11.11.2009

Via Algarviana ruma a Norte, a Santiago do Cacém

A Via Algarviana (VA) prepara-se para se expandir e servir de ligação a outras rotas pedestres nacionais e europeias.
Além de continuar a trabalhar com a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal para fazer a ligação a Espanha, a Almargem, entidade gestora da VA, tem agora em carteira um novo projecto com a associação Casas Brancas.
A ideia passa por associar VA às rotas vicentinas, num percurso que ligará o Cabo de São Vicente a Santiago do Cacém. O projecto está integrado no Provere e deverá ter início em 2010. À Almargem competirá a marcação do terreno em território algarvio, enquanto a parte alentejana ficará a cargo da Casas Brancas.
Mais notícias em http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=37289

11.10.2009

Conferência "Turismo na Península de Setúbal e Alentejo Litoral"

A Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal vai comemorar o seu vigésimo aniversário com um programa de animação destinado a “toda a população de Setúbal”. Segundo Maria João Carmo, directora da escola, o objectivo é o de “promover a escola e sinalizar a sua existência” de forma a possibilitar um futuro percurso “que se pretende diferente e inovador”.
Maria João Carmo afirma que a necessidade de interagir com a comunidade se prende com a sua defesa pessoal “pelas sinergias”, uma vez que acredita “que se faz mais e melhor em conjunto, comparativamente a quando se está só e isolado”. O programa de comemoração começa no dia 11 de Outubro com a “partilha de um bolo de aniversário de vinte metros com a população local, que vai ser transportado pelos alunos da escola até à praça do Bocage, onde também haverá uma degustação de chás e infusões”.
A directora da escola de hotelaria salienta também “a concretização de duas conferências muito interessantes, sob o mote Pensar Verde”. A primeira conferência, marcada para o dia 18, tem como tema “Turismo na Península de Setúbal e Alentejo Litoral” e pretende debater os novos desafios que se colocam actualmente na área do turismo, “nomeadamente as questões ligadas à formação especializada e seu possível valor acrescentado e sustentado”. A directora adianta a participação de “nomes importantes na área do turismo”, destacando-se a presença de Nuno Santos, membro da administração do Turismo de Portugal, e Joaquim Rosa Do Céu, presidente do Turismo Lisboa e Vale do Tejo.

