1.13.2014

Depois de algum tempo

Caros amigos
Depois de algum tempo sem actividade, vamos tentar voltar com alguma regularidade, promovendo a discussão de temas que sejam do interesse de e para a nossa região!
Alguma coisa mudou, temos novos rostos, outros não tão novos, novas políticas, novos objectivos...
Algumas outras coisa mantiveram-se, com os mesmos actores (mesmo que em palcos diferentes), as mesmas ideias e intenções.

Antes de outras análises, pode-se constatar que o Alentejo Litoral, ou Litoral Alentejano, ou Costa Alentejana, ou Sudoeste Alentejano (1) continua nas bocas do mundo e nos olhos de muita gente, mesmo assistindo-se a uma degradação e decadência generalizada...mas serão assuntos que iremos abordando ao longo do tempo!

1)....estas diversas designações mostram bem o desnorte instalado e que cada entidade, autarquia, organização continua a puxar para o seu lado, muitas ao sabor da maré e das conveniências, sem uma estratégia conjunta, objectiva, duradoura e inteligente!
Voltaremos a este tema!

7.17.2013

Festivais

Acabado de encerrar, com chave de ouro, o Festival Terras sem Sombra, com um extraordinário concerto com obras de Luigi Bocherini, em Sines e com a entrega do prémio "Terras sem sombra" na Comporta, que contou com a presença de SAR a Infanta Pilar de Bourbon e dois Duques de Bragança, começa agora outro marco musical na nossa região, o festival Musicas do Mundo em Sines, com um calendário repleto de ofertas interessantes.
Segue-se o Meo Sudoeste, com outro género de musicas, mas que também tem o sue lugar firmado no panorama musical nacional e regional.
Em suma, a nível musical podemos considerar que o Alentejo Litoral está relativamente bem servido.
Mas, e nas restantes manifestações culturais?
Assiste-se a um quase deserto.
Podemos encontrar algumas actividades dispersas, uma ou outra exposição, mas eventos regionais, transconcelhios de arte, teatro, cinema ou mesmo desporto?
Ou congressos e encontros?
Agradeço que nos informem se estamos enganados, mas não conhecemos.
Acho que esta região já provou que tem públicos que gostam, que enchem, que apreciam manifestações culturais de qualidade, de conhecer coisas novas, novas formas de expressão, de arte....

7.11.2013

Em Alcácer do Sal foi descoberto um esqueleto de mulher com mais de 8 mil anos


 
A ossada encontra-se num extraordinário estado de conservação e em posição ritual, abrindo um vasto leque de possibilidades de investigação sobre os comportamentos funerários e forma de vida humana no Mesolítico.

Este foi o achado mais significativo da campanha deste ano do projeto Sado-Meso, dirigido por Pablo Arias, da Universidade da Cantábrica, e Mariana Diniz, da Universidade de Lisboa, que tem como principal objetivo o estudo das últimas comunidades de caçadores-recoletores e dos processos de implantação dos primeiros grupos agro-pastoris, no baixo Vale do Sado (concheiros do Sado).

O grupo ficou célebre no ano passado por ter descoberto aquela que será a mais antiga sepultura de um cão em Portugal.

O esqueleto agora encontrado será submetido a um conjunto de processos de investigação, como a datação por Carbono 14 e as análises de ADN, para que sejam reunidas informações sobre a vida daqueles povoados humanos.

Para já, é possível verificar que se encontra deitado de costas, com as pernas fortemente fletidas para a frente e os braços pousados sobre o peito, o que indicia um rito funerário muito específico.

O sítio arqueológico de Poças de S. Bento foi escavado pela primeira vez no final dos anos 50, por Manuel Heleno, fundador do Instituto Nacional de Arqueologia e, posteriormente, nos anos 80, por uma equipa sueca. O Projeto Sado-Meso fez a sua primeira campanha em 2010.

Até agora já tinham sido encontradas outras 13 ossadas, mas todas em fraco estado de conservação; algumas cerâmicas e sinais de estruturas habitacionais rudimentares.

Elementos fundamentais desta investigação têm sido os depósitos de materiais onde predominam as conchas, de lamejinha e berbigão, bem como vestígios de outros animais que serviam de alimentação, como veado, javali, coelho e boi selvagem.

