12.18.2007

Um convite...




O 4.ª edição do Festival Terras sem Sombra
de Música Sacra arranca em Mértola, uma iniciativa da Diocese de Beja e da Arte das Musas.
Primeiro espectáculo tem lugar a 15 de Dezembro e traz à nossa região um dos mais importantes ensembles de música antiga do país
O Baixo Alentejo recebe este mês, pela quarta vez consecutiva, o Festival Terras sem Sombra – Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo, promovido pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja e pela Arte das Musas, com o apoio da Direcção-Geral das Artes do Ministério da Cultura e de diversos municípios e empresas da região.
Em 2007-2008 o ciclo inicia-se na Igreja Matriz de Nossa Senhora de Entre-as-Vinhas, a antiga mesquita da época almoáda, em Mértola, com um espectáculo do Ensemble Sete Lágrimas, intulado Mediterræ: As Devoções Eruditas e Populares no Eixo Latino Mediterrânico. O espectáculo terá lugar no dia 15 de Dezembro, pelas 21 H 00, com entrada livre.
Fundado em 2000, o Ensemble Sete Lágrimas é um agrupamento de músicos especializados em música antiga e contemporânea dirigido pelos tenores Filipe Faria e Sérgio Peixoto que desenvolve programas onde se combinam o virtuosismo com delicadas composições de melancolia. Dois tenores, duas flautas de bisel, alaúde e tiorba e viola da gamba são a instrumentação base dos programas já apresentados em festivais nacionais como o Festival dos Capuchos, o Festival Terras sem Sombra e os Encontros de Música Antiga de Loulé. Em 2006-2007 o grupo desenvolve diversos projectos de gravação e edição discográfica: para a editora Dialogos, com a encomenda de obras ao compositor inglês, residente em Portugal, Ivan Moody, e para a editora Numérica.


Programa


Sobre a Recercada Segunda de Diego Ortiz

Claude Goudimel (1514?-1572), França (adapt. Sete Lágrimas)
Seigneur écoute ma priére

Tomás Luiz de Victoria (1548-1611), Espanha
O vos omnes

Diogo Dias Melgaz (1638-1700), Portugal
In monte oliveti

Tradicional, Itália (Friuli)
Lusive la lune

Carlo Gesualdo (1566-1613), Itália
O vos omnes

D. João IV (1603-1656) (atribuído), Portugal
Crux fidelis

Tradicional, Espanha (Catalunha)
El noi de la mare

Josquin Desprez (1450?-1521), França
Ave Maria

Guillaume Dufay (1397-1474), França
Ave regina cælorum

Claude Goudimel (1514?-1572), França (adapt. Sete Lágrimas)
Sur ta montagne

Tradicional, Itália (Piemonte)
Fuga in Egitto

Vilancico Anónimo (Século XVI), Portugal
Senhora del mundo

Tradicional, Itália (Piemonte)
Gesu bambin l’è nato

Llibre Vermell de Montserrat (Século XIV), Espanha
Maria Matrem

Juan de Anchieta (1462-1523), Espanha
Con amores la mi madre

Claude Goudimel (1514?-1572), França (adapt. Sete Lágrimas)
O que c’est chose belle

Claude Goudimel (1514?-1572), França (adapt. Sete Lágrimas)
La terre au seigneur appartient

Cancionero de Montecassino (Século XV), Espanha
Adoramus te

Tradicional, Itália (Lobardia)
San Giuseppe e la Madonna

8 comentários:

Anónimo disse...

O dr Falcão lá vai somando pontos atrás uns dos outros com estas iniciativas nas igrejas. Por vezes impressiona como é que uma estrutura tão pequena como o departamento do património da diocese de Beja consegue fazer coisas interessantes pelo baixo-alentejo. O Homem sabe do oficio e mexe-se muito bem junto do poder e lá vai conseguindo apoios para quase tudo. Tiro-lhe o chapéu

Vicente disse...

