12.24.2008

Um presente (envenenado) de Natal?

Do jornal "Público" retiramos a seguinte noticia:

"Resíduos de hidrocarbonetos contaminaram solos junto ao aquífero municipal de Sines.
Análises efectuadas à água de captações para o abastecimento às populações levam a autarquia a recorrer às autoridades judiciais.
A Câmara de Sines vai fazer uma participação ao Ministério Público na sequência de uma contaminação de solos junto ao aquífero municipal, anunciou ontem o executivo em nota enviada à imprensa. Em Novembro, a Aicep Global Parques, responsável pela Zona Industrial e Logística de Sines, revelou ao presidente da câmara a existência de deposições de resíduos de hidrocarbonetos que originaram a contaminação dos solos situados junto à Repsol e admitiu ainda uma possível contaminação de águas do aquífero mais próximo do local.

A autarquia garantiu que tomou todas as medidas consideradas adequadas à situação, nomeadamente solicitando à administração das Águas de Santo André (ASA), que gere os sistemas de abastecimento de água de consumo doméstico nos centros urbanos envolventes, a realização de análises à água para consumo humano que vem dos furos de captação próximos do local onde terá ocorrido a contaminação de solos.~
De acordo com o presidente da câmara, Manuel Coelho, o resultado de uma das análises revelou "uma quantidade excessiva de hidrocarbonetos totais". Uma outra análise, cujo resulto foi anteontem conhecido pelo executivo, e que dizia respeito aos valores dos hidrocarbonetos dissolvidos, mostrou valores normais.
Embora o resultado das restantes análises pedidas, e que são mais complexas, ainda não seja conhecido, o executivo decidiu suspender a captação de água nos furos geridos pela autarquia e o abastecimento da cidade de Sines está agora a ser assegurado pela ASA, a partir das suas captações em Santo André, e vai manter-se assim por precaução, enquanto não houver certezas sobre a existência de resíduos de hidrocarbonetos na água para consumo humano da população de Sines.
A Agência Portuguesa do Ambiente, a Inspecção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território, a Administração Regional Hídrica do Alentejo, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, o Ministério do Ambiente e o Instituto da Água foram as entidades, com competências nesta área, que a autarquia decidiu contactar, com vista ao apuramento de responsabilidades.O presidente da autarquia referiu ainda que pretendem que o Ministério Público tome as diligências necessárias para se saber quem fez os depósitos, quando e há quanto tempo. "

Boas Festas

Boas Festas com algumas belas imagens da nossa região e que urge preservar!


12.22.2008

Haja fartura: Sines aprova plano de pormenor para construção de cidade desportiva e hotel


A Câmara de Sines aprovou um plano de pormenor com vista à criação de uma cidade desportiva que ficará localizada numa área de 20 hectares a norte da cidade. A autarquia deu um parecer favorável ao projecto de licenciamento do equipamento que inclui um conjunto de espaços para a prática desportiva e equipamentos de apoio, "tirando partido do potencial paisagístico e natural do local".

De acordo com a memória descritiva do projecto, os dois principais equipamentos a construir são um pavilhão multiusos e um campo principal para futebol e atletismo. O edifício do pavilhão e a bancada do campo se-rão agrupados, "numa solução arquitectónica original e com vantagens funcionais", refere a autarquia.

Além do campo principal serão cons-truídos dois campos de futebol de 11e de sete, em relva sintética, com uma bancada descoberta para 405 pessoas. Junto a estes campos de futebol situar-se-ão ainda dois campos de vólei de praia. No local será construída ainda uma pista de corridas em patins, um parque radical e uma pista de radiomodelismo, a nordeste, e quatro campos de ténis e dois campos de padell (uma variante do ténis, semelhante ao squash), a sudeste, que completam a lista de espaços desportivos.

A juntar às infra-estruturas desportivas será ainda construído um auditório com 152 lugares sentados e uma área de lojas e restauração. A cidade desportiva será também um parque urbano, estando previsto no projecto a criação de zonas de estadia e descanso conciliadas com percursos pedonais, com circuitos de manutenção equipados com várias estações de treino e circuitos para seniores."É objectivo do programa que o parque verde desportivo venha a ser por si só um pólo atractivo, constituindo-se como um factor promotor das práticas desportivas e de uma vida saudável", afirma a autarquia do litoral alentejano.

Fora do âmbito da cidade desportiva, mas incluído na área do plano de pormenor, está prevista a construção de um hotel com 120 camas, conside-rado "uma mais-valia para a utilização do equipamento para estágios desportivos". A ligação entre as zonas desportivas a norte e a sul da Estrada da Floresta será feita através de três passagens inferiores diferenciadas para peões e veículos. O complexo terá ainda ligações por ciclovia à Avenida de Vasco da Gama, através da futura nova avenida panorâmica da Costa do Norte, e à Ribeira dos Moinhos.

12.12.2008

Foi lido algures que o Eng. António Martins esteve em Sines e foi recebido na Câmara Municipal.
Para quem não sabe o Eng. António Martins foi a face visível do Gabinete da Área de Sines (GAS) e que no inicio da década de 70 deu início à transformação que iria afectar e moldar toda a vivência desta região.
Durante anos o GAS foi um Estado dentro do Estado e o Eng. Martins um exemplo de autoritarismo, prepotência e abuso.
As destruições, as deslocações forçadas, as expropriações selvagens, a distribuição de favores, a insistência num modelo que durante anos se provou que foi um fracasso, consumindo recursos e pessoas.
O Eng. Martins foi alguém que disse que a Câmara de Sines nem deveria existir e a de Santiago do Cacém era apenas um marco do Correio do GAS.
O Eng. Martins foi alguém que expropriou a seu belo prazer e de acordo com uma agenda pessoal.
O Eng.Martins foi alguém que sempre mostrou (e não mudou até hoje) um total desprezo pelos sineenses e pela região.
E cumpre-nos o dever de não esquecermos tal pessoa, de não esquecermos o que se passou, de não branquearmos a sua actuação.
Porque Portugal, estranhamente, sempre recompensou alguém que nos fez perder milhões e milhões: no GAS, na adminstração de Cahora Bassa, no Metro de Lisboa (presidente na altura do túnel do Terreiro do Paço), na JAE (presidente na altura da queda da ponte de Entre-os-Rios) e agora voltou ao activo na questão dos contentores do Porto de Lisboa.
Nós, aqui, não o esqueceremos!

12.10.2008

O Projecto de Regeneração urbana vai avançar em Santo André

Vila Nova de Santo André é a única cidade do Litoral Alentejano a ver a sua candidatura aprovada ao Programa Integrado de Qualificação Urbana, que faz parte do instrumento de política Parcerias para a Regeneração, decorrente da nova Política de Cidades Polis XXI.
O programa será financiado através de recursos do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) ao abrigo do Programa Operacional Regional do Alentejo e cujo montante elegível aprovado é na ordem dos 6,5 milhões de euros, com comparticipação do FEDER de 4,112 milhões de euros. De acordo com o autarca Proença, a aprovação da candidatura que vai requalificar Vila Nova de Santo André nos próximos três anos "significa a persistência da câmara, que nunca desistiu da candidatura e representou pela primeira vez a atribuição de fundos estruturais para Santo André, cidade onde reside a larguíssima maioria dos trabalhadores do Complexo Industrial de Sines".
O protocolo da aprovação da candidatura foi já assinado na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, o que para Jaime Cáceres, presidente da Junta de Santo André, constitui um momento "histórico, tendo em conta que pela primeira vez foram conseguidas verbas comunitárias para regenerar a cidade".
As mudanças esperadas com a utilização destes fundo são muitas e Jaime Cáceres adianta que "o Bairro da Atalaia, Pôr-do-Sol e o Bairro Azul vão ser requalificados, assim como o Parque Central da Cidade".
De igual modo "existirá uma ciclovia muito importante para a mobilidade e será construído uma lar para os idosos com jardim de infância, uma Academia Sénior de Artes e Saberes e um investimento importante no abastecimento de água ao Bairro da Petrogal", disse o autarca.A candidatura liderada pela Câmara de Santiago do Cacém foi entregue a 28 de Agosto e, de acordo com o presidente da autarquia, "tratou-se de uma candidatura bem fundamentada e com fortes parcerias". Ainda assim, o projecto inicial envolvia um montante global de dez milhões de euros, 17 por cento comparticipados pela autarquia, 70 por cento com financiamento comunitário e o restante com financiamento privado, mas a candidatura acabou por sofrer um corte no seu financiamento por um dos projectos não ter sido integrado.
O Programa Integrado de Qualificação Urbana de Vila Nova de Santo André representa o primeiro instrumento de planeamento integrado de que a cidade de Santo André dispõe desde que o Gabinete da Área de Sines (GAS) foi extinto, no final dos anos 80, sendo por isso encarado como estruturante e decisivo para a consolidação da sua trajectória recente de evolução e para a definição de novos rumos e desafios de desenvolvimento.
A grande questão que se põe é a já conhecida falta de competencia e de gosto dos técnicos camarários na elaboração de projectos e de acompnhamneto de obras.
Aguardemos com expectiativa!

12.08.2008

Carlos Beato é o novo vice-presidente da CCDRA

O presidente da CM de Grândola, Carlos Beato, foi eleito vice-presidente da Comissão Permanente do Conselho Regional da Comissão de Coordenação Regional do Alentejo (CCDRA), na passada sexta-feira, 28 de Novembro.
Para a presidência deste órgão foi eleita a presidente da CM de Nisa.
Recorde-se que, nas últimas eleições autárquicas, Carlos Beato foi reeleito presidente do municipio de Grândola como independente nas listas do Partido Socialista.
Será que agora é que vamos ter mais betão na região?
O autarca Beato é especialista nessa área..e os seus parceiros de Governo sempre vão dando uma ajudinha.

12.04.2008

Arqueologia e História de uma Madina do Garb al-Andalus apresentado em Alcácer do Sal

Alcácer do Sal – Arqueologia e História de uma Madina do Garb al-Andalus é o título da obra que a autarquia apresenta esta sexta-feira, pelas 17 horas no auditório da biblioteca municipal.
Reeditada quatro anos depois da 1ªedição - rapidamente esgotada - o livro aborda o período islâmico da história de Alcácer do Sal e dá a conhecer um pouco mais sobre o que terá sido Alcácer do Sal.
Sem tabus ou fases obscuras, o trabalho do gabinete de arqueologia da autarquia desde os anos 90 tem tornado visível a grandeza de Alcácer do Sal durante o período islâmico.
Da autoria de António Rafael Carvalho, João Carlos Faria (entretanto falecido) e Marisol Aires Ferreira, esta 2ª edição, revista e actualizada, é reflexo de novos dados e novas perspectivas de análise e surge em resposta a novas solicitações de investigação que entretanto surgiram.
A obra é dedicada a população do concelho de Alcácer do Sal que fica também assim a conhecer melhor as suas origens.

