9.04.2007

Feiras III/José Benedito Hidalgo de Vilhena

Esteve patente na edição deste ano da Feira do Monte em Santiago do Cacém uma mostra de fotografias antigas, em comparação com fotografias actuais tiradas nos mesmos locais.
Além de uma interessante reflexão sobre a evolução urbana e que merecia aprofundar, estavam patentes várias fotografias de José Benedito Hidalgo de Vilhena.
Aqui fica o repto para duas iniciativas possíveis: uma exposição sobre Hidalgo de Vilhena (já sugerida anteriormente) e os painéis que estiveram expostos voltarem a ser patentes ao público...talvez associados a um debate sobre a evolução e desenvolvimento urbano em Santiago do Cacém.

12 comentários:

Alentejano Arquitecto disse...

Interessante sim a exposição...e mais interessante se houvesse a reflexão sobre a evolução urbana nos ultimos 100 anos.
O que salta á vista é a evolução caótica, desordenada, de mau gosto, má qualidade...que transformou Santiago do Cacém num local tudo menos aprazível e bonito...e que estes sucessivos elencos camarários se tem encarregado de estragar cada vez mais.

G.A.N. disse...

Seria uma exposição interessante, como igualmente seria fazer um levantamento fotográfico do último século do concelho, criando um banco de memórias.
Não sei se seria obra para o museu, que agora parece que já não tem a figura de Directora, sendo que a "antiga" é agora apenas técnica superior do museu (quem percebe a alteração que me explique, porque eu não consigo alcançar).

Anónimo disse...

Acho que esta indefinição no museu resulta do que se escreveu num outro comentário...alguém muito interventivo é incómodo.
E está de acordo com a politica cultural da CM Santiago do Cacém...inexistente, básica,politizada...basta ver a Vereadora da Cultura (um espelho de alguém básico) e a chefe de divisão dos serviços culturais(uma funcionária politica).
Politica cultural da Câmara...inexistente!

de cá disse...

Interessante estes assuntos....acrescento que vejo esta ideia com pouco sucesso...basta ver que existem documentos fotográficos excelentes no Arquivo Municipal, no Museu Municipal e no GRUP...do Hidalgo Vilhena e outros....mas como estas entidades, que dependem da CMSC não se falam e funcionam no velho sistema de capelinhas....é impossivel ter uma visão de conjunto.
Ou seja,quando deveriam estar todos estes elementos no mesmo local, identificados, registados e para consulta dos interessados e para divulgação...estão encerrados, em segredo...não se percebe isto!
Concordo com o Anónimo....a cultura na Câmara de santiago é uma desgraça.

Celestino disse...

O património fotográfico de H.Vilhena é apenas um exemplo, entre muitos outros, do abandono a que estão votados pelo município. Está o legado e está a figura, o que é incompreensível e só por si ilustra bem as capacidades e orientações do pelouro da cultura municipal. O desfecho do arquivo do Gabinete da área de Sines, que foi para Setúbal, é outro exemplo do desinteresse e inépcia dos municipios santiaguense e sineense. Está a perder-se, aos poucos, uma parte importante das memórias deste povo...

Anónimo disse...

O Centro Histórico de Santiago são meia dúzia de pessoas, não dão votos...e este tipo de cultura....também não dá muitos votos....logo nunca terá apoio e interesse para os elencos camarários

g.a.n. disse...

pois...o grande problema é esse. Estes assuntos não mexem com a maioria dos eleitores, e nessa medida governa-se para aquilo que pode traduzir-se em votos para as pessoas se perpectuarem no poder. É o poder que interessa, mesmo que à custa da estratégia para o manter se possam adiar as politicas necessárias ao desenvolvimento do concelho. Arranjem-se os passeios e as ruas ao pé da porta das pessoas, uma ou outra estrada, gastem-se uns bons milhares de contos em concertos com artistas da rádio e tv para alegrar o povão, que isso é que depois dá votos e poder. E dá depois a reformazinha dourada após alguns mandatos...

Anónimo disse...

Nem mais.
Enquanto a grande base de eleitores tiver as características actuais, dificilmente haverão mudanças eleitorais. Depois PSD, CDS, PS e Bloco pouco ou nada fazem no decorrer dos mandatos, de forma a poderem ser vistos como alternativas aos olhos do eleitorado

MARIA disse...

Lógico, tem que se governar de acordo com o tipo de eleitorado que existe. Então como é que se ganham eleições, concerteza que não é fazendo espectáculos de Ópera no Val de Água

NV disse...

O que se passou no museu municipal e o que se passa a nível cultural nesta câmara é um descrédito nos funcionários, reparem no número de técnicos superiores que já trabalharam para a cultura e que agora está reduzida a técnicos profissionais.
Todos os técnicos superiores especializados foram-se embora pois este exigiram uma outra forma de fazer cultura.
Reparem ainda da inexistência de uma agenda cultural.
Reparem como o museu, o arquivo e as duas bibliotecas vivem isoladas no seu mundinho sem trabalhar numa política cultural conjunta e com guerrinhas constantes entre eles e com guerras internas.
Não se vê a presença dos responsáveis dos vários equipamentos em outros equipamentos que não os seus.
Reparem em como se manipula funcionários de forma a se fazer uma cultura minimalista sem dinheiro, a cultura da omeletes sem ovos.
Contrata-se espectáculos que ninguém viu.
Não existe uma política Cultural, existe eventos culturais que são feitos de uma forma desorganizada, sem método ou critério.
Qual é o evento cultural promovido pela câmara que tem projecção, a exposição de arte sacra?
Vai ser anualmente?
Têm-se feito coisas interessantes mas sem continuidade.

Vicente disse...

Não existe um politica cultural assente em vértices claros, mas iniciativas pontuais e desconjuntadas.
Não existe uma estrategia de desenvolvimento turístico para o concelho nem para a sub-região.
Não existem projectos de revitalização e salvaguarda dos centros históricos do concelho e da região.
Não se vê nada da parte da câmara para relançar as ruínas de Miróbriga.

NV disse...

Faço notar, caro Vicente,que quem "possui" as ruínas é o IPPAR e é de poder, contra-poder e de relações de poder, é disto que aqui se trata.
A realidade é que o poder local vive separado do poder estatal e vice-versa.
Não vejo nenhum caminho convergente entre a Câmara e o IPPAR, nem entre a Câmara e o ICN.
E todos têm alguma culpa, numa separação ou divórcio, a culpa não pode assentar totalmente sobre uma das partes.
"Andam a cavalo um do outro" consoante os interesse de cada um.