11.04.2009

Silêncio, um projecto inovador no campo da música sacra

O património cultural debate-se hoje, num mundo globalizado e em rápida mutação, com grandes problemas. No que toca a Portugal, esta situação afecta, com particular intensidade, o património religioso, que corresponde a uma parcela esmagadora do nosso universo patrimonial – quase três quartos. A Igreja vê-se hoje a braços com enormes dificuldades para fazer frente a uma situação que, do ponto de vista financeiro e técnico, ultrapassa as suas possibilidades. O Estado, por seu turno, dispõe cada vez de menos recursos para conservar e manter abertos os monumentos, alijando responsabilidades nos municípios, também eles sobrecarregados de encargos. Face ao descalabro que se adivinha para muitos monumentos e obras de arte sacra, a única esperança consiste na mobilização da sociedade civil. Hoje, mais do que nunca, o futuro do património depende da mobilização das comunidades locais. Algo que não se faz com uma varinha mágica.
Foram estas as preocupações que estiveram na origem do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja (DPHA). Fundado em 1984 pelo então bispo de Beja, D. Manuel Franco Falcão, este serviço, constituído essencialmente por voluntários, inclui um “núcleo duro”, de marcado carácter técnico-científico, com 12 membros, e conta com cerca de duas centenas de colaboradores dispersos pelo vasto território do Baixo Alentejo – Beja é a segunda maior diocese do país em área, mas também a mais despovoada. A luta pela salvaguarda do património faz-se aqui em condições desiguais, uma vez que a desertificação crescente do interior abre a porta a situações de abandono, furto e vandalismo, especialmente em zonas rurais onde já há poucos habitantes. Mesmo assim, tem sido possível recuperar e dar nova vida a muitos monumentos e obras de arte em risco.
Um dos aliados do esforço que está a ser feito para defender as igrejas históricas é, por estranho que isso possa parecer, a música. De facto, o Festival Terras sem Sombra de Música Sacra, uma iniciativa realizada em parceria com a Arte das Musas, a Direcção-Geral das Artes do Ministério da Cultura e os municípios, já vai na sua sexta edição e tem-se imposto por uma programação rigorosa e qualificada. O Festival, hoje uma referência no panorama cultural do país (e da vizinha Andaluzia), visita regularmente os principais monumentos religiosos e, além de assumir uma componente pedagógica de base – cada edição constitui um novo capítulo de uma informal “História da Música” –, dá a conhecer, através de palestras, visitas guiadas e exposições, a arte sacra dos concelhos percorridos. Tendo em conta a grande paixão dos alentejanos pela música, isto significou uma pequena revolução para o património mais esquecido ou negligenciado.
“A arte pode ajudar a devolver aos monumentos a voz de que eles precisam”, salienta José António Falcão, director do Departamento. E acrescenta: “Eis uma reconciliação indispensável, mas que exige vistas largas e um trabalho de fundo.” Num momento em que não se revela fácil o diálogo entre a Igreja e os criadores artísticos, o Departamento acredita na importância de estender pontes e criar espaços de reflexão, o que corresponde, de acordo com os seus responsáveis, a uma tradição enraizada no Alentejo.
Para assinalar o quarto de século de actividade, algo pouco vulgar num meio em que florescem muitas iniciativas destinadas a uma vida breve, o DPHA levou a cabo o projecto Silêncio, que parte da música de matriz cristã para uma aproximação ecuménica, destinada a reunir católicos, ortodoxos e protestantes.
Interpretado pelo agrupamento Sete Lágrimas, a iniciativa assenta na encomenda de seis obras a três compositores contemporâneos: Ivan Moody (n. 1964), Andrew Smith (n. 1970) e João Madureira (n. 1971).
O desafio lançado a estes mestres residiu na composição de duas obras tendo por base a proveniência cultural de cada um deles: uma peça de maior fôlego e outra de carácter mais popular para instrumentos “antigos”. As obras, de carácter sacro e em seis idiomas diferentes, do latim ao russo, assentam em textos do Antigo e do Novo Testamento (Génesis, Lamentações e Paixão) e, complementarmente, de origem popular das distintas proveniências dos compositores. Trata-se de um olhar contemporâneo, em clave ecuménica, sobre as tradições ortodoxa, protestante e católica.
Sete Lágrimas, um consort especializado em música antiga e contemporânea, é, desde 2006, o grupo residente do Festival Terras sem Sombra de Música Sacra do Baixo Alentejo, tendo sido considerado um dos mais relevantes agrupamentos da actualidade nacional pela crítica. Surgido em 2001, conta já com uma discografia assinalável: “Lachrimæ #1” (2007), “Kleine Musik” (2008) e “Diaspora.pt” (2008). Para a interpretação das obras de Moody, Smith e Madureira, associou ao seu dispositivo a soprano húngara Zsuzsi Toth, uma voz reconhecida, pela surpreendente beleza e pela performance clara, mas cheia de cor, no meio da música contemporânea europeia.
Silêncio terá a ante-estreia em Beja, na igreja de Santa Maria da Feira, a 14 de Novembro, pelas 21.30 horas. A estreia realizar-se-á no Centro Cultural de Belém, a 15 de Novembro, pelas 18.00 horas. Este concerto será precedido (17.00 horas) por uma conversa, moderada pelo jornalista António Marujo (do Público), com Ivan Moody, Andrew Smith, João Madureira e o P.e José Tolentino Mendonça. Nas mesmas ocasiões proceder-se-á ao lançamento do CD do projecto, gravado pela Sony na Áustria e editado sob a chancela da MU Records. A iniciativa conta com o apoio da Direcção-Geral das Artes/Ministério da Cultura, do Turismo do Alentejo e da Câmara Municipal de Beja.