11.28.2008

Novamente o nemátodo

Voltamos a este tema porque é visivel a cada dia que passa o que está a contecer nesta região com a praga do nemátodo...mas julgamos que somos os únicos que chamam a atenção e comentamos esta calamidade!
Das várias entidades apenas e só silêncio.
Talvez quando Santo André estiver no meio de areia sem árvore ou que comece a haver desemprego e falência na industria florestal e madeireira, ou a paisagem fique irreconhecível talvez se comece a ouvir alguma coisa.
De um artigo do "Público retiramos o seguyinte: "Bruxelas pressiona Lisboa por causa do nemátodo, onde um estudo para a Comissão avalia o bloqueio à saída de produtos de madeira do país, o que limitaria as exportações que usam paletes.
A Comissão Europeia (CE) está a avaliar os impactos de bloquear a saída de Portugal de madeira de pinho, quer seja tratada ou não, por causa do nemátodo do pinheiro. A medida implicaria, na prática, um bloqueio comercial já que a maioria das exportações é expedida em paletes ou caixotes de madeira. Poucos acreditam que este passo seja dado, sobretudo desde que se soube que também já há casos em Espanha, entendendo este movimento como mais uma pressão de Bruxelas para que o país tome acções efectivas.

A exportação de madeira não tratada já está proibida desde que todo o país foi declarado como afectado pelo nemátodo, na Primavera. Mas é permitida desde que haja tratamento térmico dos produtos, o que obriga a que seja emitido um certificado. Porém, têm surgido notícias de que paletes que ostentam esta certificação aparecem contaminadas, como aconteceu recentemente na Suécia.
O que faz com que os outros países comecem a olhar com desconfiança para a real eficácia das restrições impostas. E os leva a pressionar a CE para que endureça a sua posição relativamente a Portugal. Até porque o risco para a Europa é enorme. Como ontem explicou Edmundo Sousa, do Instituto Nacional de Recursos Biológicos, num seminário que decorreu em Coimbra sobre o nemátodo, o pinho silvestre, predominante em grande parte da Europa, é mais susceptível à infecção que o nosso pinheiro-bravo. Além disso, enquanto em Portugal existe apenas um insecto que transporta o nemátodo de árvore em árvore, no resto do continente há mais duas espécies. O que aumenta a sua vulnerabilidade. Face a isto, a CE encomendou um estudo, a ser concluído no próximo dia 2, para avaliar os impactos económicos e ambientais de dois cenários extremos: o levantamento das medidas restritivas a Portugal, deixando o problema espalhar-se pela Europa; ou a imposição de um bloqueio total aos produtos de madeira portugueses.
Esta última medida não abrangeria produtos de madeira transformados, cujo fabrico obriga a tratamentos térmicos. Mas arrasaria as paletes, onde a maioria das mercadorias são exportadas, do vinho à cerâmica, com excepção dos materiais a granéis ou de grande dimensão. Portugal, além de fabricar as paletes que utiliza para exportar os seus produtos, é também um grande exportador de paletes em si. O que faria com que a medida atingisse a maioria dos sectores da economia.
No seminário que ontem decorreu em Coimbra, um dos consultores encarregues de fazer este estudo para Bruxelas esteve em contacto com os diferentes agentes do sector, desde os proprietários à indústria. A preocupação era visível, embora muitos considerassem que esta seria uma medida politicamente inaceitável: "Na prática, seria um bloqueio comercial ao país e isso não é viável", adiantou João Soveral, da Confederação dos Agricultores de Portugal. O que é incontornável é o facto de a medida ter chegado a ser equacionada por Bruxelas. Mas a Comissão aprovou recentemente um programa de acção nacional, o que dará mais algum tempo ao país. Além disso, recentemente Espanha declarou que também foi detectada a presença de nemátodo em Cáceres. Com este alastramento, o isolamento de Portugal está cada vez mais afastado.
Por isso, este estudo da CE é encarado como um endurecer de posição para exigir acções mais efectivas. Algo que ontem, desde os proprietários à indústria, todos reclamaram. "O problema alastrou de forma exponencial mas nada acontece no terreno, nem sequer nos perímetros do Estado, onde há grande mortandade, e apesar de o Governo dizer que a erradicação é responsabilidade dos proprietários, não dá o exemplo", disse Vasco Campos, da Federação Nacional das Associações de Proprietários Florestais, que organizou o seminário."

Uma boa iniciativa

Aqui divulgamos uma boa iniciativa da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, esperando que os outrosMunicípios da região sigam o exemplo.
Divulgaremos os concorrentes e vencedores assim que estes sejam conhecidos.

11.25.2008

Sines recupera o castelo e inaugura novo Museu

A nossa região voltou a receber a visita do Prasidente da República, Cavaco Silva, que destacou ontem o contributo da cidade alentejana de Sines como "motor da economia nacional", lembrando a figura de Vasco da Gama como "inspirador" para enfrentar as dificuldades do país. Cavaco Silva e a mulher participaram nas cerimónias que assinalaram o Dia do Município de Sines e na inauguração da Casa de Vasco da Gama e do museu da cidade, instalados no interior do Castelo da vila de Sines, que sofreu profunda recuperação.
O Presidente da República, referiu-se a Sines "como pólo que contribui hoje para a criação de riqueza no país, com um porto de águas profundas que é um dos melhores de toda a Europa, um porto em expansão e que tem capacidade para atrair investidores no futuro". Afirmando confiar "muito nas potencialidades de Sines", considerou que a cidade, que "nas últimas décadas experimentou grandes mudanças e enfrentou dificuldades, soube responder às exigências dos tempos modernos".
Recordou Vasco da Gama, cuja vida e viagens são desde hoje evocadas através de uma instalação multimédia disponível na casa do navegador, no Castelo de Sines. "Quero lembrar aqui a figura de um filho desta terra, que eu vejo como um inspirador para enfrentar as dificuldades que o país atravessa e que são conhecidas de todos, o desemprego, o problema da pobreza e da competitividade", realçou. O presidente da Câmara de Sines, Manuel Coelho (CDU), enalteceu também a figura do navegador, "personagem maior da nossa história e filho dilecto de Sines".


11.24.2008

Anunciada a construção do IP8 entre Sines e Beja

Foi anunciada a construção do IP 8, que parte de Sines em direcção a Beja.
É uma notícia importante para a mobilidade na região do Alentejo Litoral. No entanto, até hoje, que se saiba, ainda não se tem informação de qual o traçado, por onde irá passar, quem irá afectar, que trabalhos serão necesários. O mesmo se passa com o total silêncio sobre a "secreta" variante do Hospital, já aqui referida ou sobre algo que se reveste de extrema importância, mas que não ouvimos os autarcas de região, e em especial de Santiago e Sines, tecerem grande comentários: a linha férrea entre Sines e Espanha.
Por onde passará, que tipo, que bitola, onde vai entroncar, mercadorias e passageiros?
Nada se sabe e como vem sendo hábito, nada é discutido a nível local!
Mas falemos daquilo que se sabe: o IP 8:
A construção do Itinerário Principal (IP) 8, entre Sines e Beja, com perfil de auto-estrada, deverá arrancar até final do primeiro semestre de 2009. Segundo Paulo Campos, secretário de Estado adjunto das Obras Públicas e das Comunicações, o Governo prevê anunciar até 2 de Dezembro o vencedor do concurso público para a concessão rodoviária do Baixo Alentejo, que inclui a construção dos primeiros quatro troços do IP8, entre Sines e Beja, com portagens entre Santiago do Cacém e Beja. Paulo Campos assinou também o contrato de adjudicação da beneficiação da Estrada Municipal (EM) 528-2, entre as proximidades do futuro terminal civil do aeroporto de Beja e a Estrada Nacional 121, junto ao futuro nó de São Brissos (Beja) do IP-8.O secretário de Estado indicou ainda que já decorrem o estudo prévio do quinto troço do IP8, entre São Brissos e Baleizão (Beja), e o projecto de execução do último troço, entre Baleizão e Ficalho, que não terá perfil de auto-estrada, decisão que motivou a criação, no início de 2007, da comissão de utentes do IP8, formada por 13 autarcas das juntas de freguesia de Beja e Serpa e cerca de 150 empresas e entidades dos concelhos, que exigem a construção do IP8, entre Sines e Espanha, com características de auto-estrada

10.28.2008

Transcrevemos uma notícia do "Público".
Achamos que espelha bem a confusão e arbitrariedade que reina em certas zonas do nosso litoral.
É uma demonstração de pequenos poderes, da não assunção da responsabilidade, da dualidade de critérios, da caótica e suspeita gestão urbanística da Câmara Municipal de Odemira, de alguma incompetência que se começa a instalar no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.
Em resumo, a grande maioria das pessoas, dos proprietários, dos investidores, dos habitantes desta área, se não conhece o "arquitecto chefe" de Odemira, nem uma telha consegue colocar.
E se lermos todas as declarações dos variados autarcas que estão na discussão do novo Plano de Ordenamento do Parque, só temos é de ficar assustados que as suas visões e pretenções para o Parque.
Por outro lado, os responsáveis do Ministério do Ambiente, também adoptam uma política de um fundamentalismo quase religioso, desajustado das realidades locais, em que é mais fácil proibir do que reflectir e propor soluções ou compensações.
Um assunto a seguir...a revisão do Plano de Ordenamento do PNSACV e a sua compabilização com a revisão do PDM de Sines, por exemplo.

"Casa em construção numa falésia põe a nu contradições do ordenamento do território"

Câmara de Odemira alega que a obra na Zambujeira do Mar "respeita a legislação", mas os planos de ordenamento do território proíbem construções em "dunas, falésias ou arribas"
O alto de uma falésia na Zambujeira do Mar onde os amantes das paisagens naturais se deslocavam para percorrer com o olhar um dos mais deslumbrantes troços da costa alentejana está agora ocupado por uma casa de habitação em fase de obras. A Câmara de Odemira diz que não há qualquer ilegalidade, mas segundo o Plano de Ordenamento Regional a edificação em falésias é interdita.
Até alguns painéis didácticos que o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) colocara com informação ambiental e a caracterização geológica daquele troço de costa deixaram de estar disponíveis: tapados com lixo e sacos de cimento, ou em zona de obras. Moradores e forasteiros interrogam-se sobre a legalidade daquela obra, inconformados por lhes ser vedado o acesso a um espaço que era um logradouro natural. A Câmara de Odemira diz que o licenciamento da obra "respeita a legislação aplicável ao local em questão", garantindo que aquele pedaço de falésia está inserido no perímetro urbano da Zambujeira do Mar em área consolidada, conforme está definido na Resolução de Conselho de Ministros 55/2005.No entanto, as normas e princípios constantes do Plano Regional de Ordenamento do Território (Protali) determinam que "nas praias e dunas litorais, nas arribas, falésias (...) é proibida a construção de edifícios". Confrontado pelo PÚBLICO sobre esta questão, o Instituto pra a Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) afirma que o Protali é um instrumento "essencialmente estratégico e não vinculativo", enquanto a autarquia argumenta que aos perímetros urbanos aprovados com base no articulado do Plano Director Municipal e dos planos de urbanização "não são aplicáveis as disposições" do Protali e do PNSACV e Plano de Ordenamento da Orla Costeira Sines-Burgau".Contudo, o articulado do Protali é claro ao considerar "nulos quaisquer actos" que aprovem planos, programas e projectos "nas praias e dunas litorais, nas arribas, falésias" onde "é proibida a construção de edíficios".