Uma curiosidade são os vestígios de peixes habitualmente só encontrados em alto mar, como o tubarão ou a corvina, mas, sobretudo, uma prevalência de 83 por cento de sardinha, o que indicia que provavelmente estes povos possuíam embarcações com as quais se deslocavam até ao oceano e pescavam.

O projeto tem várias frentes de trabalho e é desenvolvido por uma equipa multidisciplinar, nomeadamente com a presença de uma antropóloga física (para o estudo e levantamento das ossadas) e de uma equipa de geólogos da Faculdade de Ciências de Universidade de Lisboa, que efetua sondagens no rio Sado, que passa nas proximidades do sítio arqueológico.

A meta é traçar um retrato o mais fiel possível de como era o local e a vivência há oito mil anos, desde a geologia, a fauna e a flora da época, à forma como os homens de então exploravam e viviam nesse ambiente.

Esta investigação acontece no âmbito do programa COASTTRAN, do Instituto Internacional de Investigaciones Prehistóricas de Cantabria, financiado pelo Plan Nacional de I+D+i do Ministerio de Ciencia e Innovación, e do projecto da UNIARQ, “Retorno ao Sado”, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Os trabalhos de campo contam ainda com a participação do Museu Nacional de Arqueologia. As análises serão realizadas, na sua maior parte, nos laboratórios das Universidades da Cantábria, de Oxford e de Lisboa, e no Instituto Max-Planck, de Leipzig.

Fonte:CMAS

De onde se prova que a nossa bela e rica zona é procurada desde muitos anos atrás!

6.17.2013

Uma iniciativa...

Decorreu no passado Sábado, em Santiago do Cacém, uma iniciativa, promovida por uma jovem, que conseguiu animar ma parte do Centro Histórico.
Esta iniciativa, que animou a "Rua Direita" (nome tradicional) de Santiago, destacou uma série de actividades, memórias e estórias dessa rua, colocou gente na rua, musica a tocar, estimulou a participação colectiva, trouxe de volta a vida a uma zona, infelizmente, desertificada e envelhecida.
Mas acima de tudo demonstrou que qualquer pessoas, com ideias, vontade e iniciativa pode realizar eventos para a comunidade.
Não é necessário que seja iniciativa das Câmaras ou Juntas, que se esteja "pendurado" nas entidades oficiais, que sejam sempre os mesmos a fazer.
Parabéns à Raquel Ventura, mentora da iniciativa e a todos os que tornaram possível esta realidade e que se tenham aberto portas para outras iniciativas!

5.10.2013

Se não fosse ridículo seria preocupante....

A Câmara Municipal de Santiago do Cacém anuncia a Santiagro como a maior feira agrícola do Alentejo.
Se não fosse risível esta afirmação deveria-mo-nos preocupar com o estado mental de que a proferiu.
Será que os senhores da CMSC não vão à Santiagro? Não se dão conta do mau que é esta feira?
Será que não visitam a Ovibeja, a Feira de Agosto em Grândola, o S. Mateus em Elvas, a Faceco, etc. etc., só para nomear algumas?
É fazer pouco das pessoas e realmente só podemos sentir vexados quando esta gente diz estas coisas...e por esta gente entenda-se o actual ou futuro ex presidente Vítor Proença e o seu delfim Álvaro Beijinha.
Enfim....
http://diariododistrito.pt/index.php?mact=News%2Ccntnt01%2Cdetail%2C0&cntnt01articleid=851&cntnt01returnid=84

4.26.2013

4.09.2013

Mais uma edição de Festival de Música "Terras sem sombra"

A 9.ª edição do Festival Terras Sem Sombra arranca já este sábado, dia 13, em Almodôvar, com concertos agendados até Julho em algumas das mais importantes igrejas da Diocese de Beja, destacando-se os que ocorrem na nossa região: Santiago do Cacém (um regresso), Sines e Grândola e ainda a actividade com as crianças das escolas do Carvalhal, Melides e Comporta

Música, património e biodiversidade dão o mote a uma temporada que marca bem a diferença de um território com características culturais muito próprias, e que tornam este festival único e uma das referências da nossa região.

O programa e demais informação pode ser consultada aqui:
http://festivalterrassemsombra.org/um-alentejo-que-se-promove-pela-musica-2/