto de restauro e reutilização do forte. O processo ficou, contudo, por concretizar.
Com estas obras, espera-se, assim, que os problemas de conservação fiquem minimamente resolvidos. Resta, a seguir, encontrar forma de organizar a fruição pública do forte, tendo em conta que o edifício apenas vai receber reparações de emergência e sabendo-se que o antigo projecto do Parque Naturalnão satisfaz. A solução, penso, passa por reunir os recursos humanos e empresariais da região, que, para o efeito, se disponibilizarem, com o fim encontrar a melhor solução. Fica aqui a sugestão ao Parque Natural e ao Município.
Nesta altura, é bom lembrar que o pequeno forte filipino existente na ilha também merece restauro. Mais uma vez, se trataria de uma intervenção minimalista, apenas para evitar que o fortim, cristalino "exercício de estilo" maneirista, do traço e direcção de obra do engenheiro Alexandre Massai, se desmorone por completo.

texto António Martins Quaresma

Fonte: Diário do Alentejo
www.diariodoalentejo.pt

1.18.2008

Nova Lei Autárquica

Julgamos estar aqui um bom motivo para uma discussão alargada sobre as autarquias, qual o seu papel, qual a melhor maneira de governar uma câmara, participação publica, o papel dos partidos, etc...
Esta nova proposta de lei em que prevê a eleição de um partido, que escolherá todos vereadores, ou seja, um pouco seguindo o modelo de governabilidade do poder central, surge com o apoio dos maiores partidos (PS e PSD).
Para já, e visto não se saber qual vai ser a forma final desta lei, fica-se com a ideia que é uma lei de "cima para baixo" ou seja, não surge por necessidade manifestada pelas autarquias ( o que seria lógico) mas por uma necessidade (?) manifestada pelos partidos (!!)...
Aguardamos contribuições para este assunto, esperando que as paixões partidárias pessoalizadas fiquem de fora nesta discussão.

1.16.2008

Bom início de 2008

Pode-se dizer que 2008 começou bem para o Litoral Alentejano...
Entrou em funcionamento o novo e moderno Pavilhão Multiusos em Odemira...
Igualmente começou a actividade o maior pórtico de descarga em Portugal, no Porto de Sines...
...e o Aeroporto veio para próximo do deserto...

1.09.2008

Turismo: Marca "Alentejo" em via de risco

Mais um assunto para reflexão...


As regiões de turismo e os empresários alentejanos estão preocupados com o futuro da marca "Alentejo" e receiam que a promoção externa da região se perca com a nova organização turística territorial aprovada pelo Governo.
"É perfeitamente justificada a preocupação em saber se a marca turística 'Alentejo' está ou não em causa. Esperemos que o futuro venha a mostrar que não", escreve o presidente da Região de Turismo da Planície Dourada (Beja), Vítor Silva, no boletim informativo.Também Francisco Zambujinho, empresário na zona de Monsaraz (Évora) e presidente da agência Turismo do Alentejo, manifestou hoje à agência Lusa o receio de que o novo mapa de órgãos regionais de turismo "crie um vazio na promoção externa da região".O Governo aprovou, em Dezembro último, a redução de 19 para cinco regiões de turismo nacionais, coincidentes com as regiões administrativas: Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve.A par das cinco regiões, foi ainda decidido criar cinco pólos de desenvolvimento turístico autónomos (Alqueva, Litoral Alentejano, Região Oeste, Douro e Serra da Estrela), para promover marcas que se prevê virem a ter uma determinada dimensão dentro de algum tempo.O Alentejo, que tem estado organizado em quatro regiões de turismo (Planície Dourada, Évora, Portalegre e Costa Azul), vai passar assim a estar dividido em três áreas regionais de turismo (ARTs): Alqueva, Litoral Alentejano e resto da região.Contudo, as anteriores estruturas articulavam-se através da Associação Regional de Turismo do Alentejo (ARTA), que deu origem à marca "Alentejo", debaixo da qual se promovia o território no seu conjunto, e à agência Turismo do Alentejo, responsável pela promoção externa da região.Segundo Vítor Silva, o novo quadro legislativo, "se não proíbe, também não incentiva a associação das três novas ARTs debaixo da marca Alentejo", o que "é evidentemente um recuo em relação ao trabalho que já estava feito".Francisco Zambujinho também destacou que a nova legislação "não refere nada em relação à agência Turismo do Alentejo", o que causa "preocupações"."Não estamos a atacar ou a defender a extinção das regiões de turismo. Receamos é que a promoção externa seja prejudicada, ao abandonar-se esta visão de conjunto e a marca "Alentejo", que servia de guarda-chuva para a cultura, interior, sol e mar da região", esclareceu.Para o empresário e responsável da agência, isolar o Alqueva e o Litoral Alentejano, para onde estão previstos grandes projectos turísticos, do restante Alentejo "não tem pés, nem cabeça"."Se a marca Portugal já é pouco conhecida no mundo, o Alentejo é menos e o Alqueva e o Litoral Alentejano ainda são menos. Mesmo assim, o nome Alentejo tem-se mostrado nos mercados externos e não podemos deitar a perder esse trabalho", disse.Numa reunião em Dezembro, os empresários e as regiões de turismo consideraram "imprescindível" assegurar a continuidade da promoção, divulgação e captação de negócio turístico sob a marca "Alentejo", garantindo ainda a manutenção de acções programadas para o arranque deste ano.Além disso, a Turismo do Alentejo solicitou uma audiência ao Turismo de Portugal, instituto público que incentivou a criação da agência, para clarificar qual o futuro da estrutura.