A Câmara de Odemira insiste em dizer que "nunca o teriam sido sem estarem compatibilizados com todos os planos de nível superior em vigor". Com isto quis dizer que o plano de urbanização cumpre os requisitos exigidos pelos diversos instrumentos que gerem o ordenamento do território, mas não foi explicado como é que um plano de urbanização pode estender-se até às falésias, como se percebe nas plantas do plano de urbanização da Zambujeira do Mar com o perímetro urbano facultadas pela autarquia. O ICNB diz que não "licenciou nem tinha que licenciar" o projecto da habitação na falésia, alegando tratar-se de obra em perímetro urbano onde "não se aplica o Plano de Ordenamento da Orla Costeira Sines-Burgau, nem o Plano de Ordenamento do PNSACV", não referindo o Protali, mas sugerindo que "a questão deveria ser respondida pelo licenciador".
No entanto, o Decreto Regulamentar 33/95 sujeita à aprovação do PNSACV - na dependência do ICNB - "as acções que impliquem a alteração das praias, dunas, arribas e da plataforma marítima", enquanto o POOC impõe que nos espaços naturais de arriba e falésias devem ser interditas "novas construções (...)". Também o PDM de Odemira é taxativo: os espaços de protecção e valorização ambiental são para a autarquia "praias, dunas e falésias ao longo de toda a costa marítima", bem com as "zonas de transição entre dunas e falésias". a Em 2001, o Conselho de Ministros aprovou duas resoluções que determinavam a revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e do Plano Regional de Ordenamento Território (Protali), para estarem concluídas no prazo de dois anos, prazo prorrogável por mais um ano, a contar da data de entrada em vigor da resolução.
Em Outubro de 2008, a resolução do Conselho de Ministros não está comprida nem se vislumbra uma data para a publicação da nova versão dos dois planos de ordenamento.As comissões mistas de coordenação da revisão dos dois planos de ordenamento designadas para cumprir a tarefa estão a encontrar sérias dificuldades em obter consensos entre os diversos intervenientes (representantes de cinco ministérios, das autarquias litoral-alentejanas e da costa vicentina, representantes do sector de turismo e organizações ambientalistas). O Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) já fez saber que não foi convocado para uma única reunião e que a estratégia para a revisão do Protali estaria a ser decidida pelo próprio Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território.
No que diz respeito à nova versão do Plano do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, o presidente da Câmara Municipal de Aljezur, Manuel Marreiros, classifica-o como "a maior imbecilidade" a nível de ordenamento do território até hoje conhecida. Em comunicado divulgado no passado mês de Julho, Manuel Marreiros acusou mesmo a comissão mista de não corrigir os "erros grosseiros dos trabalhos preparatórios".

10.22.2008

Gado, charruas e acácias estão a destruir necrópoles junto à ilha do Pessegueiro

Sobre uma noticia do "Público", e que transcrevemos, gostariamos de chamar a atenção para outros casos: Miróbriga, o encerramento da ruínas romanas de Tróia, o abandono da ilha do Pessegueiro, a indefinição do futuro uso do forte de dentro de Pessegueiro, o assalto ao património do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina, etc.

"Arqueólogo diz sentir "uma profunda vergonha" perante o que considera ser "um crime lesa-património". Instituto de Conservação da Natureza garante que desconhecia situação

Os vestígios de duas necrópoles pré-históricas defronte da ilha do Pessegueiro desapareceram de vez e outras seis jazidas situadas no mesmo terreno de Porto Covo, no concelho de Sines, arriscam-se a ir pelo mesmo caminho, graças à acção do gado, das charruas e das acácias, que são uma planta infestante.O alerta foi dado este fim-de-semana, num encontro sobre a história do litoral alentejano, pelo arqueólogo Carlos Tavares da Silva, que nos anos 80 e 90 participou nas escavações que ali decorreram. O especialista diz sentir "uma profunda vergonha" perante o que considera ser "um crime lesa-património"."Levava muitas vezes os meus alunos do mestrado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa a visitar o local", relata, explicando que a destruição começou há cerca de quatro anos, depois de a entidade responsável pelos vestígios, o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, ter perdido os funcionários que tinha ao seu serviço para tomar conta deles. Aos que quiserem saber mais sobre os usos e costumes dos habitantes pré-históricos deste sítio resta visitar uma exposição que o Museu de Arqueologia do Distrito de Setúbal está a preparar para abrir até ao final do ano e que integra espólio encontrado no Pessegueiro: cerâmica, punhais, machados e outros instrumentos de pedra polida, bem como colares em metal. Dos esqueletos de quem ali habitou é que não há rasto: a acidez dos terrenos arenosos decompuseram-nos há muito. Numa área pouco superior a um hectare, Carlos Tavares da Silva deu de caras há duas décadas com um verdadeiro manancial: um cemitério do período neolítico (5000-4000 a.C.) com seis sepulturas - no seu entender um dos mais importantes achados do Pessegueiro, entretanto destruído-, seis necrópoles da Idade do Bronze (1700-1300 a.C.) e ainda uma oitava necrópole da Idade do Ferro (séc. IV a.C.), construída por cima de uma povoação da Idade do Bronze. "Foi a primeira vez que se encontrou um povoado desta época no Sudoeste da Península Ibérica", realça. Fundos de cabana, alguns empedrados, restos de lareiras e milhares de fragmentos de recipientes de cerâmica comprovaram a descoberta. Os habitantes do local eram gente que pescava e tecia, como mostram os anzóis de cobre e os pesos de tear também encontrados. Carlos Tavares da Silva recorda-se de o terreno, que fazia parte da Herdade do Pessegueiro, ter sido comprado pelo Estado algures no final da década de 70, de modo a salvaguardar os vestígios. Com o passar dos anos as acácias foram abrindo caminho por entre as vedações do sítio arqueológico, que entretanto se degradaram. "Além disso, as actividades agro-pecuárias da herdade ocuparam mais de um terço do local", assegura Tavares da Silva, acrescentando que o gado passou a ir pastar para a zona dos vestígios. As necrópoles foram lavradas? "Devem ter usado charruas mecanizadas", opina. Além do cemitério neolítico, desapareceu uma das seis necrópoles da Idade do Bronze. Afirmando-se surpreendido com o relato do arqueólogo, que garante nunca o ter alertado para o problema, um responsável do Instituto da Conservação da Natureza, João Alves, explica que os recursos deste organismo são limitados e que e as obras de reabilitação forte filipino que ali existe consumiram muitos deles. Quando os funcionários que zelavam pelos vestígios se reformaram, não foi possível substituí-los. Mesmo assim, o instituto diz-se disponível para equacionar uma intervenção de emergência.

http://jornal.publico.clix.pt/magoo/noticias.asp?a=2008&m=10&d=21&uid=&id=280670&sid=55668

10.20.2008

Uma boa ideia...será que os cinco municípios do Litoral Alentejano se vão unir?

Sete municípios do Baixo Alentejo valorizam património


Sete municípios do Baixo Alentejo querem projectar a nível nacional e internacional os seus aglomerados urbanos e atrair turistas, através de uma rede que prevê requalificar património e organizar eventos culturais, num investimento de 7,5 milhões de euros.As câmaras municipais de Aljustrel, Almodôvar, Beja, Castro Verde, Mértola, Moura e Serpa, através do Pacto para a Competitividade e Inovação Urbanas, assinado ontem, em Beja, criaram a Rede Urbana para o Património.A rede "resulta da vontade dos municípios trabalharem em conjunto para desenvolver projectos de requalificação e promoção do património para dinamizar o turismo" no território abrangido pelos concelhos parceiros, explicou hoje à agência Lusa João Margalha, coordenador da candidatura do programa estratégico da rede.

10.10.2008

Inacreditável 2

Algumas fotografias da zona onde pretendem passar a variante ao Hospital...
















10.08.2008

Inacreditável

Apesar de grande segredo, conseguimos ter acesso a alguma (pouca) informação sobre o estudo do traçado da chamada "variante do Hospital".
Esta via, que pretende ligar Santiago do Cacém ao Hospital do Litoral Alentejano, é uma antiga ambição da Câmara Municipal.
Todos estamos recordados da polémica que rodeou o hipotético traçado do IP 8, em 2003, com a Câmara a defender um traçado que atravessaria os Escatelares, cortando toda a zona das Quintas Históricas.
Este projecto foi abandonado a contragosto pela Câmara Municipal e pelas Estradas de Portugal.
Hoje o traçado do IP 8 é outro, mas convém recordar o que se passou:
e ainda





Pelos vistos esa ideia de atravessar os Escatelares não foi abandonada e surge agora uma nova investida, com o traçado para a variante ao Hospital.
Ou seja, as Estradas de Portugal (EP), com o apoio da Câmara Municipal de Santiago do Cacém (CMSC) (!) propôe um novo traçado que volta a atravessar esta zona única do concelho de Santiago do Cacém e do Alentejo Litoral.
Se tentarmos obter informações através da CMSC ou das EP, esbarramos com um muro de silêncio e o que se sabe é atraves de notícias dispersas, de alguma inconfidência, de acções soltas.
O mapa que apresentamos foi feitos com base nas várias informações que conseguimos apurar, sem nunca nos ter sido facultado uma planta com a proposta de traçado, apesar de varias tentativas por nós efectuadas.
No entanto, não deixaremos de tentar obter a máxima informação e divulgar neste local.
Do que se sabe, mais uma vez as quintas históricas de S. João, Pomar Grande, Quinta Nova, Olhos Bolidos e todas as courelas dos Escatelares vão ficar destuídas ou afectadas.
Todo o sistema produtivo, de terras férteis, de grande densidade populacional e com uma estrutura económica dependente da produtividade agrícola vai ser afectado.
A paisagem vai ficar irremediavelmente destruída.
Vão-se criar "ilhas" inacessíveis.
Vai-se destruir uma linha de água que abastece grande parte das explorações agrícolas, levando ao seu desaparecimento.
O traçado previsto no PDM (a azul), inexplicavelmente é abandonado e criada uma nova via, que não consta do PDM em vigor.
Ou seja, uma série de questões que merecem uma resposta e uma explicação a todos, porque se trata de algo único, irrepetível e de todos nós.
E a posição da CMSC, em que o Presidente Proença ultimamente defende o património ( Centro Histórico de Santiago do Cacém, a sua recuperação e classificação, Miróbriga, etc) e agora apadrinha e defende esta solução?? Inacreditável e certamente voltaremos a este assunto.


Encontro de História do Alentejo Litoral

Divulgamos novamente uma excelente iniciativa....

9.25.2008

MEP premeia escola secundária de Santiago do Cacém

Do "Público" de 25.09.2008, transcrevemos a seguinte notícia:
Nem tudo é mau no Litoral Alentejano e, em particular, em Santiago do Cacém, mesmo que o galardão tenha sido atribuído por um partido praticamente inexistente e este prémio ter um valor relativo.
Mas os factos falam por si e devemos considerá-los positivos e de molde a incentivarem as entidades, empresas e pessoas do Litoral Alentejano na contínua procura da qualidade, da valorização da região e das pessoas, da diversidade e do humanismo.