O Natal no concelho de Santiago é uma tristeza de tão poucas iniciativas espalhadas pelo concelho. Uma tristeza, até nos concertos de NATAL da câmara não há evolução nenhuma, cada vez o programa é mais fraco.
Novidade agora é o centro cultural de Santo André. Já se prometeu um centro cultural para Ermidas, outro centro cultural para Alvalade, outro para Santiago e agora mais um para Santo André. Só é pena é que não se veja nenhum. Muitas promessas, mas não aparece nenhum. Este de Santo André é mais para entreter as pessoas porque pelo andar da carrusgem nem daqui a 10 haverá alguma coisa.

Alentejano arquitecto disse...

A questão é que constroem Centros e mais Centros Culturais...e depois não sabem como utilizar, não existe programação, são edificios de difícil e custosa manutenção.
Ou seja...falat de planeamento, de articulação,de trabalhar em rede, de estabelecer parcerias.
Cosntruir e depois ficar com mais monos...com uma oferta péssima...manutenção elevada.
Parem para pensar e olhar em volta!

Maria disse...

Um Bem Haja ao Dr Falcão pela sua entrega e capacidade, é um orgulho para Santiago ter alguém assim.
Centros culturais: meus amigos e caros concidadãos não temos uma politica cultural clara, com objectivos definidos para tantos centros culturais. Nem sequer públicos para os frequentarem. Vejam o centro de artes de Sines, e os problemas em meter gente a frui-lo. Estes autarcas de Santiago deviam primeiro definir uma politica cultural para o concelho, para as freguesias de acordo com as características dos seus habitantes, e aos poucos ir criando novos públicos para as mais variadas formas de expressão cultural. Andam anos e anos a fazer promessas de centros culturais que dificilmente serão feitos algum dia. Uma casa começa nos alicerces, não é pelo telhado.
Estes autarcas andam a brincar com coisas muito sérias, não ouvem as populações, não ouvem as associações, não ouvem os grupos de teatro, de música,etc. Não se podem lançar promessas assim para o ar, sem se ouvirem primeiros os agentes culturais no terreno, sem se fazerem estudos, sem se criarem públicos. Assim não pode ser.

Anónimo disse...

Quando olhamos para Santiago e vemos que as principais iniciativas culturais têm acontecido na Igreja Matriz com a mão de José António Falcão, está tudo dito.
Quando olhamos para Santo André e vemos que as principais iniciativas culturais têm a mão (e o suor) de Mário Primo, está tudo dito.

Anónimo disse...

Concordo com o anónimo anterior. Está tudo dito só o Senhor Proença é que não vê. Tamanha é a vaidade e a cegueira!!
"Abre os olhos, olha que o Frade ou o Rosas vão passar-te a perna com uma grande pinta e com a ajuda do PSD". Assim vai Santiago do CAcém que o única coisa que tem é um Senhor Presidente vaidoso e com controleiros para dizerem mal das pessoas. Olhe para si sr. Vitor Proença, olhe para si

Santos Martins disse...

Gostei bastante da exposição da diocese de Beja. Digo da diocese de Beja e não da cãmara porque a cãmara nisto andou completamente á boleia do DR Falcão. Acho que faziam falta mais eventos deste tipo, nem que fosse para se fazerem mais restauros no centro histórico porque parece que só assim é que há vontade de se fazer alguma coisa mesmo que seja só fachadas pintadas e arranjos de meia duzia de ruas.
Um Bom Natal e um bom ano novo para todos os colegas e para o moderador deste local.

A vida costa... disse...

Este Falcão é cá um sabichão. Com falinhas mansas lá vai levando a água ao seu moinho e verga-os os todos desde o Coelho ao Proença todos lhes prestam vassalagem. Na campanha última andou em debates do PS, falou, criticou a cãmara, etc, depois fez-se ao piso com o Proença e tem tirado da cãmara o que bem quer. É um sabichão e mexe-se muito bem