1.04.2008

Sobre este blogue

No início de 2008 e passados quase dois anos desde o início deste blogue gostaríamos de recordar alguns objectivos que norteam a existência deste espaço.
Os seus objectivos mantém-se: Este é um local que se pretende que venha a ser um ponto de encontro e discussão sobre o Litoral Alentejano. Muitos assuntos se esperam que venham aqui ser abordados...pretende-se criar aqui um forum de discussão, de informação, de troca de ideias, de reflexão...pretende-se que aqui sejam evidenciadas as mais valias, os benefícios, o que de bom temos e o que de bom se faz aqui na região...e também se pretende que aqui venham a ser referidos os problemas, os defeitos, os erros....Da gestão corrente dos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira, à sua história, às suas vivências, ao seu património, às suas expectativas, às suas realizações...tudo aqui se pretende abordar...
Igualmente se mantém as regras de participação e moderação aqui no blogue:
Não serão aceites e publicados comentários anónimos insultuosos ou grosseiros, que façam uso de expressões vernáculas e ofensivas, que incluam comentários racistas ou xenófobos, que incluam pornografia ou anuncios comerciais ou informação que não possam ser provadas ou justificadas ou com temas fora de contexto.Obviamente que a ironia, a sátira, o humor, a prosa inteligente, a informação clara...o português correcto, sempre no contexto do Litoral Alentejano, terão aqui lugar.
Tem sido estes os principios básicos na moderação dos comentários...óbviamente que se tem vindo a assitir a um crescente número de comentários de natureza política ou com observações que fogem um pouco ao espírito deste blogue.
Enquanto se enquadrarem... continuarão a ser publicados alguns...e outros não.
No entanto, apelamos aos participantes a sua própria moderação e atenção, porque não se quer aqui exercer uma actividade censória ou de controle (que tão na moda voltou a estar!).
Certamente que continuaremos a aguardar a participação de todos, o debate político, as informações... as observações...os comentários...a participação activa ( e de preferência identificada) ... não seremos tribuna de propaganda política...queremos ser tribuna do Litoral Alentejano, o motivo que a todos nos une.

Voltamos a apelar que divulguem este forum a todas as pessoas que gostam do Litoral Alentejano, que aqui vivem, que o visitam, que se interessam por esta região, que aqui tenham actividades, que tenham responsabilidades sociais, políticas, etc...só com uma ampla e plural participação este espaço fará sentido.
A todos os participantes e leitores um nosso muito obrigado!

PS - Como devem imaginar o trabalho aqui desenvolvido resulta de empenho pessoal, de "carolice", de amor à nossa região... e de independência partidária...