O partido Melhor é Possível (MEP) criou um ranking alternativo para as escolas portuguesas, que vai premiar um estabelecimento de ensino em Santiago do Cacém. A ideia não foi avaliar a "excelência", mas sim quem, "em contextos hos-tis", conseguiu "resultados notáveis" pela evolução registada nos últimos sete anos. O resultado deste exercício será hoje apresentado, numa cerimónia de entrega de troféus, às vinte escolas que mais melhoraram, organizada pelo MEP.
O galardão mais importante caberá à Escola Secundária de Manuel da Fonseca, em Santiago do Cacém, que desde 2001 até ao ano passado subiu 307 posições no ranking das escolas com melhor média nas notas de exames do 12.º ano. Ocupando o 21.º lugar em 2007, a Manuel da Fonseca tornou-se a única instituição dentro das 30 melhores fora de Lisboa, Porto e Setúbal.
De acordo com o presidente do conselho executivo da escola, Filipe Fino, a razão do sucesso está quer numa atenção privilegiada a cada aluno, quer na preocupação com as condições dos professores. Entre outras medidas, a direcção da Manuel da Fonseca concebe um horário semanal "de modo a promover a conciliação da profissão com a vida pessoal e familiar" dos professores. Filipe Fino adiantou ainda que os alunos da Manuel da Fonseca inserem-se num contexto socioeconómico "médio baixo" e têm "origem em famílias cujas profissões estão ligadas ao tecido industrial de Sines, no tecido agrícola e nos serviços".
Para o líder do MEP, Rui Marques, o prémio atribuído tem um valor acrescentado relativamente aos rankings que todos os anos são elaborados. Enquanto estes "são desmobilizadores para quem nunca poderá atingir o topo da tabela", o ranking da progres-são permite que todos possam ser "melhores" - "e o país precisa que to-dos assumam o desígnio de serem sempre melhores".
No final de Agosto, o partido liderado por Rui Marques, antigo alto comissário para a Imigração e Minorias Étnicas, havia já divulgado outra tabela com o objectivo de rebater a tendência "hipercrítica" de muitos portugueses. O MEP Pequim 2008 premiou 19 atletas que "concretizaram a ambição de serem melhores" nas últimas Olimpíadas.

9.24.2008

Jornadas Europeias do Património

Vão-se realizar, mais uma vez, as Jornadas Europeias do Património.
Com um programa que reflecte bem o "aperto" financeiro em que se encontra o Ministério da Cultura, constata-se que a Cultura não está nas prioridades dos nossos governantes.
Mas o que é confrangedor, ou preocupante, é a pouca oferta no Litoral Alentejano e em especial em Santiago do Cacém!
Para reflectir...

http://www.ippar.pt/pls/dippar/agenda_interior?type=11862943

9.22.2008

Uma vez mais o nemátodo...

É preocupante e triste ver o que está a acontecer à nossa floresta de Pinheiro Bravo.
Se fizermos qualquer estrada, se andarmos pelo campo da nossa região e em especial pelos concelhos de Alcácer, Grândola, Sines e Santiago vemos a grande mancha castanha de pinheiros secos a tomar lugar o lugar da grande mancha verde da nossa floresta.
Não sabemos se as pessoas se terão apercebido que os grande pinhais da Comporta ou da faixa Melides-Sines em meia dúzia de anos serão uma floresta de árvores secas.
Não sabemos se as pessoas se terão apercebido que a Santo André estará em breve rodeada, não de árvores, mas de areia. Será uma cidade no deserto.
Não sabemos se os autarcas se terão apercebido que que os resorts de luxo que se pretendem contruir e que serão os "motores" (??) de desenvolvimento da região, irão ser como Las Vegas ou no Dubai...manchas verdes no meio do deserto.
E muitas mais reflexões se poderiam fazer em face desta praga e deste desastre nacional em termos paisagísticos, ecológicos e económicos (não esquecer que a industria florestal movimenta muitos milhares de euros e de empregos, que na nossa região estão em risco).
Mas uma reflexão é imperativa que se faça: o silêncio dos nossos autarcas, o silêncio das instituições e até o silêncio dos grupos de pressão ecologista.
É para nós incompreensível este manto de silêncio!
Juntamos algumas fotografias tiradas ao acaso, no litoral, e lançamos o repto que nos enviem mais para Alentejo_SW@hotmail.com ...talvez com exemplos reais as pessoas "acordem" para este grave problema.



8.28.2008

Costa alentejana continua sem controlo

Do jornal "Público" retiramos a seguinte notícia, o que mostra que o Alentejo Litoral está no total descontrolo.

E o que é incompreensível é a afirmação da Câmara de Grândola de que não tem meios nem condições de fiscalizar???...será que o Presidente Beato, não contente em ter apoiado e autorizado os mega empreendimentos "Costa Terra", "Pinheirinho", "Tróia" e "Comporta" agora vira costas ao que sobrou da faixa litoral do concelho de Grândola ou será que está a tentar legalizar esta situação e ganhar mais uns metros quadrados de urbanização e de betão?

Será que isto vai continuar e neste país, nesta zona ficam impunes aqueles que constróiem à revelia, abusando, em zona protegidas?

E por falar em zonas protegidas...uma fotografia do estado em que deixam as dunas os veraneantes da Praia de S. Torpes: má educação? falta de civismo? falta de caixotes do lixo? falta de limpeza?


"Clandestinos "crescem como cogumelos" junto a Melides "

A cerca de meio quilómetro da praia de Melides e no interior de um denso pinhal, inscrito na rede Natura 2000, o mais variado tipo de casas clandestinas "crescem como cogumelos". A expressão é do presidente da Câmara de Grândola, Carlos Beato, que admite não ter meios para resolver a situação.A construção ilegal cresceu a partir 1995, quando foram demolidas cerca de 200 barracas na duna primária sobranceira à praia, e sofreu um novo incremento nos últimos cinco anos. Os procedimentos são os mesmos que na península de Setúbal e concelhos periféricos de Lisboa. O terreno é loteado em fracções - operação desenvolvida há 30 anos - e o proprietário solicita à EDP electricidade para abrir um furo artesiano. A seguir, o lote é vedado e ergue-se um pré-fabricado. O espaço abarracado vai dando lugar a uma construção em alvenaria.Consoante o poder financeiro, continuam a erguer-se casas modestas ou mansões, onde não falta a piscina, campos de ténis e/ou de basquetebol, parque infantil, garagem, zonas ajardinadas, churrasqueira e portão automático.

Proliferam os pormenores kitsch de uma Vivenda Peggy, pintada a tinta cor-de-rosa, ou a Vivenda Resina, rodeada de eucaliptos. Acessos ostentam avisos de "propriedade privada", escritos a marcador num rectângulo de papelão. A ilegalidade não escolhe nacionalidades. A Câmara de Grândola limpou recentemente uma área de pinhal onde uma alemã instalou um campingplatze (parque de campismo). Ao lado de moradias, algumas com 220 metros quadrados de área coberta, erguem-se barracas de madeira cobertas de chapa metálica ou de plástico, construções em tosco, caravanas com anexos construídos em alvenaria, estruturas incompletas que avançam à medida das disponibilidades financeiras dos seus proprietários.Três centenas de ilegais.

As construções mais sofisticadas possuem sistemas eólicos e fotovoltaicos. A "urbanização" estende-se por quatro parcelas de terreno com mais de um quilómetro de comprimento, por 100 metros de largura, no interior de um denso pinhal com manchas de eucaliptos. Dário Cardador, dirigente da Quercus, diz que a associação ambientalista já solicitou à Câmara de Grândola uma solução para travar o crescimento do bairro clandestino, "onde não há ordenamento, nem rede de esgotos e de água".

O presidente da autarquia reconhece estar perante um problema "muito complicado". Carlos Beato acredita que estará para breve uma solução com base nas contrapartidas que pretende negociar com os "promotores interessados" na instalação da área de desenvolvimento turístico prevista no Plano de Ordenamento da Orla Costeira Sintra/Sines, para o concelho de Grândola.

O autarca pretende resolver "com bom senso e equilíbrio" a situação de ilegalidade que envolve os proprietários de mais de 300 habitações, construídas nos últimos 30 anos. A proliferação de clandestinos, nota, "não pode continuar", mas a câmara, só por si, "não tem condições para fiscalizar" o aparecimento de novas casas, que ao fim-de-semana "crescem como cogumelos". Noâmbito do projecto de requalificação da lagoa de Melides, em 1995, o executivo camarário ordenou a demolição de um bairro de lata de grande dimensão, com mais de 200 barracas construídas clandestinamente desde 1975 sobre a duna primária na praia de Melides. Só 13 anos mais tarde, em Março de 2008, é que chegou a vez de os seis restaurantes instalados entre a praia e a lagoa serem demolidos, uma acção que faz parte de um projecto de requalificação ambiental daquela zona da costa portuguesa que prevê a gestão no plano de água, na barra e na envolvente directa do sistema lagunar que enfrenta um grave problema de eutrofização. Neste sentido está a ser elaborado um estudo, que incide sobre a lagoa de Melides, um sistema lagunar costeiro que estabelece um contínuo com as lagoas da Sancha e de Santo André, protegidas por Reserva Natural. Em particular, foram estudados os problemas de eutrofização que se encontram associados a dois factores principais - afluxo de nutrientes à lagoa e a instabilidade da barra de ligação com o mar. Para ambos os fenómenos foram elaboradas propostas e recomendações para uma optimização da gestão da lagoa de Melides. Cerca de 600 mil euros já estão a ser investidos na recuperação da praia, enquanto a recuperação da lagoa aguarda por melhores dias.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1340660&idCanal=59


8.25.2008

Um bom Blogue e um excelente "post"

Gostaria de vos chamar a atenção para o blogue http://estacaodesines.blogspot.com/ e para o post Continua em revisão, mas pronto para discussão com uma lista das coisas "do melhor", "talvez" e "francamente mau" de Sines.
Lançamos o desafio de se proporem listas semelhantes para os restantes Concelhos: Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Odemira.

8.19.2008

Personalidades do Litoral Alentejano II



No seguimento do post em que sugerimos crias uma galeria de notáveis da nossa região, aqui está um resumo dos nomes que foram sugeridos.



Julgamos que esta lista ainda pode, e deve, ser aumentada.



Ficamos a aguardar mais contribuições.






Bernardim Ribeiro



Vasco da Gama




Pedro Nunes


Dr. João Cruz e Silva


João Branco Núncio


Padre António Macedo


António Chaínho


Al Berto


Manuel da Fonseca



Camacho Costa


Trio Odemira


Dr. AntónioInácio Cruz


José Miguel da Costa


Dr. José António Falcão


Arq. Francisco Lobo de Vasconcellos


Dr. João Faria


Maria Amália


Prof. Dinis Silva


Luis Silva do Ó


José Matias


Raul Oliveira


Padre Malvar da Fonseca


Conde de Avillez


Conde do Bracial


Arnaldo Soledade


D.Vataça


Lagoa de Santo André




Algumas imagens de uma das grandes mais valias do nosso Alentejo Litoral: a Lagoa de Santo André.





