6.26.2006

Uma casa de banho

Foi inaugurado recentemente, com pompa e circunstância, pelo senhor Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Vitor Proença (VP) as instalações sanitárias públicas no castelo.
Não sabemos como será inuagurar uma casa de banho....será com um "xixizote"?
Mas de qualquer modo esta inauguração tem aspectos caricatos e talvez lamentáveis...ou pelo menos merecedores de reflexão.
Senão vejamos...o alarido por uma inauguração de algo insignificante (será que a CMSC não tem mais obras a apresentar?), o verdadeiro atentado patrimonial e arquitectónico que foi perpetrado na zona mais nobre e até agora preservada da cidade de Santiago do Cacém. O que lá foi contruído é de uma má qualidade atroz, um perfeito exemplo de não integração, péssima qualidade de construção...ou seja tudo aquilo que a CMSC deveria evitar e deveria dar o exemplo.
E por último a utilidade da "coisa"... nos ultimos 30 anos, o centro histórico de Santiago do Cacém foi deixado ao abandono, com a complacência da gestão camarária para os tentados patrimoniais e paisagísticos, a sua cumplicidade na desertificação, envelhecimento e degradação...
A CMSC pura e simplesmente se esqueceu de uma parte da cidade, que não trás muitos votos e que só causa despesa, não podendo ser vendida em lotes.
Apesar de existir um departamento da CMSC que se ocupa do centro histórico, pouco ou nada se tem feito...
E o que se fez, é ao estilo da actual gestão liderada por VP: propaganda, gestos grandiosos, cenários bem montados, marketing eficiente e que se reflectem nas intervenções feitas no centro histórico por ocasião das eleições...pintura de fachadas enquanto os imóveis se detrioram...ou seja uma preocupação com a aparência, enquanto a essência se vai degradando e caindo.
Mas voltando á utilidade de "coisa" ou seja da casa de banho....parece que a única coisa que ocorreu à CMSC para melhorar o centro histórico foi a casa de banho....será que havia tanta necessidade de um local para as "necessidades"?
Onde estão os estacionamentos, as acessibilidades, a melhoria da circulação, a fixação de residentes, a criação de actividades económicas, os serviços, a limpeza e iluminação, o policiamento.....ou seja as verdadeiras necessidades que poderão atrair pessoas e então sim...alguém para utilizar as casas de banho...
Mas adiante...
As mesmas reflexões se poderiam fazer sobre outra obra pomposa....a Quinta do Chafariz...mas vamos deixar isso para outra ocasião....

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