8.25.2007

Inqualificável I

Inqualificável a ideia da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, a pretexto da exposição "No Caminho sob as Estrelas" ter apoiado um encontro motard na cidade de Santiago do Cacém, nas principais artérias e no centro histórico até à Igreja Matriz.
Durante parte da noite de Sexta feira, dia 24 de Agosto, o barulho tomou conta da cidade...as acelerações, as travagens, os raters, o incómodo foram companhia dos Santiaguenses.
Julgamos que existem melhores maneiras de promover a excelente mostra sobre Santiago e o "caminho"... que não consta que fosse feito de mota!

6 comentários:

Fora de Lisboa disse...

O encontro de motards foi uma iniciativa original, bem organizada, com grande participação popular. Tinha sido devidamente publicitada e decorreu dentro de um horário perfeitamente aceitável, das 21 H 30 às 23 H 15. Constituiu, alis, um bom contributo para trazer as pessoas à zona do centro histórico. Só por espírito de 'bota-abaixo' se pode criticar. Ou será que os motards não podem ter acesso à cultura?

Alentejo_SW disse...

Se calhar não nos fizemos entender...a questão não se pôe com a presença dos motards, sempre bem vindos e que se aplaude a sua participação....
É interessante e salutar a mistura de diferentes "culturas".
A questão pôe-se com o barulho e agitação...continuamos a achar que travagens e acelerações, raters e afins não são a melhor publicidade para o espirito motard(especialmente à noite)...julgamos nós.
O resto da participação foi boa...um bom concerto...pessoas interessadas na exposição...visitantes no Centro Histórico...

Anónimo disse...

Convenhamos que não há qualquer estratégia do município para recuperar e revitalizar o centro histórico. São apenas iniciativas isoladas, que a propósito da exposição fizeram uns arranjos à pressa, umas pinturas, enfim pura fachada para turista ver. Os problemas de fundo subsistem, como a desertificação e degradação e não se vê qualquer estratégia que altere este quadro a curto ou médio prazo. É o que temos, e as pessoas que estão no município também não dão para mais. Infelizmente, especialmente para quem vive no núcleo antigo e consegue ver o potencial que encerra, que está e vai continuar adormecido.

De cá disse...

Realmente é verdade...umas obras de cenário, feitas à pressa, para enganar turistas e sem qualidade nenhuma.
A Câmara faz as obras, numa zona sensível sem acompanhamento arqueológico, destruindo vestigios importantes,sem projectos...se fosse um particular imagino o que aconteceria...embargos, coimas,vexame
Estranho o silêncio do Dr. Falcão (claro que era em benefecio proprio) do IPPAR, do IPA...

Limador disse...

Por muito que tente, custa perceber como é que um município como Santiago do Cacém não tem um arqueólogo no quadro. O concelho é pejado de vestígios arqueológicos em quase todas as freguesias, e tem 3 centros históricos com obras constantes (EDP, PT, edilidade, particulares), que deviam ter sempre acompanhamento no local. Com tanto funcionário e quadros superiores, custa perceber como não tem um arqueólogo, o que face à realidades dos concelhos do país, é rarissímo. Mais raro, no mesmo contexto, é também não possuir uma carta arqueológica actualizada, nem lá perto. Uma tristeza, que ilustra bem a forma como é tratado o património arqueológico concelhio por este executivo. E que tem condições para ser uma mais-valia complementar a Miróbriga, criando por exemplo circuitos cronológicos diferentes.

de cá disse...

Um arqueólogo no quadro seria alguém incómodo....a Câmara, os particulares não poderiam continuar impunemente a destruir como tem feito atá agora.
Basta ver o estaleiro que se transformou o CH de Santiago em que foram arrasadas interiores de habitações com grande interesse, destruindo-se vestígios arquelógicos, com a manutenção das fachadas (para inglês ver)e a reconstrução assim assim...sob o beneplácito do ineficaz GRUP.
E o mais rídiculo é numa Câmara Municipal onde existe excesso de pessoal...e contratações de conveniencia