8.18.2008

Invasão de área protegida na costa alentejana sem controlo

Do "Público" de 16.08.2008, retiramos a seguinte notícia, que mostra bem o desgoverno que se vive e a falta de cuidado e atenção para um dos ex-libris do Litoral Alentejano.
"Estacionam para férias onde mais ninguém consegue. Os autarcas não sabem o que fazer e as autoridades queixam-se da falta de meios para evitar violações à lei.
Estrada que liga São Torpes a Porto Covo.
Manhã da passada segunda-feira. Um ruidoso buzinão fazia-se ouvir contra uma autocaravana que seguia à frente de uma fila de viaturas com cerca de 50 metros. Logo atrás, um condutor esbracejava, carregava na buzina e dava murros no volante. À frente dos seus olhos, cobrindo toda a faixa de rodagem e metade da contrária, circulava, entre o devagar e o devagarinho, a casa motorizada com matrícula holandesa.A odisseia terminou quando um dos buzinadores meteu conversa em inglês com o turista, que, afinal, estava perdido. Este género de incidente é o que tem dado mais alento aos que contestam o elevado número de autocaravanas que atrapalham o trânsito.
Mas este é o mal menor. A invasão dos melhores miradouros naturais, de dunas e falésias e o lixo que é deixado um pouco por todo o lado deixam marcas bastante mais negativas. O fenómeno é nacional, mas onde se faz sentir com maior acutilância é nos grandes espaços abertos da costa alentejana, entre Sines e a ponta de Sagres. Um fenómeno que não pára de crescer e que ninguém controla, apesar da lei existente.
É ao fim-de-semana e nos meses de Verão que este género de turismo ganha contornos de invasão. As autocaravanas posicionavam-se às centenas por tudo o que é falésia, parque de estacionamento no interior e exterior das zonas urbanas, nas dunas e nos locais à beira-mar. O espectáculo torna-se bastante agressivo do ponto de vista paisagístico e os protestos de um número crescente de autarquias fazem-se ouvir. Contudo, as autocaravanas passam em todas as direcções, indiferentes aos danos que, muitas vezes, causam nos locais onde se instalam.
Este mal-estar é reconhecido por alguns autocaravanistas. Pedro Góis partiu de Guimarães há duas semanas para percorrer o que pudesse da costa portuguesa a partir de Tróia. Pelo que já viu, diz haver "degradação ambiental e paisagística em espaços naturais" e lamenta que haja comportamentos de algumas pessoas que revelam falta de cuidado com a "higiene e a limpeza dos locais onde acampam".
Num documento aprovado pela Câmara Municipal de Aljezur, está expresso o desconforto e o mal-estar pelo "aumento drástico do campismo e caravanismo selvagem, que diariamente destroem o litoral" alentejano. José Arsénio, presidente da Junta de Freguesia de Porto Covo, classifica mesmo de "preocupante" o comportamento dos autocaravanistas que "não agrada a ninguém". O autocaravanismo "está associado à produção de muito lixo", refere o autarca, revelando que é frequente "despejarem" as águas residuais que produzem no sistema de águas pluviais da rede pública.
A junta de freguesia nada pode fazer nas falésias quando são terrenos particulares e do domínio público marítimo, a não ser recolher o lixo que lá é deixado. Mas nesta altura do ano, quando a população de Porto Covo aumenta seis vezes mais em número, o sistema municipal de recolha de resíduos domésticos dificilmente pode ocorrer a este tipo de situações. "Torna-se complicado suportar as necessidades dessas pessoas", acentua o autarca. "O que nos resta é vedar o acesso a estes locais, mas eles [autocaravanistas] arrancam as estacas de madeira" que são colocadas, denuncia.
O seu colega autarca da Zambujeira do Mar António Viana enfrenta o mesmo problema. "É difícil controlar o estacionamento das autocaravanas" diz, frisando que a GNR " não dá conta do problema".
Por outro lado, a lei permite que o estacionamento das autocaravanas se faça por um dia e uma noite. Acontece que boa parte vem para ficar mais tempo. "Colocam calços nas rodas e desde que as viaturas estejam fechadas e sem o proprietário à vista só com um mandado judicial é que podemos tirá-las do local", refere o autarca. A solução passa por impedir o acesso a determinados locais, mas mesmo esta solução está a revelar-se "complicada", admite António Viana.
Numa das falésias mais deslumbrantes de Porto Covo, cinco pessoas, três gerações da família de Nélio Marques (esposa, filho de um ano e pais), vindos de um meio rural do distrito de Coimbra, acomodavam-se sem problemas de maior no interior de uma autocaravana que custara 50.000 euros."É uma forma de fazer campismo melhor que nos parques de campismo", declara o patriarca da família, explicando que escolheram aquela falésia "por ter visto outros" no mesmo local. Procuram sempre juntar-se aos agrupamentos de autocaravanas. "É uma estratégia" que tem em vista a segurança da família, argumenta Nélio Marques. Esta forma de acampar oferece grande autonomia - a caravana tem água, instalações sanitárias, camas para todos e no exterior podem sem ser instaladas mesas, cadeiras e uma cozinha.
Contudo, Nélio Marques não é alheio "à atitude anticaravanismo" que está em crescendo por todo o país.
A sul de Porto Covo todos os concelhos, sem excepção, aprovaram regulamentos municipais que proíbem o estacionamento de autocaravanas, mas de pouco valeu.
Autarcas confirmam degradação ambiental em espaços naturais, mas dizem nada poder fazer

7.30.2008

Câmara Municipal de Santiago do Cacém contesta a classificação da zona urbana

Do "Público" transcrevemos a seguinte notícia:
"A Relevância arquitectónica e arqueológica do centro histórico de Santiago do Cacém não pode ser ignorada, argumenta o presidente da câmara local.
A classificação de nível 2 dada ao aglomerado urbano de Santiago do Cacém, no âmbito do Plano Regional do Ordenamento do Território (PROT) do Alentejo, indignou o presidente da câmara, Vítor Proença (CDU).
Desta insatisfação já o autarca deu conta, por carta, ao presidente da Comissão Mista de Coordenação do PROT, exigindo-lhe que "a classificação seja revista". Vítor Proença diz não compreender os critérios de classificação dos conjuntos urbanos de relevância patrimonial, arquitectónica e arqueológica do PROT- Alentejo, que levaram a classificar o Centro Urbano de Santiago do Cacém no nível 2 e a nova cidade de Santo André no nível 3.
Na carta onde realça as razões do seu protesto, o autarca cita o Plano Regional do Ordenamento do Território do Alentejo Litoral, onde o centro histórico de Santiago é considerado uma "área de património arquitectónico e arqueológico", na qual estão localizados dois monumentos nacionais (castelo medieval e igreja matriz), quatro imóveis de interesse público (Sítio Arqueológico de Miróbriga, Pelourinho de Santiago do Cacém, Capela de S. Pedro e Antiga Pousada de Santiago do Cacém) e uma dezena de imóveis em processo de classificação.
É "incompreensível atribuir a classificação de nível 2 a um aglomerado urbano com uma importância patrimonial notável", argumenta Vítor Proença, lembrando que do aglomerado urbano ainda fazem parte "o único hipódromo romano conhecido em Portugal" e uma das mais belas peças escultóricas do gótico português, o Alto-Relevo de Santiago Combatendo os Mouros, exposta na igreja matriz.O autarca refere também o antigo Hospital da Misericórdia, o Palácio da Carreira, a antiga Escola Régia Feminina, o Palácio dos Condes de Avillez, os antigos Paços do Concelho, a Casa das Heras, a casa do prior Bonifácio Gomes de Carvalho, ou a antiga Cadeia da Comarca (actual Museu Municipal).
Em apoio dos seus argumentos, Vítor Proença destaca a recente geminação entre Santiago do Cacém e Santiago de Compostela e o acordo com a Junta da Galiza para a instalação do Centro de Estudos Jacobeus no centro histórico da cidade.O autarca chamou também a atenção para a classificação de nível 3 dada a Santo André, atendendo à importância arquitectónica do aglomerado construído há cerca de 32 anos no âmbito projecto de Sines e onde hoje residem cerca de 10.000 habitantes.
O autarca alega que Santo André é um caso de estudo nas áreas do urbanismo e da arquitectura, "em cuja concepção participaram alguns dos mais conceituados urbanistas e arquitectos portugueses".
No total, existem seis imóveis classificados em Santiago do Cacém. Dois são monumentos nacionais e quatro de interesse público. Além destes, há uma dezena de imóveis que se encontram em processo de classificação patrimonial.

Personalidades do Litoral Alentejano -Um desafio

Tem vindo aqui à discussão algumas "personalidades" da nossa região e o que tem feito, ou podem fazer, ou ainda deviam fazer no e para o Alentejo Litoral.
Todos sabemos que existe muita gente que gosta e se empenha por este pedaço de terra, este conjunto de gentes, saberes e culturas.
Uns mais próximos das luzes da ribalta e da divulgação, e outros mais discretos, ou modestos, que fazem, ou fizeram, muito trabalho, afastados das multidões e da satisfação pública.
Muitos deixaram obras, nomes de ruas, memórias e outros foram sendo apagados no pó dos tempos e apenas restam na lembrança de alguém mais idoso ou directamente beneficiado.
Não querendo nós fazer um concurso ou passatempo para eleger o melhor, ou o maior, ou o mais importante "Alentejano Litoral" (só a denominação já é complicada) queremos lançar o desafio de se criar uma galeria que propomos chamar "Do nosso orgulho" (mas também se aceita outras sugestões para este conjunto de talentos) sendo alguns, a mais elementar justiça a sua lembrança e nomeação.
Aceitamos sugestões e deixamos já aqui alguns nomes:
Vasco da Gama, figura maior da nossa navegação, Pedro Nunes, génio matemático, Manuel da Fonseca, expoente do neo realismo, António Chaínho, mestre na guitarra portuguesa, Camacho Costa ou o Trio Odemira, grandes nomes do espectáculo, Al Berto, poeta de razoável qualidade, António Inácio da Cruz, benemérito grandolense, ....
Esperamos mais nomes!

7.24.2008

Encontro de História do Alentejo Litoral


Divulgamos uma excelente iniciativa do Centro Cultural Emmérico Nunes, que já nos habituou a programas de grande qualidade e do maior interesse para a nossa região.

Julgamos ser da máxima importancia este encontro, esperando que tenha muita afluência e continuidade.

Iremos dando notícias...

"Entre a ponta de Tróia e a foz da Ribeira de Odeceixe, dos areais da Costa da Galé à rudeza bravia da costa a sul de Sines e das charnecas e várzeas às serranias entre o Mira e o Sado, foram milénios e séculos longos de ocupação humana.
Por aldeias e vilas, através de estradas ou dos rios e da costa fazendo estrada, à volta de ermidas ou em montes dispersos pulsou a vida e a presença de homens e mulheres, os seus trabalhos e as suas crenças, os poderes e as revoltas; as suas obras, a arte e os seus sonhos.
A História resgata uma parte dessas vidas ao esquecimento do tempo, trá-las como entendimento possível desse tempo passado, projectando-as no devir como argamassa de ininterruptos processos de autoconstrução humana.
O Centro Cultural Emmerico Nunes organiza o Encontro de História do Alentejo Litoral com o objectivo de reunir arqueólogos, historiadores, estudiosos locais, apresentando trabalhos em Arqueologia e História Local nos vários períodos desde a Pré-História à época Contemporânea.
O Encontro desenvolve-se em torno de quatro mesas temáticas – Da Pré-História à ocupação romana, Presença islâmica e cristã no horizonte medieval, Época Moderna, Séculos XIX e XX, que abrem com uma Conferência sobre o período, a que se segue a apresentação de comunicações e debate.
O programa social e cultural do encontro inclui um sarau cultural aberto à população e uma visita à ilha do Pessegueiro por mar, com partida de Sines.
Convidam-se os interessados a apresentar comunicações com uma duração máxima de 20 minutos sobre temas de Arqueologia e História do Alentejo Litoral.
Está prevista a publicação das actas do encontro.