11.02.2009

Mais uma do CCEN


10.21.2009

Aldeia solar em Odemira

No Monte Cerro, próximo de Colos (Odemira) estão a ser experimentados vários protótipos tecnológicos para tornar uma comunidade de 50 pessoas auto-suficientes a nível energético.
A Aldeia Solar é um projecto da comunidade de Tamera e vai ser inaugurada amanhã.“A ideia é viver um ano inteiro com esta tecnologia, ver como funciona e encontrar os pontos fracos e fortes, para poder projectar um modelo para a Tamera inteira”, explica Barbara Kovats, coordenadora da Aldeia Solar. O campo de testes conta, por exemplo, com uma estufa multifuncional que, além de permitir o cultivo de alimentos com baixo consumo de água, também aquece óleo vegetal, que é armazenado num recipiente, permitindo assim captar e distribuir o calor entre um motor Stirling, que produz electricidade, e a cozinha. Outro protótipo em testes no Alentejo, região escolhida em parte por ser “rica” em exposição solar, é a bomba de água que funciona apenas com energia solar termal. Junto da cozinha, construída no âmbito do projecto, um grande espelho, com cerca de dois metros de diâmetro, desperta a curiosidade: “É um espelho de foco fixo, que vai reflectir o Sol para um tacho próprio, que aquece água em cerca de 30 minutos”.
O esclarecimento é dado por Fabian Deppner, também membro da Tamera e colaborador no projecto, que explica tratar-se de uma tecnologia antiga, mas ainda usada na Índia, num local onde se cozinha para 30 mil pessoas. Barbara Kovats garante que “estas tecnologias podem adaptar-se a todas as partes da Terra, possibilitando o desenvolvimento regional e a independência das grandes multinacionais da energia”. “É remar um bocadinho contra a maré, mas é exactamente essa a ideia, criar estes modelos alternativos”.
As tecnologias utilizadas na Aldeia Solar foram na sua maioria inventadas pelo alemão Jürgen Kleinwächter, que colabora com esta comunidade residente no Alentejo, a qual acaba por ser o seu “campo de ensaio”.
Até ao momento, em Tamera estão ainda a ser utilizadas as fontes de energia “normais”, à base de combustíveis fósseis, mas com que a comunidade “quer acabar”. Barbara Kovats assegura que, com a Aldeia Solar que vão testar, estão “a meio caminho” para se descomprometer, sendo que “o próximo passo” será encontrar “patrocinadores”, para desenvolver a tecnologia e planear a sua reprodução.
Mais informação em http://www.tamera.org/

10.20.2009

Centro Cultural Emmérico Nunes


10.19.2009

A pedido...

A pedido de algumas pessoas, que se identificaram , foram retirados alguns comentários.
No entanto mantemos o que vem sendo expresso ao longo do tempo neste local: não defendemos nenhum partido, muito menos a CDU.
Desafiamos alguém que encontre nos nossos posts algum comentário a favor da CDU ou de qualquer outro partido.
Os comentários que autorizamos, apenas veiculam os seus autores, muitos deles anónimos, pois como sabem, a liberdade de expressão não é muito tolerada em certas facções e "áreas" da nossa sociedade.
Sabemos que existem pessoas com "mau perder" como também com arrogãncia de vencedor.
Contra os factos dos números não haverá muitos argumentos: Em Santiago do Cacém a CDU ganhou e aumentou a percentagem, o PS e PSD perderam e perderam percentagem.
E Sines os Independentes (SIM) ganharam com maioria, assim como em Alcácer do Sal e Grândola o PS ganhou com maioria., havendo baixas significativas nos restantes partidos.
São factos.
E é natural que não agrade a todos.
Posto isto, e visto que a liberdade de expressão é mal entendida e mal aproveitada, e prova que a responsabilidade democrática não é para todos, não iremos nos próximos tempos, publicar mais comentários ou opiniões politicas sobre o Alentejo Litoral.
Assumimos os nossos erros e iremos avaliar o interesse ou não em continuar com este espaço.
Mas temos a certeza que não existe mais local nenhum onde se possa, na nossa região, enviar comentários, trocar ideias, debater.
E agradecemos a quase todos os que se empenharam na luta autárquica, porque sabemos que a grande maioria estavam nessa luta, nessa troca ideias, por amor às suas terras, por generosidade e por convicção, pedindo desculpa se de algum modo, por comentários que deixamos publicar, foram ofendidos.
Outros, que se introduziram neste combate eleitoral, a pensar nas suas próprias agendas, pedimos que daqui a 4 anos reflictam no que aconteceu e pensam melhor antes de aparecerem.