Programa Provisório

Sábado, 18 de Outubro

9.30 – Entrega de documentação aos participantes
10.00 – Abertura do Encontro
1ª Mesa de Trabalhos:
Da Pré-História à ocupação romana
10.30 – 11.15 - Conferência de abertura da mesa:
Dr. CLÁUDIO TORRES
Campo Arqueológico de Mértola
11.15 - 12.45 – Comunicações
12.45 - 13.15 – Debate
13.15 - 14.30 – Intervalo para almoço
2ª Mesa de Trabalhos:
Presença islâmica e cristã no horizonte medieval
14.30– 15.15 – Conferência de abertura da mesa:
Dr. HERMENEGILDO FERNANDES
Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
15.15 - 16.45 – Comunicações
16.45 - 17.15 – Debate
17.15 - 17.45 – Intervalo
3ª Mesa de Trabalhos:
Época Moderna
17.45 – 18.30 – Conferência de abertura da mesa:
Dr. JOSÉ ANTÓNIO FALCÃO
Departamento de Património da Diocese de Beja
18.30 - 19.45 – Comunicações
19.45 – 20.15 – Debate
22.00 – Sarau Cultural

Domingo, 19 de Outubro

4ª Mesa de Trabalhos:
Séculos XIX e XX
10.00 - 10.45 – Conferência de abertura da mesa:
Dr. ANTÓNIO VENTURA
Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
10.45 – 12.00 – Comunicações
12.00 – 12.30 – Debate
12.30 – 13.00 – Encerramento do Encontro
13.00 – 14.30 – Intervalo para almoço
15.00 – 17.30 – Visita à Ilha do Pessegueiro

7.16.2008

Alentejo revela em Espanha os seus tesouros de arte sacra

Mais uma vez vemos os nosso tesouros reconhecidos internacionalmente...
A única cabeça-relicário do espanhol S. Firmino, depositada em Beja e desconhecida pelos espanhóis, está a despertar interesse no país vizinho, já que é um dos "tesouros" de arte sacra do Baixo Alentejo que vão ser revelados em Espanha. Além da que está no Convento da Conceição de Beja, "não se conhece outra cabeça de S. Firmino", patrono do município espanhol de Pamplona, na comunidade autónoma de Navarra, e cujas festas taurinas em honra do santo são célebres, disse ontem à Lusa o director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, José António Falcão.
O desconhecimento pelos espanhóis da existência da cabeça, salientou, "está a despertar o interesse do governo de Navarra e do município e da arquidiocese de Pamplona, que vão prestar uma homenagem especial ao seu santo protector", durante uma exposição que vai mostrar a peça em Espanha. Através da mostra integrada no programa da Expo-2008, a decorrer em Saragoça, a Diocese de Beja vai revelar, até 18 de Agosto, tesouros de arte sacra provenientes de igrejas, conventos e museus do Baixo Alentejo. Ao contrário de outras iniciativas associadas à Expo-2008, a mostra, intitulada Um Rio de Água Pura -Arte Sacra do Sul de Portugal, será distribuída pelo Palácio de Aguilar e pelos museus Arqueológico e da Colegiada de Santa Maria no município de Borja, naquela província.

7.09.2008

FMM SINES

O melhor Festival de World Music de Portugal e um dos maiores acontecimento do Litoral Alentejano está em marcha.

O FMM Sines comemora o 10.º aniversário com 10 dias intensos de música e com programa mais extenso da sua história. São quarenta espectáculos e iniciativas paralelas repartidos por quatro palcos montados na aldeia de Porto Covo (junto ao Porto de Pesca) e na cidade de Sines (Centro de Artes de Sines - CAS, Avenida Vasco da Gama e Castelo). Em relação a 2007, as principais novidades são o reforço do programa no Centro de Artes, passando a haver também concertos nocturnos na zona exterior, e a inclusão de um segundo concerto na madrugada de música junto à praia, na Avenida Vasco da Gama. O pai do rock chinês, Cui Jian, a diva da música indiana, Asha Bhosle, e o grupo seminal do movimento hip hop, The Last Poets, são três destaques do programa.

Ver programa em http://www.fmm.com.pt/

7.07.2008

Mais um PIN...

O Grupo Pestana ganhou o estatuto de Projecto de Interesse Nacional (PIN) para o complexo turístico de Tróia, que representa um investimento de cerca de 100 milhões de euros, anunciou a empresa.
De acordo com o grupo Pestana, o Plano Pormenor deste projecto está em fase final de aprovação, prevendo-se até ao final do ano iniciar a construção e respectiva comercialização.O projecto, que integra as marcas Pestana Hotels & Resorts e Pestana Residences, apresenta como mais valias a proximidade a Lisboa, o enquadramento natural e a construção de elevada qualidade ao longo de dois quilómetros de praia totalmente preservada, numa área de 100 hectares, com densidade de construção muito baixa, refere a empresa em comunicado."O grupo irá incorporar neste 'resort' integrado toda a sua experiência hoteleira e imobiliária", afirma o administrador do Grupo Pestana na área de Projectos e Desenvolvimento, José Roquette, citado na nota.
O projecto Pestana Tróia engloba quatro lotes, constituídos por um aparthotel de cinco estrelas com 150 quartos (300 camas), dois aldeamentos de moradias e alguns apartamentos, todos eles sob exploração turística.Além destas infra-estruturas, o projecto Pestana Tróia inclui uma pequena área comercial e infra-estruturas de animação desportiva e lazer, acrescenta o grupo hoteleiro, referindo que mais de metade da área do projecto é ocupada pela Reserva Ecológica Nacional e Áreas Verdes de Protecção.
O empreendimento do Pestana Tróia faz parte de um grupo de projectos destinados a transformar o Litoral Alentejano num novo pólo de atracção turística do país, sendo os mais conhecidos o Tróia Resort (dos grupos Sonae e Amorim) e herdades da Comporta (Grupo Espírito Santo), Costa Terra e Pinheirinho (Grupo Pelicano), já também declarados PIN pela Agência Portuguesa para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).O Grupo Pestana possui actualmente um total de 42 hotéis, dos quais 10 na Madeira, oito no Algarve, quatro em Lisboa/Cascais/Sintra, um no Porto, nove no Brasil, três em Moçambique, um na África do Sul, em Cabo Verde, na Argentina e na Venezuela e três em S. Tomé e Príncipe. (LUSA)
....e vão quantos em cima uns dos outros?

7.02.2008

Suspensão da Central Termoeléctrica de Sines?

As novas metas climáticas europeias podem implicar suspensão da central de Sines,o que coloca a hipótese num dos três cenários de um estudo apresentado hoje.
O Secretário de Estado do Ambiente diz que não é nenhuma "pré-decisão" e EDP afasta essa possibilidade.
Portugal terá de suspender a actividade da central térmica de Sines - a maior do país - se quiser cumprir, e ainda assim parcialmente, as novas metas energéticas para 2020 que estão neste momento a ser discutidas na União Europeia (UE). Este é um dos cenários de um estudo que é apresentado hoje, em Lisboa, no primeiro Fórum para as Alterações Climáticas, um encontro aberto à sociedade civil promovido pelo Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional.
O estudo Portugal Clima 2020, realizado por técnicos do Ministério do Ambiente e consultores externos, avaliou o impacto em Portugal das propostas da Comissão Europeia para reduzir as emissões de carbono e fomentar as energias renováveis, conforme o pacote clima-energia adoptado pela UE no ano passado.São três as directivas sugeridas por Bruxelas. Se forem aprovadas, Portugal terá de ter, no seu bolo energético, 31 por cento de renováveis em 2020. O país terá ainda de contribuir para uma redução global de 21 por cento no dióxido de carbono das indústrias, através de uma nova versão do comércio europeu de licenças de emissões. E os sectores fora do comércio de emissões - como o dos transportes e o residencial - poderão aumentar as suas emissões, mas apenas em um por cento, em relação a 2005.O estudo hoje apresentado traça três cenários.
O que mais se aproxima do cumprimento das metas pressupõe uma maior aposta nas energias renováveis "e a suspensão da actividade da central a carvão de Sines".Com isso, Portugal cumpriria a meta das renováveis e dos sectores não incluídos no comércio de emissões. Falharia a redução de 21 por cento nas indústrias - uma meta global para a UE -, mas a suspensão de Sines permitiria alguma diminuição (nove por cento), quando nos outros dois cenários há um aumento (dez por cento).
A central de Sines é a unidade industrial que mais emite CO2 em Portugal - cerca de 8,2 milhões de toneladas, em média, nos últimos três anos, ou dez por cento das emissões totais do país em 2006. A partir deste ano e até 2012, Sines terá licenças de poluição equivalentes a apenas 5,8 milhões de toneladas por ano.
O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, diz que a suspensão da actividade de Sines não é meramente uma hipótese académica, mas também "não é uma pré-decisão". Aquele cenário será eventualmente possível, diz Humberto Rosa, "se conseguirmos atingir metas ambiciosas para as energias renováveis".
Mas para a EDP, proprietária da central, o assunto está fora de questão. "Não está previsto o encerramento da central de Sines, por parte da EDP", sustenta a empresa, numa resposta escrita a perguntas do PÚBLICO. "O que estamos a fazer é a investir em termos ambientais na central, não só naquilo que é já hoje obrigatório [...], mas também antecipando aquilo [...] que vai ser obrigatório dentro de alguns anos."Para o país atingir as metas europeias, será também preciso cumprir tudo o que já está previsto para controlar as emissões de CO2. A última monitorização do Programa Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC), porém, revela atrasos. Na área dos transportes, por exemplo, das 22 medidas do PNAC apenas três mostram uma evolução positiva, segundo a associação ambientalista Quercus. As que teriam maior peso, como a operacionalização das autoridades metropolitanas de transportes, continuam no papel."São sinais de alarme, sem dúvida nenhuma", reconhece o secretário de Estado do Ambiente. Mas poderão ser adoptados planos de contingência para medidas do PNAC que não estejam a resultar. Quanto aos cenários para o futuro, Humberto Rosa diz que os resultados do estudo não chegam a causar desconforto. "Parece-nos uma situação exigente", afirma.

7.01.2008

VII Encontro Internacional de Coros de Santo André

Nos mdias 05 e 06 de Julho de 2008vai decorrer o VII Encontro Internacional de Coros de Santo André que pretende ser uma pequena mostra do trabalho de grupos corais, aliando a alegria e brilho da Música com a excelência das interpretações, para fazer chegar a música coral do mundo ao público da nossa terra, tentando estabelecer um intercâmbio cultural enriquecedor para todos.
O Encontro Internacional de Coros de Vila Nova de Santo André potencia o intercâmbio de experiências únicas e a partilha de culturas, entre os vários Coros participantes num ambiente de festa no Litoral Alentejo e é já um certame que tem conseguido marcar um lugar entre os que apreciam a música coral.
O Encontro é organizado pelo Grupo Coral do Clube Galp Energia e os Concertos serão realizados no centro Social do Clube Galp Energia em Vila Nova de Santo André e tem como patrocinadores as seguintes identidades: Galp Energia (Refinaria de Sines); Clube Galp Energia; Câmara Municipal de Santiago do Cacém; Junta de Freguesia de Santo André; Instituto Piaget (Campus Universitário de Santo André) e Centro Óptico de Santo André.

Programa
Sábado, 05 de Julho de 2008 - 21h30
Concerto de abertura
· Grupo Coral do Clube Galp Energia;
· Grupo Coral do Centro Cultural e Desportivo do Metropolitano – Lisboa;
· Coro Carpe Diem - Corroios;
· Coral Santa Cecilia - Villafranca de los Barros - Espanha.

Domingo, 06 de Julho de 2008 - 17h30
Concerto de encerramento
· Grupo Coral do Clube Galp Energia;
· Coro Sociedade Filarmónica 1º Dezembro - Montijo;
· Grupo Coral Oásis - Anadia;
· Orfeão de Paços de Ferreira - Paços de Ferreira.

6.25.2008

A quase um ano das eleições autárquicas

Tem sido um tema recorrente, em variados "posts", as próximas eleições autárquicas, as equipas no poder, as que se perfilam no horizonte, as promessas, o cumprimento ou incumprimento dessas mesmas promessas.
Sendo um tema de importância vital para o Litoral Alentejano, lançamos o desafio para uma reflexão séria neste local... uma reflexão objectiva, real e com uma visão de futuro.
Desafiamos os responsáveis políticos a participarem, a colocarem aqui objectivos, desafios, intenções.
Desafiamos os cidadãos a colocarem dúvidas e sugestões.
Desafiamos as instituições e sociedade civil a envolverem-se.
Ficamos a aguardar as vossas contribuições aqui ou para o mail alentejo_sw@hotmail.com

6.19.2008

Exposição "A Casa dos Nossos Avós” em Grândola

Recordar a “A casa dos Nossos Avós” é a sugestão para uma visita à exposição de antiguidades, que está patente ao público na Biblioteca Municipal de Grândola.
Esta exposição retrata uma típica casa alentejana da primeira metade do sec. XX, nos seus aspectos mais modestos. Nela estão presentes os objectos do quotidiano de uma família: fogão a petróleo, ferro a carvão, talha do azeite, poial das bilhas, o forno do pão, estanheira, catre, arca de madeira, o capacho, o lavatório de ferro, candeeiro a petróleo, entre muitos outros.
Numa outra parte, são apresentados artigos duma casa mais rica, como: vestuário, louças, rendas, bordados, quadros, peças em cobre, entre outros.
Com organização conjunta dos alunos do Curso de Educação e Formação de Adultos na área de Geriatria e Escola Básica Integrada D. Jorge de Lencastre, conta com o apoio da CM e Santa Casa da Misericórdia.
A Exposição poderá ser visitada até 26 de Junho, no seguinte horário:
Segunda - feira: 13h00 às 19h00
Terça a Sexta: 09h00 às 19h00
Sábado: 10h00 às 13h00
A entrada é gratuita

6.16.2008

Alentejo vai cartografar e preservar o seu vasto património cultural imaterial

A iniciativa da Direcção Regional de Cultura visa a instalação em nove concelhos de uma rede de conteúdos que será ligada a uma entidade central de concentração das memórias sociais
A Direcção Regional de Cultural do Alentejo está a desenvolver um projecto para a salvaguarda do Património Cultural Imaterial da região que visa a criação de contextos físicos que preservem as marcas culturais existentes em nove concelhos do Alentejo. Para que não se perca a memória social de usos, costumes, artes e tradições.
A iniciativa tem por base a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, adoptada em Outubro de 2003 na 32.ª Sessão da Conferência Geral da UNESCO e que foi aprovada pelo Estado português em Janeiro de 2008.
Paulo Lima, coordenador deste projecto, diz que partindo da Convenção e das manifestações do Património Imaterial, "pontuou-se um conjunto de municípios onde, pela sua diversidade e pela forte presença dessas manifestações, se poderia constituir uma rede representativa" e criar uma cartografia patrimonial.
Deste modo, em Alcácer do Sal vai ser edificada a Casa da décima e do verso improvisado, dedicado à poesia popular/tradicional e ao improviso; em Arraiolos, um centro do tapete vocacionado para o estudo dos têxteis do Alentejo; em Avis nascerá um espaço dedicado aos modos de construir e à arquitectura; em Barrancos emergirá a Casa da Fala com vista à preservação do dialecto barranquenho e à dialectologia; em Baleizão será feito um arquivo de história oral dedicado à memória social; em Borba vai nascer a Casa do Teatro Tradicional.
Em Ourique surgirá a Casa da Viola Campaniça e do Baldão, com vista a conservar o único instrumento de cordas do Alentejo, a sua utilização em diversas práticas musicais e outros instrumentos musicais utilizados também na região. Em Portel, é implantado o Jardim do Mundo, que permitirá o conhecimento do Território, das Paisagens e das Identidades do Alentejo e, por fim, em Serpa/Cuba, nascerá a Casa do Cante, como forma de manter o importante movimento coral tradicional.
De acordo com o coordenador deste projecto, estes locais, que procuram cobrir, de diferentes formas, todos os âmbitos da Convenção, "são supra-municipais e têm por obrigação a constituição de planos de salvaguarda específicos, posicionando-se não apenas para o local onde estão implantados, mas para a região, em articulação com as comunidades locais e o mundo universitário", disse.Toda esta rede primária terá ligação com um Centro de Articulação de Conteúdos, o Centro Michel Giacometti, que será instalado no Alentejo Central, em local a definir, e que terá como missão não só a articulação de conteúdos, como a gestão do Centro de Documentação Digital, mas também a sensibilização para uma boa prática de conservação de arquivos do Património Imaterial.
A partir de diferentes projectos, vão ser construídas redes específicas de âmbito regional e supra-regional. "É o caso do projecto de Arraiolos, que, a partir de uma especificidade que é o Tapete, e onde se está a construir um processo ligado à propriedade intelectual de uma manufactura artesanal, se procederá à construção de uma estratégia que articule uma rede que, neste caso, deverá incluir os bordados de Nisa, as tapeçarias de Portalegre, as mantas de Reguengos de Monsaraz e Mértola, ou as rendas de nós da Trindade", explicou o mesmo responsável.
Destes projectos são supostos nascerem planos de salvaguarda que passarão por documentar a manifestação em si e instituir estratégia de continuidade que articule a formação com sectores económicos, como é o caso do turismo.Neste sentido, a Direcção Regional de Cultura desenvolve outros projectos, que visam a exploração do património cultural "e que poderão, ou não, ter suporte nos locais e projectos referenciados". Paulo Lima salienta o desenvolvimento de uma rede de encontros científicos de diferente dimensão, que se pretendem articular com um conjunto de festivais temáticos, onde Monsaraz, em articulação com o Museu Aberto, ou utilizando a vila de Marvão, ou pequenos projectos emergentes, como é o caso dos cantos iberoamericanos de improviso em Alcácer do Sal, poderão tornar-se uma mais-valia importante para o turismo cultural", sublinhou.O coordenador avançou ainda que existe uma outra intenção, subjacente também a este projecto, que tem a ver com a construção de conteúdos multimédia para sítios e monumentos de interesse patrimonial, como é o caso dos castelos de Amieira do Tejo (Nisa) e Campo Maior, da Torre do Salvador, em Évora, ou do Castro da Cola, em Ourique.
Também a paisagem e a culinária são vistas como um património fundamental do Alentejo, pelo que a construção de uma base de dados sobre a culinária do Alentejo, que envolva também o inventário dos produtos agro-florestais, bem como dos modos de fazer, será de grande relevância, podendo Portel e Mértola constituírem-se como pólos importantes nesta estratégia. Por Património Cultural Imaterial devem entender-se os usos, representações, expressões, conhecimentos e técnicas, os instrumentos, objectos, artefactos e espaços culturais, as comunidades e os grupos que vão transmitindo algo de geração em geração. Tal como o texto da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial explica, "é um conhecimento que é recreado constantemente pelas comunidades e grupos em função do contexto em que vivem, da sua interacção com a natureza e com a sua historia".Tem por objectivo esta prática fomentar um sentimento de identidade e continuidade pelo respeito da diversidade cultural e da criatividade humana.

6.10.2008

Quinzena D.Carlos em Sines

Está a decorrrer em Sines a Quinzena D. Carlos, no ano em que se cumprem 100 anos sobre o seu assassinato, com uma Exposição sobre a figura do Monarca, no Edifício do Porto de Recreio, salientando a sua vertente marítima, integrada no vasto programa nacional de evocação desta figura da História de Portugal.
Sines e a sua costa foram diversas vezes visitadas por El Rei D. Carlos I, no âmbito das suas viagens e das suas campanhas oceanográficas, tendo algumas vezes sido referidas nos seus trabalhos científicos.
Além da vertente científica, D. Carlos I e a Família Real foram grandes desportistas náuticos, tendo participado em diversas regatas, tanto à vela como em remo e a motor.
Esta exposição terá um valor acrescido devido á sua ligação à LVIII edição do Troféu D. Carlos I, em vela, que liga Belém a Sines, uma organização da Associação Naval de Lisboa, a 7 de Junho de 2008, e irá decorrer ainda o Campeonato Nacional de Cruzeiros de 8 a 10 de Junho e o Troféu Vasco da Gama nos dias 13 e 14 de Junho, reforçando o papel de Sines como um local de grande qualidade para a prática de desportos náuticos, juntando muitos velejadores e visitantes nesta altura do ano.
Na Exposição, que decorrerá no Edifício do Porto de Recreio em Sines, e que estará patente de 7 a 24 de Junho, vão estar, além dos painéis elaborados pela “Comissão D. Carlos 100 anos” uma série de objectos nunca antes expostos ou que nunca saíram de Lisboa, de vários coleccionadores públicos privados.
Paralelamente irão decorrer várias conferências, no Centro de Artes de Sines, no dia 11 de Junho, ás 16.00 :
"D. Carlos Marinheiro" - Alm. Henrique da Fonseca, o "O mar na obra pictórica do Rei D. Carlos" - Dra. Isabel Falcão, o "Contributo do Rei D. Carlos para o conhecimento do mar e seus recursos" - Prof. Doutor Carlos S. Reis e “Investigação científica desenvolvida pelo Laboratório de Ciências do Mar” – Profs. João Castro e Teresa Cruz – Univ. de Évora.
Ainda no âmbito deste evento irá decorrera a visita do Senhor D. Duarte a Sines, no dia 14 de Junho onde visitará o Porto de Sines, as obras de recuperação do castelo de Sines, a Exposição do Tesouro de Nossa Senhora das Salas e a Exposição D. Carlos e o Mar.

Nova rota turística em Alcácer do Sal

Um novo percurso pedonal, com a denominação de “Rota do Senhor dos Mártires”, foi inaugurado dia 11 de Maio em Alcácer do Sal.
Com início na praça Pedro Nunes o passeio, com a extensão de cerca de 13 quilómetros e 3 horas de duração, tem como objectivo a observação de fauna e flora aliada à descoberta do património construído e edificado de Alcácer do Sal.
O percurso sobe ao miradouro de Santa Luzia, continuando depois até chegar ao Santuário do Senhor dos Mártires, jóia do património arquitectónico do concelho e um dos templos cristão mais antigos do país. A rota continua por caminhos de terra batida onde se pode apreciar zonas de pinhal e a lavra do arroz até aos bairros do Olival Queimado e São João. Neste ponto
começa-se a descer pelo parque de campismo, largo dos Açougues e largo da Tipografia. O ponto de chegada coincide com o início, na praça Pedro Nunes.
Este percurso mantém-se livre para todos os que o quiserem fazer, basta seguir a sinalética própria, criada para o efeito, dois traços, amarelo e encarnado, que assinalam todas as ruas e pontos da rota.

http://www.cm-alcacerdosal.pt/PT/Actualidade/Noticias/Paginas/%E2%80%9CRotadoSenhordosM%C3%A1rtires%E2%80%9Dinauguradaestedomingo.aspx

6.09.2008

Santiago do Cacém em grande

A cidade de Santiago do Cacém esteve em foco no passado fim de semana por variadas razões.
A inauguração do novo hotel "Caminhos de Santiago", mais uma edição da "Santiagro", a queda de uma bancada na mesma "Santiagro" e a inauguração no novo Parque da Cidade na Quinta do Chafariz.
O Presidente da Câmara Municipal, Vitor Proença, não deve ter tido um minuto de descanso, entre Secretários de Estado, visitantes, espectáculos e Protecção Civil.
Algumas notas:
O novo hotel, um equipamento que fazia falta a Santiago do Cacém e à região promete dar que falar. Talvez pela sua arquitectura, um maciço negro que alterou a paisagem, já de si fraca, das colinas que envolvem a cidade, pela sua decoração, um misto de mito urbano com um regionalismo algo parôlo ou pela sua cozinha, a cargo de um conhecido autor.
A Santiagro, nada mais que o mesmo, em franco declínio, um mega stand de automóveis,uma falta de rumo e de se encontrar... e este ano prometia uma atracção (não sabemos qual será o futuro ou interesse disto em Portugal), ou seja, um inovador espectáculo de "Rodeo".
Acontece que no meio deste espectáculo a bancada caiu e, por um feliz acaso, um quase milagre, apenas se registaram 60 feridos ligeiros. Uma palavra de felicitações aos meios de socorro e auxilío, que prontamente acorreram, prestando um eficaz apoio a todas as pessoas.
No Domingo, a abertura do Parque da Quinta da Chafariz, mais uma obra de "regime",um equipamento que custou, em dinheiro antigo, meio milhão de contos e que, a nosso ver, fica muito aquem do que se necessitava e esperava, depois de tanta propaganda, tanta participação, tanto entusiasmo.

5.12.2008

Regulamento do Núcleo Antigo de Sines entrou em vigor...será que irá revitalizar o centro histórico de Sines?

O novo Regulamento de Requalificação do Edificado do Núcleo Antigo de Sines entrou em vigor no dia 8 de Maio de 2008. Este documento institui benefícios fiscais para a reabilitação de edifícios situados no núcleo antigo de Sines, um estímulo ao mercado do arrendamento e à revitalização da zona histórica, devolvendo também condições de habitabilidade aos seus edifícios. Além disso, define penalizações fiscais para os proprietários que não procedam a intervenções de reabilitação.
Os benefícios fiscais definidos pelo regulamento - taxas e impostos - cobrem todos os imóveis da zona antiga.
No que diz respeito às taxas, todas as acções relacionadas com as obras de conservação, recuperação e/ou edificação do núcleo antigo de Sines ficam isentas do pagamento das taxas previstas no Regulamento de Taxas e Tarifas (com excepção das taxas de licenças especiais de ruído e publicidade).
Além disso, ficam isentos de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) por um período de 10 anos os prédios sujeitos a obras de edificação, a contar da data de emissão da licença ou autorização de utilização. No final deste período, acresce uma redução, por três anos, de 30% da taxa aplicável, no caso dos prédios urbanos sujeitos a obras de recuperação, e de 20%, nos imóveis destinados a arrendamento, sendo as duas reduções cumulativas entre si.
O regulamento actua também no Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis e determina que é devido o reembolso deste imposto para as duas primeiras transmissões por imóvel. O direito ao reembolso caduca, no entanto, caso as obras de edificação não se iniciem no prazo máximo de dois anos a contar da data de aquisição.
No que toca a penalizações, ficam sujeitos a uma majoração de 50% do IMI os imóveis considerados como de intervenção de prioridade elevada e os devolutos que não forem objecto das intervenções necessárias à sua recuperação / conservação, no prazo de um ano a contar da entrada em vigor do regulamento.
A versão integral do regulamento, que inclui a lista de imóveis considerados de intervenção de prioridade elevada, está disponível no site do município.

5.09.2008

Enquanto uns equipamentos culturais abrem...outros caem...

O telhado do cine- teatro de Ermidas Sado ruiu a semana passada, fazendo desaparecer um dos edifícios mais emblemáticos da freguesia e do concelho de Santiago do Cacém.
A aquisição e o projecto para a posterior recuperação do cine- teatro estava em cima da mesa à cerca de dez anos, nunca chegando a acordo a CM de Santiago do Cacém e o proprietário, o que impediu a concretização do projecto.
O presidente da Junta de Freguesia de Ermidas Sado, Alberto Brito (PS) está desapontado com os intervenientes de todo o processo e descontente com o desfecho.
Apesar de todo o recheio do cine- teatro ter sido retirado, o presidente da junta não deixa de lamentar a degradação a que o edifício chegou e o facto de ter acontecido isto.
Quanto à população, Alberto Brito diz estar resignada com a situação, mas triste.

5.07.2008

Ainda mais outro equipamento cultural no Alentejo Litoral

Em Odemira uma necrópole da Idade do Ferro estará aberta ao público a partir de ontem, mostrando 10 sepulturas que foram encontradas há 37 anos
Os curiosos por vestígios do passado vão poder visitar, a partir de terça-feira, as 10 sepulturas visíveis da Necrópole do Pardieiro, datada da Idade do Ferro e descoberta há 37 anos no concelho alentejano de Odemira, Beja.
O sítio arqueológico, onde foram achadas três lápides epigrafadas com Escrita do Sudoeste e duas estelas decoradas com marcas de pés, situa-se no antigo Monte do Pardieiro, a cerca de três quilómetros da localidade de Corte Malhão, na freguesia de São Martinho das Amoreiras.
A necrópole foi descoberta em 1971, através do achado "acidental", a poucos metros do local, de uma lápide epigrafada com Escrita do Sudoeste, a mais antiga escrita da Península Ibérica, como explicou o arqueólogo Virgílio Hipólito Correia, um dos responsáveis pelas escavações.A lápide foi encontrada pelo então proprietário do Monte do Pardieiro, que decidiu "investigar" em que objecto o seu arado encalhava sempre que lavrava a terra no local, contou o arqueólogo Jorge Vilhena, responsável pelos trabalhos arqueológicos de restauro e de valorização da necrópole:"Foi um achado acidental de uma pedra com letras, o achador nem sequer tinha consciência de que havia encontrado uma lápide epigrafada com Escrita do Sudoeste", contou Virgílio Hipólito Correia, lembrando que a lápide foi guardada na antiga associação cultural de Garvão, no concelho vizinho de Ourique.
A lápide só seria identificada mais tarde pelos arqueólogos Caetano de Mello Beirão e Mário Varela Gomes, que se dedicavam ao estudo da epigrafia da primeira Idade do Ferro do Sudoeste da Península Ibérica e que estavam a escavar em Garvão. "Na altura da identificação, os arqueólogos verificaram que a lápide tinha sido achada a meia dúzia de metros do local original. Ficou claro que a necrópole à qual pertencia localizava-se nas imediações", explicou Virgílio Hipólito Correia.A lápide tinha inscrito um signo "muito pouco conhecido" na Escrita do Sudoeste e que levantou dúvidas sobre a pertença da inscrição àquela epigrafia e sobre a cronologia da própria lápide e, por arrasto, da Escrita do Sudoeste no seu todo".
Para "esclarecer as dúvidas" e "conhecer com mais exactidão e pormenor o contexto arqueológico da lápide", actualmente em exposição no Museu da Escrita do Sudoeste, em Almodôvar, os arqueólogos Caetano de Mello Beirão e Virgílio Hipólito Correia escavaram o sítio, entre 1989 e 1990. As escavações arqueológicas permitiram colocar a descoberto 10 sepulturas em forma de monumento e achar outras duas lápides fragmentadas e epigrafadas com Escrita do Sudoeste e duas estelas decoradas com gravuras em forma de pé, conhecidas como podomorfos.Nas sepulturas foram também encontradas oferendas funerárias votivas, como colares de contas de pasta vítrea e de âmbar, pingentes de cornalina (ágata pedra preciosa), peças de cerâmica e algumas armas de ferro, como facas e pontas e contos de lança.Após as escavações, financiadas pelo Estado, seguiram-se intervenções de restauro e valorização da necrópole, suportadas pelo município de Odemira.
Aos trabalhos arqueológicos de restauro e conservação dos túmulos,em 2001,seguiu-se a valorização da envolvente da necrópole, em 2007, com a vedação do local, a criação de condições para o acesso pedonal e a instalação de sinalização e de painéis explicativos. Além das 10 sepulturas escavadas, os arqueólogos identificaram outras duas sepulturas periféricas, que "não foram escavadas por estarem debaixo de um sobreiro", explicou Jorge Vilhena, referindo que, durante os trabalhos de vedação do sítio, em 2007, foi identificada uma 13ª sepultura, que deverá começar a ser escavada no final deste mês. As duas lápides fragmentadas e epigrafadas com Escrita do Sudoeste achadas na necrópole estão em depósito no Museu Regional de Beja e os restantes achados estão guardados na Câmara Municipal de Odemira. A abertura oficial da necrópole ao público, marcada para as 15h00 de terça-feira, inclui uma palestra de Virgílio Hipólito Correia sobre a Necrópole do Pardieiro e a investigação da Escrita do Sudoeste, que vai decorrer, a partir das 21h30, na Biblioteca Municipal de Odemira.A escrita mais antiga da Península Ibérica
A Escrita do Sudoeste ou Tartéssica, da I Idade do Ferro no Sul de Espanha e Portugal, foi desenvolvida pelos Tartessos, o nome pelo qual os gregos conheciam a primeira civilização do Ocidente, que se terá desenvolvido nas zonas das actuais regiões da Andaluzia espanhola e Baixo Alentejo e Algarve.Com cerca de 2.500 anos, a escrita dos Tartessos, que tiveram influências culturais de Egípcios e Fenícios, terá entrado em desuso a partir do século V a.C., é distinta das dos povos vizinhos, complexa e permanece indecifrável até à actualidade